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direção: Clint Eastwood
elenco: Matt Demon, Cecile de France, George McLaren
país: EUA
gênero: drama
ano: 2010
nome original: Hereafter
Discutir o “além vida” é um tema recorrente no cinema, afinal, essa é uma das maiores dúvidas da humanidade. Com ou sem fundo religioso, o assunto suscita polêmica e opiniões acaloradas – justamente do que foge Clint Eastwood em “Além da Vida”.
O filme conta três histórias paralelas, que têm em comum a perda e a procura para um sentido da vida pós-tragédia. George Lonegan (Matt Damon), o médium desiludido após ganhar rios de dinheiro com seu dom; Marcus (George McLaren), que perde o irmão gêmeo num acidente de carro; e Marie Lelay (Cécile de France), que experimenta uma experiência de quase morte.
O fio condutor das três histórias oscila muito. Em alguns momentos nós conseguimos identificar semelhanças, mas em outros é difícil ligar uma trajetória na outra – o que, obviamente, prejudica a unidade da obra. O grande problema mesmo é o roteiro, um verdadeiro pepino que foi jogado nas mãos de Eastwood, que até tenta dar liga nessas histórias tão distintas, mas é apenas discreto em seu trabalho. Curioso, porque ele vem de trabalhos recentes bem coesos e fortes, imprimindo sua marca de dramaticidade única. O colaborador Gustavo lembrou bem: os últimos filmes de Eastwood têm a morte como pano de fundo, mas nesse aqui ele extrapolou.
O tema, no entanto, demora a engrenar. Você fica a todo momento esperando que algo maior aconteça, que os arcos dramáticos se encontrem ou pelo menos desenvolvam mais suas ações. Mas, não. Tudo é muito lento, apenas Marcus consegue uma trajetória um pouco mais instigante. Já Matt Damon, embora muito bem no papel, é atrapalhado pelos coadjuvantes de seu personagem – para quê, por exemplo, aquela mulher que ele se envolve no curso de culinária? Não acrescenta em nada na história final.
Apenas nos últimos 40 minutos “Além da Vida” torna-se realmente interessante, mas aí já é tarde demais. O filme parece agradar muita gente pelo lado pessoal, ou seja, pela semelhança com histórias vividas.
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Quando o filme parece que vai tomar um rumo ele acaba.
ehehehehehe
O filme realmente tem três histórias bem segmentadas, mas eu vi uma unidade naquilo ali, um sentido. Clint sabe fazer drama com muita classe (confesso que chorei em algum momento). Ele deveria apenas ter amarrado melhor aquele final, tipo, faltou o gurizinho naquele desfecho “unificado”.
Eu odiei a garota do curso de culinária, mas talvez ela fosse mesmo necessária para que George(era esse o nome, né?) tomasse algumas decisões.
Enfim, amei esse filme.
hehe, também achei o roteiro o problema do filme, apesar de ter gostado um pouquinho mais do resultado que você. O mulher no curso de culinária é só pra mostrar que ele tinha razão em tentar fugir do seu dom, mas entendo que poderia ter partido logo para os finalmentes em vez de ficar na enrolação.
bjs
Matou a pau, companheiro.
Além da falta de “costura” entre as histórias dos 3 personagens, o apelo para os dramas pessoais foi um erro.
Deveria ter direcionado mais para os estudos científicos – que no filme servem apenas como um fator encorajador para a médica realizar o sonho dela…
Que venha coisa melhor da próxima vez (com atuação de Clint, de preferência)
Um bom filme e que, como você comentou, realmente começa um pouco arrastado. Mas Clint é Clint…