Para quem estava com saudades das velhas histórias infantis e de amor da Disney, “A Princesa e o Sapo” é um prato cheio. Nas telonas a partir do dia 11 de dezembro, o filme traz de volta os encantos e magias de belas heroínas, bruxas malvadas e príncipes encantados com uma novidade: a primeira princesa negra. A animação é feita toda em 2D, quebrando um jejum de 5 anos em que a Disney, em parceria com a Pixar, só fez filmes em 3D.
A história se passa na era de ouro do jazz americano, na década de 20 em New Orleans, onde vive a jovem Tiana, confundida com uma princesa e beijada por um sapo. A confusão então é formada e o filme, que em certos momentos é mais um musical, apresenta novamente uma trama que remete aos clássicos “Bela Adormecida”, “A Bela e a Fera” e “Cinderella”.
O grande chamariz do filme é mesmo a princesa negra, primeira heroína da Disney com essas características. É verdade que o estúdio também já produziu outras histórias com personagens de raças diferentes, como Pocahontas, Jasmine (de Aladdin) e a chinesa Mulan. Mas agora a situação é outra. Mesmo depois de anunciar que não faria mais filmes com a velha tecnologia 2D (o último foi “Nem Que a Vaca Tussa”), a Disney voltou atrás e leva à frente uma trama ambientada num cenário riquíssimo culturalmente, típico da cultura americana e com uma princesa negra como protagonista. O conto de fadas moderno remete a um resgate de um momento histórico abalado pela recente destruição de New Orleans pelo furacão Katrina e pela valorização do negro no mundo, afinal, Barak Obama é o presidente da nação.
Outras heroínas
Pocahontas (1995) – A clássica história de amor proibido encontra nesse filme a bela protagonista indígena Pocahontas, que se apaixona pelo capitão inglês John Smith. O amor é condenável e decide os rumos de uma guerra. Pocahontas tem cabelos longos, é mulata e apresenta uma leve sensualidade em seus olhos.
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Mulan (1998) – A trama é baseada na lenda chinesa da heroína Fa Mulan, jovem que vai lutar na guerra no lugar do pai doente. A história de superação e aventura traz uma protagonista longe dos padrões típicos da Disney, não é branca, tem personalidade forte e os olhos puxados.
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Jasmine (1992) – É mais uma história de amor, só que dessa vez com personagens árabes. A história é inspirada nos contos “As Mil e Uma Noites” e Jasmine é uma bela e decidida mulher com fortes traços físicos da região, muito longe dos padrões americanos de princesas, como Branca de Neve e Ariel.
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Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.














E tem gente que acredita que a política está falida.
To curioso pra ver esse desenho, mas só vou ver se tiver legendado.
RApaz, tô doido para ver este filme! Parece ser bem bacana!