Crítica de Filme – Amélia (2009)

nota05

direção: Mira Nair
elenco: Hilary Swank, Richard Gere, Ewan McGregor
país: EUA
gênero: drama/biografia
ano: 2009
título original: Amelia

“Amélia” é aquele tipo de filme que você fica esperando a todo momento que alguma coisa de relevante aconteça. E olha que muita coisa acontece, mas nada que lhe faça se ajeitar na cadeira para acompanhar com mais precisão.
O filme é a história da conhecidíssima Améria Earheart (Hillary Swank), uma aviadora dos primórdios da aviação e que foi a primeira mulher a cruzar o atlântico, vivendo entre o amor do marido e relações públicas George Putman (Richard Gere) e outro aviador, Gene Vidal (Ewan McGregor).
Não há como negar a força da história de Amelia Earheart. Uma mulher que saiu dos campos de milho do Kansas para virar uma das mulheres mais conhecidas da Améria. E isso com mérito, obviamente, já que ela foi vanguardista ao explorar uma área profissional comumente ocupada por homens – e fazer isso com bastante competência. Além disso, o filme ainda conta a trajetória de seu romance com o relações públicas (parece mais um marketeiro mesmo) Putman, uma parte até interessante, mas que é sobrepujada pelo poder das realizações de Amelia.
Nesse sentido, a diretora Mira Nair até consegue mostrar isso, quer dizer, em todo momento sabemos que nada é mais importante que a aviação para Amelia. Nem mesmo o marido, ou filhos, ou família… Nada. Essa obsessão é pontuada de forma correta, mas não somos apresentados a uma história prévia. Como surgiu o amor de Amelia pela aviação? Qual o momento em que ela descobriu que era aquilo que queria fazer para o resto da vida? Somos jogados no meio das ações da protagonista e já a conhecemos obcecada pela aviação, mas… E aí? Porque tudo isso?
Na verdade, essa é a sensação dominante no filme: “sim, e daí?!”. O roteiro não desenvolve de forma satisfatória o triângulo amoroso, em que a outra ponta, Gene Vidal, fica perdidinho na trama. Coitado de Ewan McGregor, que entrou nessa roubada. Além do mais, Swank é até competente em sua Amelia, mas Richard Gere conduz o seu habitual piloto automático. Se as atuações são no máximo medianas, a própria história se perde. Basicamente, o filme são só pílulas de momentos da vida de Amelia, em que a ligação entre elas não dá “liga”, não se forma; é tudo meio solto. Dá a impressão de um amontoado de cenas. Só isso. A montagem falhou miseravelmente.
Aliás, eu paro de escrever por aqui. Sinceramente, não vejo muita coisa a mais para escrever. Esse é o efeito dos filmes “nhé” ou descartáveis (não confundir com os filmes ruins ou péssimos): não há muita coisa a dizer.

“Amélia” é aquele tipo de filme que você fica esperando a todo momento que alguma coisa de relevante aconteça. E olha que muita coisa acontece, mas nada que lhe faça se ajeitar na cadeira para acompanhar com mais precisão.

O filme é a história da conhecidíssima Améria Earheart (Hillary Swank), uma aviadora dos primórdios da aviação e que foi a primeira mulher a cruzar o atlântico, vivendo entre o amor do marido e relações públicas George Putman (Richard Gere) e outro aviador, Gene Vidal (Ewan McGregor).

Não há como negar a força da história de Amelia Earheart. Uma mulher que saiu dos campos de milho do Kansas para virar uma das mulheres mais conhecidas da Améria. E isso com mérito, obviamente, já que ela foi vanguardista ao explorar uma área profissional comumente ocupada por homens – e fazer isso com bastante competência. Além disso, o filme ainda conta a trajetória de seu romance com o relações públicas (parece mais um marketeiro mesmo) Putman, uma parte até interessante, mas que é sobrepujada pelo poder das realizações de Amelia.

Nesse sentido, a diretora Mira Nair até consegue mostrar isso, quer dizer, em todo momento sabemos que nada é mais importante que a aviação para Amelia. Nem mesmo o marido, ou filhos, ou família… Nada. Essa obsessão é pontuada de forma correta, mas não somos apresentados a uma história prévia. Como surgiu o amor de Amelia pela aviação? Qual o momento em que ela descobriu que era aquilo que queria fazer para o resto da vida? Somos jogados no meio das ações da protagonista e já a conhecemos obcecada pela aviação, mas… E aí? Porque tudo isso?

Na verdade, essa é a sensação dominante no filme: “sim, e daí?!”. O roteiro não desenvolve de forma satisfatória o triângulo amoroso, em que a outra ponta, Gene Vidal, fica perdidinho na trama. Coitado de Ewan McGregor, que entrou nessa roubada. Além do mais, Swank é até competente em sua Amelia, mas Richard Gere conduz o seu habitual piloto automático. Se as atuações são no máximo medianas, a própria história se perde. Basicamente, o filme são só pílulas de momentos da vida de Amelia, em que a ligação entre elas não dá “liga”, não se forma; é tudo meio solto. Dá a impressão de um amontoado de cenas. Só isso. A montagem falhou miseravelmente.

Aliás, eu paro de escrever por aqui. Sinceramente, não vejo muita coisa a mais para escrever. Esse é o efeito dos filmes “nhé” ou descartáveis (não confundir com os filmes ruins ou péssimos): não há muita coisa a dizer.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.