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		<title>Crítica de Filme &#8211; J. Edgar</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 02:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[direção: Clint Eastwood elenco: Leonardo DiCaprio, Naomi Watts, Armie Hammer, Judi Dench país: EUA gênero: drama ano: 2011 Você é capaz de se identificar e se emocionar com um personagem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/10/31/poster-do-filme-j-edgar-dirigido-por-clint-eastwod-com-leonardo-dicaprio-1320097928451_300x420.jpg" alt="" width="210" height="294" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="" width="310" height="30" /></a></p>
<h3>direção: Clint Eastwood<br />
elenco: Leonardo DiCaprio, Naomi Watts, Armie Hammer, Judi Dench<br />
país: EUA<br />
gênero: drama<br />
ano: 2011</h3>
<p style="text-align: justify;">Você é capaz de se identificar e se emocionar com um personagem desprezível moralmente? Essa foi a pergunta que eu me fiz ao término de “J. Edgar”, novo filme do quase sempre excelente Clint Eastwood. E a resposta foi positiva.</p>
<p style="text-align: justify;">“J. Edgar” é a cinebiografia de J. Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio), homem responsável pela reformulação do FBI e que protagonizou momentos importantes da história dos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Eastwood, do alto dos seus 82 anos e de seu histórico patriotismo conservador, faria um trabalho óbvio ao contar a história de Hoover. Nascido ainda no início do século passado, Hoover viveu boa parte de sua vida num EUA muito diferente do que é hoje, cheio de crises e contradições políticas. E talvez tenha aprendido a lidar com isso da pior maneira possível, apelando para os métodos mais sórdidos de investigação policial, abordagem política e muito entusiasmo com ideais ultraconservadores e até discriminatórios. Um ser desprezível para muitos numa análise primária. Eastwood, adepto ou não dessa conduta de vida (o que, francamente, não nos interessa em nada), propõe não uma via alternativa de análise sobre esse personagem histórico, mas um olhar humano simplesmente.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse olhar que revela o lado frágil que qualquer um tem. Os medos, por exemplo, que em Edgar é revelado no gaguejo dele perante situações embaraçosas – que podem ser desde momentos políticos delicados, até num simples convite de uma moça para dançar. É isso que nos aproxima dele, é isso que o torna humano igual a todos nós, mesmo que ele tenha chantageado seguidamente oito presidentes americanos. Ainda assim, há de se olhar suas fraquezas. É como em Tropa de Elite, em que vemos na tela um policial que é contra a corrupção, mas mata sem olhar a quem e faz justiça com as próprias mãos. De que lado ele está, afinal? Outro exemplo interessante é Hitler, um imbecil que dispensa apresentações, mas que foi retratado em sua veia humana de forma excelente em “A Queda”. É impossível se sensibilizar na hora em que ele se despede dos filhos?</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse Hoover cheio de contradições que Eastwood coloca sua câmera, sem procurar um momento específico de sua longa carreira à frente do FBI. As cenas, tingidas com um tom excessivamente lavado que, em alguns momentos, deixa a tela sem graça demais, vão do jovem Hoover, passando pela indignação do próprio em relação ao amadorismo com que investigações eram tratadas nos EUA, até situações políticas mais espinhosas. É o retrato de uma época, como disse, de uma América bem menos poderosa do que é hoje até chegar ao ponto em que cresce vertiginosamente na economia e na política.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esse pano de fundo, vemos Hoover conhecer seus dois amigos principais, Ms. Gandy (Naomi Watts) e Clyde Tolson (Armie Hammer), esse último seu affair durante toda a vida. Acompanhamos também sua subida na hierarquia policial do país que, sim, pode até ser glamorizada em alguns pontos, mas mostra claramente que ele se manteve 48 anos à frente do poder do FBI porque mantinha, a exemplo de grandes caciques da política brasileira, dossiês humilhantes de gente importante do alto escalação americano. Mas não se pode desprezar a maestria dele no trato da investigação e na criação de novos padrões na solução de crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">No elenco, Leonardo DiCaprio dá um show de atuação, marcando sua performance com todos os elementos a sua disposição: voz, andar, postura, olhar etc. Watts e Hammer acompanham bem o colega, porém com menos brilho.</p>
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		<title>Os 70 anos de Caetano Veloso, o inquieto vanguardista</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 03:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[caetano veloso]]></category>
		<category><![CDATA[david byrne]]></category>
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		<category><![CDATA[música brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada, Caetano Veloso anunciou que enfim lançaria, ainda esse ano, seu CD ao vivo em parceria com David Byrne, o eterno líder do Talking Heads e admirador da música...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/bicho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1445" title="bicho" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/bicho.jpg" alt="" width="336" height="339" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Semana passada, Caetano Veloso anunciou que enfim lançaria, ainda esse ano, seu CD ao vivo em parceria com David Byrne, o eterno líder do Talking Heads e admirador da música brasileira de longa data. Antes, no final de ano passado, o compositor baiano preencheu sua inquietude musical do momento ao chamar Gal Costa para um projeto, no mínimo, diferente: um CD de música eletrônica, idealizado por ele para que ela cantasse. Se a vida de um cantor e compositor consagrado no Brasil e no mundo já não tivesse atribulada demais, esse ano Caê completa 70 anos, marca redonda que vai lhe render muitas homenagens e, porque não, novos projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">O disco com Byrne foi gravado em 2004, no clássico Carnigie Hall (Nova York) e traz, a rigor, dois shows separados com alguns momentos em que os dois dividem o palco. No setlist, Caetano canta “Você é Linda”, “Sampa”, “Coração Vagabundo”, dentre outras. Senta ao lado de Byrne para cantar &#8220;Dreamworld: Marco de Canaveses&#8221;, &#8220;Um Canto de Afoxé para o Bloco do Ilê&#8221;, &#8220;(Nothing But) Flowers&#8221; e &#8220;Heaven&#8221;. Uma oportunidade e tanto para ouvir dois grandes compositores tão distintos, mas que dão muito certo juntos.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/fTbTutIVsls?