Os melhores filmes da década
20 – Bella (2008)
Nada mais simples do que a história de Bella, em que duas pessoas normais tentam superar problemas normais numa cidade monstruosa, Nova York. A beleza do filme está nas sutilezas e no papo que corre solto entre os dois protagonistas.
19 – O Lutador (2008)
Mickey Rourke encara o filme da sua carreira, numa história comovente de superação. O mais interessante é que não falo de superação espetacular, o sem-terra que virou presidente, não! Essa é uma história de superação pessoal e de sentimento de pertencimento. O homem frente a seu destino inexorável.
18 – Sideways (2005)
Essa é uma divertida história que traz Paul Giamatti numa perfomance dignas de grandes atores. A trama é a versão sofisticada das despedidas de solteiro, com um cenário belíssimo, muito vinho, traição e amor. Claro, humor de primeira.
17 – Pequena Miss Sunshine (2007)
Impossível não se emocionar com a pequena garotinha interpretada por Abigail Breslin, que tenta realizar o sonho de ser rainha de baile, muito embora seu corpo não permita isso. Para completar, a complexa relação familiar fecha o quadro tragicômico do filme.
16 – Elefante (2004)
Esse filme de Gus Van Sant é rápido e intenso. Com pouco menos de 1h30 ele consegue contar a história de jovens americanos que tomam atitudes impensadas. É baseado na famosa história dos atiradores de Columbine, nos EUA, mas a maneira como Sant filma os garotos é que impressionante. Repare na montagem. Um primor.
15 – Cidade dos Sonhos (2006)
David Lynch cria um mosaico incrível nesse filme, costurando uma história dentro da outra num roteiro verdadeiramente complexo e fascinante. Naomi Watts está magnífica, assim como a direção de Lynch e suas cenas metafóricas.
14 – Adeus Lênin (2004)
A história é de uma combatente do partido comunista que fica em coma durante anos e só acorda quando o mundo já não está mais dividido pelo muro. A jornada de seu filho para tentar encobrir as “barbaridades” do presente é o que move o filme, uma estrutura simples, mas de uma grandiosidade cinematográfica.
13 – Irreversível (2003)
Gaspar Noé realizou um filme controverso e, para muita gente, doentio. Para quem apurou a visão e o cérebro, conseguiu acompanhar um diretor que explora a tela com mestria e cria cenas memoráveis, além de contar uma história de vingança e senso de justiça que é perfeitamente factível a qualquer um de nós.
12 – Na Natureza Selvagem (2008)
Repito aqui o que disse em 11 de março desse ano: “Sean Penn na direção é sinônimo de um trabalho apurado, profundo e emocionante. Não é diferente aqui. “Na Natureza Selvagem” mexe com aquele sentimento inerente a qualquer ser humano: a fuga. O filme carrega uma emoção incrível, além de belas paisagens americanas e uma trilha sonora quase perfeita, feita por Eddie Verder”.
11 – Sangue Negro (2008)
Paul Thomas Anderson é um daqueles diretores que o grande público não se atenta, mas que só realiza grandes filmes. Mais uma vez ele não decepcionou, criando uma obra, com a ajuda de Daniel Day Lewis espetacular, densa e de caráter humano devastador.
10 – Trilogia Bourne (2002-2007)
Esse é renascimento de um grande ator, Matt Damon. E mais do que isso: o renascimento de um gênero que vinha desgastado pelas mentiras estapafúrdias no roteiro, cenas de ação clichê e personagens sem envolvimento. Bourne veio para acabar com tudo isso e se tornou o novo “007”.
9 – Amores Brutos (2002)
Poderia colocar os outros dois filmes da trilogia da morte de Iñarritu e Arriaga, mas esse aqui é o mais cru, forte e representativo da dupla. As três histórias do roteiro se entralaçam de maneira sutil, mas formam um quadro completo da natureza humana. Tem sonhos quebrados, segredos revelados, planos frustrados e a velha realidade latino americana.
8 – O Escafandro e a Borboleta (2007)
Como contar a história de um filme que tem como protagonista um homem em estado vegetativo? Não, Escafandro e a Borboleta não soluciona o problema com flashbacks. Vai além, e realiza uma obra com vasto teor dramático, com extrema crueza na avaliação do que é estar vivo e, principalmente, porque continuamos a viver.
