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	<title>Café Com Pop &#187; crítica de filme</title>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Um Olhar do Paraíso (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 03:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[direção: Peter Jackson elenco: Saoirse Ronan, Mark Whalberg, Rachel Weizs, Stanley Tucci país: EUA gênero: drama ano: 2009 título original: The Lovely Bones Um olhar de fora e menos apurado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/olhardoparaiso_5.jpg" alt="" width="172" height="256" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2010/02/nota03.jpg" alt="" width="310" height="30" /></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Peter Jackson<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Saoirse Ronan, Mark Whalberg, Rachel Weizs, Stanley Tucci<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: The Lovely Bones</h3>
<p>Um olhar de fora e menos apurado pode acreditar que “Um Olhar do Paraíso” é um excelente filme. Ganhadores do Oscar no elenco, atriz mirim promissora, direção de Peter Jackson&#8230; Mas basta começar para tudo se tornar uma grande confusão e uma viagem sem sentido por uma trama sem pé nem cabeça.</p>
<p>“Um Olhar do Paraíso” é a trajetória da menina Susie Salmon (Saoirse Ronan), morta aos 13 anos e que conta sua história e tenta ajudar sua família a superar a perda, achar o assassino e consertar problemas do passado.</p>
<p>Difícil apontar qual o grande erro de Jackson. Talvez tenha sido o infeliz momento em que aceitou fazer o filme. Não, não é. Porque a história original parece apontar para grandes resultados. O diretor de grandes projetos, como Senhor dos Anéis e King Kong, dessa vez entrou numa viagem pessoal psicodélica que nem o próprio entendeu direito. Provavelmente nem a protagonista Saoirse, promissora atriz de “Desejo e Reparação”, conseguiu entrar no clima que Jackson queria. O resultado é um apanhado de cenas que pouco dizem ao espectador e muita enrolação.</p>
<p>O roteiro, escrito pelo próprio diretor e por Fran Walsh e Philippa Boyens, não sabe o que quer. Em um certo momento investe numa trama de suspense, o que de certo modo até funciona, apesar de alguns clichês do gênero. Mas depois de um tempo, ele passa a acompanhar Susie no tal “paraíso”, um retalho de cenas que, sinceramente, ainda não consegui engolir. A menina flutua por um mundo de sonhos, uma realidade quase a lá Pequeno Príncipe, um mundo de cenários belíssimos e inóspitos. Parece até com o céu descrito em “A Viagem”, onde Antonio Fagundes deu uma passeada por um tempo. Tudo isso misturado a bobagens sem nexo, como os barcos em garrafas gigantes, o gazebo onipresente, o pântano, dentre outros.</p>
<p>Num terceiro momento, existem os alívios cômicos da avó interpretada por Susan Surandon, que são patéticos e só fazem corar de vergonha alheia. Aí no final tudo se mistura e não conseguimos entender nada. O filme passa uma idéia, em certo ponto, de que estamos diante de uma história de luta por justiça, a busca frenética de um pai pelo paradeiro da filha. Não. O roteiro esquece disso e vai atrás da garota no “outro lado”. Depois volta para o assassino, Sr. Harvey (Stanley Tucci), que até consegue uma atuação razoável, mas sempre recai em cenas descartáveis. Nunca sabemos, ao certo, qual a motivação de tudo aquilo.</p>
<p>Nesse sentido, o pior que pode acontecer é o motivo pelo qual a garota Salmon não conseguiu ultrapassar o limiar e chegar ao tão sonhado “paraíso”. Ela precisa terminar algo na Terra – e esse algo é realmente risível. Se você pensa que é afagar a mãe, esqueça. Consolar a o pai, nem um pouco. Tentar fazer justiça e guiar alguém para que ache seu assassino, muito menos. A menina estava mesmo é preocupado em beijar o namoradinho da escola. Inacreditável! Garoto esse que mais parece um integrante do Jonas Brothers.</p>
<p>Como se não bastasse, o desfecho para Harvey é algo constrangedor de tão tosco, assim como o reencontro de Salmon com o namoradinho e o destino final da irmã. Hei, desde quando gravidez na adolescência é comemorada?</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Guerra ao Terror (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 18:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
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		<description><![CDATA[direção: Kathryn Bigelow elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Ralph Fiennes, Guy Pierce país: EUA gênero: guerra/drama ano: 2009 título original: The Hurt Locker É difícil imaginar o porquê...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/guerraaoterror.jpg" alt="" width="191" height="274" /></p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Kathryn Bigelow<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Ralph Fiennes, Guy Pierce<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: guerra/drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: The Hurt Locker</h3>
<p>É difícil imaginar o porquê de “Guerra ao Terror” ter passado direto para DVD no Brasil. Tenso e extremamente eficiente em seu encadeamento narrativo, o filme desperta grande curiosidade ao explorar a profundidade de sentimentos e impressões de homens por trás das roupas de guerra.</p>
