Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Notícias’

Bollywood vai ao mundo

1, fevereiro, 2010 admin 3 comentários

Os números de Bollywood, a meca do cinema da Índia e do resto da Ásia,  impressionam. A indústria vende cerca de 3 bilhões de ingressos por ano, muito mais do que os 2 bilhões que Hollywood consegue vender de seus filmes em todo mundo. É uma disparidade que só é possível graças a uma mistura de filmes musicais, populares, distribuição em massa e ingressos a preços módicos.

Mas agora o cinema indiano aponta para a América. Como um desbravador de mercado, Bollywood abre suas garras e vai partir com tudo para o mercado internacional, lançando em fevereiro seu primeiro filme na internet e, consequentemente, para todo o globo. A intenção com o lançamento de Striker, do diretor Chandan Arora, é expandir horizontes – e nada melhor do que usar o Google/Youtube para isso.

A premier está marcada para o dia 5 de fevereiro de 2010. Striker estará disponível para download gratuito para todo mundo, menos para a própria Índia (óbvio, o pessoal lá paga ingresso de cinema) e EUA, onde os produtores esperam arrecadar alguns milhões com a venda do streaming. É um passo e tanto para a indústria indiana, que não consegue distribuir seus filmes no resto do mundo por alguns motivos bem claros (e até plausíveis): não dispõe de atores conhecidos e a produção, quase sempre, é “tosca”, mas não no sentido de ser ruim, mas no sentido de estar fora dos padrões reconhecidos pelo mundo. Embora, vale ressaltar, o trailer (abaixo) me pareceu revelar um filme bem produzido e com a cara dos americanos.

Bollywood, como vocês devem se lembrar, foi bastante lembrada e comentada em 2009, com o lançamento e consagração mundial de “Quem Quer Ser um Milionário?”, filme que, na verdade, foi filmado na Índia e com parte da produção de lá, mas que é mesmo um filme inglês com cara de americano. E ruim, como vocês podem ler na crítica que publiquei aqui. Mesmo assim, ficou o alerta para o mundo dessa indústria que cresce a cada dia. Para o Brasil, podemos pensar em algo parecido? Será que nós, o quintal dos EUA e amantes incondicionais dos atores americanos, nos contentaríamos com filmes mais “brasileiros” e menos pasteurizados? Temos um cinema nacional razoavelmente bem consolidado – ideologicamente, pelo menos –, que cresceu em 2009, mas que ainda sofre para ser distribuído e se colocar perante o domínio de Hollywood nas nossas salas de cinema. É uma boa discussão.

… E o carnaval de Salvador, como vai!?

27, janeiro, 2010 admin 1 comentário

Para quem é de Salvador, o clima de carnaval já se instalou na cidade. Mas para quem é de fora, esse clima pode parecer estranho e muito distante – principalmente se você não curte axé music dos “ô ô a a a” ou os pagodes de duplo sentido. Mas repare bem. A onda está lá ainda, porém com muitos outros estilos acompanhando.

Já não é de hoje que o carnaval de Salvador, talvez o mais famoso do mundo, apresenta atrações alternativas. Não chega a ser uma mistura, porque realmente o axé music ainda é dominador. Mas vemos horizontes diferentes à nossa frente. Reggae, rock, eletrônica, pop e até forró também estão entrando na dança do carnaval, essa festa puramente hedonista que, convenhamos, combina bastante com os ritmos citados acima.

A celebração da carne, da sacanagem e do álcool tem em Salvador uma grande representante. O axé dominou bastante, mas dá lugar ao rock há algum tempo. Se formos pensar há 10 anos, era quase impossível esbarrar com alguma atração fora do eixo pagode-axé. Hoje, não. Nos circuitos, muitos trios elétricos apostam no rock, por exemplo. Há anos que o Cascadura desfila seu rock n roll de pegada forte pelas ruas da Barra e Ondina. E o Retrofoguetes também leva seu surf music insano aos ouvidos dos que gostam e dos que não gostam. E olha que o primeiro grupo cresce a cada ano. É comum ouvir por aí (twittadas, hoje em dia) gente já na ansiedade pelo trio de Rex, Morotó e CH.

Em 2010 a alternativa cresceu em tamanho. Governo do Estado investiu mais e vai colocar na rua mais trios com bandas de rock, reggae e ritmos variados. Além dos já citados, teremos Pitty, Nacy Viegas, Los Pupuñas (AC), Elza Soares, Lucas Santana e muito mais. Tudo bem dividido e definido e, principalmente, agora já desfilam em horários decentes. Fora esses patrocinados pelo Governo, outros independentes também saem.

