Em agosto eu escrevi sobre O Gringo (filme que conta a história do sérvio Dejan Petković, eterno camisa 10 de Vitória e Flamengo). Chegou a vez de falar sobre mais um filme sobre futebol que ganha as telas do circuito comercial: Bahêa Minha Vida.
Não dá pra negar. Tem que ter muita história para render um filme. Muita mesmo, afinal, trata-se de um longa metragem. Foi assim com “Real Madrid – O Filme”, de 2005; “Geral do Grêmio – O Filme”, de 2010; e com os quatro filmes sobre o Corinthians (“23 anos em 7 segundos”, “Todo Poderoso – O Filme”, “4x Timão”, e “Fiel”). Ainda tiveram os documentários “Pelé Eterno”, “Zico” e “Ronaldo: il Fenomeno“, e, o longa Garrincha – Estrela Solitária. Ufa! (o próximo jogador homenageado no cinema será Heleno de Freitas)
Voltando a falar sobre “Bahêa Minha Vida”, o filme é capitaneado por Márcio Cavalcante: especializado em direção de cinema na Escola Internacional de Cine y Television de San Antonio de Los Banos (Cuba), e em direção de atores na Film Planet. Se destacou em premiações nacionais com os curtas Folhinha Verde (2005), Rimundo e o Futbó (2006) e Construindo o Mar (também de 2006). Depois de se dedicar ao filme do tricolor baiano, encabeça outro projeto cinematográfico: “Os Stones – A Gangue dos Granfinos”.
A tão esperada estreia de “Bahêa Minha Vida” é no dia 30 de setembro, e isso mostra a importância do clube no futebol baiano e brasileiro. A obra resume em 100 minutos os 80 anos do Bahia e como isso ficou marcado na vida dos 120 entrevistados no filme: jogadores como Bobô, Daniel Alves, e Douglas; os jornalistas Marcelo Barreto, Ruy Botelho, e Juca Kfouri; e artistas como Ricardo Chaves, Cláudia Leitte, e Luiz Caldas.
As entrevistas mais emocionantes, claro, são dos torcedores. Desconhecidos de nome, mas figuras carimbadas nos jogos de Fonte Nova lotada. Outros depoimentos históricos são de cinco atletas heróis da conquista da Taça Brasil de 1959: Nadinho, Vicente, Léo Briglia, Marito e Leone (esses dois últimos faleceram em 2011 no período entre o fim das gravações e o lançamento). É assim que “Bahêa Minha Vida” tenta resumir essas histórias.
Pelo trailer, dá pra imaginar que vai ter muito chororô nas salas de cinema espalhadas pelo Brasil.
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Cara, vi esse trailer semana passada no cinema e fiquei feliz e surpreso com a qualidade do material. Verei o documentário, mesmo não sendo tocedor do Bahia.
O filme parece estar muito bom mesmo, e o melhor é ver um filme baiano com boa divulgação e distribuição. Apesar de não ser tricolor, torço muito por seu sucesso.
Ah, Rodrigo, só uma coisa, pelo que soube o filme não é sobre o clube, é sobre a torcida, a paixão que é ser Bahia.
Primeiramente, que bacana a notícia do filme. Não estava sabendo sobre esse feito! Realmente a história da Nação Tricolor merece esse presente! E que trailer bem feito, fiquei admirada com a qualidade! E os comentários cheios de emoção dos torcedores, como o do tiozão que fala: “O Bahia estando jogando e ganhando, você pode passar uma semana com fome, mas passa com amor!”
Essa é verdadeira história de que um clube são os seus torcedores! #Fato!
@Amanda Aouad
O filme não é mesmo sobre o clube, mas sobre a paixão de ser Bahia. O lance é que essa paixão vai além das arquibancadas. Ela esteve em campo em 1959 (quando o Bahia foi campeão sobre o Santos de Pelé) e 1988 (quando o Bahia venceu o Internacional de Porto Alegre, time muito mais badalado e mais bem pago que o tricolor). Tudo isso se mistura.
Parece ser um bom filme, até para quem não é torcedor do Bahia. Com certeza, irei assistir, pablinho!