<p>O filme segue a rotina diária de um pelotão anti-bombas do exército americano no Iraque, mostrando suas relações pessoais, convicções e sonhos.</p>
<p>Numa análise geral, dificilmente alguém conseguirá apontar um protagonista. Em “Guerra ao Terror”, o protagonista é o soldado médio americano, aquele que passa as noites ouvindo rock n roll nas alturas para durante o dia desarmar bombas como se estivesse consertando a tomada quebrada de casa. Aliás, estava faltando alguém com coragem, como a diretora Kathryn Bigelow e o roteirista Mark Boal, para levar à frente uma história tão humana. Nós nos sensibilizamos com aqueles homens, muito embora sejamos totalmente contra a guerra.</p>
<p>Curioso até que a primeira cena do filme seja de um robô, um excelente contraponto de reflexão para o público. O longa investiga a condição humana levada ao extremo em situação de guerra, momentos realmente tensos. Como Bigelow usa pouca trilha sonora, a tensão fica a cargo unicamente do que vemos na tela, sem grandes explosões ou perseguições, mas sim com uma investigação particular dos homens. Will James (Jeremy Renner), Sanborn (Anthony Mackie) e Eldridge (Brian Geraghty) são os homens, os soldados a serviço de uma guerra que para nós pode parecer sem sentido, mas que para eles, por algum motivo – e cada um tem o seu -, aquilo tudo faz sentido.</p>
<p>O roteiro de Boal deixa de lado qualquer pretensão de discussão política ou conchavos entre altos coronéis. Isso praticamente não existe e somos apresentados, por exemplo, à estreita relação entre James e o garoto Beckham, um iraquiano que vende DVD na porta do pelotão e que, de alguma forma, desperta interesse no soldado. Temos ainda Sanborn e seu fiel serviço aos EUA, mesmo que em diversos momentos ele até questione o porquê de tudo aquilo e, caso morra, quem irá chorar em seu funeral. Já Eldridge parece o mais desequilibrado, muito jovem e com todas as desconfianças possíveis do mundo na cabeça.</p>
<p>Com essas três pontas, “Guerra ao Terror” traça um perfil detalhado de quem está na guerra: solitário, tenso e desesperado – por mais que os personagens demonstrem o contrário. Mesmo assim, a diretora ainda consegue mostrar cenas de guerra com extrema eficiência. Os momentos em que James vai desarmar bombas é sempre tenso: você nunca sabe o que realmente vai acontecer. Ele vai morrer? Possível. Ele vai sobreviver? Muito possível também. E aquela troca de tiros no meio do deserto é de um suspense incrível, um momento inclusive que é utilizado para aproximar Sanborn e James.</p>
<p>O único aspecto estranho é a conclusão da história. Tudo tem a ver com a frase de epílogo que aparece no começo do filme, que seria a justificativa para o desfecho da história. Talvez sem a frase não entendêssemos a escolha final do personagem, mas mesmo com a tal explicação tudo soa um pouco estranho. O que o soldado fez é aceitável?</p>
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		<title>Melhores filmes de 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 03:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um pouco de atraso? Talvez, mas aí vai a lista de melhores filmes de 2009. Lembrando que são os filmes lançados por aqui no ano passado, isto é, não seguem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouco de atraso? Talvez, mas aí vai a lista de melhores filmes de 2009. Lembrando que são os filmes lançados por aqui no ano passado, isto é, não seguem a regra de lançamentos dos EUA e Europa (nos filmes com link, clique para ler a crítica publicada no blog).</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/07/critica-de-filme-inimigos-publicos-2009/"><strong>10 &#8211; Inimigos Públicos</strong></a><br />
Michael Mann volta em grande estilo, principalmente ao estar acompanhado de Johnny Depp. Ótimas cenas, boas atuações e uma trama bem intricada.</p>
<p><strong>9 &#8211; Distrito 9</strong><br />
A meu ver, a grande surpresa de 2009. Um roteiro afiado e muito bem contado, a história toca em excelentes pontos e divete sem ser superficial.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/08/critica-de-filme-se-beber-nao-case-2009/"><strong>8 &#8211; Se Beber, Não Case</strong></a><br />
Comédia divertidíssima, provando que besteirol pode sim ser bem inteligente.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/12/critica-de-filme-avatar-2009/"><strong>7 &#8211; Avatar</strong></a><br />
Um marco no cinema mundial</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/12/critida-de-filme-abracos-partidos-2009/"><strong>6 &#8211; Abraços Partidos</strong></a><br />
Almodóvar muda o foco, passa para o ser masculino e desenvolve uma história bonita e intensa.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/06/critica-de-filme-os-falsarios-2007/"><strong>5 &#8211; Os Falsários</strong></a><br />
Mais uma história sobre a 2a guerra? Não! Um viés novo e tocante.</p>
<p><strong>4 &#8211; Rebobine, por favor</strong><br />
Uma ode ao cinema e aos bons filmes de comédia. Ponto para Mos Def, Jack Black e, principalmente, o mestre Michel Gondry.</p>
<p><strong>3 &#8211; O Curioso Caso de Benjamin Button</strong><br />
Um filme grandioso, com cenas belíssimas e uma trama que evoca sentimentos universais.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/?p=98"><strong>2 &#8211; Gran Torino</strong></a><br />
