Crítica de Filme – Amor a Toda Prova (2011)

amor

nota08

direção: Glenn Ficarra e John Requa
elenco: Steve Carell, Emma Stone, Julianne Moore, Ryan Gosling, Marisa Tomei, Kevin Bacon
país: EUA
gênero: comédia romântica
ano: 2011

Não é de hoje que Steve Carell demonstra talento acima da média em seus filmes, na maioria das vezes grandes sucessos de público. Em “Amor a Toda Prova”, o ator se coloca de vez no hall dos grandes comediantes, estrelando uma comédia divertida e com conteúdo dramático na medida certa.
Dizem que para que um comediante dê certo e conte boas piadas é preciso que, a seu lado, estejam bons “estepes”. É aquele personagem com a única função de levantar a bola para que o astro dê a tacada final e termine sua piada dignamente. Outro fator importante para que isso dê certo é o timing, virtude que nem todos têm. É verdade que no cinema corrigir a falta de timing é moleza – basta ter uma fera na mesa de montagem -, mas ainda assim é preciso, primordialmente, um ator de alto nível. Esse é Carell. “Amor a Toda Prova” é feito para ele brilhar.
O filme não tem lá uma história fantástica, mas dá para o gasto. Não estamos diante, no entanto, de um besteirol sem sentido. A trama se desenrola na interseção entre duas histórias que correm em paralelo até, em seu clímax, se tocarem. De um lado, o casal Cal e Emily (Carell e Juliane Moore) estão em crise, separam-se e cada um passa a viver de sua maneira: a quarentona não sabe se fica ou não com seu affair David (Kevin Bacon) e o novo galã da meia idade passa a viver o sonho dos solteiros, ficando com uma mulher a cada dia. A outra história é sobre Hannah (Emma Stone), prestes a se formar em direito, prestes a se casar e à beira de uma crise por causa desses dois momentos. Não há muito mais o que dizer, pois o cruzamento dos dois momentos renderá altas risadas.
Curioso é que o espectador sabe o que vai acontecer com o destino dos personagens, mas isso não faz com que o filme perca a graça. Pelo contrário, pois no caso de “Amor a Toda Prova” esse aspecto é importante para que a trama fique livre para fluir. Ponto importante nesse caminho é Ryan Gosling, que constrói um ótimo Jacob, descolado e mulherengo, mas na medida certa. Convence, pois revela um bom tino para a comédia. Aqui, faz ótimo par com Carell e, quando estão juntos em cena, não há lugar para ninguém mais. Mas, como nem tudo é positivo, a química dos dois encobre vários problemas no andamento do roteiro. Falta cadência diversas vezes, deixando a sensação de que era necessário cortar alguns papos para que o filme fluísse mais adequadamente.
Ainda assim, inúmeras boas piadas e outras cenas mais dramáticas aliviam a barra dos roteiristas. A cena do clímax é fantástica, arquitetada milimetricamente e com grande atuação do elenco, só sendo possível por um mínimo detalhe que passa despercebido o filme todo.

Não é de hoje que Steve Carell demonstra talento acima da média em seus filmes, na maioria das vezes grandes sucessos de público. Em “Amor a Toda Prova”, o ator se coloca de vez no hall dos grandes comediantes, estrelando uma comédia divertida e com conteúdo dramático na medida certa.

Dizem que para que um comediante dê certo e conte boas piadas é preciso que, a seu lado, estejam bons “estepes”. É aquele personagem com a única função de levantar a bola para que o astro dê a tacada final e termine sua piada dignamente. Outro fator importante para que isso dê certo é o timing, virtude que nem todos têm. É verdade que no cinema corrigir a falta de timing é moleza – basta ter uma fera na mesa de montagem -, mas ainda assim é preciso, primordialmente, um ator de alto nível. Esse é Carell. “Amor a Toda Prova” é feito para ele brilhar.

O filme não tem lá uma história fantástica, mas dá para o gasto. Não estamos diante, no entanto, de um besteirol sem sentido. A trama se desenrola na interseção entre duas histórias que correm em paralelo até, em seu clímax, se tocarem. De um lado, o casal Cal e Emily (Carell e Juliane Moore) estão em crise, separam-se e cada um passa a viver de sua maneira: a quarentona não sabe se fica ou não com seu affair David (Kevin Bacon) e o novo galã da meia idade passa a viver o sonho dos solteiros, ficando com uma mulher a cada dia. A outra história é sobre Hannah (Emma Stone), prestes a se formar em direito, prestes a se casar e à beira de uma crise por causa desses dois momentos. Não há muito mais o que dizer, pois o cruzamento dos dois momentos renderá altas risadas.

Curioso é que o espectador sabe o que vai acontecer com o destino dos personagens, mas isso não faz com que o filme perca a graça. Pelo contrário, pois no caso de “Amor a Toda Prova” esse aspecto é importante para que a trama fique livre para fluir. Ponto importante nesse caminho é Ryan Gosling, que constrói um ótimo Jacob, descolado e mulherengo, mas na medida certa. Convence, pois revela um bom tino para a comédia. Aqui, faz ótimo par com Carell e, quando estão juntos em cena, não há lugar para ninguém mais. Mas, como nem tudo é positivo, a química dos dois encobre vários problemas no andamento do roteiro. Falta cadência diversas vezes, deixando a sensação de que era necessário cortar alguns papos para que o filme fluísse mais adequadamente.

Ainda assim, inúmeras boas piadas e outras cenas mais dramáticas aliviam a barra dos roteiristas. A cena do clímax é fantástica, arquitetada milimetricamente e com grande atuação do elenco, só sendo possível por um mínimo detalhe que passa despercebido o filme todo.

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.