
direção: David Fincher
elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Chirstopher Plumer, Stellan Skarsgård
país: Suécia/EUA
gênero: suspense
ano: 2011
Livro de grande sucesso em todo mundo, a primeira parte da trilogia Milenium, Os Homens que não Amavam as Mulheres, chega aos cinemas nas mãos do diretor perfeito para tal trabalho, David Fincher.
O filme conta a história do jornalista Mikael (Daniel Craig) que, com a ajuda da investigadora peculiar Lisbeth (Rooney Mara), é convocado pelo bilionário Henrik Vanger (Christopher Plumer) para investigar um caso de assassinato em sua família.
Arrisco dizer que Fincher fez os melhores três filmes de investigação dos últimos 20 anos. Em 1995, apresentou uma trama com emaranhados casos de assassinatos, em Seven; em 2007 botou os espectadores para seguir um serial killer inspirado nos signos, em Zodíaco. E agora, em “Os Homens que…” nos joga direto para o mundo doentio e misterioso da família Vanger. Muitas semelhanças podem ser encontradas nos três longas, principalmente em Seven e neste último, filmes de intensa ação investigativa, suspense que só cresce, atuações inspiradas e, claro, clímax de tirar o fôlego sem precisar de reviravoltas mirabolantes.
A trama de “Os Homens…” é construída de forma cautelosa. Se em outros filmes de ação e espionagem as informações vão sendo jogadas à esmo, apressadamente e com pouco critério, aqui vemos um roteiro cuidadoso com o que apresenta ao público. Assim é a apresentação dos personagens: Mikael, sua amante e editora, depois Lisbeth, o agente do serviço social, a família Vanger e assim por diante. Tudo no seu tempo. Com isso, cada um vem acompanhado de informações detalhadas, apresentadas em cenas marcantes, sem que haja sobras desnecessárias ou momentos enfadonhos.
O tempo, aliás, que poderia ser o vilão para Fincher é, na verdade, seu grande aliado. Com longos 158 minutos em mãos, ele e o roteirista Steven Zaillian trabalham bem os momentos da trama. A primeira parte é para apresentar o desafio, Mikael e Lisbeth. Todos em momentos paralelos que se encontram para dar início à segunda parte, da investigação em si. A partir daí o filme segue sem dar tempo do espectador pensar em outra coisa a não ser o assassinato da jovem Harriet. O envolvimento dos dois investigadores com a família Vanger vai crescendo ao passo que começamos a entender efetivamente o que aconteceu e, claro, nos surpreendendo a todo o momento.
Para ilustrar a intricada trama, a fotografia adota tom sombrio na medida certa, sem tentar ser macabra ou até mesmo usar sombras para esconder personagens ou objetos para servir de apoio a sustos ou situações de suspense sem sentido. “Os Homens…” foca sua atenção na investigação e nos personagens e, ainda que haja suspense e mistério, esses não precisam de truques de tela para sobressaírem. Tudo está às vistas – e isso torna o “trabalho de investigação” do espectador muito mais plausível e gostoso.
Sem ser espetacular, mas cumprindo muito bem seu papel, Daniel Craig é um ótimo par para a excelente Rooney Mara, que transforma sua Lisbeth numa garota frágil fisicamente e forte nas suas decisões. A dupla se sai muito bem e, ao final do filme, a única coisa que você consegue pensar é em ir à livraria mais próxima e comprar o bendito livro de Stieg Larsson.













Também postei hoje sobre esse filme e concordo com você, é sensacional!
Acabei de rever o filme e mantenho minha ótima impressão, David Fincher traduziu bem o clima do livro. Saí mais uma vez satisfeita do cinema.
Também fiquei muito curioso a respeito dos livros e devo assistir agora o filme sueco para comparar já que, segundo algumas pessoas, é ainda melhor que este. Será mesmo?
Dizer q David Fincher dirigiu “os melhores três filmes de investigação dos últimos 20 anos” já é exagero. Seven é realmente ótimo. Zodíaco até hoje me dá um sono profundo e esse “Os Homens…” é bom, mas nada de extraordinário…
Concordo com o Sr Carreiro, Os homens… é um bom filme, mas ele, o critico, não se dignou ao menos a uma citação do filme original do qual o comentado é uma refilmagem ou remake, se quiserem. A causa do esquecimento só pode ser o diretor David Fincher. Tudo bem, respeito a opinão alheia, mas li toda a trilogia Milleniun e vi, mais de uma vez o filme original e gostei mais deste. Quanto aos atores, realmente não dá para comparar: “sem ser espetacular, mas cumprindo muito bem seu papel, Daniel Craig ” não é páreo para Michael Nyqvist e Noomi Rapace está a léguas de distância de Rooney Mara, com única e grande diferença: não ser de Hollywwod.
Rersta David Fincher…