Confira a programação completa.

Brasil está fora do Oscar… E daí?

21, janeiro, 2010 admin 4 comentários

Como todos sabem, mais uma vez o Brasil ficou fora da corrida pelo tão sonhado Oscar de melhor filme estrangeiro. Perdemos a disputa para outros bons filmes (Teta Assustada, por exemplo), mas também não levamos um grande concorrente. Mas… E daí? O Oscar é tão importante assim para a indústria cinematográfica brasileira?

Não, não é. Hoje, no estágio de produção em que estamos, o Oscar seria mais um prêmio; só renderia uns milhões a mais para alguns poucos produtores em contratos futuros. Na prática, na “luta diária” por espaço na tão conturbada cena local, o prêmio americano não ajuda ninguém, fora o fato de que ele, em si, não garante qualidade alguma.

Houve um tempo em que ganhar um Oscar de filme estrangeiro ajudava muito. Era a época de poucos filmes, produção em baixa e um cinema nacional totalmente desacreditado. Muitos de vocês devem ter vivido isso lá pelos meados dos anos de 1990, mas foi com bastante competência que Central do Brasil rompeu o marasmo. Um filme humano, simples e com atuações espetaculares. Tocou o mundo, tocou o Brasil de dimensões territoriais e sociais desproporcionais. Naquele momento um Oscar era mais do que bem vindo, era praticamente necessário. Seria a vitrine mundial. Como todos sabem, não ganhamos nada, mas os olhos do mundo se voltaram para cá. Mais dinheiro, mais distribuição e muito mais cinema sendo feito em terras tupiniquins.

Sobre a tal “retomada” todos já conhecem a história. Nossa produção cresceu em tamanho e qualidade (há uma crítica imensa, errônea a meu ver, sobre o padrão de filme nacional atual, mas isso é papo pra outro post). Na época de Cidade de Deus (2002), também houve um clamor geral pelo prêmio, mas nada ocorreu. E nosso cinema continuou crescendo, atores brasileiros foram pra fora e diretores, como Walter Salles e Fernando Meireles, ganharam seu espaço.

O problema do Oscar de filme estrangeiro é a indicação. O Brasil indica. E quem seria o “Brasil”? O ministério da cultura, que tem mais preocupações comerciais que qualquer outra coisa. A indicação sempre é feita pensando na possibilidade real de vencer, e não na qualidade do filme. Essa postura rendeu, por exemplo, a aberração de não ter indicado Tropa de Elite, mas sugerir O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2007) – um bom filme, mas que não passa disso. A intenção é apenas ganhar? E daí?

Com o fim dos treinamentos, “Tropa 2″ começa a ser filmado

18, janeiro, 2010 admin 5 comentários

A partir da semana que vem, 25/1, começa a ser filmado um dos filmes nacionais mais esperados dos últimos tempos, a seqüência de “Tropa de Elite”. Alvo de críticas positivas e negativas na mesma proporção, o filme arrebatou multidões e seria, não fosse a pirataria, a maior bilheteria do cinema brasileiro.

As imagens que ilustram esse post (aqui para mais) são do árduo período de treinamento que atores da seqüência passaram no Rio de Janeiro. Foram liberadas pela própria equipe de divulgação do filme, que agora entra em sua temporada mais forte de trabalho. Serão quase 2 meses de gravação e um orçamento que já está em torno de R$ 12 milhões, alto para os padrões brasileiros. Em Tropa 2 veremos os mesmos personagens do primeiro filme: o polêmico Capitão Nascimento – que virou, erroneamente, herói nacional, numa clara demonstração que muitos brasileiros NÃO entenderam o filme -, Matias e sua namorada, capitão Fábio etc.

De acordo com o próprio site do filme, o vídeo acima é de um dos treinamentos, esse na zona Oeste do Rio e coordenado pelo consultor de segurança, Paulo Storani em parceria com policiais do BOPE e do CATI (Centro Avançado em Técnicas de Imobilização). “Wagner Moura esteve presente em todos esses treinamentos para começar a reviver as sensações do capitão Nascimento. Ainda nesta fase anterior às filmagens, o ator fez também preparação de elenco com Fátima Toledo e aulas de jiu-jitsu com Rickson Gracie na academia Estação do Corpo”, diz o site.

A história em si continua uma incógnita. Só se sabe que se passa na atualidade e vai tratar, mesmo que tangencialmente, das milícias cariocas. A estréia está marcada para 13 de agosto de 2010.

