Não caia na armadilha do 3D convertido

Filmes em 3D já se tornaram o novo fetiche da indústria cinematográfica, principalmente quando pensamos na saúde financeira dos grandes estúdios. 3D é caro, se você já foi sabe. E para gravar 3D, é mais caro?
Bem, na maioria das vezes não. É que Hollywood é bem esperta. Vários filmes estão sendo improvisados para trê dimensões, o que compromete bastante o resultado final. A conversão é feita na pós-produção, um improviso meio tosco que visa transformar a obra fílmica numa coisa que ela definitivamente não é. O que ela é, na verdade, é um engano.
Avatar. Você já viu algo parecido com Avatar por aí? Estou falando do ponto de vista tecnológico, uma verdadeira obra-prima que foi pensada durante anos até se tornar a pérola que pudemos conferir há pouco tempo. Filmes convertidos, como “O Último Mestre do Ar”, “Fúria de Titãs” e “Alice” não foram originalmente concebidos par 3D e, por isso, apresentam a técnica apenas como recalque e estratégia de arrecadação. Somente isso. Alguns outros, obviamente, estão indo fundo no 3D, como Scorsese, que tá produzindo seu primeiro filme em 3D. Com certeza valerá a pena – afinal, ele é Scorsese.
Renato Silveira, do Cinematório, fez dois excelentes posts sobre o assunto (aqui e aqui). Não deixe de conferir.
Pocahontas (1995) – A clássica história de amor proibido encontra nesse filme a bela protagonista indígena Pocahontas, que se apaixona pelo capitão inglês John Smith. O amor é condenável e decide os rumos de uma guerra. Pocahontas tem cabelos longos, é mulata e apresenta uma leve sensualidade em seus olhos.
Mulan (1998) – A trama é baseada na lenda chinesa da heroína Fa Mulan, jovem que vai lutar na guerra no lugar do pai doente. A história de superação e aventura traz uma protagonista longe dos padrões típicos da Disney, não é branca, tem personalidade forte e os olhos puxados.
Jasmine (1992) – É mais uma história de amor, só que dessa vez com personagens árabes. A história é inspirada nos contos “As Mil e Uma Noites” e Jasmine é uma bela e decidida mulher com fortes traços físicos da região, muito longe dos padrões americanos de princesas, como Branca de Neve e Ariel.
Café com Pop é uma produção do jornalista baiano Rodrigo Carreiro, 25 anos, atento ao mundo da música e apaixonado pelo cinema. No cardápio, comentários, notícias, vídeos, sons, fotos e tudo quanto é coisa pop que possa vir acompanhado de um bom e velho cafezinho.













