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	<title>Café Com Pop &#187; Resenha de disco</title>
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		<title>Discoteca Brasileira &#8211; Mariana Aydar &#8211; Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo (2011)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 02:25:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mariana Aydar &#8211; Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo (2011) A paulistana Mariana Aydar é certamente um dos principais talentos da nova safra da música brasileira, mesmo que ela prefira afastar-se...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="border-style: initial; border-color: initial;" title="aydar" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2011/10/aydar.jpg" alt="aydar" width="350" height="349" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mariana Aydar &#8211; Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo (2011)</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img style="border-style: initial; border-color: initial;" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A paulistana Mariana Aydar é certamente um dos principais talentos da nova safra da música brasileira, mesmo que ela prefira afastar-se desse rótulo. Seu mais recente trabalho “Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo”, o terceiro da carreira, mostra uma cantora em constante evolução. Existe uma fuga da mesmice trazida por diversas cantoras brasileiras, que preferem se infiltrar somente no samba ou mesmo trazer algum ar de pseudomodernidade às gravações. Neste álbum há espaço para diversos estilos, desde rock até o forró, com direto à participação especial de Dominguinhos na doce “Preciso do teu Sorriso”. Até mesmo por esta razão, seja difícil rotular o estilo de Mariana neste universo musical.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Algo que chama atenção neste álbum é a coprodução do baiano Letieres Leite, fundador da Orquestra Rumpilezz, a qual Aydar conheceu há cerca de um ano e teve a ideia de trazê-lo para participar da produção do disco, gravado praticamente ao vivo no NaCena Studios, em São Paulo, com alguns adicionais no estúdio próprio da cantora, o Casa de Kavita. Portanto, prepare-se para ouvir bons arranjos de percussão e metais durante todas as músicas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Algumas das músicas de “Cavaleiro Selvagem” chegaram a ser apresentadas ao público em diversos shows da cantora, que serviram como uma espécie de laboratório para aprovação ou não do público. Foi o caso da excelente versão de “Nine Out of Ten”, de Caetano Veloso, gravada no antológico disco Transa, de 1972 e de “Porto” (Porto, é Lisboa ou Salvador/Lindo, é cidade ou é amor), composição de Romulo Fróes e Nuno Ramos. Excelentes também estão as versões de “Galope Rasante”, do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho, e de “Vai vadiar” (Alcino Corrêa e Monarco), conhecido samba na voz de Zeca Pagodinho, e que no disco ganha um novo arranjo, quase um tango por conta da sanfona de Guilherme Ribeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mariana Aydar, ou melhor Kavita (seu codinome), apresenta algumas composições próprias como “Solitude”, assinada com Luísa Maita e Jwala, composta durante um retiro espiritual; “Floresta”, com Guilherme Held e Tiganá Santana, que participa nos vocais; “Cavaleiro Selvagem”, com o rapper Emicida; e “Vinheta da Alegria”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A banda “Los Caballeros” acompanha a cantora em todas as faixas: Robinho nos baixos, Guilherme Held nas guitarras (de 6 e 12 cordas), Gustavo de Dalva na percussão e efeitos, Guilherme Ribeiro nos teclados (Rhodes, Hammond, piano acústico e sintetizadores) e Duani Martins, o segundo produtor deste álbum e também dois anteriores “Kavita 1” (2006) e “Peixes, Pássaros, Pessoas” (2000), na bateria. Letieres Leite toca flauta, pífano e caxixi.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Conseguindo percorrer pelos mais diversos estilos e com uma moldura musical mais apurada, Mariana Aydar mostra ter firmeza e conhecimento sobre o que está fazendo, uma projeção de que vem muita coisa boa pela frente.</div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Rodrigo Cunha*</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A paulistana Mariana Aydar é certamente um dos principais talentos da nova safra da música brasileira, mesmo que ela prefira afastar-se desse rótulo. Seu mais recente trabalho “Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo”, o terceiro da carreira, mostra uma cantora em constante evolução. Existe uma fuga da mesmice trazida por diversas cantoras brasileiras, que preferem se infiltrar somente no samba ou mesmo trazer algum ar de pseudomodernidade às gravações. Neste álbum há espaço para diversos estilos, desde rock até o forró, com direto à participação especial de Dominguinhos na doce “Preciso do teu Sorriso”. Até mesmo por esta razão, seja difícil rotular o estilo de Mariana neste universo musical.</p>
