Quanto um artista da música ganha na internet?

16, abril, 2010 admin 1 comentário
Que a música mudou bastante com a internet, isso ninguém duvida. Modos de distribuição, produção, conversão e audição foram modificados pelo o que o público tratou de fazer dela. A música hoje é outra, muito diferente daquilo que conhecemos há 20 anos, por exemplo. E para sobreviver nesse mundo?
Uns dizem que é bem mais simples – e de fato é. É mais fácil distribuir e gravar, por exemplo. É mais fácil fazer com que as pessoas ouçam suas músicas. Mas… Essa facilidade gera quanto financeiramente para o artista? As novas bandas, que parecem ser as que mais soltam fogos com as facilidades da internet, lutam muito e ganham pouquíssimo. Claro, com essa aproximação com o público, fica mais viável marcar shows e levar um trocado com isso, mas fazer dinheiro com música hoje está cada vez difícil.
Pelo menos é o que mostra o gráfico abaixo, uma produção cuidadosa do pesquisador David McCandless. Ele reuniu dados de várias fontes da internet e chegou aos resultados abaixo: quanto um artista da música ganha na internet? (obviamente, o estudo não é definitivo e exclui gigantes da indústria, como Lady Gaga). Veja, analise e compartilhe suas idéias nos comentários.

Que a música mudou bastante com a internet, isso ninguém duvida. Modos de distribuição, produção, conversão e audição foram modificados pelo o que o público tratou de fazer dela. A música hoje é outra, muito diferente daquilo que conhecemos há 20 anos, por exemplo. E para sobreviver nesse mundo?

Uns dizem que é bem mais simples – e de fato é. É mais fácil distribuir e gravar, por exemplo. É mais fácil fazer com que as pessoas ouçam suas músicas. Mas… Essa facilidade gera quanto financeiramente para o artista? As novas bandas, que parecem ser as que mais soltam fogos com as facilidades da internet, lutam muito e ganham pouquíssimo. Claro, com essa aproximação com o público, fica mais viável marcar shows e levar um trocado com isso, mas fazer dinheiro com música hoje está cada vez difícil.

Pelo menos é o que mostra o gráfico abaixo, uma produção cuidadosa do pesquisador David McCandless. Ele reuniu dados de várias fontes da internet e chegou aos resultados abaixo: quanto um artista da música ganha na internet? (obviamente, o estudo não é definitivo e exclui gigantes da indústria, como Lady Gaga). Veja, analise e compartilhe suas idéias nos comentários.

Crítica de Filme – Um Homem Sério (2009)

12, abril, 2010 admin 2 comentários

nota091

direção: Joel e Ethan Coen
elenco: Michael Sthulbarg, Richard Kind, Sari Lennik
país: EUA
gênero: drama/comédia
ano: 2009
título original: A Serious Man

Assim como outros grandes diretores, assistir a filmes dos irmãos Coen é sempre uma experiência própria. Mesmo que o filme de alguma maneira não seja bom, você sabe que está vendo uma história de Joel e Ethan Coen e, claro, em “Um Homem Sério” não é diferente.

“Um Homem Sério” segue a história do professor de física Larry Gopnik (Michael Sthulbarg), que vive uma vida perfeitamente linear, com mulher e filhos, mas que vê sua trajetória mudar devido a uma série de acontecimentos estranhos.

Como base, os irmãos Coen usam o drama de uma família típica de classe média americana, só que aqui estamos falando da década de 70. Assim como vimos em diversos outros longas, como “Foi Apenas um Sonho” ou “Beleza Americana”, a rotina dessa família é o centro da história, mesmo que o protagonista seja mesmo Larry.

Porém, “Um Homem Sério” não aposta somente no drama, ele vai além e trata o assunto de maneira divertida, mais pelo surreal do que pelas piadas. O filme faz rir pelo ridículo de várias situações, mas não tem uma piada sequer.

Larry é o cara que vive bem sua vida hermeticamente perfeita. E aí surgem os pontos de conflito do filme, que são muito bem trabalhados por um roteiro afiado, que nunca perde o fio da meada das cenas. As situações na vida de Larry vão acontecendo de forma que ninguém acredita que está acontecendo e nem mesmo o próprio, isto é, apesar de serem problemas típicos que podem acontecer com qualquer um, o espectador parece não acreditar que estão acontecendo justamente com Larry. E é aí que ele enfrenta um caso de suborno, a separação da mulher, os problemas com o filho, seu irmão estranho etc.

Para que tudo isso dê certo é fundamental três pontos. Primeiro, a bela atuação de Michael como um Larry afundado em seus problemas, com seus óculos característicos e suas contas. Ah, as contas, a física e a matemática, uma metáfora perfeita para o não controle que ele tem para a própria vida. Segundo, a direção de arte é perfeita, não apenas por conseguir retratar a década de 70, mas por se conectar ao fluxo de acontecimentos do filme. As casas e salas são organizadas de maneira obsessiva, limpas e bem formadas. Só se alteram de acordo com o roteiro, com o que a história clama para ter em cena. Esse casamento é ainda mais perfeito quando pensamos na direção dos Coen, que também acompanham essa exatidão da trama. A câmera é lenta e deixa ótimas lacunas para o espectador, mas em momento nenhum torna o filme chato. A sugestão dá o tom.

