Resenha de Disco: U2 – No Line On The Horizon

U2 – No Line On The Horizon
Depois de um disco que não empolgou nem crítica nem público, o U2 volta com um trabalho novo depois de cinco anos. O disco em questão, “No Line On The Horizon”, produzido pelo velho conhecido Brian Eno em parceria com Daniel Lanois, não traz nenhuma grande novidade e parece, como muitas resenhas preconizaram por aí, fechar um ciclo que começou pelo “All That Can´t Leave Behind”, passou pelo “How To Dismantle An Atomic Bomb” e chega agora a um ponto que parece ser a encruzilhada para a banda.
Com esse novo lançamento, o U2 parece chegar a um beco sem saída. Aliás, esse deve ser o segundo ou terceiro momento em que a banda trilha esse caminho, sempre emendando discos bons e ruins a partir da década de 90. A irregularidade da banda segue também esse novo lançamento, uma vez que “No Line…” está longe dos grandes momentos voais de Bono e das belas melodias de The Edge. No entanto, o mundo não está perdido para os fãs do U2.
A música de abertura, homônima, e “Magnificent” conseguem trazer um bom balanço entre melodia e peso, típico da banda irlandesa. É mais um exemplar das boas canções do U2, porém a seqüência do álbum não consegue manter essa linha – o que traz bons momentos, e outros tantos pouco inspirados. O mais latente nesse álbum é que Bono não consegue criar um hit de grande envergadura, uma música capaz de emocionar uma velhinha de 80 anos ou fazer chorar uma adolescente de 15 anos. E esse talvez seja um dos grandes trunfos da carreira do U2, uma banda que consegue emocionar a todos e, além disso, criar outras tantas canções com diversos potenciais: comercial, emocional, rockeiro, meloso, etc.
Em “No Line…” vemos uma banda que parece cansada de si própria, o que é evidenciado na pouca inventividade de um grande guitarrista, The Edge. Em “Moment Surrender” e “Unknown Caller”, Edge parece distante de Bono e do restante da banda, o que acaba por não criar uma dinâmica interessante. Assim é também em “Get On Your Boots On”, que parece ter um grande potencial de hit, mas esbarra num andamento quebrado demais e sem continuidade. Esse quadro muda um pouco em “Stand Up Comedy”, uma canção em que The Edge consegue criar um bom riff e a banda segura bem o restante da música, explodindo num grande refrão a lá U2, melódico e facilmente assobiável.
Outras músicas, como “Fez – Being Born” e “White As Snow” apenas dão um ponta de saudade do velho U2, pois a cadência delas dá sono, além de não engatar em nenhum momento. O grande momento, porém, parece ser “Breath”, esse sim um hit à altura de outros tantos que a banda produziu em seus quase 30 anos de carreira. A música tem potência e pegada de rock, mas não deixa de mostrar nuances mais melódicas. A banda escolheu, no entanto, uma péssima música para encerrar o disco, a fraca “Cedars of Lebanon”, com melodia lenta e cansativa e uma letra dos momentos mais modorrentos da carreira da banda. O que virá agora?
Não deixe de ouvir: “No Line On The Horizon”, “Magnificent” e “Breath”.
Myspace do U2
Entrevista que Pitchfork fez com a banda
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.














Sou meio conservador… gosto mais do que o U2 fazia antes… mas vou dar uma conferida nesse novo álbum.
Rodrigão, Matrix comemorou 10 anos nesta terça-feira (31 de março). Acho que o filme que revolucionou a ficção científica merece uma resenha!!
Rest in peace U2…zueira
A banda não precisa se reinventar como prega
milhões de “críticos” e fãs, mas sim, de novamente
criar uma unidade e tocar como uma banda, da forma
que você citou.
\o/
Eu gostei do disco. Realmente não me parece nada fabuloso. Apenas sinto que é um U2 melhor do que os últimos álbuns. Mas…ainda fico com “Accelarate”, do R.E.M.
Observação: Brunão, ningúem te disse que Rodrigo não gosta de Matrix? Ou será que mudou de opinião?
Sandro, você foi na mosca
;p
Eu acho que se criou muita expectativa mesmo, ainda mais se tratando de uma “banda grande” como o U2. Mas todas as críticas que eu li a galera falou bem do cd. Eu achei bom, mas nada de outro mundo. Acho que eles sempre fazem bons cds.
Já fui fã de U2, mas acho que já deu, né?
não gosto de u2, mas ruim mesmo foi quando perguntei o filme favorito do cara, e ele respondeu Matrix, virou ex.
beijas