Ontem, 16 de abril, Charles Chaplin teria completado 120 anos de idade. O jovem velho moço que um dia nos brindou com obras-primas do cinema mundial, ainda hoje é reverenciado em todo mundo. Suas obras ilustram desde aulas sobre capitalismo no segundo grau, até explanações complexas sobre quadro, plano, contra-plano e todo tipo de técnica cinematográfica.
Talvez o mais conhecido filme de Chaplin seja “Tempos Modernos”, com cenas inesquecíveis do cinema mudo – esse é, na realidade, o último longa do cineasta sem diálogos. É em “Tempos Modernos” que há a clássica cena que mudou muita coisa no cinema que conhecemos hoje. Logo no início do filme, um relógio de fábrica marca hora de entrada dos funcionários. A cena corta e vemos centenas deles a caminho do trabalho. Na cena seguinte, vemos então outra centena de carneiros em direção a algum lugar, com pressa. Essa “comparação”, digamos assim, tão óbvia hoje em dia, para época era um avanço tremendo – embora antes de Chaplin outras experiências também já tinham sido realizadas nesse sentido.
A genialidade de Chaplin residiu em criar um personagem riquíssimo, Carlitos, que persiste ao tempo e conta histórias pertinentes e com um cunho social fortíssimo, porém sem nunca perder o humor. O que dizer do discurso do ditador em “O Grande Ditador”? (parodiado pela comédia “Uma Corrida Muito Louca”) E a luta homérica em “Luzes da Cidade”? E as tramóias de Carlitos com o pequeno órfão em “O Garoto”? Tudo perfeitamente – graças a deus! – disponível a todos hoje graças às maravilhas da tecnologia. Então… Que diria Chaplin disso tudo?














Esse cara era muito gênio mesmo!
o que vi do Chaplin gostei.
Simples, engraçado, romantico.
abraço
Clássico é pouco.
um brinde à chaplin!
abs
Uma pena que de suas obras eu só tenha visto mesmo o famoso “Tempos Modernos”.
Grande, grande!!! Chaplin era genial!! Chaplin usava o humor pastelão, o romântico e o crítico.
O cara não comia reggae de ninguém. Na época de Hitler, todo mundo achava que ele era judeu. Chaplin nunca se importou em desmentir dizendo que pensarem isso dele não o afetava, já que os judeus são seres humanos também. Recomendo a todos a leitura da biografia “Minha Vida”. Dá para termos uma noção da genialidade dele (apesar de sentir que ele fala muito pouco da relação dele com os filhos, principalmente). Mas vemos várias passagens memoráveis da história do cinema e que Chaplin fez parte.
Me dói na alma quando alguém compara qualquer humorista com Chaplin. (vide Mr. Bean e… Didi). A única coisa que eles imitam é a pantomima cômica…
Recomendo também que assistam o que foi, para mim, um dos momentos mais emocionantes do Oscar: a entrega do prêmio pela obra a Chaplin: http://www.youtube.com/watch?v=J3Pl-qvA1X8
De chorar!!!
Ah, Rodrigão, outra coisa é que essa cena a que você se referiu em Tempos Modernos (Viva a aula de Pablo!! hehehe) não é tão óbvia assim nem hoje em dia. Aposto com você que muita gente não entende a ironia que ele passou…