E aí entra o sarcasmo de Joel e Ethan, que brincam com tudo, desde a loucura de um homem gordo, até o judaísmo. Pitadas de autobiografia dão o tom, sempre com um texto afiado e um humor negro, é verdade, mas sem ultrapassar o patamar do ridículo.

Faça um tour virtual pela Calçada da Fama de Hollywood

7, abril, 2010 admin 3 comentários
Quem nunca teve vontade de conhecer Los Angeles e seu famoso ar cinematográfico? Pelo menos para os amantes do cinema, esse sonho parece óbvio. Andar pelas ruas cheias de famosos ou pretensos famosos, esbarrar com uma estrela no supermercado na hora da compra do dia etc. E a calçada da fama? Pode parecer sem sentido, mas é um passeio e tanto. Pelo menos você poderá fazer isso sem sair de casa.
É que o Los Angeles Times, um dos principais jornais americanos, construiu um infográfico detalhado da Calçada da Fama. Tem de tudo: as ruas, as estrelas, os autógrafos e biografia de cada um. Não é a mesma coisa de pisar no mesmo solo de Beth Davis ou Greta Garbo, ou passar a mão no mesmo lugar onde um dia o mestre Marlon Branco pisou, mas tem lá seu sentido. Dá para conhecer pelo menos a lógica da calçada e como tudo funciona. O Tour virtual mostra, por exemplo, que diversas personalidades das artes de entretenimento têm seu espaço por lá: de cantores de jazz, passando por diretores de cinema até chegar a atores mundialmente famosos. Um mosaico da cultura pop dos últimos 50 anos ou mais.
E tem coisas bem interessantes: Greta Garbo é vizinha de solo de Ricky Martin e Olivia Newton-John; Marlon Brando fica escondido no final de uma rua; Elvis e The Beatles ficam lado a lado, num local de destaque; Chuck Norris e o Pica-Pau ficam a uma estrela de distância; e por aí vai.
É só acessar esse link e perder alguns minutos virtuais. Não vai fazer tanta falta assim…

Quem nunca teve vontade de conhecer Los Angeles e seu famoso ar cinematográfico? Pelo menos para os amantes do cinema, esse sonho parece óbvio. Andar pelas ruas cheias de famosos ou pretensos famosos, esbarrar com uma estrela no supermercado na hora da compra do dia etc. E a calçada da fama? Pode parecer sem sentido, mas é um passeio e tanto. Pelo menos você poderá fazer isso sem sair de casa.

É que o Los Angeles Times, um dos principais jornais americanos, construiu um infográfico detalhado da Calçada da Fama. Tem de tudo: as ruas, as estrelas, os autógrafos e biografia de cada um. Não é a mesma coisa de pisar no mesmo solo de Beth Davis ou Greta Garbo, ou passar a mão no mesmo lugar onde um dia o mestre Marlon Branco pisou, mas tem lá seu sentido. Dá para conhecer pelo menos a lógica da calçada e como tudo funciona. O Tour virtual mostra, por exemplo, que diversas personalidades das artes de entretenimento têm seu espaço por lá: de cantores de jazz, passando por diretores de cinema até chegar a atores mundialmente famosos. Um mosaico da cultura pop dos últimos 50 anos ou mais.

E tem coisas bem interessantes: Greta Garbo é vizinha de solo de Ricky Martin e Olivia Newton-John; Marlon Brando fica escondido no final de uma rua; Elvis e The Beatles ficam lado a lado, num local de destaque; Chuck Norris e o Pica-Pau ficam a uma estrela de distância; e por aí vai.

É só acessar esse link e perder alguns minutos virtuais. Não vai fazer tanta falta assim…

Crítica de Filme – Coração Louco (2009)

