
direção: Guy Ritche
elenco: Robert Dowey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong
país: Inglaterra
gênero: ação/aventura
ano: 2010
Guy Ritche é o tipo de cineasta que dificilmente realiza uma obra ruim, daquelas que é doloroso até de lembrar. Mas também nunca fez um filme que valesse mais do que um “bom filme”. Sua versão de Sherlock Holmes, no entanto, derrapa em diversos aspectos e se mostra um filme chato e inconsistente.
“Sherlock Holmes” segue a história do famoso detetive inglês e seu parceiro, Watson. No filme, a trama traz um perigoso vilão, que envolve crime e religião, ameaçando Londres e o resto do mundo.
A estética escolhida por Ritche dá as caras logo nos primeiros minutos de filme: escuridão, sombras e movimentos furtivos. A escolha, a princípio, não é de todo mal, mas a escuridão excessiva cansa os olhos ao longo das mais de 2 horas de projeção. E, o pior, é uma muleta para realizar muitas cenas de ação, ancorando-se na idéia do sombrio londrino e esquecendo de, pelo menos, dar algumas pistas aos espectadores. Que adianta assistir a um filme de suspense/investigação se em momento nenhum temos a chance de tentar descobrir alguma coisa? Só Holmes consegue e, em raros momentos, seu fiel escudeiro. A fotografia contribui decisivamente para isso.
A falha num ponto básico do longa parece vir do histórico filmográfico do diretor. A escolha dele é mostrar um detetive mais dinâmico e jovem. É um desafio e tanto, ainda mais quando estamos falando quase de um mito no imaginário popular. O jeito de contar essa “nova história” teria que ser cuidadosamente realizado. E aí Ritche pesa a mão no seu principal personagem. O Holmes de Robert Dowey Jr. é afetado em todas as cenas, sendo uma cópia borrada de seu outro personagem mais recentemente famoso, Tony Stark. A impressão era que, do jeito que Sherlock falava e andava, ele iria pegar sua armadura de Homem de Ferro e detonar o vilão em 2 segundos. E Dowey Jr. é um excelente ator, mas na tentativa de soar – voltando ao que disse no início – jovem e dinâmico, ele exagerou na performance.
Então, o filme é cheio de piadinhas sarcásticas do protagonista, o que muitas vezes rouba minutos preciosos de outras cenas que poderiam se desenvolver melhor. As cenas de ação são OK; as de luta sobem mais o nível de eficiência. Porém, como disse lá no terceiro parágrafo, as intrigantes descobertas de Sherlock são relegadas a segundo plano, pois a todo momento temos que ouvir uma tirada engraçada de Holmes. Não há sequer mistério! E isso é realmente incrível. Como, numa história de Sherlock Holmes (seja ela qual for), não temos mistério? Não há tensão nem suspense para descobrir nada, pois o Holmes de Ritche/Dowey Jr. é um Dr. House piorado. Para fechar o pacote retalhado da atuação do protagonista, temos ainda um desempenho que em muitas cenas lembra o jeito de andar de Jack Sparow.
O final, claro, não poderíamos esperar grande coisa do roteiro. Tudo se resume a um argumento fraco e com motivações reais pouco exploradas. Nos últimos minutos, uma explicação bem ao estilo Scoob Doo (by Porra, man). Ritche, volta para os filmes de gangsters modernos já!














Ainda não vi, depois eu comento.
Pelo visto estou contra a maré pois gostei do filme
Ainda não vi… mas verei!!!
Não vi a filmografia toda do Guy Ritchie, mas posso citar um filme ruim dele: Revólver. E um ótimo: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.
Sherlock Holmes me surpreendeu, já que vi o filme esperando muitas perseguições e explosões – e descobri, felizmente, que o filme não se resume a isso. Concordo com o “modo Scooby Doo” de desvendar o principal mistério, algo que acaba cansando o espectador e infantilizando a trama. Fora que um vilão que quer destruir Londres/Mundo é coisa dos piores filmes de James Bond. Mas dou crédito à direção eficiente, às boas atuações (OK, sou fã do Downey Jr. e acho o trabalho dele impecável), à trilha sonora e à direção de arte. Minha nota? 7,5.