O mestre Eastwood em sua essência, com personagem forte e uma história marcante.</p>
<h2 style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/2009/03/critica-o-lutador/"><strong>1 &#8211; O Lutador</strong></a></h2>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/lutador.JPG" alt="" width="292" height="280" /></p>
<p>A história do lutador The Ram comove até brutos como ele próprio. Uma aula de direção e atuações bastante convincentes.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Uma Prova de Amor (2009)</title>
		<link>http://www.cafecompop.com/2009/09/critica-de-filme-uma-prova-de-amor-2009/</link>
		<comments>http://www.cafecompop.com/2009/09/critica-de-filme-uma-prova-de-amor-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 18:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[direção: Nick Cassavetes elenco: Cameron Diaz, Abigail Breslin, Jason Patric, Evan Ellingson país: EUA gênero: drama ano: 2009 título original: My sister´s Keeper Ancorando-se num tema polêmico e no drama...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://static.reelmovienews.com/images/gallery/my-sisters-keeper-poster.jpg" alt="" width="172" height="255" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg"><img class="size-full wp-image-64 aligncenter" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="nota07" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Nick Cassavetes<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Cameron Diaz, Abigail Breslin, Jason Patric, Evan Ellingson<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: My sister´s Keeper</h3>
<p>Ancorando-se num tema polêmico e no drama de uma menina pré-adolescente, “Uma Prova de Amor” não é (somente) um exemplar de melodrama barato de Hollywood, apesar de alguns problemas estruturais. É, ainda, um palco grandioso para boas atuações do elenco e a demonstração de que o diretor Nick Cassavetes permanece com alguns vícios.</p>
<p>“Uma Prova de Amor” conta a história da garotinha Anna (Abigail Breslin), que entra na justiça para requerer sua emancipação médica, já que, mesmo com 11 anos de idade, recusa-se a doar um rim para a irmã com leucemia, Kate. O conflito se estabelece no seio da sua própria família, formada ainda por Sara (Cameron Diaz), Brian (Jason Patric) e Jesse (Evan Ellingson).</p>
<p>O tom do filme já é meio conhecido de todos, pelo menos daqueles que já viram o trailer. O melodrama é extremamente exagerado em alguns pontos, cenas e diálogos, mas consegue se manter singelo e profundo em tantos outros momentos. Cassavetes mantém um vício que lhe persegue desde “Diário de Uma Paixão”: em certa hora da trama, ele se perde e começa a explorar demasiadamente o drama vivido pelas pessoas. No caso de “Uma Prova de Amor”, o simples fato de uma criança sofrer desde pequena com uma doença implacável já torna o caso delicado por si só. É uma situação triste na sua essência, mesmo ouvindo um caso de relance na fila do supermercado, é impossível não se solidarizar com uma família nessa situação. A mão pesada de Cassavetes investe, portanto, nesse drama, mas nem tudo é caso perdido.</p>
<p>O roteiro, escrito por ele e Jeremy Leven, também contempla o drama de todas as pontas da família. Do trabalho pesado de Brian como bombeiro e que se esforça para sustentar uma família grande, do problema de dislexia do menino Jesse, passando ainda pelo fardo de uma mãe que não mede esforço e muitas vezes é cega ao tentar dissecar as situações que encontra pela frente, o filme abarca tudo. Claro, a questão maior, e que é o mote para o longa, é a briga judicial pela liberdade de escolha dos usos que se faz do próprio corpo, mesmo que para isso a própria irmã saia prejudicado – obviamente, como já se pode perceber desde o trailer, a questão é muito mais profunda do que imaginamos e só será revelada no final. Mas Cassavetes consegue, em um certo grau, mostrar na tela cenas que focam a atenção especificamente em cada personagem. Esse é um grande trunfo de “Uma Prova de Amor”, uma vez que amplia o escopo de discussão e nos dá um leque de informações importantes para que nos envolvamos mais com a trama.</p>
<p>Para isso, o filme se divide e é narrado por vários “protagonistas”, desde a própria anna, até a maior vítima de tudo, Kate. Nesse meio todo, não nos esqueçamos, está Kate, talvez o personagem que tenha mais motivos para sofrer, mas que demonstra uma maturidade incrível ao tratar com as dificuldades, talvez até por conviver com aquilo praticamente a vida toda. Ela tem seus momentos de fraqueza, é claro, mas consegue reaver seus momentos de lucidez sempre com a ajuda da família e, em certos momentos da trama, com um jovem que também tem leucemia. Um romance que aparentemente é inocente, mas que toma proporções maiores e que, claro, Cassavetes não mede esforços em pintá-los mais fortes do que realmente são. As demais atuações estão do bom ao excelente, tendo a pequena e talentosíssima Abigail Breslin num momento mágico de atuação; até Cameron Diaz consegue se sair bem, sabendo ser histérica quando é preciso e calma quando lhe é mais conveniente.</p>