5, abril, 2010 admin 5 comentários
Embora tenha inúmeros acertos, é impossível dissociar o êxito de “Coração Louco” da atuação irreparável de Jeff Bridges. Adotando uma postura única, mas que reflete a trajetória de diversos artistas ao redor do mundo, o filme consegue criar uma ótima história em seu componente humano.
“Coração Louco” é a história de Bad Blake (Jeff Bridges), um velho cantor de country que roda os EUA tocando em locais decadentes, transando com mulheres duvidosas e bebendo muito. Vê sua trajetória mudar ao conhecer a jornalista Jean (Maggie Gyllenhall) e reencontrar o antigo parceiro Tommy Sweet (Collin Farell).
Basta ver o trailer de “Coração Louco” pra perceber uma semelhança óbvia com outro longa, “O Lutador”. A comparação me parece inevitável, ainda mais que o intervalo entre o lançamento de um e do outro aqui no Brasil foi de apenas um ano. Os dois tem sua trama baseada na trajetória de auto-conhecimento e mudança de um homem. Não que essa mudança seja da água para o vinho; de forma alguma, mas apenas ambos passam de um estado de acomodação e aceitação da vida para um estado de questionamento pessoal. Micley Rourke é fenomenal em seu filme, assim como Bridges, e ambos conseguem pontuar de forma brilhante as nuances de seus personagens. Não vou me alongar mais nesse assunto, mas você pode ler aqui a crítica de “O Lutador”.
Aqui, Bridges é o cantor em decadência, o trapo humano que percorre as estradas americanas e bebe um gole de uísque a cada intervalo de uma baforada de cigarro. A personificação em decadência, ainda mais quando o vemos chegar aos locais toscos em que toca: salão de boliche, botecos etc. No entanto, essa é apenas uma faceta do homem, já que num passado longíquo ele já fez muito sucesso. Gastou tudo em mulheres e bebida, e vive um momento de total entrega a esse universo. Asituação só muda quando ele enfrenta dois fatos: conhece uma bela e sedutora jornalista, Jean, muitos anos mais jovem que ele; e reencontra o antigo amigo e também cantor Tommy, o qual ainda insiste em formar parceria com ele.
Bridges encarna o verdadeiro Bad Blake, um badass de verdade. Rouco, de andar trôpego, bêbado e pronto para qualquer parada. Típico dos bares de beira de estrada dos EUA. É o espaço perfeito para Bridges expor seu talento, criando um personagem único e ao mesmo tempo uma síntese de “rock stars” (no sentigo clichê da palavra: sexo, drogas e rock n roll) do mundo todo. Ele não fala, grune. Não anda, rasteja. Não canta, encanta. É assim o mundo de Blake: de bar em bar, tocando sempre para públicos decantes suas antigas músicas de sucesso. Na direção, Scott Cooper faz o trabalho mais óbvio do mundo: prepara a tela para o grande astro brilhar: Jeff Bridges. Não há muito o que fazer, basta ligar a câmera e deixar que a trama e Bad falem por si só.
O roteiro é bem simples e explora essas duas questões na vida de Bad – embora outra apareça durante o filme, mas não seja explorada: o caso amoroso com Jean e a parceria com Tommy. Na primeira situação, ambos estão em momentos parecidos da vida, ocasião que torna o destino a explicação perfeita para o encontro. A jornalista que vira a amante, o artista que vira amante. Maggie é uma atriz no máximo esforçada e não consegue acompanhar o tom dramático do filme. Uma pena. Já Collin Farell simplesmente resolve largar de mão e faz de Tommy um tipo parecido com ele próprio: famoso, desligado e preocupado com o futuro (financeiro) de sua carreira. Nada muito distante do mundo glamuroso de Hollywood. E Bad, claro, costura sua vida pré-60 anos dividido entre essas duas questões: o amor de Jean e a parceira com Tommy.
É essa simplicidade, portanto, que faz com que a trama siga seu rumo natural. É até compreensível que já saibamos como a história vai se desenrolar – e isso não parece ser um problema. O que importa está ali: a história de um homem em busca de sua própria identidade, perdida em meio a acontecimentos que ele julgava como naturais. E, claro, um astro em sua atuação plena.

nota091

direção: Scott Cooper
elenco: Jeff Bridges, Maggie Gyllenhall, Robert Duvall, Collin Farell
país: EUA
gênero: drama
ano: 2009
título original: Crazy Heart

Embora tenha inúmeros acertos, é impossível dissociar o êxito de “Coração Louco” da atuação irreparável de Jeff Bridges. Adotando uma postura única, mas que reflete a trajetória de diversos artistas ao redor do mundo, o filme consegue criar uma ótima história em seu componente humano.

“Coração Louco” é a história de Bad Blake (Jeff Bridges), um velho cantor de country que roda os EUA tocando em locais decadentes, transando com mulheres duvidosas e bebendo muito. Vê sua trajetória mudar ao conhecer a jornalista Jean (Maggie Gyllenhall) e reencontrar o antigo parceiro Tommy Sweet (Collin Farell).

Basta ver o trailer de “Coração Louco” pra perceber uma semelhança óbvia com outro longa, “O Lutador”. A comparação me parece inevitável, ainda mais que o intervalo entre o lançamento de um e do outro aqui no Brasil foi de apenas um ano. Os dois tem sua trama baseada na trajetória de auto-conhecimento e mudança de um homem. Não que essa mudança seja da água para o vinho; de forma alguma, mas apenas ambos passam de um estado de acomodação e aceitação da vida para um estado de questionamento pessoal. Micley Rourke é fenomenal em seu filme, assim como Bridges, e ambos conseguem pontuar de forma brilhante as nuances de seus personagens. Não vou me alongar mais nesse assunto, mas você pode ler aqui a crítica de “O Lutador”.

