O Festival de Cinema de Cannes anunciou ontem os filmes que irão competir no evento esse ano, além daqueles que serão exibidos fora da competição oficial. O Brasil também está representado: o novo filme de Heitor Dhalia, “À Deriva”, que conta no elenco com o astro francês Vicente Cassel, entra na competição na mostra Un Certain Regard, duelando com outros nomes de pouca expressão. Na realidade, essa mostra paralela vale mais pela participação do que pelo prêmio em si, embora seja muito comemorado.
Em outras ocasiões o Brasil já foi muito bem representado, como no ano passado quando concorreu com “Cegueira” – embora esse seja um filme “multinacional”, digamos. “À Deriva” traz a história de uma adolescente na transição para a vida adulta, envolta a conflitos próprios do período e foi rodado no Rio da década de 80. Resta saber como de fato será a história, já que se formos olhar para a filmografia de Dhalia iremos nos encontrar com uma narrativa multifacetada. “Nina”, com Guta Stresser, é um filme esquizofrênico e minimalista, com os elementos de cena bem direcionados à loucura da personagem e sua intimidade. Na boca do povo poderia ser tachado de “louco” e “sem noção”, e não deixa de ser. É um filme curto e muito centrado na personagem principal, que por um lado é bom porque Guta se esforça e faz um ótimo trabalho, mas por outro limita a história (mesmo assim, a atriz Myriam Muniz dá um show interpretando a velha que hospeda Nina, numa atuação assustadora e impactante. Vale muito ver o filme só por causa dela). Já em “Cheiro do Ralo”, Dhalia acerta muito mais do que erra, apostando numa direção mais segura e muito ajudado pelo roteiro e pela atuação espetacular de Selton Melo. E “À Deriva”? Não achei o trailer por aí; só esse vídeo abaixo que mostra cenas bem-humoradas dos bastidores e um outro em que diretor e atores falam um pouco sobre a história.
No restante do Festival, alguns diretores carimbados e mais do que conhecidos do público. Tem Almodóvar – que já teve seu novo filme, “Abrazos Rotos”, comentado aqui no blog -, Ang Lee com “Taking Woodstock”, Chan-Wook Park com “Thrist” – que também já foi comentado aqui -, Alain Resnais com “Les Herbes Foller”, Tarantino com “Inglorious Basterds” e Lars Von Trier com “Antichrist”. Além, é claro, do filme que vai abrir o Festival dia 13 de maio: “Up”, a nova animação da Pixar.
A seleção é boa e promete. Resta saber agora como será a exibição desses filmes aqui no Brasil.















Cannes é, praticamente, a casa do Brasil… desde Glauber e de “O Pagador de Promessas” que mostraram o cinema do Brasil.
E aí, qual será a crítica da semana? “Che”? Vc é igual a Pablo agora, man.. tem que publicar as porras na sexta-feira!! heheheh
abração!
Acho essas produções multinacionais que estão ocorrendo no Brasil, muito positivas, principalmente no aspecto da troca de experiecias tecnicas.
Um abração!
O problema é que muitos filmes chegam tarde ou acabam não chegando. Nosso sistema prefere encher as salas de blockbusters bobos. Enfim, internet seve para taparmos esse buraco.
Falando em Heitor Dhalia, gosto muito dele e achei Nina melhor que Cheiro do Ralo. Estou ansioso para ver ese novo longa do cineasta!
Abração!!!!!!!
Quero ver todos! Quero ver todos! Amo o Dhalia, o Lars, o Tarantino, o Ang Lee…
Já te dise que eu sou seca por filme que tenha “Festival de Cannes” ou “Festival de Sundance”
Em compensação eu não estou nem aí para o Oscar.
beijas