David Bowie na mira para lançar autobiografia

Já comentamos aqui o fato do rock estar fora das paradas de sucesso, mas quando o assunto é livro, então a história é diferente. Recentes biografias de ídolos do rock têm gerado bastante faturamento para as editoras – e uma corrida intensa nos bastidores na busca pelas jóias mais raras da música.
O Guardian conversou com diversos editores e gente ligada ao mercado e uma coisa é unânime: David Bowie é a galinha dos ovos de ouro, o alvo do momento. O cantor britânico multifacetado é o principal objetivo do momento por dois motivos. Primeiro, é óbvio que há um componente financeiro, que vem arrastado pelo sucesso que esse tipo de biografia vem fazendo. Segundo, Bowie é tido como um artista único, com atuação em várias artes, trânsito entre os nomes mais fortes da cultura mundial do século passado e envolto em inúmeras polêmicas e mistérios. Qual a sexualidade dele? Já transou com Mick Jagger? Como era sua relação com Nina Haggen? E Andy Wharol?
O chamado camelão está recluso há alguns anos, com raríssimas aparições públicas. Nada de novo foi lançado por ele nos últimos anos. Sobre ele, recentemente Marc Spitz, conhecido biógrafo do rock, jogou no mercado um livro sobre o astro, uma grande compilação de impressões e entrevistas com gente ligada ao mito. Mas, Bowie que é Bowie, nada. A questão é: inúmeros livros já foram lançados sobre ele e sua geração, mas nada foi posto no papel com o aval do cara. Suas entrevistas, sempre raras, dão apenas um mero direcionamento do que pode ser essa biografia.
Nas livrarias, uma infinidade de artistas resolveu soltar o verbo de 2010 para cá. Steven Tyler, Sammy Hagar, Keith Richards (que já foi resenhado aqui), Patti Smith, Slash e outros estão vendendo como água. E um dos motivos é que não há censura. Richards, por exemplo, fala abertamente sobre drogas – quais as mais leves, quais não tomar –, a chatice de Mick Jagger e até momentos detalhados de sexo com mulheres das mais diversas. Essa é a diferença que tem levado milhões de pessoas às livrarias, fato que não ocorre normalmente no mercado brasileiro. Lobão talvez seja o único exemplo similar.
Entre os nomes citados como alvo das editoras ainda estão Paul McCartney, Elton John, Robert Plant e Bruce Springsteen. O mais curioso no caso de Bowie é que ele já tem um acordo de publicação com a editora Penguin, mas até agora nada. Nenhuma linha. Mito.

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Já comentamos aqui o fato do rock estar fora das paradas de sucesso, mas quando o assunto é livro, então a história é diferente. Recentes biografias de ídolos do rock têm gerado bastante faturamento para as editoras – e uma corrida intensa nos bastidores na busca pelas jóias mais raras da música.

O Guardian conversou com diversos editores e gente ligada ao mercado e uma coisa é unânime: David Bowie é a galinha dos ovos de ouro, o alvo do momento. O cantor britânico multifacetado é o principal objetivo do momento por dois motivos. Primeiro, é óbvio que há um componente financeiro, que vem arrastado pelo sucesso que esse tipo de biografia vem fazendo. Segundo, Bowie é tido como um artista único, com atuação em várias artes, trânsito entre os nomes mais fortes da cultura mundial do século passado e envolto em inúmeras polêmicas e mistérios. Qual a sexualidade dele? Já transou com Mick Jagger? Como era sua relação com Nina Haggen? E Andy Wharol?

O chamado camelão está recluso há alguns anos, com raríssimas aparições públicas. Nada de novo foi lançado por ele nos últimos anos. Sobre ele, recentemente Marc Spitz, conhecido biógrafo do rock, jogou no mercado um livro sobre o astro, uma grande compilação de impressões e entrevistas com gente ligada ao mito. Mas, Bowie que é Bowie, nada. A questão é: inúmeros livros já foram lançados sobre ele e sua geração, mas nada foi posto no papel com o aval do cara. Suas entrevistas, sempre raras, dão apenas um mero direcionamento do que pode ser essa biografia.

Nas livrarias, uma infinidade de artistas resolveu soltar o verbo de 2010 para cá. Steven Tyler, Sammy Hagar, Keith Richards (que já foi resenhado aqui), Patti Smith, Slash e outros estão vendendo como água. E um dos motivos é que não há censura. Richards, por exemplo, fala abertamente sobre drogas – quais as mais leves, quais não tomar –, a chatice de Mick Jagger e até momentos detalhados de sexo com mulheres das mais diversas. Essa é a diferença que tem levado milhões de pessoas às livrarias, fato que não ocorre normalmente no mercado brasileiro. Lobão talvez seja o único exemplo similar.

Entre os nomes citados como alvo das editoras ainda estão Paul McCartney, Elton John, Robert Plant e Bruce Springsteen. O mais curioso no caso de Bowie é que ele já tem um acordo de publicação com a editora Penguin, mas até agora nada. Nenhuma linha. Mito.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.