Colaboração e música: projeto agita cenário independente

8, janeiro, 2010 admin Sem comentários

O cenário independente brasileiro está indo na contra-mão da maré lenta de início de ano. Nos primeiros dias de 2010, foi lançado o projeto Toque no Brasil (@toquenobrasil), que visa colocar bandas independentes do Brasil para girar o país e até a América do Sul em festivais de música. A iniciativa, porém, tem um lado ainda mais marcante: utiliza a internet e a colaboração como fator primordial pra fazer a coisa funcionar.

E parece que já está funcionando. Em dois dias, mais de 600 bandas cadastradas. Aliás, a idéia é bem simples. No site (mais ou menos como uma rede social), bandas se inscrevem com informações nos moldes do MySpace, ao passo que festivais do país também fazem o mesmo. Bandas se disponibilizam a tocar em determinados lugares com determinadas condições, e festivais apresentam seus serviços e condições. Pronto. É só as bandas correrem atrás dos eventos que mais lhe interessam e se candidatarem às vagas. Para o lançamento, o Grito Rock Festival já disponibilizou 500 vagas em sua turnê que vai rodar cidades do Brasil, Argentina e Uruguai. É um começo e tanto.

Na realidade, mais do que uma iniciativa de música independente, o Toque no Brasil demonstra que o cenário brasileiro está definitivamente maduro e ciente do que tem que fazer. O projeto é a faísca final para que bandas e artistas de todo Brasil larguem de vez antigos costumes (e queixas) e botem a mão na massa. O que estamos vendo, agora, é o surgimento de uma rede muito maior e mais consistente de cooperação de trabalho e, principalmente, rock n´ roll (já havia comentado aqui sobre o Fora do Eixo que, em moldes parecidos e muito menor, fazia algo como o TNB). O amadurecimento da cena é latente. Está na cara. Bandas, a nova década é de vocês.

PS: o blog do Festival DoSol fez um rápido FAQ explicando todo o processo de inscrição. Vá lá!

Kings of Leon encabeça lista do iTunes

18, dezembro, 2009 admin 2 comentários

A banda surgiu como mais um grupinho de familiares que tocava o chamado “bom e velho rock n roll”. Os jovens do Tenesse cresceram, fizeram mais dois excelentes discos e hoje se colocam como uma das grandes bandas da América. Kings of Leon é, com o perdão do trocadilho, o rei do iTunes em 2009. E isso é grande coisa.

A rede de downloads pagos da Apple é a maior vendedora de mp3 do mundo, com inacreditáveis mais 5 bilhões downloads pagos (até ano passado). Os valores de cada canção? Bem, esses variam, mas geram um lucro exorbitante e colocam a loja como maior rede varejista de música do mundo. Quem está hoje no topo dessa parada é o Kings of Leon, que, mesmo com disco lançado em 2008, conseguiu manter-se numa posição de destaque no ano seguinte. A façanha tem nome, “Only By The Night”, um petardo de rock alternativo que não sai da cabeça de milhões no mundo inteiro.

disco faturou posto invejado por muitos

.

Se a gente for analisar os concorrentes do KoL a coisa fica mais grandiosa. O segundo lugar ficou com a trilha sonora do fenômeno “Crepúsculo”, seguido por “The Fame” de Lady Gaga e “Fearless”, de Taylor Swifit. Só para lembrar que em 2009 ainda tivemos lançamentos de Black Eyed Peas (que acabou faturando o primeiro lugar entre as músicas mais baixadas, com “Boom Boom Pow”), Michael Jackson e Jay-Z.

Num cenário cada vez mais dominado por downloads free, o iTunes consegue manter-se com lucro ano após ano. Estar entre os mais vendidos da loja é um grande feito, já que não possuímos mais vendagens estratosférias de CD como tínhamos antigamente. O iTunes, na escala de retrospectiva dos anos 00, figura como uma das principais “mudanças” de foco da música. E parece que vem muito mais por aí.

Por favor, alguém salve Nicolgas Cage

10, dezembro, 2009 admin 13 comentários

Em breve, Nicolas Cage lança outro fime: “Aprendiz de Feiticeiro”. Sem querer tirar conclusões precipitadas, mas já tirando… Bem, a julgar pelo trailer, produção, direção e tudo mais, deve seguir a mesma linha de suas últimas produções. É só olhar a filmografia recente de Nicolas Cage e perceber quanta besteira ele fez. Cage já foi promessa, já virou realidade em bons filmes blockbusters e até protagonizou belíssimas produções mais alternativas, mas ultimamente seu agente deve estar aceitando qualquer proposta.