<p style="text-align: justify;">Algo que chama atenção neste álbum é a coprodução do baiano Letieres Leite, fundador da Orquestra Rumpilezz, a qual Aydar conheceu há cerca de um ano e teve a ideia de trazê-lo para participar da produção do disco, gravado praticamente ao vivo no NaCena Studios, em São Paulo, com alguns adicionais no estúdio próprio da cantora, o Casa de Kavita. Portanto, prepare-se para ouvir bons arranjos de percussão e metais durante todas as músicas.</p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/W1TCQQXE6qc" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/W1TCQQXE6qc"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas das músicas de “Cavaleiro Selvagem” chegaram a ser apresentadas ao público em diversos shows da cantora, que serviram como uma espécie de laboratório para aprovação ou não do público. Foi o caso da excelente versão de “Nine Out of Ten”, de Caetano Veloso, gravada no antológico disco Transa, de 1972 e de “Porto” (Porto, é Lisboa ou Salvador/Lindo, é cidade ou é amor), composição de Romulo Fróes e Nuno Ramos. Excelentes também estão as versões de “Galope Rasante”, do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho, e de “Vai vadiar” (Alcino Corrêa e Monarco), conhecido samba na voz de Zeca Pagodinho, e que no disco ganha um novo arranjo, quase um tango por conta da sanfona de Guilherme Ribeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mariana Aydar, ou melhor Kavita (seu codinome), apresenta algumas composições próprias como “Solitude”, assinada com Luísa Maita e Jwala, composta durante um retiro espiritual; “Floresta”, com Guilherme Held e Tiganá Santana, que participa nos vocais; “Cavaleiro Selvagem”, com o rapper Emicida; e “Vinheta da Alegria”.</p>
<p style="text-align: justify;">A banda “Los Caballeros” acompanha a cantora em todas as faixas: Robinho nos baixos, Guilherme Held nas guitarras (de 6 e 12 cordas), Gustavo de Dalva na percussão e efeitos, Guilherme Ribeiro nos teclados (Rhodes, Hammond, piano acústico e sintetizadores) e Duani Martins, o segundo produtor deste álbum e também dois anteriores “Kavita 1” (2006) e “Peixes, Pássaros, Pessoas” (2000), na bateria. Letieres Leite toca flauta, pífano e caxixi.</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguindo percorrer pelos mais diversos estilos e com uma moldura musical mais apurada, Mariana Aydar mostra ter firmeza e conhecimento sobre o que está fazendo, uma projeção de que vem muita coisa boa pela frente.</p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YjYY8tFqAW4" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/YjYY8tFqAW4"></embed></object></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ffffff;"><span style="color: #000000;"><strong><em>* jornalista, designer, pesquisador em comunicação (UFBA) e apaixonado pela música brasileira. (<a href="http://www.twitter.com/cunha85">@cunha85</a>)</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ffffff;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span style="color: #ffffff;">.</span></em></strong></span></span></p>
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		<title>Discoteca #5 &#8211; O balanço tribal do Tune-Yards e a irregularidade do Yuck</title>
		<link>http://www.cafecompop.com/2011/06/discoteca-5-o-balanco-tribal-do-tune-yards-e-a-irregularidade-do-yuck/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 03:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Whokill por Tune-Yards pra quem gosta de&#8230;: afrobeat, hip hop, pop, dubstep Nunca fui ligado em sons estilo Vampire Weekend ou Dirty Projects, que misturam um monte de som numa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://cdn.pitchfork.com/media/tuneyards452cov.jpg" alt="" width="163" height="163" /></p>
<h2 style="text-align: center; ">Whokill por <em>Tune-Yards</em></h2>
<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></p>
<p style="text-align: left; "><em><strong>pra quem gosta de&#8230;: afrobeat, hip hop, pop, dubstep</strong></em></p>
<p style="text-align: center; ">
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nunca fui ligado em sons estilo Vampire Weekend ou Dirty Projects, que misturam um monte de som numa batida disforme e cheia de pegada experimental. Ao ouvir Tune-Yards, a impressão é justamente essa, mas aqui o buraco é um pouco mais embaixo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Tune-Yards é, na verdade, o projeto musical de Merrill Garbus, que em 2009 jogou na rede seu estranhíssimo primeiro trabalho, “Birds Brains”. Dois anos depois é a vez, então, de “Whokill”, uma coleção de timbres e ritmos que são lançados aparentemente sem sentido, mas que se juntam quase que por mágica. Não que o disco seja espetacular, mas corre na frente de muita gente tarimbada. Merrill aparou várias arestas e conseguiu usar sua veia experimental a serviço de um bom disco pop. É o caso de “Gangsta”, que já roda o mundo com sua batida meio afro, meio hip-hop. Em “My Country” ela parece um pouco mais dançante e recorre a vocais tribais, uma mistura que dá certo. Há também espaço para sons mais pop, que tocariam facilmente em rádios, como “Powa”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O lado eletrônico com toques de dubstep aparece em “Bizness”, mas ao contrário de Thom Yorke no último álbum do Radiohead, Merrill sabe contrapor muito bem a repetição da batida com trabalho vocal bem ajustado. E o Vampire Weekend? Bem, Tune-Yards é bem melhor.</div>
<p>Nunca fui ligado em sons estilo Vampire Weekend ou Dirty Projects, que misturam um monte de som numa batida disforme e cheia de pegada experimental. Ao ouvir Tune-Yards, a impressão é justamente essa, mas aqui o buraco é um pouco mais embaixo.</p>
<p>Tune-Yards é, na verdade, o projeto musical de Merrill Garbus, que em 2009 jogou na rede seu estranhíssimo primeiro trabalho, “Birds Brains”. Dois anos depois é a vez, então, de “Whokill”, uma coleção de timbres e ritmos que são lançados aparentemente sem sentido, mas que se juntam quase que por mágica. Não que o disco seja espetacular, mas corre na frente de muita gente tarimbada. Merrill aparou várias arestas e conseguiu usar sua veia experimental a serviço de um bom disco pop. É o caso de “Gangsta”, que já roda o mundo com sua batida meio afro, meio hip-hop. Em “My Country” ela parece um pouco mais dançante e recorre a vocais tribais, uma mistura que dá certo. Há também espaço para sons mais pop, que tocariam facilmente em rádios, como “Powa”.</p>
