DJ brasileiro e a arte do remix: de Bowie a Beatles

Ao longo de sua carreira, o produtor e DJ brasileiro Fritz von Runte se concentrou em mexer com as estruturas do rock e pop mundial. Não que ele seja pródigo em polêmicas e líder nas paradas de sucesso, mas ele mexe literalmente nas estruturas das músicas, quebrando melodias, acrescentando ritmo, mudando uma coisa aqui e outra ali… E criando música.

Óbvio que todos lembram do famoso Grey Album, quando o excelente Danger Mouse se tornou famoso ao juntar Beatles e Jay-Z numa coisa só. É justamente o que von Runte faz. O mais novo trabalho dele é talvez o mais significativo dessa linha, “Bowie 2001: A Space Oddity”. Juntando música e cinema, o DJ aliou as melodias do craque-mor do pop mundial, David Bowie, com as viagens imagéticas de Stanley Kubrick. O resultado pode ser consumido de duas formas: somente os remixes ou os remixes acompanhados do filme. Claro, não é o filme todo, mas pedaços que se encaixam perfeitamente com as músicas de Bowie – que, convenhamos, tem uma obra que em certo momento foi claramente influenciada por Kubrick. Falando nisso, não há como não lembrar do famoso boato de que o Pink Floyd fez “Dark Side of The Moon” sincronizado com o clássico “O Mágico de Oz”. O fato é que, verdade ou mentira, a parada parece que funciona mesmo. É só baixar as inúmeras versões que rodam o mundo dos torrents.

Fritz von Runte, apesar desse nome, é brasileiro e, segundo o santo Wikipedia, nasceu no Rio de Janeiro. Seu site oficial não diz muita coisa sobre sua origem, mas pouca importa. Lá você pode ter acesso a outros trabalhos do cara, como “Beatles: Hate”, uma brincadeira com o disco-arrasa-quarteirão que os Fab 4 lançaram nessa década, Love. Ou ainda um disco inteiro de remixes de músicas de Lily Allen.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.