<p>Cassavetes ainda triunfa ao não explorar demasiadamente o caso judicial e as cenas do tribunal, deixando o drama mesmo para a relação entre os familiares e como tudo aquilo afeta a vida de cada um. No final, aos que conseguiram sair da sala de cinema sem chorar, fica a sensação de que algo ainda faltou para que o filme se tornasse mais tocante ainda.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Os Normais 2 (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 03:08:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/normais2_3.jpg" alt="" width="163" height="238" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-64" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="nota07" width="310" height="30" /></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: José Alvarenga Jr.<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Luis Fernando Guimarães, Fernanda Torres<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Brasil<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: comédia<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009</h3>
<p>Vindo na trilha de sucesso do seu antecessor, “Os Normais 2” é mais uma exploração do bom momento que a comédia vive no cinema nacional. Com salas sempre cheias, o diretor José Alvarenga Jr. leva agora ao público uma história extremamente engraçada, mas que não funciona enquanto cinema, e sim como um episódio estendido do seriado global.</p>
<p>“Os Normais 2” segue, mais um vez, as aventuras urbanas do já clássico casal Rui e Vani (Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres), que estão num momento crítico da relação e resolvem tentar um ménage a trois para apimentar o noivado.</p>
<p>É até meio clichê dizer que a versão cinematográfica de “Os Normais 2” é apenas um grande episódio do seriado projetado na telona. Os produtores da Globo já sabiam disso quando pensaram no filme lá em 2006, mas só descobriram o filão quando o longa fez um sucesso estrondoso nas salas de todo país. “Os Normais 2” é, portanto, a consolidação dessa premissa, de colocar no cinema uma história praticamente igual àquela vista na televisão. A diferença aqui é o fato do seriado já está fora do ar há algum tempo, o que ajuda um pouco no resultado final. Outro ponto de vantagem desse longa com relação a outros recentes da comédia nacional – “Guerra dos Rocha”, “Se Eu Fosse Você” e <a href="http://www.cafecompop.com/2009/05/critica-diva-2009/" target="_blank">“Divã”</a>, só pra ficar em poucos exemplos – é que Rui e Vani realmente são excelentes personagens, independente de onde estejam. Eles poderiam comandar um reality show com pigmeus africanos jogando xadrez, que ainda assim eles continuariam engraçados.</p>
<p>A direção e o roteiro nem precisam se esforçar tanto para fazer o público rir. O casal interpretado por Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres convence em praticamente todas as cenas, demonstrando ter uma química impressionante. Os dois entram em enrascadas inacreditáveis e você sabe que sempre eles vão conseguir se sair, só resta saber como. E aí está o “pulo do gato”. Mesmo que o roteiro não apresente muitas novidades ou situações inteligentes, Rui e Vani conseguem dar criatividade e frescor às cenas, a despeito das fracas atuações do elenco de apoio – Aline Moraes, Claudia Raia, Danielle Winits. O roteiro do (também) casal Fernanda Young e Alexandre Machado aposta em alguns clichês do mundo masculino – ménage a trois, exame de próstata, homessexualismo – e feminino – insegurança no relacionamento -, mas não vai muito além disso.</p>
<p>É realmente o jeito que Rui e Vani enfrentam as situações que dão o humor certeiro à história. É especialmente hilário ver Rui comparar a noiva às mulheres que vê pela internet, ou então o momento em que estão os dois, e mais Claudia Raia, presos na banheira. Ainda tem o momento despirocada de Vani, ao fumar maconha, ou então a tentativa de realizar o ménage com a prima de Vani, interpretada por Drica Morais. Obviamente, que muitas outras cenas deixam a desejar, com um humor frágil ou então desnecessário (como a piada do baiano), mas no geral a dinâmica do casal agrada bastante, revelando que o público não se importa em pagar o valor caro do cinema no Brasil para ver mais um episódio que poderia ver de graça no conforto de sua casa.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Se Beber, Não Case! (2009)</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 16:38:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cinema.cineclick.uol.com.br/uploads/imagens/365x260/74701.jpg" alt="" width="160" height="225" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Todd Phillips<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: comédia<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>:Hangover</h3>
<p>É prazeroso presenciar, nos últimos anos, algumas comédias que vão mais para o lado nerd e adulto da comédia de situação. Longe de romances frágeis ou o simples humor físico, essas comédias arrebatam o público com piadas inteligentes e boas sacadas up to date, justamente os méritos do divertidíssimo “Se Beber, não Case!”, do diretor Todd Phillips.</p>
<p>O filme conta a trajetória atrapalhada de uma despedida de solteiro, protagonizada por uma grupo de quatro amigos – Phil Wenneck (Bradley Cooper), Stu Price (Ed Helms), Alan Garner (Zach Galifianakis) e Doug Billings (Justin Bartha) &#8211; que viajam a Las Vegas para comemorar o momento.</p>
