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direção: Terrence Malick
elenco: Brad Pitt, Jessica Chastain, Sean Penn
país: EUA
gênero: drama
ano: 2011
nome original: Tree of Life
Adentar o universo de “Árvore da Vida” não é das tarefas mais fáceis de realizar. Parece que Terrence Malick faz questão que isso aconteça, afinal, apesar de um pedaço de história linear e normalmente construída, boa parte do filme é uma viagem difícil de engolir. Mas nem por isso ruim.
“Árvore da Vida” é uma história, passada nos anos 50, de três irmãos que vivem sob a batuta rígida de seu pai (Brad Pitt) e a doçura da mãe (Jessica Chastain).
Essa breve sinopse não está equivocada, mas com certeza enganou muita gente. A contar pelos relatos de amigos e minha experiência, arrisco dizer que metade das pessoas que pagou ingresso não terminou de assistir ao filme. A tal “viagem difícil de engolir” que citei acima é, na verdade, uma tentativa complexa de Malick de contar sobre a origem do universo e fragilidade da vida humana. É, assim mesmo. Pretensão lá em cima. Mas o diretor e roteirista não se sai mal. O problema é que esse caminho é intensamente tortuoso, não para ele, mas sim para o espectador. Difícil até explicar, de forma descontextualizada, as imagens que vemos. É preciso juntá-las todas e procurar um sentido. Talvez aí more o maior mérito do filme, que não é simples, mas dá um certo prazer em tentar procurar o significado das coisas.
Então, tentar explicar “Árvore da Vida” é um mero esforço interpretativo com grau de subjetividade altíssimo. Tentarei. Primeiro, o filme é dividido em três partes: prólogo (mais importante), história e desfecho. O primeiro nos joga numa viagem transcendental por imagens que tentam recriar a história do universo, big bang, seres aquáticos, protozoários, invertebrados, dinossauros… E por aí vai. Aparentemente, liberaram a Malick o acesso ao banco de dados do National Geographic, Animal Planet e Discovery Channel. O importante nesse início é se ligar nos sussurros iniciais, pois um deles diz algo como: “certa vez, uma freira me disse que o mundo é dividido entre natureza e graça”. Essa é a chave para “Árvore da Vida”: após os 40 minutos de imagens da natureza, fica a sensação de que essas são tão reais, científicas e belas, que se tornam surreais de tão realistas. A imagem das explosões solares é plástica e em câmera lenta até parece criação de computador. Mas são verdadeiras, tangíveis, naturais. Portanto, o jogo entre o que é “natureza” e “graça” se confunde.
Essa compreensão é interrompida, pois somos jogados à história mais “normal” do filme, que é os três irmãos passando por momentos típicos: brigas, amor, traquinagem, relação difícil com os pais etc. Nesse ponto, Brad Pitt se sai bem, não é espetacular, mas cumpre o papel de forma agradável. Jessica também se destaca, mas chama atenção mais ainda a atuação dos garotos, Hunter McCraken, Larraine Eppler, Tye Sheridan. É uma história que envolve morte e amor, sofrimento e prazer. Muito bem construída e com um tom de suspense que às vezes é fundamental – e Malick sabe perfeitamente o que está fazendo. No desfecho, a sensação nítida e mais óbvia é de uma demonstração de fé. Diria religiosa, mas penderia muito para o lado espírita, que não me parece ser o mais adequado no caso de “Árvore da Vida”. Mas tem cunho transcendental, o que fica mais claro com o entendimento do epílogo do filme.
Claro que o longa não é um grande filme e essa explicação que dei acima é extremamente pessoal. O que Malick quis dizer? Bem, como uma experiência estética contemporânea, o significado depende de cada um.
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Vi muitos comentários que o público não engoliu
essa viagem de Malick (o filme foi vaiado em Cannes).
Quero ver, mas estou com muito medo desse filme.
