Discoteca #1 – O soul feroz do Jamiroquai e a estreia solo de Beth Ditto

Rock Dust Light Star (2011) por Jamiroquai

nota08

Quando uma banda tem hits da altura de “Virtual Insanity” e “Cosmic Girl” fica difícil não manter a expectativa alta para um novo lançamento. Mas o Jamiroquai é safo e, mesmo com grandes músicas no passado, consegue manter a serenidade e lançar álbuns de qualidade, como esse novo “Rock Dust Light Star”. Sem pretensão de ser o novo James Brown ou o Motown atualizado, esse novo disco traz o mais do mesmo que Jay Kay e companhia sabem fazer bem: funk, soul, disco e hits pra balada.
Só isso já garante uma obra cheia de bons frutos, como a música de abertura homônima e “Smoke Mirros”, excelentes pra agitar qualquer pista. Já “All Good in The Hood” faz qualquer pé balançar com sue baixo pulsante e “Lifeline” tem uma levada mais devagar, mas igualmente contagiante. Os outros destaques são as baladas “Blue Skies” e “Goodbye to my Dancer”, essa última com pegada reggae. A vibe ao vivo de Jam session perpassa todo o disco, que também conta com vários elementos bem distribuídos e executados – piano, percussão, samplers etc. Essa pequena mistura fica evidente na mais ousada das músicas, “Hey Floyd”, começando com reggae e descambando para o peso do funk típico do Jamiroquai. Não dá para acusar os caras de repetição sem criativ

pra quem gosta de…: soul, funk, pop

Quando uma banda tem hits da altura de “Virtual Insanity” e “Cosmic Girl” fica difícil não manter a expectativa alta para um novo lançamento. Mas o Jamiroquai é safo e, mesmo com grandes músicas no passado, consegue manter a serenidade e lançar álbuns de qualidade, como esse novo “Rock Dust Light Star”. Sem pretensão de ser o novo James Brown ou o Motown atualizado, esse novo disco traz o mais do mesmo que Jay Kay e companhia sabem fazer bem: funk, soul, disco e hits pra balada.

Só isso já garante uma obra cheia de bons frutos, como a música de abertura homônima e “Smoke Mirros”, excelentes pra agitar qualquer pista. Já “All Good in The Hood” faz qualquer pé balançar com seu baixo pulsante e “Lifeline” tem uma levada mais devagar, mas igualmente contagiante. Os outros destaques são as baladas “Blue Skies” e “Goodbye to my Dancer”, essa última com pegada reggae. A vibe ao vivo de Jam session perpassa todo o disco, que também conta com vários elementos bem distribuídos e executados – piano, percussão, samplers etc. Essa pequena mistura fica evidente na mais ousada das músicas, “Hey Floyd”, começando com reggae e descambando para o peso do funk típico do Jamiroquai. Não dá para acusar os caras de repetição sem criatividade.

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Beth Ditto EP (2011) por Beth Ditto

nota05

pra quem gosta de…: eletro, synth, pop

É impossível ficar indiferente a Beth Ditto, uma neo-diva pop de parar qualquer avenida por onde passa. E não é bela beleza hollywoodiana, mas pelo modo visceral de interpretar suas canções, apelo à moda, irreverência e, claro, pelo excesso de “volupiosidade” de seu corpo. Mas, se no Gossip ela brilha à frente de uma banda de alternativo/punk, em sua primeira incursão solo o resultado não é nada animador.

A indiferença impera ao ouvir seu EP homônimo, recém saído do forno. A cantora tentou inovar um pouco e optou por apostar suas fichas em samplers e sintetizadores – elementos que, de certa forma, estão representados no Gossip de forma mais orgânica. Mas Beth parece se perder em meio a tanta batida e perde sua principal característica, a perfomance matadora que a consagrou. “Do You Need Someone” demora a engrenar e atira para muitos lados, assim como “Good Night Good Morning”, que parece muito com algumas músicas do Duran Duran e A-Ha. O único momento bom e alentador é “I Wrote the Book”, em que ela joga tudo por alto e é glitter puro. A última canção do EP, “Open Heart Surgery” até emula Madonna (Holiday me veio a mente em certo momento), mas novamente é perda de tempo. Bem que ela tenta, mas é bom o Gossip não deixar ela muito tempo sozinha.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.