Vejamos seus filmes mais recentes. “Presságio” (2009) entrou nos cinemas da mesma forma que saiu: sem ninguém perceber. Não que sucesso de público seja sinônimo de bom filme, mas é só vasculhar a rede e ver quem ninguém fala bem do filme: nem críticos, muito menos os espectadores. Antes dessa “pérola”, ele protagonizou um thriller de ação nos moldes de Steven Seagal, a pedrada “Perigo em Bagcock” (2008), outra produção que só lhe valeu xingamentos e perguntas do tipo “what da fuck?!”.

Em 2007, porém, é que foi o ano desastroso de verdade para a carreira do ator. Ele realizou três filmes, todos porcarias dignas de lixo diretamente depois de 10 minutos de projeção. “A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos” ele é tenta limpar o nome da família, numa trama absurda e risível. Em “O Vidente”, Cage atua muito mal e ainda se envolve numa história totalmente sem sentido, com uma conclusão bizarra. Para fechar, “Motoqueiro Fantasma” frustrou fãs e não-fãs de quadrinhos, já que as cenas são fracas, o personagem é ridículo e sua relação com a personagem de Eva Mendes é pífia.

Já em 2006, ele teve um sopro de bom gosto e participou do bom “Torres Gêmeas”, que conta a história de dois bombeiros soterrados no World Trade Center. Mas, o filme que parece ter começado essa fase ruim é “O Sacrifício”, do mesmo ano, que na minha modestíssima opinião é um dos piores filmes que já vi na minha vida. É tão ruim que nem o próprio personagem de Cage entende a história, quanto mais nós, meros mortais…

Trailer de “O Sacrifício”

Mas, claro, nem tudo é coisa ruim. Nicolas Cage é um dos grandes atores de sua época – isso se parar de fazer besteiras. Em sua filmografia estão excelentes filmes, como “8 mm” (2008), “O Sol de Cada Manhã” (2005), “Senhor das Armas” (2005), “Cidade dos Anjos” (1998), “Despedida em Las Vegas” (1995) e o clássico moderno de Charlie Kauffman “Adaptação” (2002). Nem tudo está perdido, Cage!

Adaptação: Cage em dose dupla

Oren Peli, o mais novo astro de Hollywood

7, dezembro, 2009 admin 3 comentários

O que faz um israelense de 39 anos, radicado nos EUA há 20, ser o novo queridinho do cinema americano? Depois do sucesso estrondoso de “Atividade Paranormal”, Oren Peli continua sua carreira de cineasta com uma nova produção já com distribuidora acertada, a Paramount – e com os dos pés numa montanha de dinheiro.

Agora, ele segue para seu novo projeto focando atenção num dos grandes mitos da América: a Área 51. Famosa por ser o local onde, supostamente, os EUA guardariam provas irrefutáveis de atividades extraterrestres e afins, o diretor vai contar alguma história sobre a Área 51. Como manda sua cartilha, quase nada foi dito sobre o longa e, pelo jeito, ficaremos na curiosidade até o lançamento. Apenas se sabe, segundo o site americano Slash Film, que será centrado em três personagens (levados à tela por três atores desconhecidos) que, por curiosidade, resolvem fazer uma visitinha à base militar. O resultado já dá pra esperar.

Oren Peli é, na verdade, um (agora) ex-programador de vídeo games, que resolveu colocar em prática a frase de efeito de Glauber Rocha e seguir com sua idéia mirabolante. Como todos ou quase todos sabem, “Atividade Paranormal” é, atualmente, o filme mais lucrativo de todos os tempos. Com inacreditáveis U$15 mil de custo, o longa rendeu U$107 milhões, um valor que nem nos sonhos mais profundos Peli conseguiria imaginar. Mas foi o que aconteceu. Misturando uma fórmula que une simplicidade à sugestão (ao invés de mostrar, o filme apenas “sugere”), o cineasta arrebatou multidões.

O novo filme está orçado em U$5 milhões e dificilmente repetirá o mesmo sucesso absoluto de “Atividade Paranormal”, mas a disputa por 6 distribuidoras pelo filme, que ocorreu nos últimos meses, parece demonstrar a força que o rapaz tem no momento.

Conheça a primeira princesa negra da Disney

3, dezembro, 2009 admin 3 comentários

Para quem estava com saudades das velhas histórias infantis e de amor da Disney, “A Princesa e o Sapo” é um prato cheio. Nas telonas a partir do dia 11 de dezembro, o filme traz de volta os encantos e magias de belas heroínas, bruxas malvadas e príncipes encantados com uma novidade: a primeira princesa negra. A animação é feita toda em 2D, quebrando um jejum de 5 anos em que a Disney, em parceria com a Pixar, só fez filmes em 3D.

