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Mais um programa tenta salvar a indústria da música

Eu venho falando aqui sistematicamente sobre o futuro da música na internet. Já fiz alguns posts sobre isso. Esse é um tema que me interessa muito. Mais uma vez, é sobre isso que vou escrever aqui. Aliás, eu me deparei há algumas semanas com essa notícia, mas só agora tive a oportunidade de fala sobre. É o tal Spotify.
Spotify é um software de gerenciamento e comercialização de música criado pelo nerd Daniel Ek. O rapaz tem apenas 26 anos e já chacoalhou a computação/internet com sua invenção – aliás, como é comum; basta lembrar de Linus Towards, Biz Stone e companhia. A idéia do programa é simples: o usuário pode ouvir uma infinidade de músicas e comprá-las ao mesmo tempo. Mas porque tanto alarde para uma idéia tão óbvia e usada à exaustão na internet?
Bem, Ek criou um sistema em que, ao ouvir as músicas do artista favorito, o usuário acaba contribuindo financeiramente para ele. Através de um sistema de anúncios vinculados aos artistas, parte dos lucros vai direto para as bandas. E ainda tem a conta Premium, em que a pessoa paga uma assinatura e tem mais vantagens. É visto por muitos como a salvação do mercado, já que dá um sentido de legalidade à música na internet. E outra: adota o streaming que precisa ser acionado toda vez que a pessoa quer ouvir a música – e toda vez que isso acontece um anúncio é visto novamente.
O sistema já tem 7 milhões de usuários, todos espalhados pela Europa, já que só é possível acessá-lo via IP europeu (mas já tem uma maneira de burlar isso no Brasil). Recentemente em palestra no SxSw, o super festival cultural americano, Ek afirmou que precisamos mudar o perfil da música na internet: “Caminhamos para um modelo onde consumidores ganham acesso instantâneo à música no aparelho que escolherem”. Claro, o pequeno nerdzinho já está ampliando seus tentáculos aos celulares – o futuro de quase tudo na comunicação, ao que parece.
O esquema pode ser bom no papel, mas parece que na prática está falhando. O jornal The Independent fez um cálculo base e revelou que Lady Gaga, por exemplo, ganhou apenas U$167 pela 1 milhão de vezes que sua música foi executada. Uma quantia irissória se formos comparar à possibilidade de artistas menores terem essa quantidade de execuções e à própria lucratividade de uma cantora como Gaga. Mas, será que isso invalida o sistema?
Spotify é apenas mais uma tentativa e a meu ver todas elas são válidas. Todo mundo quer ganhar dinheiro e todo mundo quer ouvir música. Ou não!?

Eu venho falando aqui sistematicamente sobre o futuro da música na internet. Já fiz alguns posts sobre isso (aqui, aqui e aqui). Esse é um tema que me interessa muito. Mais uma vez, é sobre isso que vou escrever aqui. Aliás, eu me deparei há algumas semanas com essa notícia, mas só agora tive a oportunidade de fala sobre. É o tal Spotify.

Spotify é um software de gerenciamento e comercialização de música criado pelo nerd Daniel Ek. O rapaz tem apenas 26 anos e já chacoalhou a computação/internet com sua invenção – aliás, como é comum; basta lembrar de Linus Towards, Biz Stone e companhia. A idéia do programa é simples: o usuário pode ouvir uma infinidade de músicas e comprá-las ao mesmo tempo. Mas porque tanto alarde para uma idéia tão óbvia e usada à exaustão na internet?

Bem, Ek criou um sistema em que, ao ouvir as músicas do artista favorito, o usuário acaba contribuindo financeiramente para ele. Através de um sistema de anúncios vinculados aos artistas, parte dos lucros vai direto para as bandas. E ainda tem a conta Premium, em que a pessoa paga uma assinatura e tem mais vantagens. É visto por muitos como a salvação do mercado, já que dá um sentido de legalidade à música na internet. E outra: adota o streaming que precisa ser acionado toda vez que a pessoa quer ouvir a música – e toda vez que isso acontece um anúncio é visto novamente.

O sistema já tem 7 milhões de usuários, todos espalhados pela Europa, já que só é possível acessá-lo via IP europeu (mas já tem uma maneira de burlar isso no Brasil). Recentemente em palestra no SxSw, o super festival cultural americano, Ek afirmou que precisamos mudar o perfil da música na internet: “Caminhamos para um modelo onde consumidores ganham acesso instantâneo à música no aparelho que escolherem”. Claro, o pequeno nerdzinho já está ampliando seus tentáculos aos celulares – o futuro de quase tudo na comunicação, ao que parece.

O esquema pode ser bom no papel, mas parece que na prática está falhando. O jornal The Independent fez um cálculo base e revelou que Lady Gaga, por exemplo, ganhou apenas U$167 pela 1 milhão de vezes que sua música foi executada. Uma quantia irissória se formos comparar à possibilidade de artistas menores terem essa quantidade de execuções e à própria lucratividade de uma cantora como Gaga. Mas, será que isso invalida o sistema?

Spotify é apenas mais uma tentativa e a meu ver todas elas são válidas. Todo mundo quer ganhar dinheiro e todo mundo quer ouvir música. Ou não!?

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  1. 2, maio, 2010 em 11:39 | #1

    Rodrigo, deixei um selo para você lá no CinePipocaCult. Veja.

    bjs

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