<p>Phillips é um diretor que já vem atuando nessa linha de humor há algum tempo. Foi ele o responsável pelo correto “Dias Incríveis” (alguns acham o filme espetacular; não é para tanto) e Starsky &amp; Hutch, dois longas que apostam mais em temas adultos e masculinos. Em “Se Beber, não Case!”, a premissa é quase a mesma, isto é, põe na tela um fetiche do mundo masculino – a despedida de solteiro &#8211; em situações absurdas e muito improváveis de acontecer, mas que, com o talento do diretor e a eficiência do roteiro, conseguem convencer o espectador de tudo que está sendo contado. Os atores, claro, são peças fundamentais nesse jogo e atuam de forma brilhante para o contexto a que o filme se propõe.</p>
<p>“Se Beber, não Case!” é, na verdade, uma mistura de dois clássicos recentes das comédias adultas: “Cara, Cadê Meu Carro?” e “Motoqueiros Selvagens”. Do primeiro, pega a ideia central do roteiro, de um grupo de amigos que esquece o que aconteceu na noite passada e precisa rememorar tudo para resolver um problema. Já do segundo, pega a idéia dos amigos fazendo uma viagem para se divertir e, ao longo desse curto período, rever posições em suas próprias vidas. Tudo bem, essa definição pode ser meio reducionista, mas dá uma idéia geral do filme. Mas a história de “Se Beber, não Case!” vai muito além disso, conseguindo fundir mistério com besteirol sem necessariamente transforma-lo em um filme descartável. O roteiro ainda investe em situações surreais – como o tigre que entrou num hotel sem ser visto ou o roubo do carro de polícia – e que, até por serem tão absurdas, conseguem convencer o espectador.</p>
<p>Entre o elenco, todos os atores encarnam a premissa do filme e vão fundo no desenvolvimento dos personagens – aqui, guarda-se mais uma semelhança com “Motoqueiros Selvagens”. Stu é o dentista nerd e certinho que vive na coleira da mulher; Doug é aparentemente mais equilibrado e que vai casar com a mulher que ama; Phill é um professor bon vivant que sempre tem as idéias mais malucas; e Alan rouba quase todas as cenas em que aparece, vivendo um tipo “sem noção” a recorrer, muitas vezes, a piadas de humor negro – excelentes, por sinal. A química dos quatro é imprescindível para que o filme realmente aconteça e para que todos consigam entrar no clima de cenas hilárias, como o casamento com a prostituta, o ataque ninja de um japa gay, o tigre de Mike Tyson, as tiradas de Alan e dezenas de outras cenas que fazem o cinema vir a baixo com a insanidade das situações.</p>
<p>O final ainda guarda um presente engraçadíssimo, que é as fotos do que realmente aconteceu na noite tragi-cômica. Se o espectador riu pouco durante o longa, é impossível não gargalhar com as fotografias de Stu, Doug, Alan e Phill.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Touro Indomável (1980)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 20:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos do cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[robert deniro]]></category>

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		<description><![CDATA[da série &#8220;clássicos do cinema&#8221; direção: Martin Scorsese elenco: Robert DeNiro, Joe Pesci, Cathy Moriarty país: EUA gênero: drama ano: 1980 título original: Ranging Bull Se existem atores que dão...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">da série &#8220;clássicos do cinema&#8221;</h3>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://www.portaldecinema.com.br/Posteres/touro_indomavel.gif" alt="" width="135" height="187" /></p>
<h3><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/08/nota10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-335" title="nota10" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/08/nota10.jpg" alt="nota10" width="310" height="30" /></a></h3>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Martin Scorsese<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Robert DeNiro, Joe Pesci, Cathy Moriarty<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 1980<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Ranging Bull</h3>
<p>Se existem atores que dão certo com determinados diretores, então esse é o caso de Robert DeNiro. Parceiro de Martin Scorsese em diversas outras produções, em “Touro Indomável” o ator americano mais uma vez consegue criar um personagem intenso e único, ao mesmo tempo em que emprega um tom dramático impressionante, numa história de ascensão e queda de um ídolo americano do boxe.</p>
<p>“Touro Indomável” é a história do lendário lutador de boxe Jake LaMotta (DeNiro), que começa como um mero lutador do bairro do Bronx em NY e passa a ser um dos maiores esportistas do país na sua modalidade, embora em vários momentos Jake enfrente problemas com mulheres e jogo, tudo ao lado do seu irmão Joey (Joe Pesci).</p>
<p>Scorsese adota uma narrativa simples e usual, somente escolhendo o preto e branco na fotografia para dar uma tom mais clássico e documental ao longa. É uma ótima estratégia, já que é interessante ver o cotidiano do tradicional bairro novaiorquino dessa ótica – cidade, aliás, fetiche para o diretor, que já rodou por lá diversos outros filmes. Na condução da história, vemos um Jake partindo de baixo, enfrentando adversários fracos e sem importância, porém mesmo nessa época, já se constatava a genialidade do lutador e a capacidade incrível dele aniquilar seus adversários. Em um tempo em que o boxe não era tão institucionalizado nem tão profissional, o amadorismo do esporte dá uma crueza mais intensa ao filme, uma vez que em diversas lutas é possível sentir realmente o combate mais com uma briga de rua ou um acerto de contas entre dois adversários.</p>