A história se passa na era de ouro do jazz americano, na década de 20 em New Orleans, onde vive a jovem Tiana, confundida com uma princesa e beijada por um sapo. A confusão então é formada e o filme, que em certos momentos é mais um musical, apresenta novamente uma trama que remete aos clássicos “Bela Adormecida”, “A Bela e a Fera” e “Cinderella”.

O grande chamariz do filme é mesmo a princesa negra, primeira heroína da Disney com essas características. É verdade que o estúdio também já produziu outras histórias com personagens de raças diferentes, como Pocahontas, Jasmine (de Aladdin) e a chinesa Mulan. Mas agora a situação é outra. Mesmo depois de anunciar que não faria mais filmes com a velha tecnologia 2D (o último foi “Nem Que a Vaca Tussa”), a Disney voltou atrás e leva à frente uma trama ambientada num cenário riquíssimo culturalmente, típico da cultura americana e com uma princesa negra como protagonista. O conto de fadas moderno  remete a um resgate de um momento histórico abalado pela recente destruição de New Orleans pelo furacão Katrina e pela valorização do negro no mundo, afinal, Barak Obama é o presidente da nação.

Outras heroínas

Pocahontas (1995) – A clássica história de amor proibido encontra nesse filme a bela protagonista indígena Pocahontas, que se apaixona pelo capitão inglês John Smith. O amor é condenável e decide os rumos de uma guerra. Pocahontas tem cabelos longos, é mulata e apresenta uma leve sensualidade em seus olhos.

.

.

Mulan (1998) – A trama é baseada na lenda chinesa da heroína Fa Mulan, jovem que vai lutar na guerra no lugar do pai doente. A história de superação e aventura traz uma protagonista longe dos padrões típicos da Disney, não é branca, tem personalidade forte e os olhos puxados.

.

Jasmine (1992) – É mais uma história de amor, só que dessa vez com personagens árabes. A história é inspirada nos contos “As Mil e Uma Noites” e Jasmine é uma bela e decidida mulher com fortes traços físicos da região, muito longe dos padrões americanos de princesas, como Branca de Neve e Ariel.

.

.

.

.

‘2012’ e seu erro de marketing

17, novembro, 2009 admin 2 comentários

Parece que atualmente todos os filmes, com orçamentos baixos ou não, voltam suas atenções para o marketing viral. Todo mundo quer promover seu longa colocando na internet vídeos, sites e tudo quanto é tranqueira virtual para fazer o chamado marketing viral. O mais recente caso – mal sucedido – é do filme ‘2012’, que pareceu estar muito bem com o público, mas quebrou a cara rapidamente.

A idéia era divulgar teasers na TV com imagens “reais” dos tais desastres que, como a maioria sabe, eram apenas imagens do filme. O teaser dizia que o mundo acabaria em 2012 e que o Governo não estava fazendo nada para impedir – ou pelo menos avisar a população. Quando as pessoas viram o trailer e, curiosos, procuravam na internet algo sobre, realmente achavam milhares de menções a tragédias que possivelmente aconteceriam em 2012. Ancorados numa lenda muito viva na memória de muita gente, o filme tentou se promover. O problema é que uma grande quantidade de pessoas não tem a menor idéia do que significa a tal lenda e acabaram acreditando nas imagens da TV.

Para piorar, a produção do filme criou um site fictício, do Insitute for Human Community, algum tipo de órgão que tratava profundamente do assunto (claro, agora o site já aponta como sendo um “braço” do filme). O cenário estava formado e milhares de pessoas caíram na “piada” e passaram a acreditar piamente no fato. Até a NASA entrou no meio da jogada, já que as pessoas ligavam para a agência espacial em busca de respostas. Conseguiram da NASA um site explicativo, onde o público tira dúvidas sobre o fim do mundo e como efetivamente a lenda se formou. Ainda tem o famoso vídeo, com mais de 1 milhão de acessos, em que um maluco profetiza sobre o fim do mundo (o rapaz tem até Twitter).

O caso não ganhou proporções mundiais (o filme teve a 9ª melhor estréia de todos os tempos), mas de qualquer forma atestou um cuidado que se deve ter em campanhas do tipo. E mais: mostrou que ainda somos reféns de mídias de massa, que têm em mãos um poder que talvez nem eles tenham a dimensão.

Via: Guardian.co.uk (clique no link e confira outras histórias de marketing de filmes que deram errado).

Categories: Notícias, cinema Tags: