Morrissey
em “Years of Refusal” (2009)
Morrissey é, definitivamente, um dos maiores artistas da música das últimas décadas. E ele ainda se mantém na ativa, realizando shows concorridos e fazendo discos à altura de sua longeva carreira. Esse ano ele veio com mais um petardo pop e ácido, “Years of Refusal” (2009), que celebra o amor em vários momentos, mas também reserva tempo para sua ironia costumeira.
O novo disco segue uma linha evolutiva com relação aos trabalhos anteriores. Se “Ringleader of the Tormentos” (2006) foi mais calmo, agora o velho Moz está mais mordaz do que nunca – ou pelo menos chega perto de bons momentos de sua carreira com os Smiths ou na própria carreira solo. “Something Is Squeezing My Skull” abre o disco como um petardo, estoura num refrão grandioso e mostra o caminho para uma excelente seqüência de músicas. As letras, óbvio, continuam não poupando ninguém – principalmente o próprio. “I’m Throwing My Arms Around Paris” é até sublime e singela, mas revela um amor incompreesível e mortal. Para o padrão Morrissey, nada de novidade, mas o cantor continua destilando seu veneno social em “That´s How People Grow Up”, quando canta “I was driving my car / I crashed and broke my spine / So yes there are things worse in life than / Never being someone’s sweetie”. Apocalíptico.
Até por essas letras, fica meio claro porque ele não faz sucesso comercial como outras bandas de rock. Morrissey é pop na sua roupagem rock, mas suas letras são verdadeiras demais. Em “Years of Refusal”, tem ainda músicas apontando para caminhos um pouco diferentes, como “When Last I Spoke To Carol”, utilizando até um grupo de metais para ajudá-lo. No mundo atual pré-década de 10, Morrissey é um soco de realidade em nossas faces.















Rapaz, esse disco é muito bom! Assim que saiu, eu coloquei um texto no Vinil. Ouvi muitas vezes.
Com certeza Morrissey é um dos grantes artistas da música das últimas décadas. Faz falta bandas como Smiths, faz falta não termos uma quantidade maior de letristas como ele, David Bowie etc.
Abraços!
Nem lembrava que ele tinha lançado disco esse ano. Vou pensar em ouvir, apesar de não ser fã de Smiths.
Eu sempre torci o nariz pro Morrissey, tanto que ignoro a carreira solo dele, e conheço Smiths por cima.
Esses dias escutei o primeiro solo dele, não por iniciativa mas por via indireta (namorada é fã), achei redondíssimo, inclusive muito desse disco que eu conhecia achava que era o melhor dos Smiths mesmo.
Fiquei curioso em ouvir esse último.
Morrissey, não é a minha praia, mas acho sua musica muito divertida e otima prá dançar.
o cara é foda!
Oi Rodrigo!
Sou sua colega do curso de convergência midiática. Gostei muito de conhecer sei blog. Bem bacana. Também sou apaixonada por música. Café, nem se fala! Tomava na mamadeira! Vou seguir e visitar sempre.
Bjo