Crítica de Filme – Os Mercenários (2010)

nota05

direção: Sylvestre Stallone
elenco: Sylvestre Stallone, Jason Statham, Dolph Lundgreen, Jet Li…
país: EUA
gênero: ação
ano: 2010
nome origial: The Expendables

O burburinho em torno de “Os Mercenários” já é grande desde o anúncio da realização do filme. Quando Stallone fez uma piadinha com o Brasil, então, o falatório foi maior ainda. Não, não é para tanto. O filme é apenas razoável.
“Ah, mas você esperava o quê além de explosões, perseguições, tiros e homens musculosos?”. Bem, muita coisa. Filme de ação não precisa ser somente a fileira de atributos citadas acima. E, mesmo quando tem, precisa ainda ter coerência. “Os Mercenários” me lembra muito os filmes do mito Dolph Ludgreen, aqueles que a gente alugava em VHS, com capas de plástico mole e transparente, da América Vídeo. Muita testosterona e pouca história. O longa de Stallone é assim: vemos algumas boas cenas de ação e mais nada. A história só não é mais simplória do que aquelas dos filmes de Steven Seagal (em que o astro sempre saía matando todo mundo em nome de uma vingança qualquer, de irmão à namorada). De resto…
A idéia foi até boa: reunir estrelas da ação hollywoodiana num mesmo filme, mas eu preciso usar uma metáfora sexual: “Os Mercenários” é igual filme pornô, a história não existe e só vale a pena pelas cenas de ação. Além disso, o longa não consegue cumprir um papel que se propõe em certo nível, de explorar dramas pessoais – essa parte ficou reservada ao personagem de Jason Stratam, mas falhou miseravelmente. Jet Li está subutilizado, assim como Ludgreen (o mito). Lembrei-me muito de “Esquadrão Classe A” (2010), que também tem história frágil, mas é mais ágil, tem mais ritmo, tem alívio cômico convincente e alguns outros atributos.
O melhor é rever os clássicos de Ludgreen e Stallone. Bem melhor.

O burburinho em torno de “Os Mercenários” já é grande desde o anúncio da realização do filme. Quando Stallone fez uma piadinha com o Brasil, então, o falatório foi maior ainda. Não, não é para tanto. O filme é apenas razoável.

“Ah, mas você esperava o quê além de explosões, perseguições, tiros e homens musculosos?”. Bem, muita coisa. Filme de ação não precisa ser somente a fileira de atributos citadas acima. E, mesmo quando tem, precisa ainda ter coerência. “Os Mercenários” me lembra muito os filmes do mito Dolph Ludgreen, aqueles que a gente alugava em VHS, com capas de plástico mole e transparente, da América Vídeo. Muita testosterona e pouca história. O longa de Stallone é assim: vemos algumas boas cenas de ação e mais nada. A história só não é mais simplória do que aquelas dos filmes de Steven Seagal (em que o astro sempre saía matando todo mundo em nome de uma vingança qualquer, de irmão à namorada). De resto…

A idéia foi até boa: reunir estrelas da ação hollywoodiana num mesmo filme, mas eu preciso usar uma metáfora sexual: “Os Mercenários” é igual filme pornô, a história não existe e só vale a pena pelas cenas de ação. Além disso, o longa não consegue cumprir um papel que se propõe em certo nível, de explorar dramas pessoais – essa parte ficou reservada ao personagem de Jason Stratam, mas falhou miseravelmente. Jet Li está subutilizado, assim como Ludgreen (o mito). Lembrei-me muito de “Esquadrão Classe A” (2010), que também tem história frágil, mas é mais ágil, tem mais ritmo, tem alívio cômico convincente e alguns outros atributos.

O melhor é rever os clássicos de Ludgreen e Stallone. Bem melhor.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.