Aqui, Bridges é o cantor em decadência, o trapo humano que percorre as estradas americanas e bebe um gole de uísque a cada intervalo de uma baforada de cigarro. A personificação em decadência, ainda mais quando o vemos chegar aos locais toscos em que toca: salão de boliche, botecos etc. No entanto, essa é apenas uma faceta do homem, já que num passado longíquo ele já fez muito sucesso. Gastou tudo em mulheres e bebida, e vive um momento de total entrega a esse universo. Asituação só muda quando ele enfrenta dois fatos: conhece uma bela e sedutora jornalista, Jean, muitos anos mais jovem que ele; e reencontra o antigo amigo e também cantor Tommy, o qual ainda insiste em formar parceria com ele.

Bridges encarna o verdadeiro Bad Blake, um badass de verdade. Rouco, de andar trôpego, bêbado e pronto para qualquer parada. Típico dos bares de beira de estrada dos EUA. É o espaço perfeito para Bridges expor seu talento, criando um personagem único e ao mesmo tempo uma síntese de “rock stars” (no sentigo clichê da palavra: sexo, drogas e rock n roll) do mundo todo. Ele não fala, grune. Não anda, rasteja. Não canta, encanta. É assim o mundo de Blake: de bar em bar, tocando sempre para públicos decantes suas antigas músicas de sucesso. Na direção, Scott Cooper faz o trabalho mais óbvio do mundo: prepara a tela para o grande astro brilhar: Jeff Bridges. Não há muito o que fazer, basta ligar a câmera e deixar que a trama e Bad falem por si só.

O roteiro é bem simples e explora essas duas questões na vida de Bad – embora outra apareça durante o filme, mas não seja explorada: o caso amoroso com Jean e a parceria com Tommy. Na primeira situação, ambos estão em momentos parecidos da vida, ocasião que torna o destino a explicação perfeita para o encontro. A jornalista que vira a amante, o artista que vira amante. Maggie é uma atriz no máximo esforçada e não consegue acompanhar o tom dramático do filme. Uma pena. Já Collin Farell simplesmente resolve largar de mão e faz de Tommy um tipo parecido com ele próprio: famoso, desligado e preocupado com o futuro (financeiro) de sua carreira. Nada muito distante do mundo glamuroso de Hollywood. E Bad, claro, costura sua vida pré-60 anos dividido entre essas duas questões: o amor de Jean e a parceira com Tommy.

É essa simplicidade, portanto, que faz com que a trama siga seu rumo natural. É até compreensível que já saibamos como a história vai se desenrolar – e isso não parece ser um problema. O que importa está ali: a história de um homem em busca de sua própria identidade, perdida em meio a acontecimentos que ele julgava como naturais. E, claro, um astro em sua atuação plena.

Crítica de Filme – Amor Extremo (2009)

31, março, 2010 admin 3 comentários

Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.
O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.
Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.
Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “…E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.
Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.
Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.

nota091

 

direção: John Maybury
elenco: Cillian Murphy, Mathews Rhys, Siena Miller, Keira Knightley
país: Inglaterra
gênero: drama/romance
ano: 2009
título original: The Edge of Love

Filmes ambientados na Segunda Guerra parecem já estar saturados. “Amor Extremo” corre esse risco ao apostar no conflito como pano de fundo, mas acerta em cheio ao trazer grandes atuações, uma história de amor diferente e uma plástica cinematográfica de fazer inveja.

O filme conta a história de um conturbado “quadrado amoroso”, vivido pelo poeta Dylan Thomas (Mathew Rhys), pela bela Caitilin (Siena Miller), pela não menos bela e cantora Vera Phillips (Keira Knightley) e pelo soldado Willian Killick (Cillian Murphy). A trama se desenvolve através do antigo caso de amor entre Dylan e Vera, enquanto Caitilin é apaixonada por ele e William é louco por Vera.

Numa análise geral, “Amor Extremo” é divido em duas partes, seja na adoção da fotografia e técnica em geral, seja na própria trama. Num primeiro momento, Vera é a cantora dos sonhos dos soldados ingleses. Ela (en)canta em locais públicos e entoa canções para o entretenimento dos sofridos soldados que lutam na guerra. É numa dessas noitadas que ela reencontra um antigo amor de adolescência, Vera. Ele e sua atual mulher, Caitilin, são bem descolados, vivem aos tapas e beijos e ela tem ciúme da concorrente, mas leva numa boa. Enquanto isso, o soldado William entra na história como um eterno apaixonado, fazendo juras de amor a Vera, balançando o coração da moça.

Nessa primeira etapa, o diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. Tem o mocinho, a mocinha e o boêmio. A mocinha deve escolher entre o amor antigo e uma nova paixão. O antigo é aventureiro, poeta e boêmio. O novo é romântico e estável na vida. Os contrastes são muito bem apresentados por Maybury, principalmente na fotografia. Essa sim é bela, pula na tela e pinta corações apaixonados e poesias entoadas com louvor. Várias tomadas evocam filmes que até hoje não saem da cabeça dos amantes do cinema – é impossível não relacionar uma cena de beijo entre Vera e William à alguns momentos de “…E o Vento Levou”. É uma homenagem, uma referência clara e muito bem trabalhada. Percebam a primeira cena do longa: a imagem de Vera em soft focus berrante, exatamente como era usual nos filmes da década de 30 e 40.

