O GRINGO

Em junho eu escrevi sobre o CINEfoot – primeiro festival de cinema do Brasil e da América Latina dedicado a filmes sobre o esporte mais praticado no mundo : o futebol. Entre os filmes destacados, citei brevemente o longa-metragem “O Gringo” – filme que conta a história do sérvio Dejan Petković, eterno camisa 10 de Vitória e Flamengo (com boas passagens por outros grandes clubes brasileiros).

Os cariocas tiveram o privilégio de assistir ao filme no dia 10 de junho, e, agora, chegou a vez dos baianos.

No dia 11 de agosto, Petkovic estará presente na pré-estréia de filme em Salvador e vai ser homenageado pelo Vitória com uma camisa retrô da temporada de 1999. Em dois anos no clube, Pet conquistou dois títulos e marcou 59 gols em 90 jogos.

A estreia é no dia seguinte: sexta-feira, dia 12.

Quando Pet chegou ao Brasil, ainda era um iugoslavo de 25 anos com passagem discreta pelo Real Madrid e outros times da espanha. Veio justamente para tentar jogar bem e voltar ao futebol europeu. Mas não foi bem assim. Ainda bem.

Paulo Carneiro disse a Evaristo de Macedo: “Trouxe um gringo aí”. O mestre respondeu: “E ele joga bola mesmo?” O então presidente do Vitória respondeu: “Joga direitinho”. Evaristo colocou Petković no treino e quando acabou a atividade, disse a Paulo Carneiro: “Direitinho, não. Ele joga direitão”.

Começava ali a história de Dejan Petković no Vitória. Começava ali uma carreira vitoriosa de um atleta que viveu de perto a Guerra Civil Iugoslava, e, deixou parentes por lá para batalhar do outro lado do mundo. Podemos dizer seguramente que ele venceu!

Logo na estreia, contra o União São João, marcou um gol de falta e deu passe para Túlio fazer o segundo do empate por 2 a 2. Vieram outros gols marcantes. Contra o Santa Cruz, foram três na mesma partida. Contra o Palmeiras, na saudosa Fonte Nova, marcou o primeiro gol olímpico dele em solo brasileiro.

Os memoráveis gols e assistências de Pet poderão ser lembrados no filme onde ele interpreta o próprio papel. Meio estranho, mas deve ser curioso. Claro que não vai faltar (de vários ângulos) a repetição da cobrança de falta que deu ao Flamengo o título do Campeonato Carioca de 2001 contra o Vasco.

Pelo conjunto da obra, o filme deve ser um gol de placa!

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About Gustavo Castellucci

Baiano, jornalista, e apaixonado por esportes.