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o <a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/12/01/caetano-veloso-introduz-gal-costa-na-eletronica-e-na-estetica-agressiva-em-recanto-saiba-como-e-o-novo-disco-da-cantora.jhtm">disco com Gal Costa</a>, o santamarense não se furta a admitir que suas composições não cabiam na sua voz e, portanto, chamou a amiga para cantar. Mais do que contemporâneos da música brasileira, os dois se completam e a mistura bizarra de música eletrônica + Caetano Veloso + Gal Costa pode não dar certo a princípio, mas cresce com algumas audições. É só o tempo de parar para imaginar que aquilo pode dar certo efetivamente, pois se trata de uma das mentes mais brilhantes da música popular brasileira. O cara inquieto que há cerca de seis anos arregaçou as mangas, saiu do ostracismo e jogou no mercado o aclamado “Cê”. Que em 2009, seguindo a mesma onda, lançou “Zii &amp; Zie” e mostrou de vez que faz música como ninguém, aliando a força de sua composição clássica repaginada pelo viés da atualidade. Sem medo de soar cafona.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda esse ano, Caetano deve lançar outro disco de inéditas – mais uma vez ao lado da banda Cê, formada por garotões na casa dos 30. Como se não bastasse, alguns de seus discos mais clássicos, como “Joia” (1975), “Cinema Transcendental” (1979) e “Caetano Veloso” (1969), serão relançados em 2012 acompanhados de songbooks – fato que também vai ocorrer com Gilberto Gil, outro baluarte da música brasileira que completa 70 anos esse ano.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Top 10 &#8211; David Bowie e suas parcerias</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 03:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>David Bowie talvez seja o artista do mundo pop que mais colaborou com outros músicos. Tem de tudo: de sucessos retumbantes, como Under Pressure (com o Queen), até desastres curiosos, como o dueto com Bing Crosby, numa canção de Natal. Mas o importante é que, na qualidade de mito absoluto da música pop, Bowie produziu pérolas com suas colaborações. Aí está:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Of1HV4b0ccg?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: left;"><strong>10 &#8211; Tina Turner &amp; David Bowie &#8211; Tonight</strong></p>
<p>&#8220;Tonight&#8221; foi escrita por Bowie e Iggy Pop. Tina Turner se juntou a Bowie e gravou a música no álbum homônimo de Bowie, de 1984. A versão do vídeo é do ano seguinte, da turnê Private Dance, em que Turner convida o mito para cantar ao vivo.</p>
<p><a href="http://youtu.be/0C5AE_7WNe4" target="_blank"><strong>9 &#8211; Marianne Faithful &amp; David Bowie &#8211; I Got You Babe</strong></a></p>
<p>Musa dos rock stars,  Marianne Faithful era quase tão ousada quanto Bowie. Essa colaboração é marcada por essa bizarrice mútua e por acontecer bem no auge de ambos, em 1973. O vídeo linkado no título é daquelas pérolas: ela, vestida num traje meio moçoila de convento, e ele metido num vestido feminino.</p>
<p><strong><a href="http://youtu.be/9VrG-8BN9xI" target="_blank">8 &#8211; Trent Reznor (Nine Inch Nails) &amp; David Bowie &#8211; I&#8217;m Afraid of Americans</a> (remix)</strong></p>
<p>A música está originalmente no disco &#8220;Eathling&#8221; (1997), que tem na sua edição especial a versão remix feita por Trent Reznor, do Nine Inch Nails. O clipe, no link acima, fez muito sucesso em todo o mundo.</p>
<p><a href="http://youtu.be/9G4jnaznUoQ" target="_blank"><strong>7 &#8211; Mick Jagger &amp; David Bowie &#8211; Dancing in The Street</strong></a></p>
<p>Lançada nos anos 80, a parceria foi idealizada para gerar fundos às causas humanitárias do Live Aid, em 1985. No clipe, o clima esquenta entre os dois, mas o que interessa é que a música é mesmo muito boa.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/z6c9Ejfu-iU?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p><strong>6 &#8211; Arcade Fire &amp; David Bowie &#8211; Wake Up</strong></p>
<p>Eles nunca gravaram nada juntos, mas essa colaboração de Bowie na canção da banda canadense é de emocionar. O camaleão ainda canta outras com o Arcade Fire. É só procurar no youtube.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_GqnDROi6l4" target="_blank"><strong>5 &#8211; Placebo &amp; David Bowie &#8211; Without I&#8217;m Notinhg</strong></a></p>
<p>A parceria foi registrada no disco homônimo da banda, de 1998. A música é linda e aposta no contraste de vozes de Brian Molko e Bowie.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/5320.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1440" title="5320" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/5320.jpg" alt="" width="320" height="334" /></a></p>
<p><strong>4 &#8211; Iggy Pop &amp; David Bowie &#8211; The Idiot (álbum)</strong></p>
<p>Seria difícil eleger a principal colaboração dos dois, até porque eles fizeram tanta coisa junto &#8211; incluindo álbuns, shows e músicas &#8211; que é quase impossível conhecer tudo. Mas, é possível colocar o álbum &#8220;The Idiot&#8221; nessa lista, talvez a principal marca que a faceta produtora de Bowie deixou no trabalho de Iggy Pop.</p>
<p><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RfeaNKcffMk" target="_blank">3 &#8211; John Lennon &amp; David Bowie &#8211; Fame</a></strong></p>
<p>A música tem uma contribuição pequena de Lennon, que assina a letra (embora o wikipedia diga que ele apenas inspirou Bowie, mas os créditos dão conta de Bowie, Carlos Alomar e Lennon) e canta o &#8220;fame&#8221; do refrão. Ao lado de Under Pressure, Fame é outra parceria de sucesso estrondoso nos EUA.</p>
<p><strong>2 &#8211; Lou Reed &amp; David Bowie &#8211; Transformer (álbum)</strong></p>
<p>Aqui também poderia citar Brian Eno, já que os três trabalharam juntos em diversos momentos de suas carreiras. Mas, assim como em The Idiot, Bowie deixa sua marca definitiva em &#8220;Transformer&#8221;, um belo disco que Reed lançou em 1972 e que contém uma de suas músicas mais especiais, &#8220;Walk On The Wild Side&#8221;. Bowie assina a produção ao lado de Mick Ronson.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Z3qVl8Gb2J4?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z3qVl8Gb2J4&amp;feature=fvst" target="_blank">1 &#8211; Queen &amp; David Bowie &#8211; Under Pressure</a></strong></p>
<p>Como não eleger Under Pressure a número 1 dessa lista? A música é estonteante e tem tudo de bom que o Queen tem a oferecer (riff pegajoso + vocal imbatível) aliado ao molho especial que só Bowie consegue dar a suas parcerias musicais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Dois Coelhos</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 03:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Afonso Poyart elenco: Fernando Alves Pinto, Maret Descartes, Thogun, Tahide, Alessandra Negrini, Caco Ciocler país: Brasil gênero: policial/ação ano: 2011 Muitas vezes confuso, muitas vezes ágil, “Dois Coelhos” aposta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/dois-coelhos/dois-coelhos-poster01.jpg" alt="" width="165" height="242" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="" width="310" height="30" /></a></p>
