O bom e velho rock ‘n roll fora das paradas

Tá feia a coisa, Dave?

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O rock não morreu – e isso parece óbvio. Mas cadê o som das guitarras distorcidas nas paradas de sucesso? Basta uma olhada rápida nos rankings em todo mundo e ver como artistas pop e de hipo hop estão dominando tudo, deixando o rock para trás.
Estar nos topos não é garantia de qualidade – isso também parece claro. Mas o fato de que bandas de rock não fazem mais sucesso como em décadas passadas é uma verdade evidente. Mesmo que algumas bandas consigam boas posições nos ‘mais vendidos’, isso é passageiro. Foo Fighters, Radiohead, R.E.M., Strokes, Pearl Jam e outros estão aí para provar isso. Quem perdura mesmo nas paradas são nomes como Lady Gaga, Katy Perry, Bruno Mars e outros nomes de qualidade duvidosa do rap. Tudo bem, a questão aqui não é discutir qualidade, mas a verdade é que a música pop e descartável (não no sentido de ruim, e sim da perenidade curta) domina.
Há algumas semanas, o Youtube lançou uma página exclusiva com sua parada de sucesso. Segue a lógica das mais famosas, como a Billboard. Só que o Youtube comete um erro grave ao agrupar rock e pop numa mesma categoria. E aí a discrepância é enorme, pois nesse “gênero” quem comanda é Shakira, Katy Perry, Justin Bieber, dentre outros. Talvez essa atitude do site seja já reflexo da queda de consumo do rock no mundo. No site de streaming Grooveshark, não há uma música de rock sequer entre as 20 mais ouvidas. Na Billboard, talvez a parada mais conhecida e antiga do mundo, o cenário é igual. Mas o primeiro lugar (semana 9-15 de maio) é da cantora Adele, que não é rock, mas pelo menos é o que mais se aproxima do estilo – tudo bem, forçando bem a barra.
As polêmicas do rock que deram origem a um dos mais famosos bordões da música – sexo, drogas e rock n’ roll – sumiram do mapa. Isto é, migraram para o pop radiofônico e rapop americano. O mais recente caso é o tal Tyler The Creator, uma baba de som chato e repetitivo que está fazendo sucesso mais pelas confusões do que pela música. E os clipes de Lady Gaga? Bem, parece que tudo que nós ouvimos na década de 80 precisa ser reciclado 25-30 anos depois para as novas gerações. E tudo que Madonna já viveu e causou na época, agora ganham ares de novidade na boca da lady da vez. E o rock que teve sempre polêmicas sexuais, de ego, drogas e mulheres… Perdeu-se nele mesmo.
É bem difícil dizer o motivo de tudo isso. Há a explicação que versa sobre a baixa qualidade das bandas de rock, muito piores do que em décadas anteriores. E há também a explicação de que o público mudou mesmo e é isso que o mundo quer ouvir: pop americano. Sorte nossa, amantes do rock, é que o estilo é vivo para aquele que o ama. Vivo para quem corre atrás e pesquisa, ouve os clássicos, aprende e não deixa de escutar. E, claro, sempre haverá novas boas bandas de rock. Isso inevitável.

O rock não morreu – e isso parece óbvio. Mas cadê o som das guitarras distorcidas nas paradas de sucesso? Basta uma olhada rápida nos rankings em todo mundo e ver como artistas pop e de hipo hop estão dominando tudo, deixando o rock para trás.

Estar nos topos não é garantia de qualidade – isso também parece claro. Mas o fato de que bandas de rock não fazem mais sucesso como em décadas passadas é uma verdade evidente. Mesmo que algumas bandas consigam boas posições nos ‘mais vendidos’, isso é passageiro. Foo Fighters, Radiohead, R.E.M., Strokes, Pearl Jam e outros estão aí para provar isso. Quem perdura mesmo nas paradas são nomes como Lady Gaga, Katy Perry, Bruno Mars e outros nomes de qualidade duvidosa do rap. Tudo bem, a questão aqui não é discutir qualidade, mas a verdade é que a música pop e descartável (não no sentido de ruim, e sim da perenidade curta) domina.

Há algumas semanas, o Youtube lançou uma página exclusiva com sua parada de sucesso. Segue a lógica das mais famosas, como a Billboard. Só que o Youtube comete um erro grave ao agrupar rock e pop numa mesma categoria. E aí a discrepância é enorme, pois nesse “gênero” quem comanda é Shakira, Katy Perry, Justin Bieber, dentre outros. Talvez essa atitude do site seja já reflexo da queda de consumo do rock no mundo. No site de streaming Grooveshark, não há uma música de rock sequer entre as 20 mais ouvidas. Na Billboard, talvez a parada mais conhecida e antiga do mundo, o cenário é igual. Mas o primeiro lugar (semana 9-15 de maio) é da cantora Adele, que não é rock, mas pelo menos é o que mais se aproxima do estilo – tudo bem, forçando bem a barra.

Já pra você, lady, a parada anda boa...

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As polêmicas do rock que deram origem a um dos mais famosos bordões da música – sexo, drogas e rock n’ roll – sumiram do mapa. Isto é, migraram para o pop radiofônico e rapop americano. O mais recente caso é o tal Tyler The Creator, uma baba de som chato e repetitivo que está fazendo sucesso mais pelas confusões do que pela música. E os clipes de Lady Gaga? Bem, parece que tudo que nós ouvimos na década de 80 precisa ser reciclado 25-30 anos depois para as novas gerações. E tudo que Madonna já viveu e causou na época, agora ganham ares de novidade na boca da lady da vez. E o rock que teve sempre polêmicas sexuais, de ego, drogas e mulheres… Perdeu-se nele mesmo.

É bem difícil dizer o motivo de tudo isso. Há a explicação que versa sobre a baixa qualidade das bandas de rock, muito piores do que em décadas anteriores. E há também a explicação de que o público mudou mesmo e é isso que o mundo quer ouvir: pop americano. Sorte nossa, amantes do rock, é que o estilo é vivo para aquele que o ama. Vivo para quem corre atrás e pesquisa, ouve os clássicos, aprende e não deixa de escutar. E, claro, sempre haverá novas boas bandas de rock. Isso inevitável.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.