7 – Quase Famosos (2000)
Talvez esse filme faça mais sentido para quem é apaixonado por música e/ou jornalismo, mas o fato é que o longa traz para o público uma história de companheirismo, amizade, excessos e volta por cima. A direção de Cameron Crowe é simples e eficiente, assim como o roteiro que alia autobiografia, sexo, drogas, rock n roll e muito amor.
6 – Oldboy (2006)
Legítimo exemplar do cinema coreano da atualidade, Oldboy explora as entranhas do ser humano e as motivações para determinadas atitudes são escancaradas. O tema “vingança” aqui é o principal, mas o filme alie essa sanguinolência com muito drama pessoal e uma minuciosa exploração do ser humano.
5 – Volver (2005)
Poderia colocar aqui “Fale com Ela” também, mas Volver é um filme mais representativo e intenso. Com uma atuação espetacular de Penélope Cruz, Almodóvar faz um tratado sobre a condição humana em diversos aspectos e, nem por isso, torna o filme chato ou pretensioso. Os diálogos são afiados e a trama pode parecer absurda, mas é perfeitamente factível e vista no nosso cotidiano.
4 – Dogville (2003)
Lars Von Trier realiza aqui sua obra-prima. Mesmo com o choque inicial da falta de cenário, a estética dá lugar a uma história de metáforas que gera diferentes interpretações no público. Nicole Kidman está deslumbrante como uma forasteiras explorada e altruísta, que se revela uma quase “heroína” de um local perdido. As pequenas reviravoltas no roteiro são conduzidas de maneira sublime e a finalização do filme já é antológica.
3 – Trilogia Senhor dos Anéis (2001-2004)
Impossível escolher apenas um dos longas para figurar na lista. A coesão dos três falou mais alto. Aqui, Peter Jackson provou ao mundo que é possível utilizar a tecnologia e os efeitos especiais em prol de uma grande história. Fora as revoluções tecnológicas, Senhor dos Anéis nos transporta para um mundo que pode parecer distante no espaço e no tempo, mas que nos valores e na “humanidade” de seus personagens estão mais perto de nós que imaginamos.
2 – Cidade de Deus (2002)
O filme de Fernando Meirelles e Katia Lund tornou-se um marco no cinema nacional e também um divisor de águas para o olhar que o mundo coloca sobre a produção cinematográfica fora do eixo. A história é fantástica, a direção impecável, atuações de alto nível e, principalmente, contribui de maneira única para a consolidação do cinema feito no Brasil. Um passo importante para criação de um verdadeiro cinema brasileiro: cru, realista, humano e cheio de brasilidade.
1 – Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças (2004)
A história difusa de um casal que se ama e se odeia, confunde-se em si e se transforma numa belíssima história de amor, recomeço e, principalmente, destino. A direção (Michel Gondry) é um primor, consegue conduzir uma trama truncada de maneira sutil e leve, com soluções simples para passagens de tempo, metáforas e simbolismos da cabeça genial do roteirista Charlie Kauffman. As cenas são realizadas com maestria por Kate Winslet e Jim Carey, em seus melhores momentos no cinema. Realmente, um filme digno de aplausos em pé.
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.














Dessa lista só não assisti Bella.
Publiquei a minha também, da uma olhada.
Agora a minha são meus filmes favoritos, não necessariamente os melhores.
E é foda, sempre acaba faltando algo. Talvez Bourne entrasse na minha lista também, é realmente foda.
Mas temos alguns filmes em comum.
Excelente lista, é incrível que passo por várias listas, todas diferentes e todas são boas. Juntar os 20 melhores filmes da década foi para mim também uma tarefa difícil.
De todos o único que não achei tão bom assim foi Volver
Duas ausências expressivas: Onde os fracos não têm vez, dos irmãos Coen e Mystic River, do Eastwood. Também incluiria pelo menos três animações: Os Incríveis, Ratatouille e Wall-E.
gosto de muitos aí. outros nem tanto.
na minha lista, incluo tb: Wall-E, Alta Fidelidade, O Filho da Noiva, Anti-herói Americano, que me lembro agora.
abraço, Carreiro
Cara… Gus van Sant é um chato e os filmes dele também!
Claro, minha opinião.
Com certeza a lista mais indie de toda a internet!! hehehe
\o/
Não consegui fazer minha lista da década. Até a de 2009 está bastante incompleta, por isso ainda não publiquei.