<h3>direção: Afonso Poyart<br />
elenco: Fernando Alves Pinto, Maret Descartes, Thogun, Tahide, Alessandra Negrini, Caco Ciocler<br />
país: Brasil<br />
gênero: policial/ação<br />
ano: 2011</h3>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes confuso, muitas vezes ágil, “Dois Coelhos” aposta na estética pop contemporânea para entregar uma história alucinante cheia de reviravoltas.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme segue Edgar (Fernando Alves Pinto), um rapaz que está de volta à São Paulo disposto a fazer de tudo para completar seu plano mirabolante para, segundo o próprio, “matar dois coelhos com uma cajadada só”.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora sua trama seja interessante do ponto de vista da ação, não é esse o ponto que salta aos olhos em “Dois Coelhos”. O estreante Afonso Poyart, que só poderia ter vindo da publicidade, construiu uma torre de babel de referências estéticas. Tem de tudo: desde grafismos street art, passando por cenas non sense para ilustrar pensamentos, até momentos em que o personagem abandona o set e vai parar num videogame. Tudo isso misturado, sem cautela nenhuma. A verdade é que Poyart, ao tentar abrir a porta, decidiu não usar o modo natural. Meteu foi o pé e arrombou. Por isso essa avalanche de referências pop, que povoam o imaginário do público e ajudam a transportar todos para aquele universo. Mas isso é ruim? Não necessariamente.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, os primeiros 20 ou 25 minutos de filme são ruins, pois há uma concentração absurda de maneirismos e jogadas de cena que atrapalham o desenrolar da trama. Talvez esse seja o erro do diretor e roteirista, pois ele não poupa esforços em jogar tudo que sabe na tela em pouco tempo. Por sorte, ele não deixa a peteca cair no ponto final e retoma a ponta solta da história – dessa vez para nunca mais largar. A linguagem ágil e por vezes atrapalhada – que no princípio é utilizada para dar a ideia de como é a vida de Edgar e como ele imagina os outros personagens do filme – passa a servir à história. E aí o filme se torna um verdadeiro filho do gênero policial/ação, cheio de perseguição de carro, troca de tiros e reviravoltas no roteiro. É difícil parar para respirar.</p>
<p style="text-align: justify;">Na trama em si, Poyart derrapa um pouco. Se as cenas se sucedem rapidamente, a explicação da motivação dos personagens é confusa. Em alguns casos isso é proposital, como para Edgar (é preciso mesmo que o espectador não saiba direito porque Edgar está fazendo aquilo tudo). Mas, para o deputado, por exemplo, a motivação é pueril demais. Ainda assim, é possível esquecer um pouco isso pela forma como o filme é entregue – uma linguagem que se não é inovadora é, ao menos, pretensiosa na medida certa, pois evoca o modo como os jovens de hoje consomem informação e entretenimento. “Dois Coelhos” tem a cara dos jovens, e isso faz toda a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">No elenco, destaques para o protagonista Fernando Alves Pinto, seguro de si e eficiente na narração em off, e principalmente Marat Descartes, na pele do vilão Maicon, que empresta ótima construção de personagem, sem caricatura e com ar de perigoso bandido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que o desfecho deixe a desejar, por se tratar de uma ideia muito bonitinha para ser verdade, “Dois Coelhos” cumpre muito bem seu papel de um autêntico filme de gênero com roupagem jovem e atual.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Sherlock Holmes: Jogo de Sombras</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 03:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na sequência da franquia de sucesso Sherlock Holmes, Guy Ritche joga todas suas fichas em dobradinhas: Downey Jr e Jude Law e humor e ação, embora muitas vezes essa conta não feche tão perfeitamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.adorocinema.com/wp-content/uploads/2011/10/sherlock_holmes_a_game_of_shadows_ver3.jpg" alt="" width="184" height="272" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-64" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="" width="310" height="30" /></a></p>
<h3>direção: Guy Ritche<br />
elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Jared Harris<br />
país: Inglaterra<br />
gênero: aventura/ação<br />
ano: 2011</h3>
<p style="text-align: justify;">Na sequência da franquia de sucesso Sherlock Holmes, Guy Ritche joga todas suas fichas em dobradinhas: Downey Jr e Jude Law e humor e ação, embora muitas vezes essa conta não feche tão perfeitamente.</p>
<p style="text-align: justify;">“Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras” conta uma aventura em que Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e Dr. Watson (Jude Law) partem em busca da solução de uma série de crimes que pode ter conseqüências fatais para o jogo político europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez o grande mérito de Guy Ritche à frente de Sherlock Holmes seja o de atualizar a história clássica do inspetor inglês implacável, dando-lhe um tom moderno, ágil, cafajeste e bem humorado. Ninguém melhor do que Robert Downey Jr. para o papel, um ator que já provou sua eficácia e que se dá muito bem em papeis que exigem sarcasmo, humor e ação. Ele está ao lado de Jude Law e os dois realmente fazem uma dupla de respeito. A química é quase que instantânea: basta um estar na tela que já procuramos o outro, revelando que os dois atores são ótimos no que fazem e, claro, a direção não poupa esforços em criar o clima para tal.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, é curioso que essa mesma situação seja também um problema em ‘Jogo de Sombras’. Os dois personagens são excessivamente explorados na primeira parte do filme. Não há história, nem outros personagens. É sempre Holmes fazendo piadinhas com Dr. Watson levantando todas as bolas para seu companheiro. É praticamente uma hora inteira de projeção até que o filme realmente comece e sejamos apresentados à motivação, à missão, vilão etc. Veja bem, antes, tudo está lá, mas como se estivesse em suspensão para que a atenção inteira seja direcionada às piadinhas de Holmes e seu jeito irreverente de ser. Cansa.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sorte (nossa), Ritche resolve retomar as rédeas a tempo. Quando Holmes está de fato em ação, não há para ninguém. Sua super inteligência e capacidade de pensamento lógico são incríveis. Além disso, ele consegue antecipar as ações de seus inimigos, um talento que é muito bem filmado por Ritche. Esse, aliás, é um recurso que o torna único, diferente de outros espiões/investigadores famosos do cinema. Essas cenas envolvem o espectador, criam um clima interessante que mistura suspense e aventura. As gags de humor, nesse momento do filme, já estão bem mais diluídas e funcionam como o alívio cômico que devem ser, não estando no foco central.</p>
