O começo do revival anos 90

Justin Young, líder do The Vaccines, um dos destaques da temporada

Certa vez, algum filósofo do tempo e da música disse que a cada 11 anos há uma revolução musical. É difícil dizer se essa premissa é válida, até porque o conceito de revolução é relativo. A verdade é que temos momentos cíclicos de mudanças na música que são latentes, sendo que muito desses movimentos vêm à cabo de revivals. Quem não lembra e/ou foi para uma festa ode aos anos 80? Mesmo os que nasceram na década seguinte curtiram a onda.
A “década seguinte” está em pauta no momento. Depois que bandas de rock tiraram a poeira do colã e do sintetizador, é a vez da guitarra alta e crua voltar à baila. 2011 é o ano das 20 primaveras do “Nevermind”, disco seminal do movimento grunge e que pautou parte da década de 90. Talvez essa marca seja apenas um símbolo não muito prático, mas icônico da volta das guitarras ao cenário do rock. Não que elas estivessem fora, pois é possível senti-las em inúmeras bandas da década de 00. Mas, como já disse aqui há alguns meses, o rock tem andado fora do trilho comercial de sucesso. Mas 2011 tem sido um ano que vem apontando para um cenário futuro mais sujo e cheio de guitarras.
Bandas novas e pouco conhecidas têm feito sucesso em grandes festivais de verão pelo mundo, como o Leeds, Reading, Isle of Wight, Benicassim e outros. Como a história do rock recente conta, são essas mesmas bandas que estarão por aí nos próximos anos: Darwin Deez, Yuck, The Vaccines, The Pains of Being Pure At Heart, Cold War Kids etc. Além disso, outros grupos de sucesso, que vinham no limbo, hoje se recuperaram e voltam às turnês e discos novos: Foo Fighters (nunca saiu de cena, mas 2011 provou que eles estão no topo como nunca estiveram), Red Hot Chilli Peppers, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith No More. Esses três últimos, curiosamente, serão headliners do SWU, que acontece no Brasil em outubro.
Esses fatos não são definitivos; são apenas indícios de algo que pode se formar nesses próximos anos. É bom ficar atento, ainda, para a volta dos solos de guitarra. Aliás, cadê eles? Alguém os viu por aí?

Certa vez, algum filósofo do tempo e da música disse que a cada 11 anos há uma revolução musical. É difícil dizer se essa premissa é válida, até porque o conceito de revolução é relativo. A verdade é que temos momentos cíclicos de mudanças na música que são latentes, sendo que muito desses movimentos vêm à cabo de revivals. Quem não lembra e/ou foi para uma festa ode aos anos 80? Mesmo os que nasceram na década seguinte curtiram a onda.

A “década seguinte” está em pauta no momento. Depois que bandas de rock tiraram a poeira do colã e do sintetizador, é a vez da guitarra alta e crua voltar à baila. 2011 é o ano das 20 primaveras do “Nevermind”, disco seminal do movimento grunge e que pautou parte da década de 90. Talvez essa marca seja apenas um símbolo não muito prático, mas icônico da volta das guitarras ao cenário do rock. Não que elas estivessem fora, pois é possível senti-las em inúmeras bandas da década de 00. Mas, como já disse aqui há alguns meses, o rock tem andado fora do trilho comercial de sucesso. Mas 2011 tem sido um ano que vem apontando para um cenário futuro mais sujo e cheio de guitarras.

Seguindo essa lógica, bandas novas e pouco conhecidas têm feito sucesso em grandes festivais de verão pelo mundo, como o Leeds, Reading, Isle of Wight, Benicassim e outros. Como a história do rock recente conta, são essas mesmas bandas que estarão por aí nos próximos anos: Arctic Monkeys (nem tão nova assim) Darwin Deez, Yuck, The Vaccines, The Pains of Being Pure At Heart, Cold War Kids etc. Além disso, outros grupos de sucesso, que vinham no limbo, hoje se recuperaram e voltam às turnês e discos novos: Foo Fighters (nunca saiu de cena, mas 2011 provou que eles estão no topo como nunca estiveram), Red Hot Chilli Peppers, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith No More. Esses três últimos, curiosamente, serão headliners do SWU, que acontece no Brasil em outubro.

Esses fatos não são definitivos; são apenas indícios de algo que pode se formar nesses próximos anos. É bom ficar atento, ainda, para a volta dos solos de guitarra. Aliás, cadê eles? Alguém os viu por aí?

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About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.