Para comemorar o dia 7 de setembro, importante data no nosso calendário anual de feriados cívicos, o Café com Pop preparou uma lista diferente. Coloquei abaixo 5 artistas e 5 filmes brasileiros que não são os melhores de todos os tempos, mas que tem sua importância reconhecida nos últimos anos. São bandas e artistas que vem dando uma nova cara à música brasileira e mais 5 filmes recentes que passeiam por diversos estilos e que provam a qualidade do cinema nacional. Divirta-se!
Música:

Rômulo Fróes – O artista paulista é um cara multi-facetado: já foi taxado de arauto do novo samba e de indie ao mesmo tempo. Nem uma coisa nem outra. Rômulo Fróes é um cantor e compositor que prima pelas melodias disformes e acordes dissonantes, pelas letras gigantes (“Anjo”) e pela doçura de seus embalos. O resultado é um som autenticamente brasileiro, sem que isso soe de forma antiquada ou nostálgica. Seu mais recente trabalho é “No Chão Sem o Chão” (2009).
Céu – A cantora surgiu no cenário brasileiro com a bela e sarcástica “Lenda”, mas é com seu novo disco, Vagarosa (2009), que ela toma lugar no novíssimo som da música brasileira. Céu mistura samba com programação eletrônica, swing com depressão e minimalismo com sofisticação. Tudo isso com uma voz inconfundível e participações sempre no ponto.
Mombojó – Esses já são velhos conhecidos do indie/rock nacional. Desde 2003 que figuram como um grande nome da música brasileira, costurando uma teia musical que vai do dub jamaicano, passando pelo samba de raiz, e chegando até o rock de guitarras altas. É uma mistura que dá certo porque é feita da maneira mais natural possível, transformando os garotos de Pernambuco num nome de respeito no cenário da música brasileira.
Wado – O cantor “alagoano” já batalha há quase 10 anos na carreira solo, sempre com uma música única que funde samba, psicodelia e sonoridades brasileiras. Dá até pra achar, em alguns momentos, que estamos ouvindo músicas dos idos da década de 70, mas não. Estamos é diante de um cara inventivo e sagaz na sua composição musical, que tem ainda na prateleira sonora muito de mutantes e outros sons regionais. Seu mais recente trabalho é “Atlântico Negro” (2009).
Curumin – Esse é um artista que você já leu aqui e que também consegue costurar referências diversas numa sonoridade única. Curumin é cantor e compositor paulista, mestre em samba e também em programação eletrônica, com músicas igualmente dissonantes e atraentes. Seu mais recente trabalho é Japan Pop Show (2008).
Cinema:
Narradores de javé – Esse talvez seja um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos – e, não, não é exagero. O filme conta a história de uma cidade do interior do Brasil que está prestes a ser engolida por uma represa e a única coisa que pode salvá-la é o tombamento como patrimônio histórico. A partir daí, os moradores se mobilizam para escrever um livro com as histórias fantásticas da cidade com o sonho de salvar a amada Javé. Pode parecer muito sério o enredo, mas o longa é uma comédia de rolar de rir, sem precisar ser idiota ou apelativa, apenas se ancorando no talento dos atores e na magnífica e impressionante atuação de José Dummont, vivendo o gracioso Antônio Biá.
Cinema, Aspirinas e Urubus – O filme teve um grande percurso em festivais pelo mundo e prova que o brasileiro sabe contar sua própria história. Dessa vez, pega a carona de um alemão que, em plena guerra mundial, visita o interior do Brasil para vender as novíssimas aspirinas. No caminho encontra figuras emblemáticas e enfrenta situações que fazem com que ele redescubra a si próprio. As imagens são fortes e belas, muito bem filmadas e com um toque de sensibilidade à toda prova. Destaque para a atuação de João Miguel, extraordinário ator baiano.
Cidade Baixa – Nesse filme, não existem apenas dois atores principais (Lázaro Ramos e Wagner Moura), e sim três: a própria Cidade Baixa, região de Salvador, é um importante fator de mudança pessoal do outros protagonistas, exercendo uma forte influência nas decisões de ambos. Combinado a isso, uma história simples e tocante que ainda conta com a boa participação de Alice Braga como uma sensual prostituta, alvo de desejo de dois amigos.
Estômago – Esse é um filme que está aqui por ser uma comédia inteligente, longe das recentes baboseiras nacionais. A história é curiosa e imensamente divertida, com atuações belíssimas de João Miguel e Fabíula Nascimento, numa dobradinha que rende lágrimas e risos na mesma proporção. A história do retirante nordestino que chega à cidade grande em busca de emprego e vira chef de cozinha, tem um fim trágico e ao mesmo tempo natural. É obrigatório.
O Cheiro do Ralo – Para dar um panorama geral do cinema nacional recente, não poderia faltar um filme insano, esquizofrênico e divertido como esse. A atuação de Selton Melo salta aos olhos, tanto do público, como dos próprios personagens do filme, numa história que mistura psicologia com determinismo urbano de maneira única e etérea.
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boas dicas rodrigo!
e nem ficou paracendo discrudo de nacionalista…
viva à independência e ao Brasil sil il!
heheh
abraços
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Ótima lista de filmes, deles só não vi “Narradores de Javé”, e confesso que pelo trailer na época nbão me chamou a atenção.
acho narradores e estômago são fuder.