<p style="text-align: justify;">É aí que somos apresentados a sequências bem elaboradas tecnicamente, um primor que fica a cargo da equipe de efeitos especiais. Segue a linha do que já tinha sido feito no filme anterior, mas aqui funcionam melhor, são mais ágeis e se encaixam melhor no roteiro. A cena da fuga na floresta é como se estivéssemos vendo um filme antigo filmado com a perícia de Matrix. É ágil e nos transporta para dentro da cena; tem câmera lenta, tem som claudicante. E, no oposto disso tudo, Jogo de Sombras também tem uma bela cena final sem nenhum efeito, só com o jogo de rimas entre um jogo de xadrez, a conversa de Holmes com o vilão James Moriaty e Dr. Watson e Simza tentando salvar o mundo. Tudo ao mesmo tempo e sincronizado. E dessa vez o vilão é bem construído, sem muitas caricaturas, mas também nada muito profundo para que não ofusque a ação.</p>
<p style="text-align: justify;">Como gênero ação e aventura, ‘Sherlock Holmes: Jogo de Sombras’ funciona bem, embora tenha perdido preciosos minutos iniciais apenas com cenas engraçadas e repetitivas.</p>
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		<title>Versão brasileira Hebert Richers: uma defesa dos filmes dublados</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 03:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[dublador]]></category>
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		<description><![CDATA[O debate sobre a dublagem no Brasil se acirrou ainda no ano passado, quando jornalistas e público perceberam o que estúdios já vinham fazendo há certo tempo: aumentando o número...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img src="http://www.reidaverdade.com/wp-content/uploads/2011/10/a-lagoa-azul-3.jpg" alt="" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">&#39;A Lagoa Azul&#39;, um clássico da dublagem brasileira</p></div>
<p style="text-align: justify;">O debate sobre a dublagem no Brasil se acirrou ainda no ano passado, quando jornalistas e público perceberam o que estúdios já vinham fazendo há certo tempo: aumentando o número de filmes dublados nas salas de cinema. A questão coloca em dois lados opostos os críticos e jornalistas, que acham a dublagem um descalabro e uma apunhalada na obra original imaculada, e o novo público do cinema, que prefere filmes dublados.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a ascensão de milhões de pessoas à classe média brasileira, a demanda pela dublagem aumentou consideravelmente, inclusive na TV a cabo. Se os estúdios de cinema estão investindo mais em dublagem e privilegiando as cópias dessa natureza em muitos filmes, o mesmo está acontecendo na Sony, AXN, Fox e outra infinidade de canais pagos. É a tendência mercadológica, não há como lutar contra. Ou você acha que a empresa vai ficar preocupada com seu gosto pessoal? A briga e indignação devem ser para que os estúdios e canais invistam em dubladores decentes e eficientes. Levantar a bandeira do original em inglês com legenda, nesse caso brasileiro, é um atestado de elitismo, como se todos nós fôssemos obrigados a ter a habilidade de ler legenda e prestar atenção na cena ao mesmo tempo. Para os mais ricos é muito mais fácil, afinal, sabem inglês e é comum ver gente quase sem ler legenda, recorrendo ao recurso apenas quando há dúvida. Eu faço isso em muitos casos e conheço um caminhão de gente igual. Mas exigir que todos façam isso em nome da obra imaculada original?</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/tzr05AjhuVw?rel=0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></center></p>
<p style="text-align: justify;">Fico imaginando os profissionais sérios da dublagem; como eles se sentem? Pilantra e trabalho mal feito existe em qualquer profissão, inclusive na dublagem. Basta conhecer um pouco do mundo da dublagem e perceber que o ofício é sério e procura realizar o melhor trabalho possível – e realiza. Indico o documentário &#8220;Eu conheço essa voz&#8221; (postado logo acima), que me foi recomendado pela amiga blogueira <a href="http://www.cinepipocacult.com.br/2011/01/arte-da-dublagem.html">Amanda, do Cine Pipoca Cult</a>. É só você puxar na memória personagens clássicos que ficaram imortalizados pelo ótimo trabalho de dublagem. O debate, aliás, é parecido com obras literárias. É melhor ler Shakespeare em inglês ou traduzido ao português? Óbvio que em inglês, mas quem tem essa capacidade são poucos. Por isso a tradução é bem vinda.</p>
<p style="text-align: justify;">Para organizar melhor as ideias, os argumentos em favor da dublagem de filmes:</p>
<ul>
<li>dizem que altera a obra original. Isso é bem relativo. Responda-me qual é o filme original e imaculado: a versão que vai para os cinemas (Senhor dos Anéis, 3h de projeção) ou a que está no DVD (Senhor dos Anéis, 3h e MEIA de projeção)? São duas formas de ver e fruir a obra cinematográfica. E a dublagem entra nessa conta.</li>
</ul>
<ul>
<li>a tal fidelidade da obra original vai pelo ralo se você assistir ao filme numa sala de cinema capenga, sem som dolby 5.1 e o diabo a quatro. Pior: o que dizer da minha velha televisão de tubo 29”? Também não serve para o sagrado ato de assistir filmes?</li>
</ul>
<ul>
<li>não nos esqueçamos que a dublagem é um recurso chancelado pelos detentores dos direitos autorais da obra. Ou seja, dublar filme faz parte do trabalho de finalização do mesmo. Quem executa a dublagem é uma empresa terceirizada, mas contratada pelo estúdio. Só para ficar claro: dublar filmes é um modo oficial de entregar a obra cinematográfica ao público, portanto, a alteração da voz é prevista e incentivada.</li>
</ul>
<ul>
<li>Filmes dublados são comuns em países da Europa. Isso por si só não garante nada, mas acompanhe meu raciocínio. Você consegue imaginar que tanta gente é enganada e assiste a filmes de péssima qualidade só porque são dublados?</li>
</ul>
<ul>
<li>se a dublagem for bem feita você se acostuma e logo logo nem perceberá que está ouvindo os atores falando em português.</li>
</ul>
<ul>
<li>por fim, quem gosta de cinema assiste filme de qualquer jeito. O amor pela sétima arte fala por si só.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O que eu prefiro? Legendado, mas se não for possível eu deixo a frescura de lado e encaro a dublagem numa boa.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>P.S.: não acho condenável alguém odiar a dublagem e só assistir a filmes legendados. o &#8216;x&#8217; da questão é levantar bandeira contra a dublagem e fazer campanha contra este recurso. Isto é condenável.</em></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Cavalo de Guerra</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 03:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Steven Spielberg elenco: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Tom Hiddleston país: EUA gênero: drama/guerra ano: 2011 Talvez o diretor mais bem sucedido da Hollywood moderna, Steven Spielberg chega...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cinema10.com.br/upload/image/war-horse-art_510.jpg" alt="" width="184" height="272" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="" width="310" height="30" /></a></p>