<p>A trajetória de LaMotta é mais uma história entre tantas parecidas na América. Infância razoavelmente pobre, num bairro sem lei e educado nas ruas, inúmeros lutadores americanos surgiram nesse contexto. É com essa bagagem, então, que acompanhamos LaMotta já com cerca de 20 anos, tão voraz na hora de comer quanto na hora de tratar as mulheres. O astro não aceita resposta das mulheres, não aceita ser contrariado, não cogita em nenhum momento ser encarado por uma mulher; as trata como animais, o que é contraditório em sua personalidade também animalesca. Em vários momentos o touro do Bronx perde a cabeça, mesmo nas situações mais banais do dia a dia. DeNiro, nesse ponto, é genial ao conseguir impor em seu personagem uma veia extremamente violenta, mesmo fora dos ringues. É o tipo de personagem que não leva desaforo para casa e que não dá nada para fugir de uma briga.</p>
<p>Sua reputação cresce com o tempo e também suas inúmeras lutas pelo país, num tempo em que o boxe era tratado com mais amor – e muito jogo, intrigas e confrontos nos bastidores. O roteiro, no entanto, não foca sua atenção nessas questões extra-ringue, e sim joga luz sobre LaMotta, um ser que, em contraposição a tudo que já foi dito sobre ele, é um homem extremamente solitário e infantil. Esse traço de sua personalidade é evidenciado com a relação dele com o irmão, Joey, numa interpretação mais uma vez magistral de Joe Pesci. Ele influencia de todas as maneiras LaMotta, muito embora seja o irmão mais novo. Mesmo assim, é ele quem gerencia a carreira do irmão, quem arruma as lutas e, principalmente, o único laço familiar do campeão de boxe. Esse ponto, aliás, é especialmente importante para entender o drama e as razões pelas quais LaMotta age de forma violenta e desprezível em relação a todos. O irmão é seu maior exemplo de vida, é a quem segue, é a quem confia as decisões da carreira, mesmo que em diversos momentos não ache que é a correta. A ausência do pai, evidenciada numa cena magnífica e simples de Scorsese, é (talvez) a chave para a compreensão da figura de Jake LaMotta.<br />
O filme segue a carreira de LaMotta do início ao fim, com todo esse panorama como enquadramento principal da narrativa. As lutas são, na verdade, um pano de fundo – muito bem filmado e executado por Scorsese, com cenas de luta bastante convincentes – para que o roteiro trate um drama tão comum aos americanos daquele bairro e talvez tão usual também em qualquer parte do mundo.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Inimigos Públicos (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 03:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[direção: Michael Mann elenco: Johnny Depp país: EUA gênero: ação/policial ano: 2009 título original: Public Enemies É curioso constatar o fascínio que figuras fora-da-lei provocam nos fãs de cinema. Desde...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cinema10.com.br/upload/image/inimigos%20publicos%202.jpg" alt="" width="152" height="226" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Michael Mann<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Johnny Depp<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: EUA<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: ação/policial<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Public Enemies</h3>
<p>É curioso constatar o fascínio que figuras fora-da-lei provocam nos fãs de cinema. Desde suas peripércias e habilidades geniais de enganar a polícia, esses elementos são fartamente tratados pelo cinema – e é justamente sobre isso que se trata “Inimigos Públicos”, um filme que põe na telona um pedaço da história de um dos maiores assaltantes a banco dos EUA, John Dillinger.</p>
<p>“Inimigos Públicos” segue o lendário John Dillinger (Johnny Depp) em seus suntuosos assaltos a bancos que marcaram o início da década de 30 nos EUA. Para tentar pega-lo, a polícia conta com a obstinação do agente Melvin Purvis (Cristian Bale) e o restante da polícia que é constantemente humilhada por Dillinger e seu bando.</p>
<p>Michael Mann, diretor de uma carreira irregular, e toda sua equipe empregam todos seus esforços na tentativa (acertadíssima) de recriar o ambiente pós-crise de 1929. O trabalho técnico de arte é quase impecável ao colocar na telona os trajes, carros, ruas e pessoas típicas da época, um fato que demonstra ser imprescindível para a compreensão total da obra. O apuro técnico é bastante visível nos pequenos detalhes, como nas fitas de escuta telefônica, rádios, chapéus e especialmente na estrutura física do Bureau de investigação. Nesses detalhes também residem o casamento perfeito entre técnica e interpretação.</p>
<p>De nada adiantaria um visual excelente com atuações fracas – e é justamente o contrário que acontece. Depp é mais uma vez eficiente, só que sem usar de maneirismos físicos para demonstrar suas emoções. A todo momento, ele cria um Dillinger ao mesmo tempo obcecado e sensível, como quando é rápido e cirúrgico num assalto a banco, mas sem levar um centavo dos clientes. A dinâmica de seus roubos, aliás, forma um pilar importante do longa: de uma simplicidade quase risível, em nenhum momento são usados aparatos especiais para a realização, e sim a capacidade intelectual e o poder armamentício da gangue de Dillinger. É essa base de sustentação que é levada para o resto do filme: o criminoso é, mais do que tudo, um bon vivant do crime, um homem que preza pela beleza da vida e de seu amor, Billie (Marion Cotillard).</p>
