O famoso festival Woodstock já está no imaginário coletivo. Rock, drogas, sexo e liberdade são apenas algumas palavras logo associadas ao evento, mas o que Ang Lee fez em seu “Aconteceu em Woodstock” é muito mais do que isso. Ele jogou luz sobre uma história pouca conhecida e revisou o conceito de drogas, sexo e rock n roll.
“Aconteceu em Woodstock” conta a história verídica de como o festival de música homônimo surgiu, focando sua atenção no jovem esforçado Elliot Tiber (Demetri Martin), que trouxe para a pequena White Lake a famosa reunião dos hippies, como era pejorativamente taxado.
Falar em revisão do conceito de drogas, sexo e rock n´ roll pode ser muito pesado, mas tem lá seu fundo de verdade. Ang Lee, diretor de altos e baixos em sua carreira (os altos foram bem altos, isso é verdade), tentou não focar sua câmera e a própria história em cenas óbvias e naquilo que todo mundo já sabe. Jimmy Hendrix tocando o hino nacional e ateando fogo na guitarra? Joe Cocker cantando uma versão arrasadora de “With a little help of my friends”? Nada disso é mostrado. O filme aborda o início do projeto Woodstock e conta uma história pouco conhecida: como um festival de música que tinha sido expulso de uma cidade vizinha se transformou no ícone da contracultura sessentista, um resumo de toda uma década.
E engana-se quem acha que tudo isso pode ser refletido na imagem de grandes figuras do rock da época. Claro, Hendrix, Joplin e Cia. tiveram grande participação, mas o que muitos esquecem é a importância das pessoas nesse processo. Lee, não. “Aconteceu em Woodstock” é a história dessas pessoas, que viviam um mundo de imersão numa guerra sem sentido e quem lutavam contra ela da forma que lhes eram mais próxima. O festival reuniu toda uma geração do paz e amor. Lee queria mostrar isso – e conseguiu com extrema competência. Primeiro porque desmitificou imagens de drogas como um fim trágico, e trouxe um sentido mais amplo, mais como um meio (P.S.: não faço aqui apologia às drogas). Segundo que resolveu tratar do assunto de maneira bem humorada.
Humor é uma das marcas mais fortes. Elliot, o jovem nerd de uma cidadezinha do interior, sonha com um futuro melhor e tenta ajudar os pais, judeus fugidos da 2ª guerra, na pequena hospedaria. Ele é sonhador e tímido, apesar das ações que realiza pela/na cidade de White Lake. O trunfo do roteiro está em captar o exato momento da ruptura de um marasmo coletivo para uma passagem de celebração. Uma passagem que é tratada de forma crua e que pode ser decepcionante para muita gente, já que o Woodstock tinha uma estrutura financeira bem grande para os padrões hippies.
Afora o festival em si, as figuras emblemáticas, os carros, as drogas, a celebração coletiva, o sexo, as trupes de teatro etc., o filme consegue criar uma história humana da relação de Elliot com seus pais. Há uma trajetória de reconhecimento bem interessante, uma viagem pai/mãe-filho que consagra Henry Goodman e Imelda Staunton, os pais, que têm atuações brilhantes.
No final, sem soar de maneira alguma panfletário ou idealista, Lee projeta em seu filme uma excelente metáfora do que viria a ser os próximos anos da democracia americana. O triunfo de uma guerra, tão esperada e que nunca chegou, refletiu-se num triunfo das idéias de uma geração.O famoso festival Woodstock já está no imaginário coletivo. Rock, drogas, sexo e liberdade são apenas algumas palavras logo associadas ao evento, mas o que Ang Lee fez em seu “Aconteceu em Woodstock” é muito mais do que isso. Ele jogou luz sobre uma história pouca conhecida e revisou o conceito de drogas, sexo e rock n roll.
“Aconteceu em Woodstock” conta a história verídica de como o festival de música homônimo surgiu, focando sua atenção no jovem esforçado Elliot Tiber (Demetri Martin), que trouxe para a pequena White Lake a famosa reunião dos hippies, como era pejorativamente taxado.
Falar em revisão do conceito de drogas, sexo e rock n´ roll pode ser muito pesado, mas tem lá seu fundo de verdade. Ang Lee, diretor de altos e baixos em sua carreira (os altos foram bem altos, isso é verdade), tentou não focar sua câmera e a própria história em cenas óbvias e naquilo que todo mundo já sabe. Jimmy Hendrix tocando o hino nacional e ateando fogo na guitarra? Joe Cocker cantando uma versão arrasadora de “With a little help of my friends”? Nada disso é mostrado. O filme aborda o início do projeto Woodstock e conta uma história pouco conhecida: como um festival de música que tinha sido expulso de uma cidade vizinha se transformou no ícone da contracultura sessentista, um resumo de toda uma década.
E engana-se quem acha que tudo isso pode ser refletido na imagem de grandes figuras do rock da época. Claro, Hendrix, Joplin e Cia. tiveram grande participação, mas o que muitos esquecem é a importância das pessoas nesse processo. Lee, não. “Aconteceu em Woodstock” é a história dessas pessoas, que viviam um mundo de imersão numa guerra sem sentido e quem lutavam contra ela da forma que lhes eram mais próxima. O festival reuniu toda uma geração do paz e amor. Lee queria mostrar isso – e conseguiu com extrema competência. Primeiro porque desmitificou imagens de drogas como um fim trágico, e trouxe um sentido mais amplo, mais como um meio (P.S.: não faço aqui apologia às drogas). Segundo que resolveu tratar do assunto de maneira bem humorada.