<h3>direção: Steven Spielberg<br />
elenco: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Tom Hiddleston<br />
país: EUA<br />
gênero: drama/guerra<br />
ano: 2011</h3>
<p style="text-align: justify;">Talvez o diretor mais bem sucedido da Hollywood moderna, Steven Spielberg chega novamente às telonas, em “Cavalo de Guerra”, com a experiência que lhe é peculiar, ousando na medida certa, apostando em velhas (boas) fórmulas e, claro, deixando que seu talento siga o rumo natural da história.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme conta histórias paralelas passadas no período da 1ª Guerra Mundial, todas costuradas pela presença do inusitado cavalo Joey.</p>
<p style="text-align: justify;">O espectador que se depara com um filme de Spielberg certamente vai ser brindado com um primor de cinema. Claro que muitos de seus projetos não são tão bons no sentido amplo, mas a qualidade técnica cinematográfica impressa pelo diretor é inegável. Se um diretor qualquer faz um filme recheado de clichês, boa parte destes foi criado por Spielberg. E mais: é difícil encontrar diretor que faça um longa tão bom e tão povoado por cenas clichê. É preciso talento e experiência para filmar um cavalo em contra-luz, com o sol nascendo ao fundo e, ainda assim, soar tão belo e encantador. Por isso é que “Cavalo de Guerra”, apesar dos problemas estruturais e do roteiro apenas regular, nos comove e, principalmente, nos proporciona uma excelente experiência cinematográfica.</p>
<p style="text-align: justify;">O roteiro, na verdade, se divide em alguns pedaços interessantes, embora a história principal seja a do garoto inglês Albert (Jeremy Irvine), fascinado e amigo fiel de seu cavalo Joey, que vê seu mundo desmoronar ao ter o cavalo vendido para os oficiais da primeira guerra mundial. A clássica história da separação, após um início em que o filme constrói bem a relação de amizade e cumplicidade dos dois. A partir daí, “Cavalo de Guerra” se transforma na trajetória de Joey para sobreviver à guerra, passando pelas mãos de pessoas más e de outras que criam grande simpatia pelo animal “imortal”. Com isso, mesmo que o princípio do longa seja mais cadenciado, com uma trilha sonora floreada (John Williams, só “pra variar”) e passagens bem amarradas, a sequência nos coloca no trem desgovernado que é uma guerra de grandes proporções.</p>
<p style="text-align: justify;">Spielberg é mestre em criar o clima para que o espectador seja jogado 100% para o ambiente da sua história. E ele não cansa em apelar para seus clichês já conhecidos: travellings grandiosos, alívios cômicos bem pontuados, personagens desacreditados, superação, redenção etc etc. Como disse, a cartilha que o próprio ajudou a criar (E.T., Indiana Jones, Império do Sol, dentre outros filmes) – ou, pelo menos, a tornar agradável. A história do filho e do pai, envolvendo ressentimento e redenção? Opa, porque não?! E os famosos closes no rosto do personagem para pontuar sua reação a cenas impactantes? É claro! (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VS5W4RxGv4s&amp;feature=player_embedded">veja esse vídeo que explica a técnica e como o diretor a emprega em diversos filmes</a>). No momento em que o longa entra na parte mais densa, ele também segue seus bons momentos e revive tempos de grandiosas cenas de batalha, mas dessa vez com esse inusitado “intruso”, o cavalo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em certos momentos, o foco principal não é mais o cavalo, e sim a relação das pessoas perante um cenário tão devastador e delicado, como a guerra, fato que acompanhamos a partir do ponto de vista de alemães, franceses e ingleses. Lições de moral podem ser encontradas na história e até momentos bem bobos, o que talvez atrapalhe um pouco o filme. A identificação com aquelas histórias existe, mas algumas cenas são dispensáveis, pois martelam demais aquilo que já estamos acompanhando desde o começo do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">A classificação de 12 anos e a intenção de fazer um filme “família” pode ser uma explicação para o não aprofundamento em questões mais densas e para o paradoxo que é, em meio à primeira guerra mundial, alemães conversarem entre si em inglês. Ou até mesmo para o fato de que não há uma gota de sangue sequer em todo o filme (é, isso é possível. Spielberg torna isso possível). Mas essa certa leveza é que permite provavelmente a cena mais curiosa e bela do filme, em que dois soldados (um alemão e outro inglês) se unem num campo de batalha para salvar o cavalo.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Tudo Pelo Poder</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 03:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Tudo pelo Poder" pode ser considerado um filme que aborda um tema denso e até polêmico, mas a condução da história nos leva a aceitar o desafio de mergulhar nesse intrigante panorama político de eleições primárias americanas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/tudopelopoder_1.jpg" alt="" width="173" height="254" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-75" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></p>
<h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; letter-spacing: -0.05em; font-family: inherit; font-size: 1.5em; font-style: inherit; vertical-align: baseline; color: #1e1b1a; line-height: 1; text-align: left; padding: 0px;"><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: George Clooney<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: George Clooney, Ryan Gosling, Phillip Seymor-Hoffman, Marisa Tomei, Paul Giamatti<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2011</h3>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Tudo pelo Poder&#8221; pode ser considerado um filme que aborda um tema denso e até polêmico, mas a condução da história nos leva a aceitar o desafio de mergulhar nesse intrigante panorama político de eleições primárias americanas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O filme conta a história do assessor político Steven (Ryan Gosling), que tenta seguir seu rumo entre intrigas políticas e valores pessoais em meio a uma típica eleição conturbada.