<p>O lado eletrônico com toques de dubstep aparece em “Bizness”, mas ao contrário de Thom Yorke no último álbum do Radiohead, Merrill sabe contrapor muito bem a repetição da batida com trabalho vocal bem ajustado. E o Vampire Weekend? Bem, Tune-Yards é bem melhor.</p>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div><img class="aligncenter" src="http://cdn.pitchfork.com/media/yuck__.jpg" alt="" width="163" height="163" /></div>
<h2 style="text-align: center; ">Yuck por <em>Yuck</em></h2>
<div style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-68" title="nota06" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg" alt="nota06" width="310" height="30" /></div>
<div style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align: left; "><strong><em>pra quem gosta de&#8230;: garage, rock 90</em></strong></div>
<div style="text-align: left; "><strong><em><span style="color: #ffffff;">.</span> </em></strong></div>
<div style="text-align: center; ">
<div style="text-align: left; ">Em meio a tanto barulho pop, às vezes surge uma banda que aponta para um caminho completamente diferente. Não que seja inovador, longe disso, afinal, Yuck lança seu debut homônimo calcado principalmente em bandas que são tidas como a base do indie atual.</div>
<div style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align: left; ">Óbvio que os patrulheiros do hype já se apressam em odiar Yuck, mas é preciso um pouco mais de atenção. Sons de bandas como My Bloody Valentine, Pavement ou Sonic Youth ecoam fortemente nesse disco da banda londrina. São músicas como “Get Away”, “The Wall” e “Holing Out”, com forte apelo pelas guitarras altas e melodias que variam entre o melancolismo dos anos 80 e a barulheira noventista. Até “Shook Down” agrada, porque é uma balada simples e grudenta, sem necessariamente ser chata.</div>
<div style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align: left; ">O problema do Yuck é ser fiel demais a seus antecessores. E isso acaba por mesclar demais as influências no disco. O resultado é a irregularidade, pois a primeira parte do trabalho é forte, intenso e tem fôlego para nos levar a algo muito melhor do que vem a seguir. A segunda parte é cansativa, como pode ser ouvido em “Suck”, “Stutter”, “Sunday” e “Roses Gives a Lilly”. Yuck morreu na praia.</div>
<div style="text-align: left; "><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
</div>
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		<title>Discoteca #4 &#8211; Foo Fighters para incendiar e Marcelo Camelo para relaxar</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 03:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[discoteca]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha de disco]]></category>
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		<description><![CDATA[  Wasting Light (2011) por Foo Fighters pra quem gosta de&#8230;: rock Não é pretensão do Foo Fighters ser um “líder” para bandas novas, mas veja bem. Quem consegue lançar,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="alignnone" src="http://www.ilovemusicpop.com/wp-content/uploads/2011/03/Foo-Fighters-Wasting-Light-Cover.jpg" alt="" width="196" height="191" /></p>
<p style="text-align: center; "> </p>
<h2 style="text-align: center; ">Wasting Light (2011) por <em>Foo Fighters</em></h2>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></p>
<p style="text-align: left; "><strong><em>pra quem gosta de&#8230;: rock</em></strong></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Não é pretensão do Foo Fighters ser um “líder” para bandas novas, mas veja bem. Quem consegue lançar, hoje em dia, um disco tão bom e ao mesmo tempo poder ser classificado APENAS como rock? Poucos, ou ninguém. Esse é um privilégio dos caras. Não que “Wasting Light” seja uma obra prima, mas a verdade é que a banda prova que é possível aliar guitarras altas, boas melodias, agressividade e boas letras. A tradução disso é a tríade inicial do disco: “Bridge Burning”, “Rope” e “Dear Rosemary”. Se não tem hits à altura de Everlong ou Breakout, o novo trabalho da turma de Dave Ghrol traz ainda “White Limo”, uma canção que foge aos padrões da banda, sendo mais pesado e mais grutural do que de costume.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Olhando para trás, a discografia do Foo Fighters é bem coesa; dificilmente dá para apontar um disco ruim. “Wasting Light”, obviamente, segue essa linha, mas está um nível acima do seu antecessor, “Echoes, Silence, Patience &amp; Grace”. A julgar pela inquietação de Ghrol e pelo incrível entrosamento que ele tem com o restante da banda, veremos em breve um novo disco que fará a felicidade dos amantes do rock n´ roll.</div>
<p>Quando Dave Ghrol lançou sua então nova banda, Them Crooked Vultures, ficou difícil encontrar alguém no mundo do rock tão criativo, inquieto e competente quanto ele. Pouco tempo depois vem, então, a comprovação de que, sim, o cara comanda o rock atual, pois “Wasting Light” (2011) veio ao mundo para explicar a todos como deve ser feito rock n´ roll.</p>
<p>Não é pretensão do Foo Fighters ser um “líder” para bandas novas, mas veja bem. Quem consegue lançar, hoje em dia, um disco tão bom e ao mesmo tempo poder ser classificado APENAS como rock? Poucos, ou ninguém. Esse é um privilégio dos caras. Não que “Wasting Light” seja uma obra prima, mas a verdade é que a banda prova que é possível aliar guitarras altas, boas melodias, agressividade e boas letras. A tradução disso é a tríade inicial do disco: “Bridge Burning”, “Rope” e “Dear Rosemary”. Se não tem hits à altura de Everlong ou Breakout, o novo trabalho da turma de Dave Ghrol traz ainda “White Limo”, uma canção que foge aos padrões da banda, sendo mais pesado e mais grutural do que de costume.</p>