Os batons vermelhos, cigarros, posições lânguidas, poesias, paixão e amor são substituídas por um cenário melancólico. É assim a segunda parte do filme, passada quase que totalmente numa paisagem desoladora no País de Gales. Claro, isso tudo reflete às situações que a própria trama impõe e como a vida dos quatro se encaminha. É momento das poesias de Dylan tomarem um caráter mais sombrio. A sensualidade de Vera é substituída por roupas largas e menos languidez. Infelizmente não dá para contar o porquê da mudança – você verá isso claramente no filme -, mas o diretor consegue pontuar muito bem essa passagem, ainda mais se formos considerar que essa divisão é apenas reflexo da própria relação dos quatro, principalmente de Vera, Dylan e Caitilin.

Com esse viés de homenagem ao cinema clássico de romance, “Amor Extremo” ainda consegue balancear isso com uma segundo momento mais tenso e psicológico, embora em nenhum momento se perca em sua própria teia dramática.

Crítica de Filme – O Livro de Eli (2010)

29, março, 2010 admin 9 comentários

nota06

direção: Hughes Brothers
elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Mili Kuns, Tom Waits
país: EUA
gênero: drama/ficção científica
ano: 2010
título original: The Book Of Eli

“O Livro de Eli” trata de um assunto comum a todos, mesmo que se passe num futuro distante de tudo que vivemos. Terra arrasada, humanos desprezíveis e interesses em conflito, a verdade é que o filme mostra a velha e surrada luta entre o bem e o mal.
O longa é a história de Eli (Denzel Washington), que vaga pelo mundo pós-aprocalíptico e protege um livro misterioso. Ao chegar a uma vila, vê seus planos dificultados pelo ganancioso Carnegie (Gary Oldman), que pretende usar o tal livro para fins pessoais.
O centro da história é o tal livro – que, na verdade, tem seu conteúdo revelado logo, mas não vou contar aqui – e como pessoas de mundos diferentes podem utilizá-lo. A velha história de que nada na vida é bom ou ruim, desde que sofra a influência do homem. Verdade. Mas jogar com essa premissa do começo ao fim não é bem a melhor maneira de contar a história em “O Livro de Eli”. Claramente repousando em lugares opostos na trama, Oldman e Washington atuam de forma linear, apenas esse último consegue um pouco mais de êxito. O embate entre as duas realidades traz sempre um Eli concentrado, determinado e pronto para qualquer tipo de batalha. Já Carnegie se apresenta afoito e obcecado pelo objeto, como todo vilão básico é em histórias clichês – sim, ele é daquele tipo capaz de entregar a filha da própria esposa para o inimigo somente para conseguir o que deseja.
O manequeísmo, aliás, segue a lógica central do tal livro. Uns justos têm de se sacrificar pelo bem dos demais, porém após uma longa jornada de sofrimento e privações. Nesse sentido, o roteiro peca ao focar apenas nesse aspecto e pouco desenvolve outros personagens, como a bela Solara (Mila Kunis). Ela toma decisões que são impossíveis de serem entendidas; não sabe ler uma palavra, mas mesmo assim é magnetizada pelo livro em poucas horas, a ponto de morrer pelo dito cujo. Além disso, outros personagens passam pela história sem que possamos entender um pouco sobre eles, o que seria interessante para mantermos um contato mais direto com a história geral do filme. Não. O filme é só Eli vs Carnegie. Contudo, há um ponto de êxito: a trama não gasta muito tempo explicando o que aconteceu para o mundo e a humanidade chegarem àquele ponto. Pelo contrário, aponta para o que pode ser feito no futuro.
Os cenários vistos seguem a lógica Bladerunner e, principalmente, Mad Max. Claro, Denzel Washington não é como o Max de Mel Gibson, mas dá lá suas cacetadas. Aliás, as cenas de luta são muito bem realizadas, pena que são poucas, apenas três. Porque não investir mais nesse aspecto? Os Irmãos Hughes ainda realizam um cena com plano sequência bem tensa e eficiente, mas param por aí. Colocam sua câmera sempre nos ângulos mais óbvios e usam um excesso de slow motion que chega dar raiva. Esse recurso é que dá o sentido de lentidão da trama. O filme promete a todo tempo, mas não cumpre. Você fica esperando mais explicações, e nada. Você fica esperando mais embates e lutas (já que Eli é tipo um Jedi altamente evoluído), e nada. E tudo se resolve já na falada bem executada cena de ação e pronto.
Na sua conclusão, “O Livro de Eli” se enrola ainda mais. Dá um destino sem noção a Solara e uma reviravolta típica, que já era esperada como é comum nesse tipo de filme, mas que se mostra incoerente com o restante da história. Preste atenção nas ações de Eli e veja que é muito improvável acontecer o que é mostrado no final.

“O Livro de Eli” trata de um assunto comum a todos, mesmo que se passe num futuro distante de tudo que vivemos. Terra arrasada, humanos desprezíveis e interesses em conflito, a verdade é que o filme mostra a velha e surrada luta entre o bem e o mal.

