Com o final da década, muita coisa passa a ser revisada no mundo pop. Bandas, estilos, hits, artistas… Todos são avaliados. Mas, e o rock brasileiro? Qual o futuro do rock brasileiro? Mais importante: qual o PRESENTE do rock brasileiro?
Os anos 00 trouxeram pouca coisa de interessante para o estilo no Brasil. Poucas bandas fizeram valer realmente uns minutos de atenção para ouvir um disco inteiro, ainda mais quando pensamos no mainstream. Não adianta espernear, mas o mainstream é importante para o país, para o futuro da música e para como nos espelhamos na própria música nossos conceitos e nossa vida social. E o tal rock brasileiro também não pode ficar de fora. É mais ou menos essa análise que o jornalista Vladimir Cunha faz em um texto lúcido e embasado, no Scream & Yell. Para ele, o rock brasileiro precisa morrer.
Esse é um caminho natural para que o estilo consiga se reinventar no país, porque senão ficaremos o tempo todo revivendo antigos sucessos e criando subprodutos de subprodutos gringos. É o que estamos vivendo hoje. Não estou apenas criticando por criticar bandas emo ou aqueles revivals sem sentido. É mais do que isso. É a constatação de um processo que saiu do nada, em 2000, e agora chega a lugar algum, em 2009. Vladimir cita muito bem o último grande sopro de criatividade do rock nacional mainstream, na metade da década de 90, quando Planet Hemp, Nação Zumbi e Raimundos chutaram o pau da barraca do pop nacional com muita irreverência, atitude e rock pesado. Longe de tentar analisar a qualidade do som, estamos tratando aqui de fatos: as 3 bandas romperam barreiras e colocaram o rock na TV e no rádio para todo Brasil escutar.

Nação Zumbi: “um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”
E o que nos resta hoje? Quem está quebrando barreiras, fundindo referências e criando algo novo? O rock brasileiro respira por aparelhos, mas tem salvação. As bandas independentes e artistas de outras vertentes podem ainda pegar o estilo pelo braço e tentar reerguê-lo.
Leia o texto de Vladimir Cunha. Obrigatório.
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.














Eu não vejo no rock brasileiro, fora o independente é claro.
Pois é, meu caro. Ontem eu assistia a um especial dos Paralamas e pensava justamente isso. Depois de uma leva boa do Rock Brasil em 80 e outra leva boa entre 90/00, agora sofremos com a banalização das letras e do próprio ritmo. É triste, mas o rockBR tá f*dido…
realmente, o rock brasileiro se tornou um lixo movido a modismos, a exemplo do fresCo e nxzero… lamentável.
A mídia tá Jogando Nossa cultura no Lixo.Compra os Importados e produz enlatados podres.
No Brasil(Rádio e T.V)ou é Emo ou é Releitura.
Tem tacar uma Bomba e Explodir TUDO pra Ver no que vai Dar…
e gramofocas, cueio limão, matanza e velhas virgens?
não conta?
além de hardneja sertacore. os caras são ótimos.
CONCORDO PLENAMENTE!
O ROCK NACIONAL SOBREVIVE GRAÇAS AO UNDERGROUND!
E EXISTEM GRANDES BANDAS QUE, SÃO “COMERCIALMENTE INVIAVIES”. DEVIDO A “ÓTIMA” INDUSTRIA FONOGRAFICA DO BRASIL, QUE PROMOVE NOMES COMO LATINO E BELO, SÓ PRA CITAR ALGUMA COISA POR PARAMETROS…
NOS RESTA APRECIAR O SUB-MUNDO!
ROCK’N ROLL RULES!!!
O mundo tem que acabar,a unica solução é uma garrafa de uisque e uma grande bomba atômica pra zaralhar tudo de vez.
Mas é isso aí, a morte como metáfora. Na arte e na vida, a morte é fundamental, caso contrário não evoluiríamos nunca!!!
Sim, não me lembro de nada com a força de uma Nação Zumbi nesses anos 00, embora coisas boas tenham surgido – pelo menos para mim – como Macaco Bong e Vanguart (e nem mesmo me recordo se eles podem ser considerados fruto desses anos 00).
E o Los Hermanos? Embora tenham lançado seu primeiro disco no final dos anos 90, eles arrebetaram em 2001. Acho que foi a última grande banda que figurou no mainstream e trouxe uma forma de compor própria, que marca uma grande banda, um grande artista.
Acho que meu ouvido detectou que a marca do rock nacional nesse período 00 foi mesmo de bandas como Fresno, NX Zero e por aí vai…Mas convenhamos que não me agrada muito!
Meu velho Castor, não se preocupe, sempre surge coisas boas, sempre. Esse país é um maiores quando se fala de música.
E sabe de uma coisa? Se eu tivesse que escolher dois grandes discos de rock brasileiro desse perído 00, ficaria com “C” e “Zii e Zie”, do santamarense Caetano Veloso…e deixa eu ir, pq já me alonguei demais!
Abraços!
JR
Concordo, mas o rock também precisa estar acessível a todos
Sandro
Caetano foi uma grata surpresa nesses 00s.
Um pouco atrasado…mas o lance é o seguinte: Acho interessante essas bandas que conseguem criar um som hibrido de qualidade e que se tornaram referencias. Mas enxergo muito mais como música somente do que como rock. Hoje, a cara do rock brasileiro se chama Macaco Bong! Isso ae que toca na Mtv, Fasutão e etc é apenas de brinquedo, nao deve ser levado a serio é apenas manifestaçao da Industria Cultural.
Faltou uma virgula ali no final.
MATANZA…