<p>Claro que essa romantização de um criminoso muita vezes implacável é devido ao fato dele brincar com a polícia. E é aqui que entra Bale, numa interpretação correta de um agente Purvis ciente de seu objetivo: pegar a todo custo o bandido. Uma dinâmica, aliás, já bastante conhecida pelos espectadores (basta lembrar do ótimo e divertido “Prenda-me se For Capaz”). Porém, de divertido “Inimigos Públicos” não tem nada. O público é apresentado a inúmeras cenas de ação e tiroteio, em que o som alto dos tiros é explorado à exaustão por Mann, talvez aí um dos erros do diretor. Essas cenas chamam atenção pelo lado “explosivo” e não pela dinâmica em si dos participantes. É uma falha que também acompanha o fato de que muitos diálogos são unidimensionais e previsíveis, chegando até a beirar os livros de frases famosas. Mas não é dessa forma que Mann trabalha em algumas cenas belíssimas e que valem o registro: o suspense quando Dillinger dirige um carro nas ruas da cidade e passa em frente a policiais, outro suspense (irônico, diga-se de passagem) quando o próprio vai em carne e osso à delegacia e não é reconhecido e a cena final, um primor técnico e um roteiro arrasador ao colocar Depp dividindo a tela com Clark Gable numa dobradinha “virtual” e perfeita para o desfecho do filme.</p>
<p>Mesmo que irregular em certos momentos, “Inimigos Públicos” segue um caminho instigante até o fim, recriando um universo real e interessante ao constatar, por exemplo, que bandidos transitavam facilmente entre a high society sem que pudessem ser reconhecidos. Sinal dos tempos!</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Tinha Que Ser Você (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 19:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[direção: Joel Hopkins elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin país: Inglaterra gênero: romance ano: 2009 título original: Last Chance Harvey Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/tinha-que-ser-voce/tinha-que-ser-voce-poster01.jpg" alt="" width="169" height="248" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Joel Hopkins<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Last Chance Harvey</h3>
<p>Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=F59LrrEMtE4&amp;feature=player_embedded" target="_blank">“Tinha Que Ser Você”</a> demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, que vai levar o espectador a uma bela história de amor e redenção.</p>
<p>“Tinha Que Ser Você” é a história do compositor de jingles Harvey Shine (Dustin Hoffman), que vai a Londres para o casamento da filha, mas acaba enfrentando diversas situações que vão mudar para sempre o rumo da sua vida.</p>
<p>Dustin Hoffman é um ator mais do que experiente. Há alguns anos, sua carreira vem em altos e baixos – mais até projetos ruins do que bons. Nesse ele parece ter acertado. Longe dos holofotes hollywoodianos e ao lado de um diretor pouco expressivo, Joel Hopkins, o ator consegue se libertar de clichês que adquiriu durante a carreira. E faz isso com maestria, também ajudado pela interpretação quase impecável de Emma Thompson, uma companheira e tanto. Com o time de frente muito bem formado, Hopkins, que também é o roteirista, consegue pintar na tela um quadro interessante de um homem solitário, que vê no casamento da filha cenas de uma família que muito bem poderia ter sido dele, mas que, com erros do passado, estragou tudo sem chances de volta.</p>
<p>Esse pano de fundo triste e desolador é mudado quando Harvey encontra Kate Walker, uma aparentemente burocrática funcionária de censo do aeroporto de Londres. Os dois têm, na realidade, apenas um ponto em comum: a solidão. Hopkins é competente ao mostra de maneira clara e objetiva essa situação em diversas cenas no início do filme, e até mesmo até a metade da projeção. De lados opostos, os dois vivem situações embaraçosas e que denotam a incapacidade psicológica de ambos em viver em grupo ou ainda a solidão que ambos parecem alimentar para si próprios, como uma espécie de auto-punição por erros do passado. A tela é praticamente dividida em duas em várias cenas – o que nos leva a uma influência direta de “Tinha que Ser Você”, o romance “Harry &amp; Sally”, de 1990. Naquele filme, os dois personagens vivem às turras e no céu ao mesmo tempo, dividindo situações de riso, choro, amor e ódio. Aqui, Harvey e Kate dividem, além da solidão, uma tentativa de mudança que também é traço escondido na personalidade de ambos.</p>
<p>Harvey, claramente deslocado no casamento da própria filha, vê no encontro banal com Kate uma maneira de redenção pelo que fez à mulher e à própria filha. Já Kate é uma mulher que tem um talento literário escondido e, devido à timidez ou puro medo, o esconde do mundo. A relação dela com a mãe, aliás, é particularmente importante para entender o espírito da mulher (só fica chato certas cenas em que a mãe desconfia do vizinho: não serve para nada). E Harvey, um homem encantador, demonstra viver preso no passado e se punindo pelos erros que ele próprio cometeu, mesmo que ele mesmo nem tenha certeza se foi errado ou não.</p>
