
Mais uma vez, o Festival de Cannes chacoalha as estruturas do cinema cult mundial. Embora tenha valor considerável para a indústria, crítica e público, o Festival já apresenta, há alguns bons anos, repetição da mesma ladainha cinematográfica. São os mesmo diretores abrindo as sessões importantes e os mesmos diretores circulando pelo tapete francês.
Obviamente que há certa renovação. De vez em quando algum perdido leva o prêmio máximo, como aconteceu ano passado com o tailandês de nome impronunciável, Apichatpong Weerasethakul. Mas veja a relação de filmes em destaque de 2011. O cultuado Almodóvar lança seu novo longa, “La Piel que Habito”, assim como Terrence Malick, com “Árvore da Vida”, Lars Von Trier (“Melancholia”) e Woody Allen. Esse último é tão carta marcada que, provavelmente pela enésima vez, vai abrir o Festival, dessa vez com “Midnight in Paris”.
Há uma relação não muito extensa de realizadores que circulam por Cannes ano após ano – é só ver a lista do parágrafo anterior para constatar isso. Além deles, mais alguns podem ser acrescentados, como os irmãos Dardenne. Esses, sim, tiveram boa parte de sua não muito grande cinematografia premiada na França. Coincidência? Êxito?
Ah, o filme de abertura da mostra “Un Certain Regard”, que já teve o filme de Heitor Dhalia (“À Deriva”) nesse posto, é do queridinho Gus Van Sant (“Restless”).
Confira a programação completa de Cannes.
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