<p>Olhando para trás, a discografia do Foo Fighters é bem coesa; dificilmente dá para apontar um disco ruim. “Wasting Light”, obviamente, segue essa linha, mas está um nível acima do seu antecessor, “Echoes, Silence, Patience &amp; Grace”. A julgar pela inquietação de Ghrol e pelo incrível entrosamento que ele tem com o restante da banda, veremos em breve um novo disco que fará a felicidade dos amantes do rock n´ roll.</p>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div style="TEXT-ALIGN: center"><img class="aligncenter" src="http://www.omelete.com.br/images/galerias/marcelo-camelo//Toque-Dela.jpg" alt="" width="179" height="179" /></div>
<h2 style="text-align: center; ">Toque Dela (2011) por <em>Marcelo Camelo</em></h2>
<div style="text-align: center; "><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></div>
<div style="text-align: left; "><strong><em>pra quem gosta de&#8230;: mpb, samba, softrock</em></strong></div>
<div style="text-align: left; "><strong><em><span style="color: #ffffff;">.</span></em></strong></div>
<div style="text-align: left; ">
<div style="text-align: left; ">Marcelo Camelo é o tipo de artista que, ao lançar um disco, vai sempre “sofrer” de dois sentimentos antagônicos. De um lado, seus detratores, que o acompanham desde a época do Los Hermanos, irão massacrá-lo. Do outro, aqueles que o vêem como o que há de mais fino na música brasileira serão seus defensores. E qual mesmo é o certo?</div>
<div style="text-align: left; "><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align: left; ">Isso não importa. O que deve ser levado em consideração é a música, acima de tudo. E, se formos colocar tudo de lado, vai sobrar um belo disco de música brasileira, com letras singelas e consistentes e melodias belas de se cantar aos assobios. “Toque Dela” não surpreende, mas faz valer os minutos que você vai gastar ao ouvi-lo. Se em “Sou” (2009) Camelo era mais praeiro, lento e introspectivo, aqui parece que a mudança para São Paulo acarretou também em mudanças sonoras e líricas. O novo trabalho é carregado em sentimentos otimistas e contemplativos – com muito amor, claro. “Acostumar” e “Meu Amor é Teu” estão aí para provar isso. Já “A Noite” e “Ôô” trazem a banda (parte da Hurtmold) afiadíssima, apostando em timbres mais modernos. “Acostumar” parece ser tirada da época do “4”, derradeiro álbum do Los Hermanos e, por isso mesmo, uma bela canção “sem pressa”.</div>
<div style="text-align: left; "><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align: left; ">Ainda assim, o pé do cantor ainda permanece um pouco em épocas bem antigas. “Despedida” é uma ode a Dorival Caymmi e suas músicas melancólicas que aludem ao mar e à saudade. Se o trabalho anterior não tem nenhum hit que salta aos ouvidos, “Toque Dela” nos apresenta “Ôô”, rápida, direta, letra simples e melodia arrebatadora. Não dá para ficar incólume a ela. Naturalmente, difícil reagir dessa forma a todo disco, pois Marcelo Camelo faz um som que nada contra a maré da agitação, do rock de riffs e refrões acertados. Mas cumpre seu papel. Quem curte MPB deve separar um tempo e apreciar essa bela obra.</div>
<div style="text-align: left; "><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
</div>
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		<title>Entre o subúrbio e o mundo, a nostalgia e a música de vanguarda</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 19:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center; "><img class="aligncenter" src="http://www.amoeba.com/dynamic-images/blog/Brad/arcade.jpg" alt="" width="432" height="436" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Fui atraído para ouvir Arcade Fire pela primeira vez em 2004, ano do lançamento de &#8220;Funeral&#8221;. Claro, a história conturbada e exótica por trás do disco me influenciou o bastante para baixar. E gostei do que ouvi desde os primeiros acordes de &#8220;Neighborhood #1&#8243;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Arde Fire não é uma banda comum. Desde o número de membros (7 ou mais, nunca se sabe), até as nuances musicais. The Suburbs, disco lançado esse ano, é outro petardo de rock, psicodelia e nostalgia. Aliás, esse último é o tema que costura todo o disco, que apresenta letras de raiz fincada na adolescência de Win Butler, no subúrbio, na rua, no bairro, na esquina&#8230;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O forte acento local é sentido em praticamente todas as músicas. Não que o disco seja aborrecidamente autoral, mas tem o toque único da banda: guitarras fortes, utilização de vários instrumentos, camadas musicais, refrões que pegam e músicas que crescem a cada audição. Incrível que &#8220;The Suburbs&#8221; consegue emular sons de muito artista bom por aí. É possível, por exemplo, notar Bowie na maioria das canções (tá, essa referência é bem óbvia) ou Lou Reed, principalmente em &#8220;Month of May&#8221;. The Kinks tá lá, um pouco de Spiritualized e Radiohead e outras. A linha de baixo de &#8220;Modern Man&#8221; é o que senão uma chupada intencionalmente sensacional de Peter Hook?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A banda tem feito shows aclamados pela crítica e público e ainda investido na área comercial com forte apelo digital. Interessante eles usarem, por exemplo, uma experimentação em HTML5, a nova onda da internet, para desenvolver um clipe sobre uma base local de referência. Isto é, usando a internet, os caras estão tratando do território deles, da infância, da nostalgia do bairro e da esquina de casa. Vale a pena navegar.</div>
