
direção: John Maybury
elenco: Cillian Murphy, Mathews Rhys, Siena Miller, Keira Knightley
país: Inglaterra
gênero: drama/romance
ano: 2009
título original: The Edge of Love
Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.
O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.
Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.
Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “…E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.
Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.
Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.














Essa película é bem bonita. Lindos os personagens, boa construção de história. Eu recomendo.
Esse é um filme que tem ótima fotografia, retrata bem o ambiente da Europa da durante Segunda Guerra e a trilha sonora interpretada por Keira é divina. O figurino dos personagens é mais que perfeito, é impecável. Iluminação divina e boas interpretações, mas tem algo na película que não funciona bem e ela se perde um pouco, não digo que o filme não seja bom, ele até o é, só acho que poderia ter oferecido muito mais ao público
Boa!