O longa é a história de Eli (Denzel Washington), que vaga pelo mundo pós-aprocalíptico e protege um livro misterioso. Ao chegar a uma vila, vê seus planos dificultados pelo ganancioso Carnegie (Gary Oldman), que pretende usar o tal livro para fins pessoais.

O centro da história é o tal livro – que, na verdade, tem seu conteúdo revelado logo, mas não vou contar aqui – e como pessoas de mundos diferentes podem utilizá-lo. A velha história de que nada na vida é bom ou ruim, desde que sofra a influência do homem. Verdade. Mas jogar com essa premissa do começo ao fim não é bem a melhor maneira de contar a história em “O Livro de Eli”. Claramente repousando em lugares opostos na trama, Oldman e Washington atuam de forma linear, apenas esse último consegue um pouco mais de êxito. O embate entre as duas realidades traz sempre um Eli concentrado, determinado e pronto para qualquer tipo de batalha. Já Carnegie se apresenta afoito e obcecado pelo objeto, como todo vilão básico é em histórias clichês – sim, ele é daquele tipo capaz de entregar a filha da própria esposa para o inimigo somente para conseguir o que deseja.

O manequeísmo, aliás, segue a lógica central do tal livro. Uns justos têm de se sacrificar pelo bem dos demais, porém após uma longa jornada de sofrimento e privações. Nesse sentido, o roteiro peca ao focar apenas nesse aspecto e pouco desenvolve outros personagens, como a bela Solara (Mila Kunis). Ela toma decisões que são impossíveis de serem entendidas; não sabe ler uma palavra, mas mesmo assim é magnetizada pelo livro em poucas horas, a ponto de morrer pelo dito cujo. Além disso, outros personagens passam pela história sem que possamos entender um pouco sobre eles, o que seria interessante para mantermos um contato mais direto com a história geral do filme. Não. O filme é só Eli vs Carnegie. Contudo, há um ponto de êxito: a trama não gasta muito tempo explicando o que aconteceu para o mundo e a humanidade chegarem àquele ponto. Pelo contrário, aponta para o que pode ser feito no futuro.

Os cenários vistos seguem a lógica Bladerunner e, principalmente, Mad Max. Claro, Denzel Washington não é como o Max de Mel Gibson, mas dá lá suas cacetadas. Aliás, as cenas de luta são muito bem realizadas, pena que são poucas, apenas três. Porque não investir mais nesse aspecto? Os Irmãos Hughes ainda realizam um cena com plano sequência bem tensa e eficiente, mas param por aí. Colocam sua câmera sempre nos ângulos mais óbvios e usam um excesso de slow motion que chega dar raiva. Esse recurso é que dá o sentido de lentidão da trama. O filme promete a todo tempo, mas não cumpre. Você fica esperando mais explicações, e nada. Você fica esperando mais embates e lutas (já que Eli é tipo um Jedi altamente evoluído), e nada. E tudo se resolve já na falada bem executada cena de ação e pronto.

Na sua conclusão, “O Livro de Eli” se enrola ainda mais. Dá um destino sem noção a Solara e uma reviravolta típica, que já era esperada como é comum nesse tipo de filme, mas que se mostra incoerente com o restante da história. Preste atenção nas ações de Eli e veja que é muito improvável acontecer o que é mostrado no final.

Conheça o rock que vem do Oriente Médio

26, março, 2010 admin 1 comentário
É difícil imaginar que se pode ouvir rock n roll vindo do Oriente Médio. Mas o estilo não tem barreiras. A guitarra distorcida, a bateria pesada e o baixo pulsante ultrapassam fronteiras e chegam a lugares que nossa ignorância ocidental nem imagina.
Acrassicauda é uma banda de metal do Iraque. Só isso já seria uma combinação explosiva, para não perder o trocadilho. O grupo ficou conhecido quando o local de ensaio foi bombardeado e quase completamente destruído, além de ser tratado pela ala fundamentalista do país como banda de “música demoníaca do ocidente”. Depois de tocar durante algum tempo no país, os caras correram do conflito e passaram a peregrinar pela Turquia e Síria, até que o documentário “Heaavy Metal in Baghdad”, produzido por Spike Jonze, colocou a banda em lugares antes inimaignáveis.
Hoje os caras estão morando nos EUA, já tocaram com o Metallica e estão divulgando seu EP “Only The Dead See The End Of The War”. Abalam agora as estruturas do desgastado metal americano.
Já a dupla Take It Easy Hospital (foto no topo) aposta na sonoridade indie/pop e vem do improvável Irã. Claro, o queridinho de Lula, Ahmadinejad, que não ouça, mas Ash Koosha e Neli Haghaghi entopem o som da banda de batidinhas eletrônicas e cantos de louvor indie. Já foram até banidos de sua terra natal, onde o rock é oficialmente proibido, e tiveram a página do MySpace monitorada. Nada que abale a dupla, que acaba de protagonizar o filme “No One Knows About Persian Cats”, com trama bem próxima da própria realidade: bandas, fugas, sexo e rock n roll. E tudo isso no país de Ahmadinejad. Haja coragem.
E ainda reclamam que fazer rock no Brasil é difícil…

É difícil imaginar que se pode ouvir rock n roll vindo do Oriente Médio. Mas o estilo não tem barreiras. A guitarra distorcida, a bateria pesada e o baixo pulsante ultrapassam fronteiras e chegam a lugares que nossa ignorância ocidental nem imagina.