<p>Fui atraído para ouvir Arcade Fire pela primeira vez em 2004, ano do lançamento de &#8220;Funeral&#8221;. Claro, a história conturbada e exótica por trás do disco me influenciou o bastante para baixar. E gostei do que ouvi desde os primeiros acordes de &#8220;Neighborhood #1&#8243;.</p>
<p>Arcade Fire não é uma banda comum. Desde o número de membros (7 ou mais, nunca se sabe), até as nuances musicais. The Suburbs, disco lançado esse ano, é outro petardo de rock, psicodelia e nostalgia. Aliás, esse último é o tema que costura todo o disco, que apresenta letras de raiz fincada na adolescência de Win Butler, no subúrbio, na rua, no bairro, na esquina&#8230;</p>
<p style="text-align: center; "><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mPmVUHIgPhI" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/mPmVUHIgPhI"></embed></object></p>
<p>O forte acento local é sentido em praticamente todas as músicas. Não que o disco seja aborrecidamente autoral, mas tem o toque único da banda: guitarras fortes, utilização de vários instrumentos, camadas musicais, refrões que pegam e músicas que crescem a cada audição. Incrível que &#8220;The Suburbs&#8221; consegue emular sons de muito artista bom por aí. É possível, por exemplo, notar Bowie na maioria das canções (tá, essa referência é bem óbvia) ou Lou Reed, principalmente em &#8220;Month of May&#8221;. The Kinks tá lá, um pouco de Spiritualized e Radiohead e outras. A linha melódica de &#8220;Modern Man&#8221; é o que senão uma chupada intencionalmente sensacional de Peter Hook?</p>
<p>A banda tem feito shows aclamados pela crítica e público e ainda investido na área comercial com forte apelo digital. Interessante eles usarem, por exemplo, uma experimentação em HTML5, a nova onda da internet, para desenvolver um clipe sobre uma base local de referência. Isto é, usando a internet, os caras estão tratando do território deles, da infância, da nostalgia do bairro e da esquina de casa. <strong><a href="http://www.thewildernessdowntown.com/" target="_blank">Vale a pena navegar.</a></strong></p>
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		<title>Mallu Magalhães: entre a maturidade e o pop</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 03:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mallu Magalhães em &#8220;Mallu Magalhães&#8221; (2009) “Don´t Believe the hype”. Lembram dessa frase? Pois para Mallu Magalhães, durante um certo período, ela fez efeito. Agora, 2 anos depois de sua...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/12/mallu_cd.JPG" alt="" width="174" height="158" /><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Mallu Magalhães<br />
em &#8220;Mallu Magalhães&#8221; (2009)</h3>
<p><em>“Don´t Believe the hype”</em>. Lembram dessa frase? Pois para Mallu Magalhães, durante um certo período, ela fez efeito. Agora, 2 anos depois de sua estréia meteórica em palcos e bytes de todo Brasil, ela está de volta com um disco mais coeso, consistente e, claro, muito mais madura.</p>
<p>O crescimento não foi apenas na altura – sim, ela cresceu 10cm nesse período. Suas novas músicas conseguem manter um pouco do seu frescor juvenil, mas ampliam as bases para outras frentes musicais. Não há somente doçura na voz da garota. Ela já consegue impor sua voz sobre os timbres que sua banda executa com cuidados de cirurgião plástico. No entanto, ainda dá para perceber que Mallu falha em alguns momentos, tentando cantar de uma maneira que ainda não lhe é possível, ou simplesmente “adocicando” demais a voz.</p>
<p>Os grandes momentos ficam por conta da música de abertura, “My Home is My Man”, mais densa e forte, assim como ela mostra na forma de cantar. Dá para lembrar, de alguma forma, um pouco de PJ Harvey em uma versão mais juvenil. Em “Shine Yellow”, Mallu explora caminhos alternativos, apostando no reggae com pitadas tropicais. Até acerta. Já “Soul Mate”, “Ricardo” e “Bee On The Grass” emulam o som do primeiro trabalho da cantora, só que com uma banda mais afiada. O amado Marcelo Camelo está presente não em corpo, mas em espírito, na calminha “Te Acho Tão Bonito”, uma canção de apelo pop, mas com uma melancolia a lá Los Hermanos. “Make It Easy” é a música mais cantarolável do disco, daquelas que se sai batendo o pé no chão e assobiando sem vergonha.</p>
<p>O disco ainda traz outras boas canções, porém o mais importante é a fase que a cantora parece estar prestes a entrar: com maturidade musical, bons músicos em sua banda e ótimas referências costuradas, Mallu Magalhães segue por um caminho pop com toques de alternativa.</p>
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		<title>Esse é o ano do velho Morrissey</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 03:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha de disco]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cdn.pitchfork.com/media/12640-years-of-refusal.jpg" alt="" width="191" height="191" /><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Morrissey<br />
em &#8220;Years of Refusal&#8221; (2009)</h3>
<p>Morrissey é, definitivamente, um dos maiores artistas da música das últimas décadas. E ele ainda se mantém na ativa, realizando shows concorridos e fazendo discos à altura de sua longeva carreira. Esse ano ele veio com mais um petardo pop e ácido, “Years of Refusal” (2009), que celebra o amor em vários momentos, mas também reserva tempo para sua ironia costumeira.</p>
