Crítica de Filme – Água para Elefantes (2011)

nota06

direção: Francis Lawerence
elenco: Robert Pattinson, Reese Whiterspoon, Cristoph Waltz
país: EUA
gênero: drama
ano: 2011
nome original: Water for Elefants

A onda de adaptações está tão em alta nos EUA, que “Água para Elefantes” é o terceiro longa da carreira do diretor Francis Lawerence – e a terceira adaptação. A difícil missão de transpor para a telona a história escrita em palavras por Sara Gruen se revelou um grande desafio que, infelizmente, ficou apenas na eterna promessa.
“Água Pra Elefantes” conta a história de Jacob Jankovski (Robert Pattinson), um estudante de veterinária que acaba entrando para um circo, bem na época da depressão econômica de 1929. Lá, conhece o amor de sua vida, Marlena (Reese Whitherspoon), e vive diversas situações de provação, enfrentando o misterioso August (Cristoph Waltz).
Confesso que não li o livro de Sara Gruen, mas fiquei com enorme vontade. O filme de Lawerence tem essa incrível capacidade de despertar a vontade de você buscar o original, mas não porque é perfeito, e sim porque você sente raiva por ele tocar em diversos assuntos, mas nunca explorá-los. Não sei se o livro faz isso, mas o filme é falho justamente por não ter apostado na história fantástica que tinha em mãos. O roterista Richard LaGravanese focou todo seu texto no triângulo amoroso entre Jacob, Marlena e August. Não que isso seja ruim por si, afinal, romances são bem-vindos e é quase impossível fazer algo realmente original sobre isso. Mas e o contexto? Lembrei-me bastante de filmes arrebatadores, como “Sangue Negro” e “Forrest Gump”, que contam histórias magníficas e a contextualizam em momentos históricos importantes.
Sim, “Água Para Elefantes” poderia ter entrado para a história ao lado desses dois filmes. Mas, não. Virou apenas mais um exemplar de romance, que tem vários méritos, mas desperdiça grande oportunidade por medo e má escolha no elenco. Primeiro, não dá para essa história ser contada somente em duas horas de projeção. Claro que vou esquecer aqui o fato de Hollywood estar, hoje, com aversão mortal a qualquer filme que ultrapasse a 1h45.  Duas horas, então, já é muita coisa. Fora isso, a escolha por Robert Pattinson para o papel principal foi péssima. Não é implicância porque o cara fez a saga “Crepúsculo”, e sim uma constatação óbvia: ele é ruim demais. Simples assim. Sem expressão, bobo, sem sentimento. Mesmo com a atuação fora de série de Waltz, como já está se tornando habitual, Pattinson compromete bastante a condução da história. Não dá se envolver, nem muito menos entender as motivações de Jacob se vemos na tela um ator morto e sem vontade de atuar. Já Whiterspoon se esforça ao máximo para ser o que ela sempre foi, uma atriz regular.
O romance em si é até bem desenvolvido. Tem lá seus momentos clássicos bem estruturados: o início, a recusa, o desenvolvimento, a entrega, o obstáculo principal e o desfecho. Tudo bem amarrado. Como disse lá em cima, contar esse tipo de história num drama não é demérito, desde que você recheie as arestas com um bom contexto político-social, bons personagens secundários e histórias paralelas minimamente interessantes. “Água para Elefantes” faz tudo isso de forma superficial. A sensação é de que a montagem foi feita “à facão”. Faltou cenas sobre a depressão econômica e suas conseqüências, sobre Camel, sobre Kinko e seu cachorro, dentre outras. E Rosie, a simpática elefanta? Ela aparece em momentos cruciais do filme e é bem explorada. É, na verdade, o fator de ligação entre Jacob e Marlena, mas funciona também para tratar da questão da exploração de animais e para que fiquemos com mais raiva ainda do vilão August.

A onda de adaptações está tão em alta nos EUA, que “Água para Elefantes” é o terceiro longa da carreira do diretor Francis Lawerence – e a terceira adaptação. A difícil missão de transpor para a telona a história escrita em palavras por Sara Gruen se revelou um grande desafio que, infelizmente, ficou apenas na eterna promessa.

“Água Pra Elefantes” conta a história de Jacob Jankovski (Robert Pattinson), um estudante de veterinária que acaba entrando para um circo, bem na época da depressão econômica de 1929. Lá, conhece o amor de sua vida, Marlena (Reese Whitherspoon), e vive diversas situações de provação, enfrentando o misterioso August (Cristoph Waltz).

Confesso que não li o livro de Sara Gruen, mas fiquei com enorme vontade. O filme de Lawerence tem essa incrível capacidade de despertar a vontade de você buscar o original, mas não porque é perfeito, e sim porque você sente raiva por ele tocar em diversos assuntos, mas nunca explorá-los. Não sei se o livro faz isso, mas o filme é falho justamente por não ter apostado na história fantástica que tinha em mãos. O roterista Richard LaGravanese focou todo seu texto no triângulo amoroso entre Jacob, Marlena e August. Não que isso seja ruim por si, afinal, romances são bem-vindos e é quase impossível fazer algo realmente original sobre isso. Mas e o contexto? Lembrei-me bastante de filmes arrebatadores, como “Sangue Negro” e “Forrest Gump”, que contam histórias magníficas e a contextualizam em momentos históricos importantes.

Sim, “Água Para Elefantes” poderia ter entrado para a história ao lado desses dois filmes. Mas, não. Virou apenas mais um exemplar de romance, que tem vários méritos, mas desperdiça grande oportunidade por medo e má escolha no elenco. Primeiro, não dá para essa história ser contada somente em duas horas de projeção. Claro que vou esquecer aqui o fato de Hollywood estar, hoje, com aversão mortal a qualquer filme que ultrapasse a 1h45.  Duas horas, então, já é muita coisa. Fora isso, a escolha por Robert Pattinson para o papel principal foi péssima. Não é implicância porque o cara fez a saga “Crepúsculo”, e sim uma constatação óbvia: ele é ruim demais. Simples assim. Sem expressão, bobo, sem sentimento. Mesmo com a atuação fora de série de Waltz, como já está se tornando habitual, Pattinson compromete bastante a condução da história. Não dá se envolver, nem muito menos entender as motivações de Jacob se vemos na tela um ator morto e sem vontade de atuar. Já Whiterspoon se esforça ao máximo para ser o que ela sempre foi, uma atriz regular.

O romance em si é até bem desenvolvido. Tem lá seus momentos clássicos bem estruturados: o início, a recusa, o desenvolvimento, a entrega, o obstáculo principal e o desfecho. Tudo bem amarrado. Como disse lá em cima, contar esse tipo de história num drama não é demérito, desde que você recheie as arestas com um bom contexto político-social, bons personagens secundários e histórias paralelas minimamente interessantes. “Água para Elefantes” faz tudo isso de forma superficial. A sensação é de que a montagem foi feita “à facão”. Faltou cenas sobre a depressão econômica e suas conseqüências, sobre Camel, sobre Kinko e seu cachorro, dentre outras. E Rosie, a simpática elefanta? Ela aparece em momentos cruciais do filme e é bem explorada. É, na verdade, o fator de ligação entre Jacob e Marlena, mas funciona também para tratar da questão da exploração de animais e para que fiquemos com mais raiva ainda do vilão August.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.