<p>Essa teia dramática aparece no filme de forma bastante leve, com cenários belíssimos de Londres e cenas divertidas sem ser idiota. “Tinha que Ser Você” não é um filme de comédia romântica, pelo contrário, pode ser classificado como “romance”, um gênero em falta hoje em dia. E, mesmo que apele para uma reviravolta final forçada (que na verdade não atrapalha muito), o filme consegue emocionar e divertir, fazer chorar e fazer rir, sem nunca ser piegas ou vulgar.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Os Falsários (2007)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 03:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[segunda guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[direção: Stefan Ruzowitzky elenco: Karl Markovics, August Diehl, Devid Striesow país: Áustria/Alemanha gênero: drama ano: 2007 título original: Die Fälscher O ano de 2009 parece ter sido reservado para filmes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/falsarios/falsarios-poster01.jpg" alt="" width="176" height="257" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="size-full wp-image-59 aligncenter" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Stefan Ruzowitzky<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Karl Markovics, August Diehl, Devid Striesow<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Áustria/Alemanha<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2007<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Die Fälscher</h3>
<p>O ano de 2009 parece ter sido reservado para filmes dando novo olhar à Segunda Guerra. De conflitos pessoais de “O Leitor” à inocência infantil em “O Menino do Pijama Listrado”, o tema rende agora um ótimo exemplar que discute escolhas individuais e seu impacto no coletivo, com o ótimo e bem dirigido “Os Falsários”.</p>
<p>O filme segue a história do falsificador bom vivant multi-facetado Salomon ‘Sally’ Sorowitsch (Karl Markovics), que vivem na Alemanha e falsifica de tudo. Preso, ele segue direto para campos de concentração da Alemanha nazista, passando a  integrar, junto com outros prisioneiros, como Adolf Burger (August Diehl), uma divisão de falsificação do regime.</p>
<p>O trunfo de “Os Falsários” é ser ao mesmo tempo denso e suave, uma característica muito difícil de se alcançar em histórias desse tipo. A temática Segunda Guerra, na verdade, parece que só funciona no cinema hoje em dia se tocar em feridas ainda encobertas, ou então em assuntos obscuros, como é o caso do longa em questão. “Os Falsários” é uma história real, escrita por Berg, único personagem que manteve o nome original. Criando uma teia concisa e sóbria, o diretor Stefan Ruzowitzky explora bem o tema real e o pano de fundo que é a guerra, e não abusa em momento algum o drama dos judeus em vão ou então os campos de concentração, altamente explorado em dezenas de filmes.</p>
<p>A narrativa é, portanto, envolvente por si só. O impacto inicial que o público toma é visto quando, logo aos 5 minutos, passamos do final da história para o começo, dando um contraste impactante, que vai ser importantíssimo para a fruição do filme. O diretor Ruzowitzky não é em momento nenhum maniqueísta em relação aos próprios prisioneiros, já que, sendo judeus, são obrigados a trabalhar para aumentar a fortuna do partido nazista e financiar uma guerra contra os próprios judeus. É esse conflito interno que vai permear toda a história, isto é, de que adianta trabalhar forçado para o regime se é justamente esse trabalho que vai salvar os nazistas? O trabalho em questão é a falsificação de dinheiro.</p>
<p>A construção desse conflito é bem recortado com a história de alguns personagens judeus e outros nazistas. A dualidade interna dos prisioneiros é ainda mais evidente nas relações de cada um. Tem gente ali com a família inteira morta, outros que ainda têm esperança em reencontrá-los e alguns, como Sally, que não têm nada a perder. O protagonista passa a ser o chefe da divisão e suas atitudes impactam diretamente no funcionamento do Projeto nazista e em como os outros vão (ou não) ajudar a levar pra frente a idéia. MArkovics faz um Solomon de maneira magnífica, encarnando um homem dúbio e misterioso, que tem um código de conduta próprio, mas que não poupa esforços em ajudar seus amigos, mesmo quando está em situação delicada.</p>
<p>O tema, que aparentemente é denso demais, tem algumas peculiaridades que o tornam mais “leve”, se é que isso é possível. O ponto chave para que isso aconteça é a dinâmica do roteiro, que somente perto do final demora alguns minutos a mais em cenas desnecessárias, mas que volta logo ao ritmo de antes. A conclusão, por sua vez, é bem irônica e reforça ainda mais a idéia de dualidade que qualquer ser humano vive e, mesmo sofridos por um regime imbecil e desumano, os judeus também não ficam de fora. A frase que encerra “Os Falsários” é claro nisso e dá o fechamento ideal, sem ser piegas ou repetitivo.</p>
<p><em>P.S.: &#8220;Os Falsários&#8221; é o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008, mas só agora, em junho de 2009, chega às telas brasileiras.</em></p>
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