Crítica de Filme – Kung Fu Panda 2 (2011)

nota08

direção: Jennifer Yuh
elenco (vozes): Jack Black, Angelina Jolie, Gary Oldman, Seth Rogen, Jackie Chan
país: EUA
gênero: aventura
ano: 2011

Kung Fu Panda sempre foi uma história de animação que fugia à trilha natural de filmes do gênero, porque apostava um pouco mais no lastro histórico para sustentar seus personagens. O segundo filme da franquia vai mais além nesse caminho e apresenta lutas mais elaboradas, cenários bem construídos e, claro, a simpatia do panda Po.

Se no primeiro filme víamos Po se descobrindo um guerreiro, aqui esse cenário já está consolidado. Na China de lendas do kung fu e grandes guerreiros, Po é um em meio a tantos, mas tem algo especial, embora ele pareça apenas um pançudo panda comilão. Essa dicotomia, que já foi bastante explorada, volta novamente, mas está em um plano secundário. A ênfase está na lenda do pavão Lorde Chen (Gary Oldman), escorraçado de sua cidade e que pretende voltar e tomar o poder de toda a China. Essa historinha é contada de forma magnífica nos primeiros minutos de filme, adotando animação em 2D com forte traço oriental nos desenhos. O longa, então, vai girar em torno da tentativa de Lorde Chen de ser o grande conquistador da China, sempre tendo como opositores Po e sua turma de guerreiros. Como “molho”, o fato de que o pavão ter construído uma arma mágica que pretende exterminar o kung fu como arte marcial principal do país e protetor universal do bem.

Esse é o primeiro aspecto do filme, que tem ainda uma jornada pessoal de Po em busca de seu passado. Como todos sabem, o pai dele é um avestruz e Po quer saber quem é seu pai biológico, ou pelo menos descobrir qualquer indício de seu passado. Isso mexe com o desempenho do guerreiro em várias batalhas, pois aparentemente Lorde Chen tem algo a ver com a história de vida de Po – o que, obviamente, você vai descobrindo os detalhes ao longo do filme. A trama, portanto, não é simplória, muito pelo contrário. Estamos diante de um roteiro bem amarrado, tanto com o primeiro longa (que aparentemente é uma introdução para outras histórias), quanto com o desenrolar dessa segunda história. Além disso, a parte técnica da animação vai além do esforço de tornar um cabelo bem feito, por exemplo, e mergulha fundo nas referências orientais e temas da China. As vilas são cuidadosamente desenhadas, os vales bem acomodados para servirem de cenário para cidades inteiras e assim por diante.

Mesmo que a trama se resolva bem, ainda faltou explorar mais os outros guerreiros: Macaco, Víbora, Louva-Deus, Garça e Tigresa. Principalmente essa última, que chega a ter um braço de história revelado, mas é abandonado rapidamente. Talvez seja o indício para outro longa, talvez a falta de tempo mesmo.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.