Acrassicauda (foto abaixo) é uma banda de metal do Iraque. Só isso já seria uma combinação explosiva, para não perder o trocadilho. O grupo ficou conhecido quando o local de ensaio foi bombardeado e quase completamente destruído, além de ser tratado pela ala fundamentalista do país como banda de “música demoníaca do ocidente”. Depois de tocar durante algum tempo no país, os caras correram do conflito e passaram a peregrinar pela Turquia e Síria, até que o documentário “Heaavy Metal in Baghdad”, produzido por Spike Jonze, colocou a banda em lugares antes inimaignáveis.

Hoje os caras estão morando nos EUA, já tocaram com o Metallica e estão divulgando seu EP “Only The Dead See The End Of The War”. Abalam agora as estruturas do desgastado metal americano.

Já a dupla Take It Easy Hospital (foto no topo) aposta na sonoridade indie/pop e vem do improvável Irã. Claro, o queridinho de Lula, Ahmadinejad, que não ouça, mas Ash Koosha e Neli Haghaghi entopem o som da banda de batidinhas eletrônicas e cantos de louvor indie. Já foram até banidos de sua terra natal, onde o rock é oficialmente proibido, e tiveram a página do MySpace monitorada. Nada que abale a dupla, que acaba de protagonizar o filme “No One Knows About Persian Cats”, com trama bem próxima da própria realidade: bandas, fugas, sexo e rock n roll. E tudo isso no país de Ahmadinejad. Haja coragem.

E ainda reclamam que fazer rock no Brasil é difícil…

Crítica de Filme – Um Sonho Possível (2009)

22, março, 2010 admin 7 comentários

nota05

direção: John Lee Hancock
elenco: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Tim McGraw
país: EUA
gênero: drama
ano: 2009
título original: The Blind Side

Em vários momentos de “Um Sonho Possível”, o espectador é jogado para fora do cinema. A sensação é de já termos visto aquilo mais de uma vez, muito embora possa ser difícil lembrar em qual situação. Mas sim, filmes iguais a ele temos aos montes.

“Um Sonho Possível” é a história do jovem Michael Oher (Quinton Aaron), negro, pobre e desabrigado que muda de vida quando uma família, comandada por Leigh Anne (Sandra Bullock), passa a ajudá-lo na educação e com grandes lições de vida.

A trama desse filme passa longe de qualquer originalidade. É bom, aliás, diferenciar história de trama. A história de Michael é espetacular, de superação, humana, viva. Aconteceu de verdade, talvez se te contassem num bate papo rápido você nem acreditasse. Mas, para o cinema, é preciso ter uma narrativa, uma trama bem desenhada – e é principalmente nesse aspecto que “Um Sonho Possível” escorrega. O diretor e roteirista John Lee Hancock aposta nos mais aclamados clichês do gênero: homem pobre e preconceitos na escola, garoto gigante fisicamente e com coração “de ouro”, reviravoltas etc etc. É um recorte do que Hollywood produziu de mais clichê em filmes de superação.

Michael é o menino pobre da periferia que muda de vida quando uma mulher resolve ajudá-lo. Só que, em momento algum, somos avisados do motivo pelo qual uma mulher resolve ajudar um garoto sem paradeiro, sem família, sem roupas, sem nada. Porque ela fez? Culpa? De quê? Pura solidariedade? Ninguém sabe. Aí fica difícil do espectador se projetar nela. Claro, pessoas costumam se sensibilizar por outras de menor nível social, mas daí a botar o garoto em casa e dar de tudo é demais. Tem que ter algo mais. Sandra Bullock faz uma decoradora normal, sem grandes sobressaltos, sem grandes invencionices e convence até certo ponto. Não ultrapassa o limiar da boa atuação.

Por outro lado, Quinton Aaron como o garoto Michael consegue entrar no personagem e convence muito bem como o menino pobre que tentar superar todos os problemas possíveis de um adolescente: drogas, falta dos pais, má educação, dentre outros. Apesar disso, por dentro da casca de um enorme garoto, está um menino sensível e avesso à violência. O problema é que Hancock retrata isso com cenas descartáveis, diálogos superficiais e pouca criatividade. O envolvimento de Michael só é eficiente mesmo com os filhos de Leigh Anne, SJ e Collings, em que conseguem manter uma boa relação de irmandade e compaixão mútua.

A condução da história e a trajetória bem sucedida de Michael segue seu caminho, sempre nos mostrando lições interessantes de vida, de superação, porém mais pela força que a própria história tem do que pela trama que é vista na tela.