Filme chato não tem vez. FFFFUUUUUUUUUUUUUU
Como você disse, é pessoal, e pessoalmente eu adorei a experiência que Terrence Malick me proporcionou, de verdade.
E João, o filme não foi apenas vaiado em Cannes, foi também aplaudido e levou o prêmio…
João
Cannes tá ficando repetitivo… Pelo menos eu acho.
Gustavo
Pode não ser bom, mas é uma experiência pessoal que vale.
Amanda
Sua crítica ficou ótima :p
EU SOU REALMENTE MUITO CINÉFILA!!!! MAS vou falar uma coisa….gasto sem dó meu dinheiro com locadora e cinema…tenho fé,acredito em Deus e não sou contra a idéia de se perguntamos e duvidarmos as vezes de nosso ritmo da vida..o FILME INFELIZMENTE PARA MIM FOI INTENSO DE CHATICES, CENAS DA TV A CABO CANSATIVAS. Aos olhos de quem admira a natureza esta profundo, TERRINCE SAIU COM WOOD ALLEN E BEBERAM TODAS E TROCARAM UMAS IDÉIAS COM A MENTE BEEEM ABERTA E DEU NA TROCA DE A Arvore da vida com Meia noite em Paris…Não gostei, a idéia da família 100 pontos,mas já vi isto com Sofia Copolla em AS VIRGENS SUICIDAS e o resto do roteiro com Reflexos da Inocência com Daniel Graig…é isto que vc vai encontrar…beem cansativoo e tedioso nota 3,5. VALE APENA VER O AS VIRGENS SUICIDAS E SOMAR AS IDEIAS DESTE FILME QUE PARA MIM NÃO MERECE NENHUM OSCAR, outros prêmios simlógico grandes atores…Sou fã de todos da Arvore da vida.
Filmaço!
Bacana a crítica.
Também fiz minha crítica. Olha aqui:
http://cinelogin.wordpress.com/2011/08/15/cinema-critica-a-arvore-da-vida/
Filme horrível …..
Abraço
Bom, como disse lá em meu site, achei o filme excelente. Claro que a interpretação é individual, subjetiva. No entanto, como quase tudo na vida, depende do observador. Mas eu não achei o filme incompreensível, não. Muito pelo contrário: a mensagem de Malick é bastante clara e as imagens expostas no filme, tanto do universo quanto dos dinossauros e dos seres microscópicos são parte dessa mensagem: amem as pessoas independente se existe Deus ou não. O essencial é tentarmos sermos bons, altruístas, fraternos etc.
O filme não é ruim, só é cult DEMAIS para os meus padrões… Enfim, como me disse um sábio amigo: “a idéia é ir assistir com a alma desarmada”. Hehehehehehe…
É dificil realmente explicar o que é a Arvore da Vida, confesso que sai do cinema extremamente cansado.
No geral gostei e sua classficação e opinião é muito parecida com a minha. To vendo gente odiando e outra turma elegendo com a “Biblia” do cinema. Nem tanto, nem tão pouco né?
Bom…é um legítimo filme de Terrence Malick. Está tudo lá os sussurros, os questionamentos e as imagens fantásticas. Compreendo algumas críticas, mas a maioria não tem sentido. Esqueceram que filmes são obras de arte e como tal simbólicas e subjetivas? Gostei de suas observações @Rodrigo e acho que caminho é esse ai @Sandro.
\o/
Bom, assisti ao filme hoje e digo que nunca sai de uma sala de cinema lotada em que todos saem reclamando. Eu particularmente achei o filme horrivel!!! Nao recomendo a ninguemmmmmmmm! Filme com imagens até belas, mas super cansativo e sinceramente nao precisava ser tao dificil sua linguagem, porque se a pessoa nao se inteirar do filme antes nao vai entender nada. E sinceramente, filme bom nao deve ser assim.
