Esse ano o disco “Kind of Blue”, do mestre do jazz Miles Davis, completa 50 anos. Isso você já leu e ouviu em tudo quanto é lugar, mas você sabe realmente quem foi Miles Davis? E o disco “Kind of Blue” realmente é uma obra-prima ou mais uma daquelas obras “pra crítico ouvir”?
Perguntas pertinentes, já que consumir e entender jazz é muito complicado – e isso até os próprios músicos e críticos admitem. Mas não fique tão preocupado, porque o Café com Pop preparou um pequeno guia para você entender esse disco, entender esse mito e, muito mais, poder de fato ouvir o som do cara com outros ouvidos. “Kind of Blue” é sim definitivamente uma obra-prima da música no século XX, repleto de solos magistrais, sentimento à flor da pele, intensidade e muito improviso. Siga abaixo e não reclame mais quando alguém citar Miles Davis. Agora você já sabe alguma coisa.
1 – A banda dos sonhos
Já disseram que um grande time de futebol começa pelo goleiro, e no caso do jazz uma grande banda começa com todos os músicos excelentes. Não basta um ou outro bom; todos têm que estar afiadíssimos. É por isso que Davis reuniu nesse disco o fino de sua geração. É possível que ninguém à época fosse melhor que essa turma: John Coltrane (sax tenor), Bill Evans (piano), Julian “Cannonball” Addlerley (sax alto), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Jimmy Cobb (bateria), além é claro do próprio Miles no trompete. Com esse time, o jogo já começava ganho.
2 – A consolidação do improviso
Já te disseram que jazz é puro improviso? Pois é, esse culto ao improviso do ritmo começou aqui, com Miles Davis. O trompetista colocou na mesa do estúdio apenas algumas folhas com anotações e notas e se posicionou na cadeira. O resto é história.
3 – O jazz é para todos
Se alguém ainda acha que jazz é coisa de rico refinado, então saiba que está redondamente enganado. Jazz é para qualquer um, e esse disco prova isso. Além de ter canções memoráveis (com acordes que perfeitamente dialogam entre si), “Kind of Blue” também influenciou outra grande quantidade de músicos pelo mundo, inclusive no Brasil. A bossa nova nada mais é do que o toque brasileiro ao estilo de Miles Davis e outros, em que João Gilberto & Cia. deram nova roupagem ao jazz, acrescentando o violão. O samba? Sim, a origem rítmica do jazz é a mesma do samba: a África, só que nós desenvolvemos o batuque e o molejo e eles a cadência e o improviso requintado.
4 – Miles Davis: um monstro
É comum as pessoas se referirem a Miles Davis como monstro, alcunha dada aos grandes mestres em diversas áreas artísticas. Em “Kind of Blue”, essa máxima chegou ao seu pico, quando então o trompetista se consolidou como um dos maiores instrumentistas do século XX.

5 – Um dos melhores discos de todos os tempos
Gosto é gosto, mas “Kind of Blue” é considerado por gente do mundo todo como um dos maiores discos de todos os tempos. E de todos os estilos. Não sou eu quem diz; a Rolling Stone já disse, a revista Time também e muitos outros. E o legado que Miles Davis deixou é a maior prova disso.














Não “frito nessa vibe” não.
ehehehehehe
Vou baixar….
Baixei esse disco faz alguns anos e amei!!! Acho que foi ele que me iniciou no Jazz clássico, embora eu me considere um analfabeto neste estilo.
Fundamental!!!
Se puder, leia Millenium. É bem interessante mesmo e foi mal pelos erros. Escrevi com uma pressa que só quem tem uma filha pequena sabe! Haha!
Sou ignorante em Jazz, mas sempre fui curioso em relação a esse álbum. Se a “bolacha” quebra barreiras do estilo é pq tem algo realmente diferencial.
Hj fui atrás de um petardo do Howlin’ Wolf (blues é uma praia que eu gosto) e quase baixei esse do Miles.
Jazz nunca me seduziu, já tentei incontáveis albums…mas nunca curti mto.
ao contrário do Pimenta eu curto jazz… já ouvi algumas do Miles Davis. ele é um monstro
Um time de primeira, com certeza. Confesso que acho difícil o Miles. De difícil digestão, e olha que tentei, até me envergonho, saber apreciar é uma forma de se enriquecer.No tema “So What by” por exemplo, quando ouve o seu solo você espera uma seqüencia lógica, você a antecipa.Ele foge da seqüencia , pula volta para trás, sei la não sei explicar.De repente entra Coltrane e parece que volta a harmonia do previsível.Ai reside sua genialidade talvez, mas que vou fazer , já tentei gostar da noz moscada e não consegui.
Difícil um país de merdas musicais como Ivete Sangalo, Sertanejos idiotas, romantismos tolos, funk bundinha, redes mídias, prestarem atenção ‘a uma obra prima desse calibre. Esse repertório musical é para quem quer e não para quem apenas “ouve”.