<p>O novo disco segue uma linha evolutiva com relação aos trabalhos anteriores. Se “Ringleader of the Tormentos” (2006) foi mais calmo, agora o velho Moz está mais mordaz do que nunca – ou pelo menos chega perto de bons momentos de sua carreira com os Smiths ou na própria carreira solo. “Something Is Squeezing My Skull” abre o disco como um petardo, estoura num refrão grandioso e mostra o caminho para uma excelente seqüência de músicas. As letras, óbvio, continuam não poupando ninguém – principalmente o próprio. “I&#8217;m Throwing My Arms Around Paris” é até sublime e singela, mas revela um amor incompreesível e mortal. Para o padrão Morrissey, nada de novidade, mas o cantor continua destilando seu veneno social em “That´s How People Grow Up”, quando canta “I was driving my car / I crashed and broke my spine / So yes there are things worse in life than / Never being someone&#8217;s sweetie”. Apocalíptico.</p>
<p>Até por essas letras, fica meio claro porque ele não faz sucesso comercial como outras bandas de rock. Morrissey é pop na sua roupagem rock, mas suas letras são verdadeiras demais. Em “Years of Refusal”, tem ainda músicas apontando para caminhos um pouco diferentes, como “When Last I Spoke To Carol”, utilizando até um grupo de metais para ajudá-lo. No mundo atual pré-década de 10, Morrissey é um soco de realidade em nossas faces.</p>
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		<title>O peso e a psicodelia do novo Arctic Monkeys</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 03:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha de disco]]></category>

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		<description><![CDATA[Arctic Monkeys em &#8220;Humbug&#8221; (2009) É impossível falar no novo trabalho do Arctic Monkeys, Humbug (2009), sem citar a influência direta de produtor Josh Homme na concepção geral do disco....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drn000/n039/n03950hxe89.jpg" alt="" width="200" height="200" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;"><strong>Arctic Monkeys<br />
em &#8220;Humbug&#8221; (2009)</strong></h3>
<p>É impossível falar no novo trabalho do Arctic Monkeys, Humbug (2009), sem citar a influência direta de produtor Josh Homme na concepção geral do disco. Para quem não lembra, os Monkeys vem de um momento específico da cena britânica de meados dessa década, com um som bem trabalhado em cima de reciclagem de batidas da década de 80 e uma priorização das guitarras que fazem dançar. As pistas de rock desse período – e até hoje, diga-se de passagem – eram obrigadas a tocar o hit “I Bet you look good on dancefloor”.</p>
<p>Os tempos agora são outros. Depois de dois discos bem sucedidos, chegou a hora da banda revigorar seu estilo, acrescentar pitadas mais ácidas e aprumar as guitarras. Em Humbug, saem os riffs dançantes e batidas sincopadas e entram mais psicodelia e uma influência direta de bandas mais pesadas, como Queens Of The Stone Age. Perde-se no balanço e ganha-se na cadência. Isso pode ser visto claramente em canções como “Pretty Visitors” e “My Proppeler”, em que as camadas sonoras sem arrumam de forma a construir um som bastante peculiar. Já “Dangeours Animals” retoma um pouco o frescor juvenil de início de carreira, lembrando a sonoridade antiga e fazendo a perna balançar institivamente, mas sempre com um tom mais sombrio e mais próximo do enigmático do que do dançante. “Crying Lighting” é o hit (quase) perfeito de 2009, uma porrada de primeira.</p>
<p>É uma mudança considerável e aponta para um futuro promissor de Alex Turner e Cia. O vocalista, aliás, já havia demonstrado grande habilidade musical no projeto paralelo The Last Shadow Puppets, com um som mais maduro e atirando para outras possibilidades artísticas. E isso tudo com apenas 23 anos.</p>
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		<title>Hockey, pop sem medo</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:07:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://api.ning.com/files/Q014EAszNvFUBVcknWs-F1Z-c*sEubRaA1O2osB67gHP1jaUnyfw*x7Z24rFauieUWnLWBkiIBW3L3qGjfDsXOIdEyzUTYY-/ucp47015MF.jpg" alt="" width="421" height="338" /></p>
<p>Definir uma banda como “pop” muitas vezes é um palavrão sem caminho de volta. Só que para muitos grupos essa alcunha cabe muito bem, como o <strong>Hockey</strong>, esse novo sangue musical dos EUA que consegue conjugar o pop dançante, e de consumo rápido, com sofisticação e consistência.</p>
<p><strong>Hockey (<a href="http://www.myspace.com/hockey" target="_blank">ouça aqui</a>)</strong> é formado por quatro garotos universitários dos EUA que se reuniram meio que por acaso e acabaram tocando na Inglaterra e sendo descritos como a “melhor banda de todos os tempos da última semana”. Muito longe disso, mas também perto do frescor juvenil de grupos musicais que surgem todos os dias no mundo com aquela vontade de apenas tocar pra pegar garotas e beber muita cerveja.</p>
<p>O resultado pode ser ouvido no álbum de estréia <strong>“Mind Chaos” (2009)</strong>, uma colagem de estilos parecidos na sua essência. Para quem gosta de Jamiroquai, Black Kids, Michael Jackson, The Streets e The Killers, o disco é um prato cheio. A bem da verdade é que em diversos momentos ficamos com a impressão de que o som do Hockey tem a influência direta muito forte de muitas bandas da atualidade e que eles fazem “apenas” um amontoado de timbres e tocam o barco pra frente. Mas, por um outro lado, o pop não é isso? Reciclagem de sons já existentes? Hockey é cultura pop na veia.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://soundcrank.com/images/albums/300032000/300032742_l_0.png" alt="" width="217" height="214" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-64" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="nota07" width="310" height="30" /></a></p>
