As imagens que ilustram o post foram tiradas do blog do glorioso crítico André Setaro. Elas ilustram perfeitamente o corte e a diferença que há entre a exibição de um filme em película e em formato digital. É um disparate tremendo – e que vem invadindo as salas de cinema de todo Brasil.
Por isso, críticos e pessoas que pensam o cinema no Brasil colocaram no ar uma petição online para combater essa prática e, mais do que isso, chamar a atenção dos amantes do cinema para um problema que afeta profundamente a obra fílmica. Não se trata de nenhum puritanismo ou algo do gênero, é apenas a necessidade de preservar o filme da maneira que ele foi concebido. Quem nunca presenciou alguém criticar o widescreen? Na verdade, é uma ilusão achar que o fullscreen é melhor e maior. Não! O full corta a imagem e aproxima (perde-se qualidade), enquanto o widescreen preserva a obra inteiramente.
Mais do que isso, alguns renomados críticos já aderiram à idéia e já assinaram a petição. É o caso do próprio Setaro. “As versões digitais estão a deformar e deturpar os formatos originais dos filmes. Um crime. Uma intromissão indevida na integridade da obra cinematográfica”, diz em seu blog. Pablo Villaça, crítico há mais de 15 anos e editor do Cinema em Cena, não se considera um purista, mas não admite o que vem sendo feito nas salas de exibição. “O que vemos no Brasil é algo digno de um pequeno cineclube da roça, não algo que deva ser exibido para o público em festivais ou mesmo no circuito comercial convencional”.
Assine, passe adiante e tente olhar a obra fílmica em toda sua estrutura. Não aceite cabeças cortadas ou algo do gênero.
















Não entendi direito. Isso acontece só no Brasil ou no mundo todo (o que eu duvido)?
Pelo que Pablo falou no blog dele (o link tá aí no post), lá em LA também é assim. Quer dizer, algumas salas já estão optando por esse digital que corta as imagens.
td bem, pela foto isso fica bem claro, mas tela widescreen me da agonia!!! hunf!
bjinho!