Crítica de Filme – X-Men: First Class (2011)

nota08

direção: Mathew Vaughn
elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jeniffer Lawrence, Kevin Bacon
país: EUA
gênero: ficção científica
ano: 2011

Em meio a tantos filmes baseados em HQs e continuações, estabelecer-se com uma história consistente não é lá um trabalho dos mais fáceis. É igualmente difícil construir um filme em cima de personagens conhecidos, como é o caso de Erik/Magneto (Michael Fassbender) e Xavier/Professor X (James McAvoy), e ainda assim ser eficiente. Mas esse é o caso de “X-Men: First Class”.
O filme conta a história de uma divisão de mutantes ainda inexperientes que tenta impedir o início da Terceira Guerra Mundial, objetivo do vilão Shaw e sua trupe.
Essa sinopse acima é, digamos, a explicação “clássica” de ‘First Class’. Mas, a verdade é que o filme não trata disso como tema principal, nem é de longe a parte mais interessante do longa. Esse é apenas o conflito que move os personagens e, convenhamos, tem pouca importância. O legal mesmo está no desenvolvimento de cada um dos mutantes que vemos em tela, em especial três deles: Raven/Mística (Jeniffer Lawrence), Erik/Magneto e Xavier/Professor X. Esses dois últimos formam o que poderia se chamar de dicotomia clássica do bem e do mal, mas, curiosamente, essa luta do bem e do mal não é tão maniqueísta quanto parece – ou como é visto em diversas histórias de super-heróis.
Assim como no primeiro X-Men, somos apresentados a Erik no momento transformador de sua vida, mas nesse filme essa história se expande mais e somos capazes de entender o porquê de tanta raiva do futuro Magneto. É o momento também de conhecer o vilão Shaw, vivido de maneira “piloto automático” por Kevin Bacon. A história começa a se formar por aí, mas ainda falta a outra ponta, que é Xavier. O garoto prodígio, que penetra na mente das pessoas, aparece bem diferente do carrancudo professor de cabeça raspada dos outros filmes. É justamente nesse ponto que o espectador já percebe o que vem pela frente: um filme dos X-Men, mutantes, mas o mais humano possível.
Todo o enredo do First Class é construído em cima da amizade entre Xavier e Eric e do que isso traz de bom e ruim para ambos os lados. Embora tenha um sentimento doentio de vingança, Eric mostra seu lado menos durão quando está ao lado de Mística e de alguns outros mutantes. Já Xavier é sereno, calmo e extremamente consciente em relação a sua missão com os mutantes. Mas, mesmo assim, vemos o lado humano dos dois aflorar nos erros que ambos cometem ao conduzirem suas ações. E aqui não há nenhum spoiler, afinal, todo mundo já viu os filmes anteriores e sabem em que se transformaram Xavier e Erik. O primeiro, apesar de sua consciência, cometeu erro grave ao confiar demais na humanidade – e deu no que deu: humanos perseguindo mutantes e assim por diante. Magneto, por sua vez, ao colocar sua vingança na frente de tudo, cegou-se aos esforços que poderiam ser realizados para melhorar a situação mutantes x humanos.
Vale umas linhas de elogios à Jeniffer Lawrence, que constrói muito bem sua Mística – completamente diferente daquela que vemos nos filmes anteriores. Até porque ela é quase um espelho de Xavier, embora com algumas diferenças. E Nicolas Hoult também se sobressai com seu professor Hank, ótima oposição também ao que é passado nos outros X-Men. Nesses, ele já é um ótimo diplomata e consciente de tudo, enquanto que em First Class ele tem vergonha de ser o que é. Outro ponto forte do filme é a direção de Mathew Vaughn, tranqüila, sem sobressaltos e tentativas de criar cenas espetaculares demais. Tudo na sua medida.

Em meio a tantos filmes baseados em HQs e continuações, estabelecer-se com uma história consistente não é lá um trabalho dos mais fáceis. É igualmente difícil construir um filme em cima de personagens conhecidos, como é o caso de Erik/Magneto (Michael Fassbender) e Xavier/Professor X (James McAvoy), e ainda assim ser eficiente. Mas esse é o caso de “X-Men: First Class”.

O filme conta a história de uma divisão de mutantes ainda inexperientes que tenta impedir o início da Terceira Guerra Mundial, objetivo do vilão Shaw e sua trupe.

Essa sinopse acima é, digamos, a explicação “clássica” de ‘First Class’. Mas, a verdade é que o filme não trata disso como tema principal, nem é de longe a parte mais interessante do longa. Esse é apenas o conflito que move os personagens e, convenhamos, tem pouca importância. O legal mesmo está no desenvolvimento de cada um dos mutantes que vemos em tela, em especial três deles: Raven/Mística (Jeniffer Lawrence), Erik/Magneto e Xavier/Professor X. Esses dois últimos formam o que poderia se chamar de dicotomia clássica do bem e do mal, mas, curiosamente, essa luta do bem e do mal não é tão maniqueísta quanto parece – ou como é visto em diversas histórias de super-heróis.

Assim como no primeiro X-Men, somos apresentados a Erik no momento transformador de sua vida, mas nesse filme essa história se expande mais e somos capazes de entender o porquê de tanta raiva do futuro Magneto. É o momento também de conhecer o vilão Shaw, vivido de maneira “piloto automático” por Kevin Bacon. A história começa a se formar por aí, mas ainda falta a outra ponta, que é Xavier. O garoto prodígio, que penetra na mente das pessoas, aparece bem diferente do carrancudo professor de cabeça raspada dos outros filmes. É justamente nesse ponto que o espectador já percebe o que vem pela frente: um filme dos X-Men, mutantes, mas o mais humano possível.

Todo o enredo do First Class é construído em cima da amizade entre Xavier e Eric e do que isso traz de bom e ruim para ambos os lados. Embora tenha um sentimento doentio de vingança, Eric mostra seu lado menos durão quando está ao lado de Mística e de alguns outros mutantes. Já Xavier é sereno, calmo e extremamente consciente em relação a sua missão com os mutantes. Mas, mesmo assim, vemos o lado humano dos dois aflorar nos erros que ambos cometem ao conduzirem suas ações. E aqui não há nenhum spoiler, afinal, todo mundo já viu os filmes anteriores e sabem em que se transformaram Xavier e Erik. O primeiro, apesar de sua consciência, cometeu erro grave ao confiar demais na humanidade – e deu no que deu: humanos perseguindo mutantes e assim por diante. Magneto, por sua vez, ao colocar sua vingança na frente de tudo, cegou-se aos esforços que poderiam ser realizados para melhorar a situação mutantes x humanos.

Vale umas linhas de elogios à Jeniffer Lawrence, que constrói muito bem sua Mística – completamente diferente daquela que vemos nos filmes anteriores. Até porque ela é quase um espelho de Xavier, embora com algumas diferenças. E Nicolas Hoult também se sobressai com seu professor Hank, ótima oposição também ao que é passado nos outros X-Men. Nesses, ele já é um ótimo diplomata e consciente de tudo, enquanto que em First Class ele tem vergonha de ser o que é. Outro ponto forte do filme é a direção de Mathew Vaughn, tranqüila, sem sobressaltos e tentativas de criar cenas espetaculares demais. Tudo na sua medida.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.