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">De fato, a temática de &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; é densa, afinal, são 100 minutos falando sobre política. A tarefa pode ser ainda mais cansativa porque o cenário é dos EUA, que tem um sistema eleitoral complexo e estranho a olhares de fora. Mas não é bem assim. O roteiro é muito eficaz ao dar fluidez às cenas políticas, inserindo sempre situações curiosas que envolvem marketing e bastidores de campanha. Quando pensamos que o assunto é sério demais e chato, vem lá uma tirada engenhosa de Paul, o personagem brilhantemente interpretado por Phillip Seymor-Hoffman. Ou então o próprio Steven joga seu charme e preenche a tela com bastante competência.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ainda assim, quem quiser saber como é uma campanha eleitoral americana se dará por satisfeito. Clooney, como diretor, sabe usar bem os atores que tem em cena e os deixa fazer tudo sozinho. Sim, essa também é uma qualidade: não atrapalhar a interpretação do ator, principalmente se estamos falando de talentos como Ryan Gosling e Phillip Seymor-Hoffman.É por isso que fica fácil se transportar para o ambiente do filme, povo ado de pessoas workaholic e personagens importantes para política por trás dos holofotes. Aliás, &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; não é um filme sobre grande nomes de uma corrida eleitoral, e sim sobre como as eleições se encaminham. E nesse percurso diversos questionamentos são jogados na tela: vale tudo para se eleger? É preciso esconder mais fatos do que mostrá-los para poder se eleger? Lealdade é mais importante que inteligência?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Interessante também como o candidato Morris é tratado: super cool e moderno na linha de frente, carinhoso com a esposa e extremamente duro e frio nos momentos mais delicados da campanha. Nuances bem interpretadas por Clooney. Já quanto a Steven, também é interessante perceber como ele vai mudando ao longo do filme e, principalmente, como no jogo político qualquer erro é fatal – como, aliás, ele próprio diz em certo momento. Um mundo repleto de gente preparada para jogar todas as fichas a qualquer momento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; também entra num terreno espinhoso ao glorificar os democratas em oposição aos bad guys republicanos, que pode gerar problemas para os mais radicais americanos. Isso fica mais claro no momento em que a campanha de Norris precisa apelar e jogar sujo, o que é rapidamente associado ao modo normal de atuação dos republicanos. Não quero entrar em questões políticas mais diretas, no entanto, é importante pontuar essa questão. De qualquer forma, isso pode ser encarado como aquela velha máxima de que todo político é igual e corrupto – o que, convenhamos, não é a forma mais inteligente de encarar a coisa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">[SPOILER] P.S.: as pessoas falam tão mal de dublagem, mas a legendagem brasileira anda mal das pernas. Lamentável várias passagens do filme, em que o que saía da boca do personagem era bem diferente do que se lia na tela. O principal erro é quando Molly diz: &#8220;i&#8217;m in trouble&#8221; e a legenda manda um &#8220;eu estou grávida&#8221;, antecipando o que só seria revelado no final da cena – e de forma bem mais discreta. [SPOILER]</div>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Tudo pelo Poder&#8221; pode ser considerado um filme que aborda um tema denso e até polêmico, mas a condução da história nos leva a aceitar o desafio de mergulhar nesse intrigante panorama político de eleições primárias americanas.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme conta a história do assessor político Steven (Ryan Gosling), que tenta seguir seu rumo entre intrigas políticas e valores pessoais em meio a uma típica eleição conturbada.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, a temática de &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; é densa, afinal, são 100 minutos falando sobre política. A tarefa pode ser ainda mais cansativa porque o cenário é dos EUA, que tem um sistema eleitoral complexo e estranho a olhares de fora. Mas não é bem assim. O roteiro é muito eficaz ao dar fluidez às cenas políticas, inserindo sempre situações curiosas que envolvem marketing e bastidores de campanha. Quando pensamos que o assunto é sério demais e chato, vem lá uma tirada engenhosa de Paul, o personagem brilhantemente interpretado por Phillip Seymor-Hoffman. Ou então o próprio Steven joga seu charme e preenche a tela com bastante competência.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, quem quiser saber como é uma campanha eleitoral americana se dará por satisfeito. Clooney, como diretor, sabe usar bem os atores que tem em cena e os deixa fazer tudo sozinho. Sim, essa também é uma qualidade: não atrapalhar a interpretação do ator, principalmente se estamos falando de talentos como Ryan Gosling e Phillip Seymor-Hoffman.É por isso que fica fácil se transportar para o ambiente do filme, povoado de pessoas w<em>orkaholic</em> e personagens importantes para política por trás dos holofotes. Aliás, &#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; não é um filme sobre grande nomes de uma corrida eleitoral, e sim sobre como as eleições se encaminham. E nesse percurso diversos questionamentos são jogados na tela: vale tudo para se eleger? É mais importante esconder fatos do que mostrá-los para poder se eleger? Lealdade é mais importante que inteligência?</p>
<p style="text-align: justify;">Interessante também como o candidato Morris é tratado: super cool e moderno na linha de frente, carinhoso com a esposa e extremamente duro e frio nos momentos mais delicados da campanha. Nuances bem interpretadas por Clooney. Já quanto a Steven, também é interessante perceber como ele vai mudando ao longo do filme e, principalmente, como no jogo político qualquer erro é fatal – como, aliás, ele próprio diz em certo momento. Um mundo repleto de gente preparada para jogar todas as fichas a qualquer momento.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Tudo Pelo Poder&#8221; também entra num terreno espinhoso ao glorificar os democratas em oposição aos <em>bad guys </em>republicanos, que pode gerar problemas para os mais radicais americanos. Isso fica mais claro no momento em que a campanha de Norris precisa apelar e jogar sujo, o que é rapidamente associado ao modo normal de atuação dos republicanos. Não quero entrar em questões políticas mais diretas, no entanto, é importante pontuar essa questão. De qualquer forma, isso pode ser encarado como aquela velha máxima de que todo político é igual e corrupto – o que, convenhamos, não é a forma mais inteligente de encarar a coisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">[SPOILER]</span></strong> P.S.: as pessoas falam tão mal de dublagem, mas a legendagem brasileira anda mal das pernas. Lamentável várias passagens do filme, em que o que saía da boca do personagem era bem diferente do que se lia na tela. O principal erro é quando Molly diz: &#8220;i&#8217;m in trouble&#8221; e a legenda manda um &#8220;eu estou grávida&#8221;, antecipando o que só seria revelado no final da cena – e de forma bem mais discreta. <span style="color: #ff0000;"><strong>[SPOILER]</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></span></p>