Humor é uma das marcas mais fortes. Elliot, o jovem nerd de uma cidadezinha do interior, sonha com um futuro melhor e tenta ajudar os pais, judeus fugidos da 2ª guerra, na pequena hospedaria. Ele é sonhador e tímido, apesar das ações que realiza pela/na cidade de White Lake. O trunfo do roteiro está em captar o exato momento da ruptura de um marasmo coletivo para uma passagem de celebração. Uma passagem que é tratada de forma crua e que pode ser decepcionante para muita gente, já que o Woodstock tinha uma estrutura financeira bem grande para os padrões hippies.
Afora o festival em si, as figuras emblemáticas, os carros, as drogas, a celebração coletiva, o sexo, as trupes de teatro etc., o filme consegue criar uma história humana da relação de Elliot com seus pais. Há uma trajetória de reconhecimento bem interessante, uma viagem pai/mãe-filho que consagra Henry Goodman e Imelda Staunton, os pais, que têm atuações brilhantes.
No final, sem soar de maneira alguma panfletário ou idealista, Lee projeta em seu filme uma excelente metáfora do que viria a ser os próximos anos da democracia americana. O triunfo de uma guerra, tão esperada e que nunca chegou, refletiu-se num triunfo das idéias de uma geração.
direção: Ang Lee
elenco: Demetri Martin, Liv Scheiber, Emile Hirsch, Henry Goodman, Imelda Staunton
país: EUA
gênero: comédia
ano: 2009
título original: Taking Woodstock
O famoso festival Woodstock já está no imaginário coletivo. Rock, drogas, sexo e liberdade são apenas algumas palavras logo associadas ao evento, mas o que Ang Lee fez em seu “Aconteceu em Woodstock” é muito mais do que isso. Ele jogou luz sobre uma história pouca conhecida e revisou o conceito de drogas, sexo e rock n roll.
“Aconteceu em Woodstock” conta a história verídica de como o festival de música homônimo surgiu, focando sua atenção no jovem esforçado Elliot Tiber (Demetri Martin), que trouxe para a pequena White Lake a famosa reunião dos hippies, como era pejorativamente taxado.
Falar em revisão do conceito de drogas, sexo e rock n´ roll pode ser muito pesado, mas tem lá seu fundo de verdade. Ang Lee, diretor de altos e baixos em sua carreira (os altos foram bem altos, isso é verdade), tentou não focar sua câmera e a própria história em cenas óbvias e naquilo que todo mundo já sabe. Jimmy Hendrix tocando o hino nacional e ateando fogo na guitarra? Joe Cocker cantando uma versão arrasadora de “With a little help of my friends”? Nada disso é mostrado. O filme aborda o início do projeto Woodstock e conta uma história pouco conhecida: como um festival de música que tinha sido expulso de uma cidade vizinha se transformou no ícone da contracultura sessentista, um resumo de toda uma década.
E engana-se quem acha que tudo isso pode ser refletido na imagem de grandes figuras do rock da época. Claro, Hendrix, Joplin e Cia. tiveram grande participação, mas o que muitos esquecem é a importância das pessoas nesse processo. Lee, não. “Aconteceu em Woodstock” é a história dessas pessoas, que viviam um mundo de imersão numa guerra sem sentido e quem lutavam contra ela da forma que lhes eram mais próxima. O festival reuniu toda uma geração do paz e amor. Lee queria mostrar isso – e conseguiu com extrema competência. Primeiro porque desmitificou imagens de drogas como um fim trágico, e trouxe um sentido mais amplo, mais como um meio (P.S.: não faço aqui apologia às drogas). Segundo que resolveu tratar do assunto de maneira bem humorada.
Humor é uma das marcas mais fortes. Elliot, o jovem nerd de uma cidadezinha do interior, sonha com um futuro melhor e tenta ajudar os pais, judeus fugidos da 2ª guerra, na pequena hospedaria. Ele é sonhador e tímido, apesar das ações que realiza pela/na cidade de White Lake. O trunfo do roteiro está em captar o exato momento da ruptura de um marasmo coletivo para uma passagem de celebração. Uma passagem que é tratada de forma crua e que pode ser decepcionante para muita gente, já que o Woodstock tinha uma estrutura financeira bem grande para os padrões hippies.
Afora o festival em si, as figuras emblemáticas, os carros, as drogas, a celebração coletiva, o sexo, as trupes de teatro etc., o filme consegue criar uma história humana da relação de Elliot com seus pais. Há uma trajetória de reconhecimento bem interessante, uma viagem pai/mãe-filho que consagra Henry Goodman e Imelda Staunton, os pais, que têm atuações brilhantes.
No final, sem soar de maneira alguma panfletário ou idealista, Lee projeta em seu filme uma excelente metáfora do que viria a ser os próximos anos da democracia americana. O triunfo de uma guerra, tão esperada e que nunca chegou, refletiu-se num triunfo das idéias de uma geração.














Tava querendo ver esse filme, não sei se ainda vou conseguir pegar no cinema.
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Muito bom seu texto e o foco argumentativo, mas ainda não vi este filme, considero Ang Lee um diretor super emocional e cuidadoso.
Ótimo seu blog, abraço!