Crítica de Filme – Back and Forth (2011)

nota08

direção: James Moll
elenco: Dave Ghrol, Taylor Hawkins, Cris Shiflett, Franz Sthal, Pat Smear
país: EUA
gênero: documentário
ano: 2011

Quando fiz a crítica sobre “Wasting Light”, último disco do Foo Fighters, afirmei que provavelmente Dave Ghrol era o maior artista do rock dessa geração. Um dos motivos, e talvez o principal, é que o cara mantém acessa a chama do rock ‘n roll. Em “Back and Forth”, documentário sobre a banda, isso fica mais do que provado.
Felizmente, o filme não é apenas sobre Ghrol, mas tem no líder da banda o fio condutor para contar a história do Foo Fighters desde o seu início. O formato é simples e segue a lógica dos tantos especiais apresentados em programas musicais, mas não faz feio. A ideia é contar a trajetória da banda através de relatos dos envolvidos, numa ordem cronológica simples que começa com o fim do Nirvana. A introdução, apesar de bem triste, é fundamental para que o público entenda a motivação para criação de uma banda de um cara aos 20 e poucos anos, recém saído de uma experiência meteórica de sucesso no mundo do rock. Um verdadeiro reinício de vida para uma pessoa que mal tinha começado a viver dignamente.
Pelos depoimentos, entende-se também que a banda percorreu um caminho tortuoso até o sucesso que ganhou há uns anos, e ainda mantém até hoje. Mesmo com a constante mudança de integrantes e a difícil relação de trabalho com Dave Ghrol, todos os músicos que passaram pela banda o elogiam bastante. E elogiam o fato de estarem reunidos para fazer rock, apenas isso. Rock que é um gênero que não dá para curtir pela metade: ou você é fã ou você apenas escuta nas horas vagas. E todo amante do rock vai se sentir bem representado por Taylor Hawkins, Cris Shiflett, Franz Sthal, Pat Smear, e, claro, Dave Ghrol.
Ainda assim, como um documentário musical oficial, faltou investir mais em cenas inéditas e raras. As imagens de bastidores são preciosidades, que só são realmente exploradas quando é mostrado o processo de gravação do Wasting Light. Fantásticas imagens dos músicos com suas famílias, intercalando uma sessão de guitarra pesada com mergulho na piscina com a filha etc. É essa dimensão contextual que dá ainda mais peso (real e metafórico) ao disco em questão e à banda como um todo.
Ao final do documentário, foi exibido um show em 3D, em que a banda tocou o novo CD na íntegra. Bom por um lado, que somos brindados por 50 minutos de música em altíssima qualidade de imagem e, principalmente, de som – mas ruim porque o cinema não é o melhor lugar para curtir um show de rock. Além disso, a mesma apresentação já rola no youtube há pelo menos dois meses, mas ainda assim, isso tudo não tira o brilho do show.

Quando fiz a crítica sobre “Wasting Light”, último disco do Foo Fighters, afirmei que provavelmente Dave Ghrol era o maior artista do rock dessa geração. Um dos motivos, e talvez o principal, é que o cara mantém acessa a chama do rock ‘n roll. Em “Back and Forth”, documentário sobre a banda, isso fica mais do que provado.

Felizmente, o filme não é apenas sobre Ghrol, mas tem no líder da banda o fio condutor para contar a história do Foo Fighters desde o seu início. O formato é simples e segue a lógica dos tantos especiais apresentados em programas musicais, mas não faz feio. A ideia é contar a trajetória da banda através de relatos dos envolvidos, numa ordem cronológica simples que começa com o fim do Nirvana. A introdução, apesar de bem triste, é fundamental para que o público entenda a motivação para criação de uma banda de um cara aos 20 e poucos anos, recém saído de uma experiência meteórica de sucesso no mundo do rock. Um verdadeiro reinício de vida para uma pessoa que mal tinha começado a viver dignamente.

Pelos depoimentos, entende-se também que a banda percorreu um caminho tortuoso até o sucesso que ganhou há uns anos, e ainda mantém até hoje. Mesmo com a constante mudança de integrantes e a difícil relação de trabalho com Dave Ghrol, todos os músicos que passaram pela banda o elogiam bastante. E elogiam o fato de estarem reunidos para fazer rock, apenas isso. Rock que é um gênero que não dá para curtir pela metade: ou você é fã ou você apenas escuta nas horas vagas. E todo amante do rock vai se sentir bem representado por Taylor Hawkins, Cris Shiflett, Franz Sthal, Pat Smear, e, claro, Dave Ghrol.

Ainda assim, como um documentário musical oficial, faltou investir mais em cenas inéditas e raras. As imagens de bastidores são preciosidades, que só são realmente exploradas quando é mostrado o processo de gravação do Wasting Light. Fantásticas imagens dos músicos com suas famílias, intercalando uma sessão de guitarra pesada com mergulho na piscina com a filha etc. É essa dimensão contextual que dá ainda mais peso (real e metafórico) ao disco em questão e à banda como um todo.

Ao final do documentário, foi exibido um show em 3D, em que a banda tocou o novo CD na íntegra. Bom por um lado, que somos brindados por 50 minutos de música em altíssima qualidade de imagem e, principalmente, de som – mas ruim porque o cinema não é o melhor lugar para curtir um show de rock. Além disso, a mesma apresentação já rola no youtube há pelo menos dois meses, mas ainda assim, isso tudo não tira o brilho do show.

.

Você também pode se interessar por:

About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.