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		<title>Os melhores discos de 2011</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 03:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O melhor da música em 2011. Vai perder?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.wfuv.org/sites/default/files/imagecache/audio_archive/audioarchives/photos/gomez.jpg" alt="" width="495" height="297" /></p>
<p><strong>10 &#8211; <em>Whatever&#8217;s On Your Mind</em>, por Gomez</strong></p>
<p><strong>O grupo não é tão conhecido por essas bandas, mas vale conferir pelas boas pérolas pop com pitadas de <em>alternative</em>. Nesse disco, pende mais para as melodias assobiáveis, mas nem por isso descartável.</strong></p>
<p><strong>9 &#8211; <em>Ashes &amp; Fire</em>, por Ryan Adams</strong></p>
<p><strong>A nova velha salvação do folk americano, Ryan é o típico esquizofrênico musical &#8211; até disco de metal ele já gravou. Mas em Ashes &amp; Fire ele mostra porque é um compositor e tanto, trilhando com desenvoltura o caminho dos violões de boas melodias e letras.</strong></p>
<p><strong>8 &#8211; <em>The King of Limbs</em>, por Radiohead</strong></p>
<p><strong>Como desconsiderar um disco do Radiohead? A primeira impressão é péssima, mas depois o disco vai crescendo e&#8230; pronto! Você é fisgado por músicas como &#8220;Lotus Flower&#8221; e &#8220;Little By Little&#8221; e tudo faz sentido.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="425" height="350" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BlHfXAxeO8o" /><embed width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/BlHfXAxeO8o" /></object></strong></p>
<p><strong>7 &#8211; <em>Mine Is Yours</em>, por Cold War Kids</strong></p>
<p><strong>A banda liderada por Nathan Willet já tinha lançada um ótimo disco de estreia, mas patinou na sequência. Mine is Yours é o terceiro dos caras e tem uma intensidade e urgência nas melodias que casa muito bem com todo o resto simples e direto.</strong></p>
<p><strong>6 &#8211; <em>Noel Gallagher&#8217;s High Flying Birds</em>, por Noel Gallagher&#8217;s High Flying Birds</strong></p>
<p><strong>Ele demorou um pouco mais que o irmão briguento, mas valeu a espera. Grande compêndido de rock e pop, sem pressa e recheado de hits que enchem a sua cabeça logo de cara. Não dá para passar em branco com Noel &#8211; e nesse caso é no bom sentido.</strong></p>
<p><strong>5 &#8211; <em>Velociraptor!</em>, por Kasabian</strong></p>
<p><strong>Quando você acha que o Kasabian está por fora&#8230; Petardo rock dançante de primeira, sem rodeios ou maneirismos. Os caras apostam alto nas guitarras e no balanço, mas o resultado vai longe do convencional.</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1364" title="monkeys" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/monkeys.jpg" alt="monkeys" width="510" height="267" /><br />
</strong></p>
<p><strong>4 &#8211; <em>Suck and See</em>, por Arctic Monkeys</strong></p>
<p><strong>A idade chegou? Pode até ser, mas ela fez um bem danado a Alex Turner e companhia. As melodias são cuidadosamente buriladas, na maior tranquilidade e sem deixar que a chama do rock se apague.</strong></p>
<p><strong>3 &#8211; <em>El Camino</em>, por Black Keys</strong></p>
<p><strong>A intensidade das guitarras e da bateria do Black Keys fazem qualquer um balançar a perna para acompanhar a melodia. Quando não é o caso de sair dançando por aí. Discão de rock, rápido, cru e direto para ouvidos dos mais variados.</strong></p>
<p><strong>2 &#8211; <em>What Did You Expect From The Vaccines?</em>, por The Vaccines</strong></p>
<p><strong>Uma mistura tão simples e eficaz de Ramones e Jesus And Mary Chain, o Vaccines rompeu o ceú da música pop em 2011 como se fosse a última salvação do rock. Quem se importa se é verdade? Como disse <a href="http://www.cafecompop.com/2011/03/discoteca-3-strokes-volta-irregular-e-the-vaccines-debuta-arrasador/" target="_blank">aqui</a> &#8220;oVaccines não vai salvar o rock, mas tenho certeza que vai abalar seu fim de semana. Já é grande coisa&#8221;.</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
<div id="attachment_1365" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1365" title="dave_grohl02" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/dave_grohl02.jpg" alt="dave_grohl02" width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">&quot;Seriously? Foo Fighters?&quot;</p></div>
<h3><strong>1 &#8211; <em>Wasting Light</em>, por Foo Foghters</strong></h3>
<p>Se alguém me dissesse &#8220;me indique uma banda de rock&#8221;, com certeza eu diria Foo Fighters. E ainda indicaria Wasting Light, para ouvir bem alto em qualquer situação. É impossível enquadrar esse disco num sub-gênero do rock, pois Dave Ghrol e banda armaram o circo de três guitarras (no talo) para cravar de vez o que é rock &#8216;n roll.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZKcfQrgtLSU" /><embed width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/ZKcfQrgtLSU" /></object></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
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		<title>Os melhores filmes de 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 03:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2011/12/A-Pele-Que-Habito-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1353" title="A-Pele-Que-Habito-3" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2011/12/A-Pele-Que-Habito-3.jpg" alt="" width="640" height="333" /></a>10 &#8211; Super 8</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não se trata de uma obra prima nem muito menos o novo &#8220;Os Goonies&#8221; &#8211; como muitos se apressaram em cravar -, mas é um belo exemplar de filme de aventura convincente e bem realizado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">9 &#8211; Passe Livre</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os Irmãos Farrelly atacam novamente e entregam uma comédia que rende boas risadas e não apela em nenhum momento. Destaque para Owen Wilson e o roteiro, muito bem amarrado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">8 &#8211; Tetro</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O filme passou batido para muita gente, mas não dá para desconsiderar um trabalho feito por Francis Ford Coppola. A direção, aliás, é o ponto alto do longa, que tem também ótima atuação de Vicent Galo e um roteiro mais do que especial.