O novo valor da música

19, março, 2010 admin 1 comentário

Ryan Adams (foto) é conhecido por sua inquietação musical. Dono de uma especial criatividade, o cantor americano já gravou diversos tipos de músicas, desde folk, passando por brit e rock n´n roll. Agora ele ataca de metal – meio mandraque, é verdade – e joga no público o poder de decidir sobre sua obra.

ORION . ELECTROSNAKE by ryanadams

Alguma semelhança com o Radiohead? A banda de Thom Yorke foi pioneira na venda 2.0 de sua música. Jogou no colo dos fãs a decisão de quanto pagar pelo cd “In Rainbaws”, lançado em 2007. Mas Ryan fez um pouco diferente. Em seu site oficial, o cantor pergunta na maior cara de pau: “hey, você compraria um CD meu de Metal?”. E põe lá uma amostra do que virá pela frente – ouça a música no player acima. A iniciativa ainda conta com a utilização de uma rede social de música, a Soundcloud, que permite tagear e comentar a música dentro do próprio player. Uma maneira bem dinâmica, diga-se de passagem.

Meio inusitado, meio canastrão, mas a verdade é que a indústria está tentando se reinventar. Quer dizer, não a indústria, mas sim artistas mais antenados e preocupados com o futuro de sua obra. O que Ryan Adams fez é pelo menos chamar a atenção da mídia – cria um buzz em cima de dois fatos interessantes: o disco de Metal e a pergunta intrometida. E aí, você compraria?

Ryan Adams – So Alive
Ryan Adams é conhecido por sua inquietação musical. Dono de uma especial criatividade, o cantor americano já gravou diversos tipos de músicas, desde folk, passando por brit e rock n´n roll. Agora ele ataca de metal – meio mandraque, é verdade – e joga no público o poder de decidir sobre sua obra.
Alguma semelhança com o Radiohead? A banda de Thom Yorke foi pioneira na venda 2.0 de sua música. Jogou no colo dos fãs a decisão de quanto pagar pelo cd “In Rainbaws”, lançado em 2007. Mas Ryan fez um pouco diferente. Em seu site oficial, o cantor pergunta na maior cara de pau: “hey, você compraria um CD meu de Metal?”. E põe lá uma amostra do que virá pela frente.
Meio inusitado, meio canastrão, mas a verdade é que a indústria está tentando se reinventar. Quer dizer, não a indústria, mas sim artistas mais antenados e preocupados com o futuro de sua obra. O que Ryan Adams fez é pelo menos chamar a atenção da mídia – cria um buzz em cima de dois fatos interessantes: o disco de Metal e a pergunta intrometida. E aí, você compraria?

Tim Burton: criatividade e bizarrice em exposição

17, março, 2010 admin 5 comentários
Turton talvez seja hoje um dos diretores mais inventivos do cinema. Não é o melhor, mas com certeza está entre os top 5 em criatividade. Essa criatividade poderá ser vista em breve em “Alice no País das Maravilhas”, adaptada da clássica obra literária de Lewis Caroll, mas para o pessoal dos EUA há outra ótima chance.
Está em cartaz no Museu de Arte Moderna de Nova York uma exposição sobre Tim Burton, centrada em obras do próprio artista. A inventividade do cineasta ultrapassou as fronteiras artísticas e foi parar em telas para o público se deliciar. O estilo das obras a gente já pode imaginar: cores vibrantes em alguns momentos e melancólicas em outras, estilo gótico, surrealismo, tristeza e deleite sanguinário em doses similares e muita bizarrice. É… Burton é o rei do bizarro – e, claro, em suas obras artísticas não é diferente. São desenhos, gravuras, filmes e outra infinidade de artefatos. Tudo com a marca registrada de um dos ícones da cultura pop dos últimos 20 anos.
Será que chega ao Brasil? É bem possível. A exposição mundial de Andy Wharol passou por Buenos Aires e está chegando ao Rio e São Paulo em breve. Vamos torcer.

Tim Burton talvez seja hoje um dos diretores mais inventivos do cinema. Não é o melhor, mas com certeza está entre os top 5 em criatividade. Essa criatividade poderá ser vista em breve em “Alice no País das Maravilhas”, adaptada da clássica obra literária de Lewis Caroll, mas para o pessoal dos EUA há outra ótima chance.

Está em cartaz no Museu de Arte Moderna de Nova York uma exposição sobre Tim Burton, centrada em obras do próprio artista. A inventividade do cineasta ultrapassou as fronteiras artísticas e foi parar em telas para o público se deliciar. O estilo das obras a gente já pode imaginar: cores vibrantes em alguns momentos e melancólicas em outras, estilo gótico, surrealismo, tristeza e deleite sanguinário em doses similares e muita bizarrice. É… Burton é o rei do bizarro – e, claro, em suas obras artísticas não é diferente. São desenhos, gravuras, filmes e outra infinidade de artefatos. Tudo com a marca registrada de um dos ícones da cultura pop dos últimos 20 anos.

Será que chega ao Brasil? É bem possível. A exposição mundial de Andy Wharol passou por Buenos Aires e está chegando ao Rio e São Paulo em breve. Vamos torcer.