
direção: Griffin Dune
elenco: Uma Thurman, Jeffrey Dean Morgan, Colin Firth
país: EUA
gênero: comédia/romance
ano: 2009
título original: The Accidental Husband
É curioso tentar entender a capacidade “criativa” de Hollywood em criar dezenas de filmes de comédia romântica a cada ano. “Marido Por Acaso” segue uma linha já conhecida por todas as pessoas que assistiram ao menos um exemplar desse gênero, só que pelo menos tem a seu favor o talento de uma grande atriz, Uma Thurman e um ator que dá pro gasto, Jeffrey Dean Morgan.
O filme conta a história de Emma Loyd (Uma Thurman), uma escritora de sucesso que está prestes a se casar, mas que em seu programa de rádio dá um conselho duvidoso a uma ouvinte que, por incrível que pareça, vai mudar o rumo de sua vida.
É simplesmente uma história simples, lúdica e em alguns momentos divertida. Quando disse acima que a fórmula é batida, não quis dizer com isso que o filme é uma porcaria. Não. Poderia ser, mas está longe disso. Em “Marido Por Acaso”, o diretor Griffin Dune é apenas mais do mesmo em sua direção: corre com a câmera quando é preciso, foca nos atores quando há uma emoção a ser pontuada e abusa dos travellings, aí sim, uma patologia do gênero que irrita profundamente. Tudo é motivo para planos abertos e contemplativos, cheios de babação musical e emoções à flor da pele. Por sorte, Uma Thurman está lá.
A atriz, como é sabido de todos, é um talento quase que inquestionável. Aqui, ela empresta sua atuação à Emma, uma aparentemente dona de si mesma que consegue com suas habilidades emocionais cativar qualquer pessoa. É com seus conselhos amorosos que ela consegue subir na vida, escrevendo livro de auto-ajuda de sucesso e sustentando um programa de rádio de aconselhamento amoroso. Aquela babação típica de rádios populares, mas que ela leva à frente com relativo sucesso. Está prestes a casar com Richard (Colin Firth), um editor boa praça que vê o casamento ir por água abaixo quando Emma, num típico dia de conselho radiofônico, mete guela abaixo uma idéia em uma ouvinte: acabar com o noivado. É um duro golpe, no entanto, para Patrick Sullivan (Jeffrey Dean Morgan), um bombeiro truculento que vai ao inferno com a notícia.
O filme todo é, na verdade, a tentativa de Patrick de sacanear Emma, inclusive utilizando-se do seu próprio veneno para que ela entenda e questione a si própria duas coisas: se de fato o que ela preconiza no livro e no programa faz sentido e se seu casamento é a melhor escolha. A história clássica das comédias românticas também se aplica aqui: a mulher bem sucedida na profissão não é feliz no amor e faz uma viagem pelos seus sentimentos para descobrir, no fim, o sentido da vida e reencontrar seu grande amor (não vou dizer, obviamente, com quem ela fica no final). É uma trajetória mitológica bastante conhecida, em que a “heroína” passa por diversas provações durante o filme para conseguir, enfim, entrar na zona de conforto pessoal. A boa notícia é que em algumas cenas o filme realmente desperta um riso preso e faz divertir, com situações inusitadas e outras tantas gags físicas de bom gosto, diga-se de passagem. E aqui entra o talento não só de Thurman, mas também do ator que interpreta Patrick, um bom vivant enrustido e gozador de primeira (reparem que ele parece assustadoramente com Javier Bardem).
A coisa piora – existe boa notícia sem ser acompanhada da má? – quando chegamos ao ato final, completamente sem criatividade e de um clichê quase novelesco que somente quem assistiu ao folhetim da Record “Chamas da Vida” vai entender. É, é desse nível.














Bom man, pretendo não assistir isso aí.
Sempre “mais do mesmo”
Rodrigo, parece que você gostou, mas ficou com raiva de ter gostado. Esse eu vou conferir. Vejo qualquer filme com a Uma Thurman.
Não tive o desprazer de assistir ao final pois saí no meio do filme. Péssimo, clichê, sem graça, monótono, vazio. É o mínimo que posso dizer dessa porcaria.
Eu adoro Uma Thurman, mas nem tudo que reluz é ouro!
além de tudo há diversos erros de filmagem onde o microfone aparece
Eu adorei! Já assisti várias vezes e também me impressionei com a semelhança de Jeffrey Dean Morgan com Javier Bardem. Um filme com os dois juntos seria um colírio para o público feminino. Acho que cinema deve ser também entretenimento, não precisa ser sério e nem ”cabeça” o tempo todo. Realidade?! Isso eu tenho no trabalho o dia inteiro e nos jornais. Quero a fantasia também. Pensem nisso. A arte deve propiciar o sonho, mesmo que efêmero. Ah, e ainda não vi o tal microfone aparecendo.
concordo plenamente com a Lídia, precisamos de um pouco de sonho em nossa vidas e nada como assistir um filme assim,que nos tira um pouco da realidade muito bom adorei sem falar q esses dois gatos já são um sonho!