Filme é péssimo, não me venham com essa de reflexão da vida, os intelectuais que dizem que o filme é bom estão é fazendo tipo, o filme foi vaiado em Canes,o diretor pegou todas as imagens da National Geografics e da Discovery e colocou no filme,e o trailer do filme é bem enganoso porque não passa nenhuma imagem de dinossauro, de agua viva,de protozoarios.Enfim um filme cansativo,confuso,não recomendo.
Bom discordo um pouco da interpretação dada pelo autor da crítica do filme, penso que, mais do que falar de fé ou mesmo da fragilidade da vida humana, o diretor do filme está tentando filosofar acerca do que é um ser humano, como ele se torna o que é, ou mesmo, no limite, como podemos interpretar a personalidade de um ser humano. O “índice” de interpretação que é um uitilizado, o “ser” que serve de objeto desta reflexão é a personagem vivida por sean penn.
Penso que o filme parte do princípio interpretativo clássico de que o ser humano é produto de três “estruturas”: a biológica( daí a alusão a evolução, tentando mostrar que a vida humana nada mais é do que um pequeno pedaço da evolução da natureza e carrega grande parte de suas vicissitudes), a social( que aparece no filme como os valores familiares, sociais, religiosos que permeiam a educação de “sean penn garoto”); e a psicológica(as memórias do garoto, os conflitos da adolescência, a interpretação do garoto do mundo em que vivia, suas experiências cotidianas)…o ser humano, em um dado momento de sua vida, seria “produto” da interação criativa constante destas três esferas, interação muitas vezes conflituosa, como a interação entre o social e o biológico, entre “natureza e cultura”, como anuncia já de início a frase “certa vez, uma freira me disse que o mundo é dividido entre natureza e graça” do início do filme, a qual é completada com a idéia de que a graça é constante e divina e a natureza e maleável e permissiva..daí o conflito.
Este conflito é exemplificado no “garoto sean penn”…ele é o objeto de reflexão, é o “experimento” do diretor do filme…o garoto carrega uma relação conflituosa entre natureza(as travessuras, as influências hormonais da puberdade, a vontade de dominar os irmãos, a vontade de fazer o que bem entende etc…), “cultura”( a educação repressiva do pai, os valores competitivos passados pelo pai, as noções de fundo religioso sobre certo e errado que perpassam a vida da família) que se relaciona com sua “psiquê”,( que é a forma como vê o mundo, como enxerga os acontecimentos da vida, a forma como vê o pai, a mãe e, ponto importante no filme, a interpretação que ele tinha de que o irmão “lourinho”[ que morreu]era o preferido do pai e da mãe.
Um ponto importante a salientar do filme é que a parte dita “normal” do filme não são acontecimentos, mas sim memórias( e sendo memórias, são interpretações e não realidade objetiva) do personagem de sean penn garoto e elas são evocadas devido ao aniversário de morte do irmão lourinho, lembrado ( e sendo cobrada a lembrança) pelo telefonema do pai para o sean penn adulto no início do filme….aí penso que está a chave do filme pois o diretor embarca na crise existencial do sean penn adulto(personagem este que se tornou o que o pai esperava dele e de um homem de valor – um empresário rico – o que denota que a personagem de sean penn quis provar ao pai que era de valor) , que vivia atormentado com a idéia insconsciente e subconsciente de que era preterido em relação ao irmão e que, talvez, a morte do irmão não tivesse sido tão ruim, algo que ia contra os valores que aprendera. os preceitos morais e religiosos e até mesmo contra seu pensamento consciente, conflito este que gerava o tormento e a crise.
