Esse filme é baseado na obra de Guimarães Rosa e traz a diretora Sandra Kogut em ótima fase. A trama é vista através dos olhos de duas crianças, o que dá um valor todo especial a história. Além disso, João Miguel está excelente como sempre. O sertão aqui é o mineiro.
Tudo bem, não é lá um primor de cinema, mas foi importante na época em que saiu e traz uma história importantíssima para a Bahia e para o Brasil. José Wilker está bem e parte do elenco idem.
Interessante ver uma visão um pouco diferente do mito Lampião. Esse filme traz a história de Benjamin Abraão, o libanês que conseguia tirar fotos de Virgulino Ferreira. Também não é a sétima maravilha do mundo, mas vale pela trama.
O diretor Claudio Assis joga toda sua visão particular do nordeste nessa história tensa e realista ao extremo. As atuações são excelentes e a direção é definitivamente um primor. Sou fã do cara, então… Não perca esse.
6 – Auto da Compadecida (2000)
Curiosamente, a única comédia da lista, mas é porque vale mesmo a pena. Mesmo sendo um filme reeditado a partir do seriado, a trama funciona, os atores dão show e as situações são igualmente surreais e perfeitamente possíveis. Ponto para a Globo.
Talvez a melhor atuação de Rodrigo Santoro. O rapaz dá um tom muito real a seu personagem, curiosamente numa história que não tem nada a ver com o sertão (foi adaptada da obra albanesa de mesmo nome). Traz um roteiro com uma linha um pouco diferente da que estamos acostumados.
4 – Cinemas, Aspirinas e Urubus (2005)
Mais um filme em que João Miguel rouba a cena. A relação dele com o alemão vendedor de aspirinas tem química suficiente para segura o filme todo. E, claro, a história é belíssima e conjuga as paisagens clássicas do sertão com situações universais.
Incrível história que traz 3 visões diferentes sobre o sertão e sua relação com a água. E, não, não é chato, nem um pouco. Temos índio, jornalista, jovens playboys do Recife e matutos do interior convivendo numa mesma história. Uma grande obra cinematográfica do cinema brasileiro. Verdadeiramente imperdível.
2 – Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)
Obra clássica e indispensável do mestre Glauber Rocha. Mas… Porque não está em primeiro? Bem, até poderia estar, mas isso não importa. O que importa aqui é que este é um filme definitivo para entendimento dos problemas do Brasil – e isso feito de maneira única, com cenas antológicas que provavelmente ninguém irá superar. Imperdível, nem que seja para depois meter o pau. Mas é preciso ver.
1 – Narradores de Javé (2003)

O primeiro da lista talvez seja um dos mais desconhecidos. Uma tremenda injustiça esse filme não ter tido vida longa nos cinemas nem ter sido muito comentado. Não perca nem mais 1 segundo e corra atrás dele. Narradores é um filme que une comédia com drama, mas de uma maneira bem brasileira. Como? Não sei, é meio antropofágico (Antonio Biá tem lá suas piadinhas com Pokemón e outros elementos pop estrangeiros) e bem calcado na realidade do pais. Vale ainda pela atuação simplesmente fantástica, digna de todos os prêmios de José Dummont. Um mito, verdadeiramente. Se eu fosse professor de história ou algo parecido, esse filme seria obrigatório.














Vi alguns da lista, menos o primeiro que confesso me pareceu ser muito chato quando vi os trailers
Man, não deixe de assistir. É extraordinário!
De todos só não vi Árido Movie e Mutum. Quase que protesto por Canudos estar na lista, mas depois liberei por sua justificativa, hehe. Mas, no geral, uma bela lista.
Tenho que confessor que esses filmes não me atraem nem um pouco.. vi Cinema, Aspirinas e Urubus e achei bacana… Deus e o Diabo na Terra do Sol é chato bagarai!! O único que sempre tive vontade de ver foi “Os Narradores de Javé”. quando vi o trailer, fiquei doido para ver…
Gostei da lista.
Discordo de algumas posições apenas.