
direção: Mimi Leder
elenco: Antonio Bandera, Morgan Freeman, Radha Mitchel
país: EUA
gênero: ação/policial
ano: 2009
Título Original: The Code
Filmes de roubos e assaltos aparentemente impossíveis você já viu inúmeros e é fácil descrever a história (11 Homens e Um Segredo, Os Suspeitos, Armadilha…). Claro, não é diferente em “Jogo Entre Ladrões”, um filme que se deita nessas intercorrências óbvias, mas que consegue, vez ou outra, sobrepujar clichês e proporcionar minutos de boa diversão.
“Jogo Entre Ladrões” conta a história de dois assaltantes de alto nível que resolvem se juntar para realizar um grande roubo, o maior de suas carreiras. Porém, no percurso, Jack Monahan (Antonio Banderas) envolve-se com uma misteriosa advogada, enquanto Ripley (Morgan Freeman) tenta exorcizar problemas do passado.
Somos apresentados a dois tipos distintos de personagens. Enquanto Freeman faz do seu Ripley um homem elegante, sutil e eficiente, Banderas mostra um Jack impulsivo e humano. Aliás, nota-se mais uma vez que ambos são bons atores, mas que se escoram numa zona de conforto que aparentemente traz eficiência, mas que no final das contas é apenas uma parede de sustentação de limitações técnicas. Se tirarmos Freeman desse filme e colocarmos, exatamente o mesmo personagem, em “O Procurado”, ninguém sentirá diferença. E cito apenas um filme recente do veterano, mas que pode se aplicar a diversas outras atuações. E assim é também que Antonio Banderas, o ator que surgiu como muso de Almodóvar, mas que caiu nas garras de Hollywood. O personagem que ele faz é o mesmo de tantos outros, embora – eu reitero – isso não signifique que os dois sejam ruins.
Na história, os russos sãos os vilões aparentemente, mas que revelam-se mais aliados dos policiais corruptos de NY do que outra coisa. Essa história paralela nem é muito explorada, demonstrando que o filme não quis abordar a mesma dicotomia Rússia e EUA mais uma vez, já que o tema é bastante saturado. A narrativa resolve explorar mais a relação entre os dois ladrões e é aí que o filme acerta. Ao mostrar Jack impulsivo e desajeitado, o diretor consegue deixar Freeman à vontade para fazer do seu Ripley quase que uma antítese do colega de profissão. É uma boa escolha, visto que “Jogo Entre Ladrões” não se atém somente à dinâmica do roubo e suas mirabolantes teses de assalto, e sim joga luz sobre uma interessante relação humana.
No entanto, o desenrolar dos acontecimentos cai novamente nos velhos clichês de filmes de assalto. Tudo bem, não em todos, mas em muito deles. Temos lá o policial que é impedido de investigar o caso e é obcecado pelo ladrão, a mocinha que torna-se um impedimento a certas ações, as reviravoltas mirabolantes e, principalmente, um final surpreendente. O bom de “Jogo Entre Ladrões” é que o final surpreendente realmente surpreende, mesmo que você já espere por isso.
P.S. [spoiler]: perceba que o argumento de “Jogo Entre Ladrões” é praticamente o mesmo de “Nove Rainhas”, filme argentino de 2000, que foi refilmado por Hollywood em 2004 como “171”. O encontro dos ladrões, o desenvolvimento da história inclusive com uma mulher da família de um se relacionando com o outro, o comprador e o golpe final. É muito parecido.














Porra man, eu vi o trailer desse filme e não fui com a cara dele não. Até me surpreendi em vc dizer que é bom.
hehehehehe
Eu tentei dar uma chance ao filme eheheh
Estou com Ramon, nao tive vontade de ver depois de assistir o trailer e também me surpreendi agora você dizendo que é bom
Daqui a uns meses quando pintar no telecine eu confiro hehehe
pelo seu post, o filme parece bom…
abraços
sou a única que sente falta dos contos e das crônicas?
eu concordo com sun… pena q vc encheu o saco das cronicas! mas q bom q seu blog ainda faz sucesso.
bjinho
Pô, vc me falou que achou Nove Rainhas uma merda!!! heheheheh
“Nove Rainhas” é ruim sim, mas não quis dizer o porquê hehehe
O final é muito ruim, muito mesmo. Uma idiotice pura, coisa que “Jogo Entre Ladrões” consegue superar um pouco.
Vou esperar sair o DVD. Não gosto muito da carreira atual do Freeman e do Banderas nem da diretora.
Mesmo sabendo que o filme seria igual a tantos outros, não pude deixar de ver, e constatar mais uma vez que Freeman é excelente, e Antonio Banderas é muito melhor fazendo este genero cafajeste e bandido do que tentar ser o mocinho.