Crítica de Filme – Além da Vida (2011)

nota06

direção: Clint Eastwood
elenco: Matt Demon, Cecile de France, George McLaren
país: EUA
gênero: drama
ano: 2010
nome original: Hereafter

Discutir o “além vida” é um tema recorrente no cinema, afinal, essa é uma das maiores dúvidas da humanidade. Com ou sem fundo religioso, o assunto suscita polêmica e opiniões acaloradas – justamente do que foge Clint Eastwood em “Além da Vida”.
O filme conta três histórias paralelas, que têm em comum a perda e a procura para um sentido da vida pós-tragédia. XXX (Matt Damon), o médium desiludido após ganhar rios de dinheiro com seu dom; XX (XXX), que perde o irmão gêmeo num acidente de carro; e XX (XXX), que experimenta uma experiência de quase morte.
O fio condutor das três histórias oscila muito. Em alguns momentos nós conseguimos identificar semelhanças, mas em outros é difícil ligar uma trajetória na outra – o que, obviamente, prejudica a unidade da obra. O grande problema mesmo é o roteiro, um verdadeiro pepino que foi jogado nas mãos de Eastwood, que até tenta dar liga nessas histórias tão distintas, mas é apenas discreto em seu trabalho. Curioso, porque ele vem de trabalhos recentes bem coesos e fortes, imprimindo sua marca de dramaticidade única. O colaborador Gustavo lembrou bem: os últimos filmes de Eastwood têm a morte como pano de fundo, mas nesse aqui ele extrapolou.
O tema, no entanto, demora a engrenar. Você fica a todo momento esperando que algo maior aconteça, que os arcos dramáticos se encontrem ou pelo menos desenvolvam mais suas ações. Mas, não. Tudo é muito lento, apenas XX consegue uma trajetória um pouco mais instigante. Já Matt Damon, embora muito bem no papel, é atrapalhado pelos coadjuvantes de seu personagem – para quê, por exemplo, aquela mulher que ele se envolve no curso de culinária? Não acrescenta em nada na história final.
Apenas nos últimos 40 minutos “Além da Vida” torna-se realmente interessante, mas aí já é tarde demais. O filme parece agradar muita gente pelo lado pessoal, ou seja, pela semelhança com histórias vividas.

Discutir o “além vida” é um tema recorrente no cinema, afinal, essa é uma das maiores dúvidas da humanidade. Com ou sem fundo religioso, o assunto suscita polêmica e opiniões acaloradas – justamente do que foge Clint Eastwood em “Além da Vida”.

O filme conta três histórias paralelas, que têm em comum a perda e a procura para um sentido da vida pós-tragédia. George Lonegan (Matt Damon), o médium desiludido após ganhar rios de dinheiro com seu dom; Marcus (George McLaren), que perde o irmão gêmeo num acidente de carro; e Marie Lelay (Cécile de France), que experimenta uma experiência de quase morte.

O fio condutor das três histórias oscila muito. Em alguns momentos nós conseguimos identificar semelhanças, mas em outros é difícil ligar uma trajetória na outra – o que, obviamente, prejudica a unidade da obra. O grande problema mesmo é o roteiro, um verdadeiro pepino que foi jogado nas mãos de Eastwood, que até tenta dar liga nessas histórias tão distintas, mas é apenas discreto em seu trabalho. Curioso, porque ele vem de trabalhos recentes bem coesos e fortes, imprimindo sua marca de dramaticidade única. O colaborador Gustavo lembrou bem: os últimos filmes de Eastwood têm a morte como pano de fundo, mas nesse aqui ele extrapolou.

O tema, no entanto, demora a engrenar. Você fica a todo momento esperando que algo maior aconteça, que os arcos dramáticos se encontrem ou pelo menos desenvolvam mais suas ações. Mas, não. Tudo é muito lento, apenas Marcus consegue uma trajetória um pouco mais instigante. Já Matt Damon, embora muito bem no papel, é atrapalhado pelos coadjuvantes de seu personagem – para quê, por exemplo, aquela mulher que ele se envolve no curso de culinária? Não acrescenta em nada na história final.

Apenas nos últimos 40 minutos “Além da Vida” torna-se realmente interessante, mas aí já é tarde demais. O filme parece agradar muita gente pelo lado pessoal, ou seja, pela semelhança com histórias vividas.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.