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direção: J.J. Abrams
elenco: Joel Courtney, Kyle Chandler, Elle Fanning, Riley Griffiths, Ryan Lee
país: EUA
gênero: aventura/ficção científica
ano: 2011
É quase impossível não classificar “Super 8″ como um filme divertido e para toda família, mesmo que essas alcunhas tragam certo teor pejorativo. De certa forma, J.J. Abrams tentou usar essas características aliadas a seus pontos mais positivos: uma história intrigante e cheia de mistérios.
“Super 8″ nos transporta à uma cidade pequena dos EUA, onde cinco amigos estão filmando um filme amador e são surpreendidos por um misterioso acidente de trem que modifica a rotina da cidade.
Como a maioria das críticas já disse, o filme tem uma pegada forte de Steven Spielberg, que aqui assina a produção. Pode ser chato continuar repetindo isso, mas é a pura verdade. Vários elementos da filmografia do aclamado diretor se repetem, principalmente a alternâcia entre aventura e algum conflito familiar. Vemos isso em “E.T”, “Jurassic Park” e “Guerra dos Mundos”. Um pouco em “Indiana Jones – E a Última Cruzada”. Um olhar mais apurado identifica o velho conflito pai/filho, mas isso todo mundo já está careca de saber. Até Abrams, que não se furta à mergulhar de cabeça nessas referências temáticas do seu mentor. E isso não é ruim, porque Abrams tem competências em criar uma aventura minimamente amarrada com bons personagens infantis (lembram de “Os Goonies”?).
Para que tudo dê certo é preciso que Abrams imponha sua marca – e isso ele faz. Como numa colagem, ele joga na tela várias referências próprias, como toques dos seriados Alias e Fringe (pela temática de ficção científica) e Lost (pelos mistérios que vão se resolvendo aos poucos). É um jogo de tentativa e erro, é verdade, pois a história muitas vezes se parece com um frankstein. Mas Abrams conduz bem, apresenta bem os personagens, usa de forma iteligente a história paralela do filme produzido pelas crianças etc. O mistério maior, a “coisa” que está dentro de um vagão de trem acidentado e que a Força Aérea quer esconder, vai sendo revelado à conta gotas.
O maior problema, no entanto, é o exagero em alguns momentos. Joe (Joel Courtney), que perde a mãe no começo do filme e é o personagem principal, ganha uma coragem descomunal ao longo do roteiro, passando por qualquer adversidade sem a mínima dificuldade. Além disso, vários buracos na trama também incomodam, embora não tirem o objetivo maior de “Super 8″ que é o divertimento.
É Spielberg preparando seu pupilo.
P.S.: esperem a cena final, uma brincadeira legal que envolve George Romero e Resident Evil.
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Pois é, não tem como não ver Spielberg nesse filme. Enquanto o mistério é sustentado, o filme é bem interessante, depois ….
A parte dos créditos é mesmo uma curtição.
Eu não me importei nem um pouco com os furos ou besteirinhas, sério, adorei a viagem e o resgate. O tal suspense durou bastante e acabou, pelo menos para mim, ficando em segundo plano.
As cenas durante os créditos são geniais demais
Divertido e nostálgico na medida certa.
Gostei muito.