Filmes que Todo Mundo Gosta… menos Eu – Episódio V

ondevivem

Por Bruno Porciuncula

Nunca fui muito fã de Spike Jonze (ok, sei que muitos vão colocar nos comentários: “Parei de ler em…”. Sejam mais criativos, por favor). Tirando “Três Reis”, achei todos os longas dele chatos. Mas, assistindo ao trailer de “Onde Vivem os Monstros”, pensei: “Poxa, tá aí um filme que parece muito interessante. Verei assim que ficar em cartaz”. E lá fui eu ao cinema para conferir o longa.

No início de “Onde Vivem os Monstros”, a criançada no cinema estava ligada. Todo mundo atento aquela pataquada do guri chato pra cacete, mal criado, gritando com a mãe, que depois sai em um barco e vai parar em um mundo cheio de criaturas esquisitas e pessimistas. Como em todo bom filme clichê, no início eles se assustam com a presença da criança, assim como ela também não gosta dos monstros. E, com o tempo, a amizade vai se firmando e a criança vai aprendendo diversos valores da vida (zzzzzzzzzzzzzzzzzzz).

Nesta parte, algumas crianças do cinema já estavam brincando em frente a tela, enquanto outras dormiam, assim como seus pais. Nunca vi tanta gente dormindo no cinema desde que assisti à “Conduta de Risco”, um filme chatíssimo com George Clooney.

E não tinha como não dormir. “Onde Vivem os Monstros”, que deveria ser um filme infantil, é arrastado, com personagens desinteressantes. E não me venham com a conversinha de que filme para criança não tem que ser necessariamente agitado. Concordo com isso. “Wall-E” é um excelente filme, com muitos momentos de contemplação, e é, também, para crianças.

Aliás, deve ter crianças que adoraram “Onde Vivem os Monstros”. A filha de uma amiga de minha namorada, que tem menos de 10 anos, mas lê livros intelectuais, deve ter entedido tudo do filme e achado o máximo.

Bom, aí na fita (palavra que serve como uma homenagem) a criança aprende valores morais com os monstros e volta para casa revigorada. O filho que todo mundo queria ter.

Terminou e eu pensei: “Acabou?”. A luz acendeu, deu para ver alguns pais acordando assustados com a claridade. Muitos saíram do filme sem entender nada e concordando comigo. Apesar de achar que a direção de Spike Jonze e a atuação do guri Max Records foram excelentes.

Mas, bisbilhotei na internet e vi que milhares de pessoas amaram o filme. Foi o longa da vida de muitos em fóruns da internet (e os críticos deram notas altas). Fui buscar uma explicação para isso e vi que os burros que não entenderam o filme, não gostaram. Então, como não gostei, fui tentar achar explicações do filme… aí…

Leio que o filme aborda muito bem o “id”, “ego”, “Superego” e não sei mais quantas teorias/estudos de Freud, e isso torna o filme sensacional. Porra, eu quero lá ver filme que precise saber a teoria de Freud ou Jung para entender e gostar? Não, obrigado. Portanto, “Onde Vivem os Monstros” é um filme que todo mundo gosta… menos eu.

PS: Existem diversos sites de psicologia que analisam este filme. Fiquem à vontade para viajar…
PS 2: O filme é baseado em um livro homônimo, de Maurice Sendak, com pouco texto e muitas imagens.

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