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direção: Steve Pink
elenco: John Cusak, Clark Duke, Craing Robinson, Rob Corddry
país: EUA
gênero: comédia
ano: 2010
nome original: Hot Tub Time Machine
Nos últimos anos, a ode nerd em filmes tem dado bons frutos, principalmente em projetos de comédia. É justamente para esse nicho que “A Ressaca” foi feito, tentando ainda contemplar os amantes dos anos 80 e seus exageros apaixonantes.
O filme conta a história de três amigos de infância que não se vêem há muito tempo e que, angustiados com suas próprias vidas, resolvem fazer uma viagem para retomar a amizade. Lá, embarcam de volta aos anos 80.
A primeira reação ao ver o trailer e o cartaz de “A Ressaca” é compará-lo a “Se Beber Não Case”, o que é um erro tremendo. Aliás, o próprio estúdio tentou vender o filme assim para ir na carona do sucesso do seu par, mas a verdade é que a premissa de “A Ressaca” é diferente. Isso pode soar como um insulto ao filme, mas eu achei ele uma versão masculina de “De Repente 30”. Isto é, se nesse último o foco é mais romântico e tem uma história mais amarradinha, o outro é, além de #nerdpride e #80spride, um típico exemplar da comédia em que os personagens enfrentam altas aventuras do barulho (valeu, @marciosmelo).
Somos apresentados, então, aos três amigos: Adam (John Cusack) está se divorciando e tem a companhia do sobrinho bobão Jacob (Clark Duke), que vive em seu porão. Nick (Craig Robinson) largou uma carreira promissora de cantor para trabalhar numa pet shop, enquanto Lou (Rob Cordry) é o doidão da turma, inconseqüente e pronto para entrar em qualquer confusão. São esses os personagens que vão viajar no tempo através de uma jacuzzi, que fica no quarto de um hotel em que, no passado, os amigos costumavam passar momentos inesquecíveis de férias. O cenário atual, no entanto, aponta para a decadência do local, pouco visitado e que em nada lembra os anos 80.
Os caras são levados para o passado, justamente numa festa em 1986 em que vários fatos importantes aconteceram da vida de cada um. A ideia é terminar a noite sem mudar nada do que aconteceu, mas é claro que não é isso que veremos na tela. Várias confusões e, como bem manda a atual cartilha de Todd Phillips e Jude Apatow, referências aos montes à década de 80, games, filmes e cultura nerd em geral. Para quem gosta disso tudo, o filme é um prato cheio. Foi por isso que fui chamado a atenção, mas faltou mais tempero ao roteiro e um trato melhor em algumas cenas. “A Ressaca” é rodado quase que em sua totalidade em estúdio, o que nunca é bom para um filme. Poucas cenas externas tiram o brilho e a dinâmica de várias cenas, mas também não é algo que vá torná-lo uma porcaria.
Jogando com essas referências, mesmo “A Ressaca” não tendo um roteiro genial nem original, cumpre o papel de diversos momentos engraçados e referências inteligentes – que torna tudo bem mais divertido para o espectador, que tenta acompanhar as citações e relembrar momentos hilários dos anos 80.
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É um filme razoável, tem alguns bons momentos divertidos e acho que cumpre o seu papel.
Achei um filme fraco… Aliás, John Cusak morreu e esqueceram de enterrar, né? Qual o último filme bom que ele fez? Alta fidelidade, de 2000… E antes disso? Conta Comigo, de 1986…. não me venham dizer que aquela chatice de “Quero sr john malkovich” é bom, pelo amor de Deus…
Quero Ser John Lakovich é genial!
Ah, Rodrigo, respeito sua opinião, mas eu odiei esse filme. hehehe. Para mim, a única coisa interessante foi a referência aos anos 80, aquela piada de Michael Jackson mesmo é ótima. Agora, achei forçado, exagerado, cheio de cenas escatológicas. Mil vezes “Se beber não case”. E nem vou comentar a comparação com “De repente 30″, kkkkkk.
bjs
É apenas um filme Ok. Daqueles qe devem ser lançados direto em dvd. “Quero ser John Malkovich” é mto chato. Ou então preciso fazer de forma urgente o curso de teoria de cinema.
Amanda
Essa frase de Michael é sensacional!
Pimenta
Charlie Kaufman é gênio, então…
Concordo com Rodrigo Santos e com Pimenta… Esse filme eu baixei, mas ouvi tantas críticas ruins que nem me arrisquei. A distribuidora brasileira, espertamente, colocou o nome do filme como a tradução de “The Hangover” (que aqui recebeu o nome de Se Beber, Não Case).