<p>Na música de abertura já dá pra perceber isso. “Too Fake” tem um suingue bem safado de algumas músicas do Jamiroquai, mas explode no refrão como se fosse uma banda de rock, mas sem precisar de uma guitarra distorcida para soar de tal forma. É o mesmo balanço que se segue em “3Am Spanish”, só que muito mais funky e “brecado”, soando em alguns momentos quase como uma banda de rap. Mais uma vez, a banda consegue costurar o pop de maneira bem sutil e consistente. Em “Learn To Lose”, o rock pop é o que chama mais atenção. A banda realmente não tem medo de soar descartável ou igual a dezenas de outras bandas e, no caso deles, é um tremendo elogio, porque, a partir daí, eles conseguem criar uma identidade própria ao agregar as guitarras, os sintetizadores e o suingue. Tudo, claro, do jeito deles.</p>
<p>Na mesma premissa segue “Wanna Be Black” (essa particularmente tem um trecho que se existisse teste de DNA na música, o The Streets poderia reclamar a paternidade) e “Put The Game Down”, músicas que tocariam fácil em qualquer rádio pop, mas que também poderiam embalar uma festa indie nos porões de uma universidade obscura de Glasgow. Em “Work” a banda abaixa um pouco o ritmo e aposta num teclado mais calmo e numa batida mais sincopada, resultando numa música bem estruturada e deliciosa de se ouvir.</p>
<p>Não se assuste se você estiver numa balada e tocar Hockey. Mesmo que numa festa aberta a todo tipo de público. Djs já estão sampleando “Work” e “Too Fake” mundo afora, ampliando mais ainda o alcance dos rapazes. Na onda de revival anos 80, Hockey é um expert em reciclagem.</p>
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		<title>Jack White em mais uma banda: The Dead Weather. Seria ele o artista da década?</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 19:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i.realone.com/assets/rn/img/0/1/4/6/26666410-26666419-slarge.jpg" alt="" width="344" height="344" /></p>
<p>Jack White é aquele tipo de artista/músico o qual a inquietação é o que lhe move. Avesso a grandes espetáculos, apresentações miraculosas e lançamentos grandiosos, White aposta sempre na força da sua própria música para levar à frente suas convicções artísticas. E é nesse sentido que ele lança agora uma nova banda, <a href="http://thedeadweather.com/" target="_blank">The Dead Weather</a>, uma parceria com o guitarrista Dean Fertia (Queens Of The Stone Age), a cantora Alison Mosshart (The Kills) e o baixista Jack Lawerence (Raconteurs).</p>
<p>A tal inquietação criativa fez com que White passasse, em menos de 5 anos, por experiência em três bandas. De um início promissor e arrasador com sua White Stripes (ao lado da &#8220;irmã&#8221; Meg), o cantor e guitarrista resolveu experimentar novos ares e atacar com a Raconteurs, uma banda de voo curto, é verdade, mas que trouxe um som mais sujo e suingado ao indie mundial. Com a Dead Weather, o lance mudou um pouco de figura. O grupo é formado por outras cabeças pensantes do rock e a divisão criativa dentro da banda é visível, mas White mais uma vez resolveu inovar: no caminho inverso do &#8220;chapa&#8221; Dave Grohl, resolveu atacar agora de baterista.</p>
<p>E não é que ele tem talento? O caminho que Jack White percorreu nessa década só prova que, mesmo em momentos de lucratividade, excelência e reconhecimento, o que realmente interessa é a música. Seria muito mais fácil ancorar-se no sucesso, mas Jack conseguiu, nas mudanças de banda, mudar também um pouco seu perfil musical e ampliar seu &#8220;campo&#8221; de visão artística. Claro que &#8211; e isso é um elogio &#8211; o cara soube manter sua postura de independência e austeridade musical, muito difícil nesses tempos. Além disso, ainda foi reconhecido mundialmente como um dos melhores guitarristas de sua geração ao participar do documentário XXX ao lado de duas figuras &#8220;pouco conhecidas&#8221;: The Edge e Jimmy Page.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.rollingstone.com.br/imagens/11143/20090806112649_11143_medium.jpg" alt="" width="217" height="216" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<p>Mas, voltando à nova banda, o novo frescor musical de Jack tem muito da mão de Fertia e Alison, dois músicos importantes da geração indie 2000. O primeiro participou durante alguns álbuns do cultuado Queens Of The Stone Age e traz para o Dead Weather sua pegada rasgada e forte, mas agora de uma maneira mais crua. Já Alison dá o tom feminino em meio a tanta testosterona, sempre cantando de forma arrasadora. O Dead Weather, em seu disco de estreia “Horehound”, consegue conjugar muito bem o peso de bandas como QOTSA e Wolfmother e o balanço típico de bandas dos anos 70.</p>
<p>Ao ouvir o disco, é impossível não comparar ao Led Zeppelin; até a bateria de White em alguns momentos, como por exemplo em “New Pony” (que também emula o suingue de Janis Joplin e, na verdade, é um cover de Bob Dylan), lembra as melhores batidas de John Boham. Porém, essa referência faz parte de uma parede musical bem montada para que Fertia consiga destilar seus riffs de maneira clara e sem nunca exagerar demais nos maneirismos do instrumento. Em “Hang You From The Heavens”, a banda se aproxima mais do rock atual, com uma sujeira beirando rock de garagem, mas sem esquecer a influência setentista. “I Cut Like a Bufalo” é um bom exemplo do que a banda é capaz: com uma pegada que mistura reggae com funk, a batida tem uma levada gostosa e psicodélica, mostrando que o grupo todo tem uma coesão impressionante. E é assim também em um dos melhores momentos do disco, “Treat me Like Your Mother”, em que Alison solta a voz, rasga-se em gritos enquanto a banda desfila riffs e batidas que vão do mais sujo ao mais clássico do rock.</p>
