Acaba de ser lançado na web o documentário “Brega S/A”, que conta um pouco da história e de como funciona o aclamado ritmo paraense Tecnobrega. O doc vai além e ainda consegue traçar um panorama de outras questões relacionadas, como por exemplo o modelo de distribuição, consumo e a produção dessas músicas, além é claro, de ser uma ode à cultura livre.
O filme vem num momento importante. Se por todos os lados se discute novos modelos de negócio e novas maneiras da indústria fonográfica se sustentar, o tecnobrega é um “case de sucesso” (como gostam de chamar os teóricos). Ancorado num princípio básico da cultura pop (reciclagem; reaproveitamento; releitura), o ritmo não só consegue arrebatar multidões no Pará, mas também se faz em si próprio. A produção é local, o consumo e a distribuição também. Tudo na base da “troca”. Para entender bem como funciona a coisa (para quem realmente não sabe nada de tecnobrega), basta assistir esse trecho abaixo. É do documentário “Good Copy, Bad Copy”, que trata da indústria fonográfica, pirataria e cultura livre:
Basicamente, os produtores pegam uma música famosa, retiram algumas partes (ou não), recriam linhas de baixo ou outro instrumento e colocam uma outra voz e letra por cima – ou não, depende muito. Em muitos casos fica um negócio meio Frankeinstein e estranho aos ouvidos num primeiro momento. As versões são as mais diversas, vão do clássico Michael Jackson, passando por Britney Spears e afins, até chegar a nomes menos conhecidos, como Gnarls Barkley. Mas o que vale aqui não é a qualidade puritana do som, e sim seu modo de consumo. O Tecnobrega é hoje uma realidade consolidada no Pará, com festas específicas, distribuição de CDs e um comércio forte em volta disso tudo.

Banda AR 15: sucesso absoluto em terras paraenses
Voltando ao “Brega S/A”, é claro que ele está disponível de graça na internet. Basta acessar esse link e ser feliz. Vale muito gastar pouco mais de 1 hora do seu dia para conhecer essa turma e o que eles vêm fazendo no país. Pode parecer uma realidade muito distante da gente do resto do Brasil, e por isso mesmo deve ser conhecida antes de qualquer acusação de plágio ou cópia pirata – o que é freqüente para leigos ou pessoas que não se dignam a tentar entender o processo. Eu uso um exemplo básico. Quando você é um acadêmico, ou simplesmente faz um trabalho acadêmico, é de praxe copiar (sim, copiar) trechos inteiros de outros autores para referenciar e relacionar com outros autores e, claro, com suas próprias conclusões e criações a partir daquilo. Isso é plágio? Não, é referência. E é isso que o Tecnobrega faz.
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Um pouco nessa linha, o pagode baiano e o Arrocha vem ganhando espaço em Salvador seguindo um caminho bem parecido. Estão milhas de distância da grande mídia, mas gozam de uma popularidade tremenda. É só ver os hits do Youtube de várias bandas e comprovar: tem artista muito mais badalado que sonha em chegar aos acessos de bandas pouquíssimo conhecidas. Basta pesquisar por Fantasmão, por exemplo, que é um “case” bastante interessante e que já saiu na mídia nacional (Revista Trip). É a nova lei dos (quase) sem lei. Quem quiser… Que siga.
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.














Outro dia eu vi na TV (não lembro em q canal) uma reportagem grande sobre o tecnobrega, mas falava apenas da visibilidade nacional que o ritmo está ganhando e q apesar de ter sido criado no Para, a banda q mais faz sucesso nacionalmente, é a banda baiana ‘Dejavu’, que por sinal, eu NÃO aguento mais!!!! Só que eu nunca tinha visto o tecnobrega por este lado… Vou passar a observar mais… rsrsrsrsrsrs
Será que vai durar mais do que o tempo de euforia do Arrocha?!
Sim, o movimneto já dura anos e não tem perspectiva de decaída, assim como o Arrocha, que tá firme e forte nos guetos da cidade.
Faltou falar de banda De Javu e coisas do tipo.
eheheheh