Achei a sua critica 1 lixo, com todo o respeito… N li nem a metade e já fiquei com vontade de ir jogar colheita feliz.
E o Sherlock dos filmes foi genial! Os livros dele deveriam ser assim msm… E quer lugarem com muita luz? Vai pra praia! xD
Diogo
Você tem que ler pra dizer se o cara é genial ou não, mas você mesmo disse que os livros “deveriam ser assim mesmo”. Como pode comparar?
Acho q ele quis dizer q o Holmes dos livros deverias ser feito o do filme. E ñ akele cara tedioso… Eu concordo. + eu gostei muito da critica! Tmb achei muito escuro e talz…
Concordo inteiramente com sua crítica, saí do cinema decepcionado pois esperamos sempre alguma fidelidade com o personagem original. Definitivamente hollywood segue a trilha do roteiro fácil para agradar a maioria, e os filmes ficam quase todos muito parecidos, heróis descoladinhos e finais felizes, efeitos especiais, imagens bacanas, e taí 90% é praticamente a mesma coisa variando apenas o pano de fundo.
Bom… Infelizmente sou obrigado a concordar em alguns pontos e discordar em outros com essa crítica. Concordo que o filme é realmente um pouco monótono e que nos livros era praticamente impossível imaginar Holmes numa luta de boxe, ou simplesmente encurralado num quarto escuro durante meses, e até pensar em Watson socando o nariz de Holmes! Já posso dizer que o filme ficou realmente cem humorado, mesmo que o cenario de Londres no século XIX não esteja tão fiél e que o filme não tenha nenhum mistério para o telespectador. Bem que o diretor/roterista poderia criar uma gama de personagens que poderiam ser o grande vilão; que Holmes Vs Blackwood poderia ter acontecido umas duas vezes durante o filme e ter bem mais ação.
Agora vou dizer a parte do filme que realmente me deixou intrigado: Como Watson poderia sair quase ileso daquela explosão no quase fim do filme????? Acho que ele fez um jutsu de teletransporte!rsrsrs
Muito bom o filme. Excelente, na verdade. A crítica está mais tendenciosa pela opinião pessoal do autor de como deveriam ser revelados os mistérios, mas a forma abordada é muito interessante sim. Vale a pena assistir. Recomendo o filme, e recomendo ler esta critica após o término do filme. Verão que que está crítica é de quem queria botar gosto ruim no que não tinha.
Que venha o Sherlock Holmes 2.
Abs,
nossa adorei o filme, tem umas cenas bem engraçasdas.olha quem ainda naum assistiu,assiste pq vc naum vai se arrepende como disse o hugo…que venha o sherlock homes 2.
Assisti e gostei. Holmes é para entreter mesmo e nisso é ótimo. Amei essa dupla! Um é oposto do outro e o ciúme pela amizade é bem atual. Recomendo, sim. Só penso que o crítico queria uma obra de arte idelógica. Nota 9 e espero o 2, claro.
Bom, discordo em partes dessa crítica. O Holmes do filme é diferente do Holmes dos livros, principalmente pela maneira descontraida do Holmes no filme. Isso meio complicado de se ver, eu mesmo achei estranho depois de ler vários livros de Holmes, imaginar aquele Holmes do cinema, mas, o filme é muito bom, tem um desenrrolar interessante, só peca realmente no mistério. Que, diga-se de passagem, não existe. Nao fiquei em momento nenhum curioso para descobrir algo e toda vez q eu começava a imaginar alguma hipótese, Holmes falava tudo. ¬¬’
ainda assim, gostei muito do filme e espero um segundo.
Achei essa crítica tremendamente injusta.
A fotografia escura foi muito bem usada. Downey Jr soube criar muito bem essa versão mais jovem de Sherlock Holmes.
O figurino é impecável e uma ótima trilha sonora.
Em suma, um bom filme. Eu daria um 8 para Sherlock Holmes e um 4 para sua crítica.