O melhor e o pior do mundo pop em 2011

A-Pele-Que-Habito-3

Melhor Filme Estrangeiro

A Pele Que Habito [por Bruno Porciuncula] – Tinha tempo que não saía tão atordoado do cinema. A última vez foi em Oldboy, de 2003. Almodóvar conseguiu fazer um filme impactante, com excelentes roteiro, atuações e direção. Menção honrosa: “Meia-Noite em Paris”.

Meia-Noite em Paris [por Rodrigo Carreiro] – Como não amar esse filme? O melhor estilo Woody Allen, com diálogos perfeitos, uma história encantadora e um cenário belíssimo fazem desse filme um dos melhores da carreira do diretor americano.

Biutiful [por Gustavo Castellucci] – Conheço muita gente que não gosta, mas as obras de Iñárritu me agradam. São verdadeiros socos no estômago e Biutiful não foge à regra. Javier Bardem ótimo, histórias paralelas, amor e ódio, e a fragilidade do ser humano em evidência. A ironia do título é a cereja do bolo.

Melhor Filme Nacional

O Palhaço [por Bruno Porciuncula] – Em um ano fraco para o cinema nacional, este longa se destacou pelas atuações de Selton Mello e Paulo José. Apesar de ter alguns problemas no desenvolvimento do roteiro, o saldo é positivo.

O Homem do Futuro [por Rodrigo Carreiro] – De fato, o ano para o cinema nacional não foi dos melhores, mas O Homem do Futuro mostra que é possível fazer cinema altamente comercial sem ser babaca ou apelar para fórmulas prontas.

O Palhaço [por Gustavo Castellucci] – O filme não chega a ser excepcional, mas o tema é deveras interessante. Não falo da batida história do homem que busca um destino na vida, etc, etc, mas da dura realidade dos palhaços de “circos mambembes” que perambulam as pequenas cidades. Lágrimas furtivas correram. Elogiar atuações de Selton Mello e Paulo José é hors-concours.

the_good_wife_temporada_2_f_006

Melhor Série

Boardwalk Empire [por Bruno Porciuncula] – A série continua como a melhor coisa feita pelo cinema em muito tempo. Uma série adulta que, infelizmente, não vai bem em audiência nos EUA. Espero que continue por mais temporadas.

The Good Wife [por Rodrigo Carreiro] – Falaria facilmente Boardwalk Empire ou The Game of Thrones, mas a série protagonizada por Juliana Margulies supera as expectativas a cada episódio, variando com habilidade o gênero série de tribunal com drama familiar.

Oscar Freire 279 [por Gustavo Castellucci] – Não sou viciado em séries, mas essa além de ser nacional, chamou atenção por ser a primeira dramática feita pelo Multishow, que geralmente só faz água com açucar. O tema é interessantíssimo: prostituição de luxo. Mas, apesar de acreditar que merece uma segunda temporada, acho que ainda precisa aprender com Mandrake.

Melhor Disco
falaria facilmente Boardwalk Empire ou The Game of Thrones, mas a série protagonizada por Juliana Margulies supera as expectativas a cada episódio, pois varia bem o gênero série de tribunal com drama familiar.

O que Você Quer Saber de Verdade, de Marisa Monte [por Bruno Porciuncula] - Tem inovação? Não. Marisa Monte é mais da mesma? Sim. Mas é bem melhor ouvir mais do mesmo de Marisa Monte do que diversas coisas novas que apareceram neste ano. Menção honrosa “Tá Vendo Aquela Lua – Exaltasamba”.

Wasting Light, do Foo Fighters [por Rodrigo Carreiro] - Esse foi o ano de Dave Ghrol e companhia, o ano em que a banda saltou definitivamente do posto de ótimo grupo de rock para o status de astros mundiais. E 2012 vai seguir nessa linha, não tenham dúvidas.

Wasting Light, do Foo Fighters [por Gustavo Castellucci] - Dave Ghrol e sua banda melhoram a cada ano. Disco pesado e dois clipes com pegada oitentista excelentes: Rope – simples e contagiante, e White Limo – com a ilustre presença de Lemmy Kilmister .

Mico do Ano

Turnê que nunca houve de João Gilberto [por Bruno Porciuncula] - Nos 80 anos do cantor, o ano passa em branco em virtude dos preços caros e de uma “gripe”. E o que mais impressionou: nenhuma empresa se interessou em patrocinar.

Turnê que nunca houve de João Gilberto [por Rodrigo Carreiro] - O cantor baiano pediu para estar nessa categoria. Sua aura de artista eremita já perdeu a graça há tempos e em 2011 o sepultou de vez.

Turnê que nunca houve de João Gilberto [por Gustavo Castellucci] - Com tanta grosseria e arrogância ele nunca entendeu que no peito dos desafinados também bate um coração. Agora, pela primeira vez, vai dançar (sozinho) uma valsa de quem não tem amor. Aqui se faz, aqui se paga.

stevie-wonder-08

Destaque do Ano

Brasil na rota dos shows internacionais [por Bruno Porciuncula] - Acredito que 2011 superou qualquer outro ano em relação a atrações internacionais. Entramos, definitivamente, na rota dos grandes shows. Infelizmente, a província baiana ficou de fora. Mas também, quando tivemos Beyoncé e Black Eyed Peas, ambas altamente populares, o público não compareceu. Assim, fica impossível alguém querer investir e trazer outros artistas deste nível para cá.

Woody Allen e Pedro Almodóvar em alto nível [por Rodrigo Carreiro] – É possível que daqui a 20 anos ainda lembremos que 2011 foi o ano em que “Meia-Noite em Paris” e “A Pele que Habito” foram lançados. Importante também para deixar claro o que é cinema bem feito, com apuro técnico e dramático que só diretores dessa magnitude podem alcançar.

Morte de Amy Winehouse [por Gustavo Castellucci] -  Tudo bem que sempre se cantou essa bola. Sempre se questionou quanto tempo ela ainda suportaria a vida junkie regada a álcool e drogas. Mas quando Amy morreu todos fomos surpreendidos e sentimos um vazio. Mais uma que entra para o Clube dos 27.

Você também pode se interessar por:

About Rodrigo Carreiro

Editor do blog e apaixonado por música, cinema e cultura pop em geral. Para pagar as contas, é jornalista e pesquisador de comunicação, política e internet.