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">7 &#8211; Vejo Você no Próximo Verão</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A estreia de Philip Seymour-Hoffman na direção empolga do início ao fim. Ele dirige uma história bem simples, mas tocante do ponto de vista humano, em que o próprio Hoffman encarna um tipo solitário e bem divertido.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">6 &#8211; Inverno da Alma</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esse é da leva dos candidatos ao Oscar, mas que só estrearam aqui em 2011. Filme intenso que traz Jeniffer Lawrence dominando a tela como se fosse uma veterana. Destaque ainda para o ótimo roteiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">5 &#8211; Um Conto Chinês</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ricardo Darín em cena. Eu poderia encerrar o comentário apenas com a frase anterior, mas é preciso também destacar a beleza de um filme que se constrói naturalmente através da relação de dois desconhecidos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">4 &#8211; Medianeras</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não, Medianeras não está aqui para provar que o cinema argentino é muito mais que Ricardo Darín. Está aqui porque é uma linda história de amor, sem muitas teorizações a respeito, que é contada de maneira muito fluída.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">3 &#8211; Cisne Negro</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Uma história intensa, filmada de forma segura e igualmente voraz. Aronofsky pesa a mão de propósito &#8211; e acerta em cheio. É até clichê destacar a bela atuação de Natalie Portman, mas porque não!?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">2 &#8211; A Pele Que Habito</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando a gente acha que já viu de tudo vindo de um mestre como Almodóvar, ele vem de lá e nos entrega os mesmos temas contados de forma tão única e precisa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">1 &#8211; Meia Noite em Paris</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Woody Allen vinha de trabalhos pouco empolgantes, como se estivesse nos preparando para um dos grandes êxitos de sua carreira. Aí em 2011 ele bota o pé na porta e nos joga no meio dessa história brilhante, cheia de nostalgia, belas cenas e um roteiro primoroso. Não dá para não se encantar.</div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1361" title="super8b" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2012/01/super8b.jpg" alt="super8b" width="563" height="263" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.cafecompop.com/2011/08/critica-de-filme-super-8-2011/" target="_blank">10 &#8211; Super 8</a></strong></p>
<p>Não se trata de uma obra prima nem muito menos o novo &#8220;Os Goonies&#8221; &#8211; como muitos se apressaram em cravar -, mas é um belo exemplar de filme de aventura convincente e bem realizado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>9 &#8211; Passe Livre</strong></p>
<p>Os Irmãos Farrelly atacam novamente e entregam uma comédia que rende boas risadas e não apela em nenhum momento. Destaque para Owen Wilson e o roteiro, muito bem amarrado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.cafecompop.com/2011/01/critica-de-filme-tetro-2009/" target="_blank">8 &#8211; Tetro</a></strong></p>
<p>O filme passou batido para muita gente, mas não dá para desconsiderar um trabalho feito por Francis Ford Coppola. A direção, aliás, é o ponto alto do longa, que tem também ótima atuação de Vicent Galo e um roteiro mais do que especial.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://reviewmag.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Vejo-Voc%C3%AA-no-Pr%C3%B3ximo-Ver%C3%A3o.jpg" alt="" width="600" height="243" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>7 &#8211; Vejo Você no Próximo Verão</strong></p>
<p>A estreia de Philip Seymour-Hoffman na direção empolga do início ao fim. Ele dirige uma história bem simples, mas tocante do ponto de vista humano, em que o próprio Hoffman encarna um tipo solitário e bem divertido.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>6 &#8211; Inverno da Alma</strong></p>
<p>Esse é da leva dos candidatos ao Oscar, mas que só estrearam aqui em 2011. Filme intenso que traz Jeniffer Lawrence dominando a tela como se fosse uma veterana. Destaque ainda para o ótimo roteiro.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>5 &#8211; Um Conto Chinês</strong></p>
<p>Ricardo Darín em cena. Eu poderia encerrar o comentário apenas com a frase anterior, mas é preciso também destacar a beleza de um filme que se constrói naturalmente através da relação de dois desconhecidos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cinelente.files.wordpress.com/2011/07/medianeras.jpg" alt="" width="567" height="210" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.cafecompop.com/2011/09/critica-de-filme-medianeras-2011/" target="_blank">4 &#8211; Medianeras</a></strong></p>
<p>Não, Medianeras não está aqui para provar que o cinema argentino é muito mais que Ricardo Darín. Está aqui porque é uma linda história de amor, sem muitas teorizações a respeito, que é contada de maneira muito fluída.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.cafecompop.com/2011/02/critica-de-filme-cisne-negro-2010/" target="_blank">3 &#8211; Cisne Negro</a></strong></p>
<p>Uma história intensa, filmada de forma segura e igualmente voraz. Aronofsky pesa a mão de propósito &#8211; e acerta em cheio. É até clichê destacar a bela atuação de Natalie Portman, mas porque não!?</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.cafecompop.com/2011/11/critica-de-filme-a-pele-que-habito-2011/" target="_blank">2 &#8211; A Pele Que Habito</a></strong></p>
<p>Quando a gente acha que já viu de tudo vindo de um mestre como Almodóvar, ele vem de lá e nos entrega os mesmos temas contados de forma tão única e precisa.</p>
<h3 style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://www.memoriacinematografica.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/07/Meia-Noite-em-Paris.jpg" alt="" width="564" height="180" /></h3>
<h3 style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.cafecompop.com/2011/06/critica-de-filme-meia-noite-em-paris-2011/" target="_blank">1 &#8211; Meia Noite em Paris</a></strong></h3>
<p>Woody Allen vinha de trabalhos pouco empolgantes, como se estivesse nos preparando para um dos grandes êxitos de sua carreira. Aí em 2011 ele bota o pé na porta e nos joga no meio dessa história brilhante, cheia de nostalgia, belas cenas e um roteiro primoroso. Não dá para não se encantar.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/XJpvazUIMVM" /><embed width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/XJpvazUIMVM" /></object></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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