
Arctic Monkeys
em “Humbug” (2009)
É impossível falar no novo trabalho do Arctic Monkeys, Humbug (2009), sem citar a influência direta de produtor Josh Homme na concepção geral do disco. Para quem não lembra, os Monkeys vem de um momento específico da cena britânica de meados dessa década, com um som bem trabalhado em cima de reciclagem de batidas da década de 80 e uma priorização das guitarras que fazem dançar. As pistas de rock desse período – e até hoje, diga-se de passagem – eram obrigadas a tocar o hit “I Bet you look good on dancefloor”.
Os tempos agora são outros. Depois de dois discos bem sucedidos, chegou a hora da banda revigorar seu estilo, acrescentar pitadas mais ácidas e aprumar as guitarras. Em Humbug, saem os riffs dançantes e batidas sincopadas e entram mais psicodelia e uma influência direta de bandas mais pesadas, como Queens Of The Stone Age. Perde-se no balanço e ganha-se na cadência. Isso pode ser visto claramente em canções como “Pretty Visitors” e “My Proppeler”, em que as camadas sonoras sem arrumam de forma a construir um som bastante peculiar. Já “Dangeours Animals” retoma um pouco o frescor juvenil de início de carreira, lembrando a sonoridade antiga e fazendo a perna balançar institivamente, mas sempre com um tom mais sombrio e mais próximo do enigmático do que do dançante. “Crying Lighting” é o hit (quase) perfeito de 2009, uma porrada de primeira.
É uma mudança considerável e aponta para um futuro promissor de Alex Turner e Cia. O vocalista, aliás, já havia demonstrado grande habilidade musical no projeto paralelo The Last Shadow Puppets, com um som mais maduro e atirando para outras possibilidades artísticas. E isso tudo com apenas 23 anos.














Esse disco é realmente bem bom, talvez o melhor da banda.
Se for comparar esse novo disco com os ultimos dois que já já ouvi, os ultimos dois são melhores !