Tudo isto fica evidenciado ao final do filme onde a personagem de sean penn mergulha em seu próprio subconsciente, onde encontra todos os “fantasmas” que compóem sua psiquê…
Neste ponto, o diretor parece querer dizer ” Bom,,,isto é um exemplo do que pode ser/se tornar um ser humano(Natureza + cultura + psiquê) que neste caso é atormentado e infeliz…talvez se os seres humanos entendessem que são produtos da interação criativa destas três esferas(natureza + cultura + psiquê) não seriam tão infelizes, entederiam melhor a si mesmos e a seu papel no mundo e teriam menos crises existenciais”
Com relação ao filme em si, penso que ele peca no roteiro( a cena do sean penn atendendo ao telefone deveria ser a primeira, o que tornaria o início do filme menos confuso)- que as vezes toma ares de aridez e confusão – e peca pelo excesso de “brilho e peso” dado as cenas relativas a evolução humana que faz com que se perca o foco da questão central por alguns instantes….mas há pontos fortes no filme, principalmente no que tange às atuações de seus atores – os garotos e o Brad Pitt, principalmente – e a abordagem de valores educacionais familiares “tradicionais”, tão injustamente criticados hoje em dia.
Em suma, e nisto concordo com o autor da crítica, não é um grande filme, mas também não é ruim……com certeza, não é um filme para grande circuito..aproxima-se mais de um filme “cult”…daí a decepção das pessoas que foram assistir pois acabaram topando com um filme complexo e por vezes hermético.
Achei o filme fantástico! Uma experiência sensorial inigualável!
Eu só não entendi uma parte: O dinossauro que pisou na cabeça do outro era a mãe ou o pai?
Porque ele foi meio agressivo e ao mesmo tempo com um olhar misericordioso de mãe (ou até do próprio Criador??)
Isso porque você não assistiu a Melancolia… Mas eu gostei de A Árvore da Vida. Não chega a ser excepcional, mas gostei.
Ponto alto do filme.
Após mais de duas enfadonhas horas tentando gostar do filme e já agoniado, finalmente vem a melhor parte: os créditos! Ufa, acabou!! Que alívio!
Podem me chamar de insensível, idiota, iletrado, mas esse filme é muito ruim!
Monótono e pretensioso.
E pensar que originalmente tinha 8 horas e cortaram 6…
Deveriam ter cortado as 8!
Não vale a pena , a não ser que você seja um desses metidos a intelectual, que dizem entender a profundidade do filme, repetem explicações sobre o inexplicável para mostrar ” sustância”…
Os autores devem estar morrendo de rir dos otários que assistiram a esse “filme”.
Um LIXO pseudointelectualóide de quinta categoria, pretensioso, insuportavelmente chato, maçante, ótimo para ser exibido no National Geographic ou Discovery. É sem sombra de dúvidas o PIOR filme que já assisti em toda minha vida. Tempo e dinheiro perdidos. Qualquer porcaria blockbuster é melhor que esse documentariozinho existencial patético. Vergonha alheia pro Terrence Malick, Brad Pitt, Sean Penn e a meia dúzia de cretinos que premiou esse LIXO com a Palma de Ouro. E para a outra meia dúzia de metidos a cult que deve estar achando o máximo essa baboseira, um conselho: vão assistir a filmografia de Billy Wilder, Orson Welles, Hitchcock, Fellini e descobrir o que é cinema de verdade.
Uma porcaria !! Saí depois de 30 min, quando começaram a aparecer uma porra de uns dinossauros… Fala sėrio… Babaquice.
Que LIXO!
o cara tinha fumado uma dúzia qdo fez o filme!!!! muito chato!! não atingiu o que pretendia atingir em nenhum dos níveis!!! INFELIZMENTE BRAD PITT E SEAN PEAN ENTRARAM DE GAIATO!!!
perdi meu tempo
Filme de merda vcs pessoas se sentem realizados em dizer que esse filme e bom pq nao vao trabalhar
Gastei dez pila pro feriadao…….que merda de filme,fiquei com super cine e temperatura maxima….nao aluguem,faz mal pras ideias……
adoreiiiiiiiii, é fantástico!
Só consegui ver até a parte dos Dinossauros, que filme Horrivel…Odiei, uma merda.