<p><object width="383" height="315" data="http://www.youtube.com/v/M7QSkI6My1g&amp;feature" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/M7QSkI6My1g&amp;feature" /></object></p>
<p>Dead Weather também caminha, em certos momentos, pelos mesmos caminhos do White Stripes ao atualizar o blues-rock clássico para a barulheira 00. São exemplos disso a agridoce “So Far From your Weapon” e “No Hassle Night”. Porém, há espaço ainda para uma balada blues bem característica, a quase sexual “Rocking Horse”, que poderia estar muito bem na metade dos filmes de Quentin Tarantino. E tem ainda espaço também para “Bone House”, um petardo com um riff digitalizado que se alinha a bandas como Yeah Yeah Yeahs ou Gossip.</p>
<p>O som geral da banda pode não parecer inovador – e não é -, mas é executado com extrema competência pelo quarteto. Mesmo gravado em apenas 3 semanas, Dead Weather mostra coesão, talento e precisão mais acentuados que muita banda velha por aí. E isso faz uma diferença tremenda.</p>
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		<title>Em novo disco, Pitty mergulha em suas próprias limitações</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 03:13:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.pitty.com.br/256tonsdecinza/wp-content/uploads/2009/07/capa_pitty_final_1_baixa.jpg" alt="" width="175" height="175" /></p>
<h3 style="text-align: center;">Pitty &#8211; Chiaroscuro (2009)</h3>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota04.jpg"><img class="size-full wp-image-44 aligncenter" title="nota04" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota04.jpg" alt="nota04" width="310" height="30" /></a></p>
<p>Será que é tão difícil entender o sucesso da cantora Pitty? Mesmo com uma discografia extremamente irregular, com apenas um primeiro disco realmente relevante, ela continua na crista da onda do pop/rock nacional. E não será dessa vez, com o lançamento do seu novo disco, Chiaroscuro, que isso vai mudar.</p>
<p>Chiaroscuro (2009) é um trabalho que pouco se distancia dos demais discos da cantora baiana – que começou adolescente dando um toque feminino em meio à testosterona da cena rocker baiana, onde comandou a banda de Hardcore Inkoma -, embora a própria acredite no contrário. Mas não é. Até houve tentativas, porém, quase todas frustradas. O disco é, na verdade, a continuação “mais do mesmo” em que ela está presa: guitarras comandando o som, bateria no talo, riffs anos 90 e letras pré-adolescentes. Resta saber se é por pura incompetência (alguns vão preferir a palavra “limitação”) ou malandragem comercial. Eu fico com um misto dos dois.</p>
<p>Na música de abertura, “8 ou 80”, já temos um ótimo resumo de todo o disco: uma introdução mais leve e trabalhada, mas que se perde nos clichês da própria cantora quando essa entra cantando mais uma letra óbvia, típica de sua carreira. Quando o refrão chega e a guitarra sobe a toda altura (uma herança maldita do grunge), aí sim percebemos que é Pitty que está diante de nós. Já “Me Adora” é uma canção que consegue um pouco de destaque, tanto por sua veia pop, quanto por sua métrica meio disforme que dá um tom mais natural à música. Como eu já havia dito <a href="http://www.cafecompop.com/2009/07/pitty-se-prepara-para-lancar-novo-disco-chiaroscuro/" target="_blank">aqui</a>, “Me Adora” é um híbrido de jovem guarda com a velha influência do rock dos anos 90 de Pitty, o que já é uma evolução e tanto.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 8px;" src="http://img.terra.com.br/i/2007/07/07/546851-4662-cp.jpg" alt="" width="212" height="300" />O que parecia um bom galope, se perde miseravelmente em canções como “Medo”, que tem uma letra típica da geração que idolatra “Crepúsculo” e “Transformers” como a salvação para sua própria adolescência. Chega a ser constrangedor ouvir coisas do tipo: “Medo de ter, medo de perder / Cada um tem os seus / E todos tem alguns”. Nessa mesma linha “vergonha alheia” está “Desconstruindo Amélia”, que até tem uma levada interessante, com um baixo pulsante e rítmico, mas que se perde totalmente no resto do instrumental e numa letra redação-do-segundo-grau: “Hoje aos 30 é melhor que aos 18 / Nem Balzac poderia prever / Depois do lar, do trabalho e dos filhos / Ainda vai pra nigth ferver”. E tem mais: em “Fracasso”, quando você acha que a música vai engatar, ela se perde novamente nos seus próprios clichês musicais (sem contar a pérola filosófica “o êxito tem vários pais / órfão é o seu revés”), assim como em “Só Agora”, uma balada que pode até não comprometer (lembra a excelente “Inflatable”, do Bush), mas que também recai na mesmice do disco e até lembra “Equalize”.</p>
<p>As melhores canções ficaram mesmo para o final. “Trapézio” tem uma levada pop gostosa e consegue trazer uma Pitty mais sóbria, com a banda fazendo bem seu papel. Na seqüência, “Rato na Roda” explora um lado mais experimental, mesmo que em vários momentos Pitty cante remetendo a Paulo Miklos e seus gritos típicos das músicas dos Titãs anos 80. Situação diferente de “A Sombra”, uma balada climática e que emula de Radiohead a Stone Temple Pilots, claro, nos momentos mais sutis de ambas as bandas.</p>
<p>Essas três músicas são quase um oásis dentro de um disco repleto de repetições de si mesmo, retro-alimentação própria e um jogo de espelhos musicais quase interminável. A tal experimentação que Pitty tanto falou em entrevistas (e no <a href="http://www.pitty.com.br/256tonsdecinza/" target="_blank">próprio blog</a>) falhou miseravelmente. Em “Água Contida”, por exemplo, a utilização de um acordeom e uma levada mais quebrada não configura o ritmo como tango, Pitty. É só um toque pra você entender, beleza?</p>
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