Quando em 2003 Pitty lançou seu primeiro disco, “Admirável Chip Novo”, o Brasil todo se perguntou: “quem diabos é Pitty?”. Mais do que isso, o trabalho da cantora baiana atingiu em cheio uma garotada ávida por rock n roll, cheio de referências recentes e com um tino comercial bastante apurado.
Agora Pitty chega ao seu terceiro trabalho e uma coisa é certa: ela quer mais e mais o público jovem. O tiro foi certeiro e começou exatamente no dia 28 de maio quando ela lançou o blog “256 tons de cinza”, um nome que remetia diretamente ao nome do novo trabalho. Lá, a cantora fez igual à bem sucedida investida midiática de Caetano Veloso: compartilhou com os milhares de fãs tudo que fosse relacionado ao novo disco. Teve discussão do nome, letras inéditas, fotos das gravações, notícias e muita explicação diante do conceito do álbum.

É uma idéia que já vem tomando formato no mundo pop. E, diga-se de passagem, uma iniciativa bastante promissora, visto que os fãs acompanham de verdade e muita gente que não conhece o som do artista pode se interessar pelo conceito, pela idéia. E foi assim que Pitty fez. A imagem acima é a capa do CD, intitulado “Chiaroscuro”, palavra italiana que significa “claro-escuro” em português (outra semelhança com Caê, que nomeou seu último disco também na língua italiana de “ziie e zii”,tios e tias em português). Tem muita explicação lá no blog sobre a origem do nome e de todo o conceito de “Chiaroscuro”. Confesso que pode parecer besteira de início – e definitivamente esse adjetivo pode ser usado para seu último disco, “Anacrônico”, de 2005 -, mas não é. Pitty trabalhou direitinho o “todo” do álbum e não somente as músicas.
Já dá pra ouvir até se a primeira música lançada está de acordo com isso tudo. “Me Adora” (clique no player pra ouvir) é a primeira canção lançada e, como não poderia deixar de ser, teve seu lançamento oficial no blog. “Me Adora” é uma canção híbrida e com algumas nuances interessantes, porém, o que mais me chamou a atenção é que ela parece muito com Jovem Guarda. Sim, aquela levada simples e dançante dos tempos de Roberto & Erasmo, descompromissada e que fala de amor de uma maneira leve. Claro, o toque de Pitty está lá: guitarras altas, baixo pulsante e uma bateria no talo. É a característica dela, inclusive em músicas como “Na Sua Estante”. “Me Adora” é, na verdade, a mistura de “Na Sua Estante” com Jovem Guarda, buscando desse estilo mais a melodia e a letra e chupando a pegada do rock n roll anos 90 – marca registrada da cantora.
O disco será lançado em breve (com resenha aqui, é claro) e aí realmente teremos a noção exata de como ela vai figurar nos anais do rock brasileiro.
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.













Rapaz, vc ainda considera Pitty rock? Para mim ela é emo-pop…
hooo da um tempo tudo pra vcs agora é uma estensao de emo é emo isso emo emo emo emo curte a musica e pronto
Marcio, concordo com vc. Muita gente esqueceu o que realmente é emo, que vem de emocore. Até as bandas emo esqueceram disso hehehe
admim o povo q emo é moda e esquece q isso é um estilo ñ so emo simplismente isso ta stresando pra todo lado q olha tem um dizend o stilo de fulano agora é emo
Pessoal, ela já se intitulou como sendo do rock…então acho que a pessoa mais qualificada para definir seu som é ela mesma.Ou seja Pitty é Rock, nada contra emocore, pois também é um estilo, e deve ser respeitado.
Porra man, muito legal esse texto.
E aí, não quer colocar ele no BahiaRock não?
É bom que divulga seu blog.
Me manda um e-mail dizendo o que acha.
valeu