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	<title>Café Com Pop &#187; film noir</title>
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		<title>Crítica &#8211; O Terceiro Homem (1949)</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 18:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Carreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[clássicos do cinema]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[film noir]]></category>
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		<description><![CDATA[da série &#8220;Clássicos do cinema&#8221; direção: Carol Reed elenco: Joseph Cotten, Alida Valli, Trevor Howard, Orson Welles país: UK gênero: ação/suspense ano: 1949 título original: The Third Man Tido como...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">da série &#8220;Clássicos do cinema&#8221;</h3>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="O Terceiro Homem" src="http://gabinetedokas.files.wordpress.com/2008/08/criterion_terceiro_homem_bd.jpg" alt="" width="177" height="249" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota09.jpg"></a><a href="http://www.cafecompop.com/rodrigo/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Carol Reed<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Joseph Cotten, Alida Valli, Trevor Howard, Orson Welles<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: UK<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: ação/suspense<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 1949<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: The Third Man</h3>
<p>Tido como um clássico incontestável do gênero noir, “O Terceiro Homem” é mais um filme de suspense do que de ação, embora a cena final do filme já esteja entre as mais espetaculares de todos os tempos no quesito tirar o fôlego. No restante do longa, acompanhamos uma história povoada de tipos misteriosos, reviravoltas e muita intriga entre os personagens, sempre filmada de maneira tecnicamente brilhante.</p>
<p>“O Terceiro Homem” apresenta a história de Holy Martins, um escritor em decadência que chega a Viena para encontrar o amigo Henry Lime, mas se surpreende ao encontrá-lo morto. Em dúvida de que ele realmente morreu num acidente de carro, parte em busca da verdade, interrogando os envolvidos e se envolvendo com a bela Anna Schimdt, ex-namorada do falecido.</p>
<p>A história, contada de maneira simples e direta, é feita para que sempre tenhamos dúvidas do que vem a seguir. Na Viena pós-segunda guerra, a dúvida e a ambiguidade são pontos centrais para entender o envolvimento dos personagens com o próprio ambiente e com o assassinato que move o enredo. Martins, escritor em decadência e sem muitas perspectivas de vida, vê na morte do amigo uma possibilidade de tentar vingá-lo e para isso segue seus instintos e convicções, muito embora não tenhamos, em momento algum, qualquer tipo de certeza sobre quem está certo: se o próprio Martins ou os demais amigos do morto.</p>
<p>Mesmo com essa via dúbia, o roteiro não se mostra confuso, pelo contrário, consegue estabelecer bem todas as relações e reviravoltas que acontecem. Se Martins é um homem agora obstinado, também nutre especial carinho por Ana, ex-namorada de Lime. Os dois estão sempre entre olhares, astutos e sorrateiros e quase sempre em comunhão de opinião, mas há algo que ainda intriga o escritor. Um pouco diferente acontece com os amigos do morto, que Martins desconfia desde o princípio, mas não consegue achar nada de concreto para incriminá-los. Na cartilha do bom suspense, todos sabem, isso não quer dizer nada, e parece que o escritor está sempre à frente e perto de achar o assassino, mas quase sempre se perde nas contradições e rumos diferentes que a história do atropelamento toma a cada versão.</p>
<p>Na tela, Carol Reed faz um trabalho minucioso de construção narrativa. Mergulha de vez no gênero noir ao apresentar os personagens em oposição e quase sempre na dialética claro X escuro. Ele abusa dos cigarros, fumaças, sombras (a qualquer hora do dia os personagens são emergidos em sombras) e luzes difusas, tudo para enfatizar o clima de dúvida e suspense que o filme carrega consigo. A fotografia cuidadosa de Robert Krasker privilegia as lacunas de sombras e escuridão para revelar momentos da história no momento exato em que devem aparecer. Somos, então, brindados com personagens furtivos saindo de sombras e revelando-se à luz da lua, ruas desertas e sombrias, homens de sobretudo cruzando as avenidas e muito jogo de claro X escuro, grande característica do cinema noir.</p>
<p>Se estamos acostumados aos filmes atuais de ação com muita barulheira, tiros, perseguição de carros e reviravoltas sem sentido, “O Terceiro Homem” foge dessa linha ao privilegiar não a ação corrida, mas sim a ação dos próprios personagens, sempre procurando intuir no espectador que aquilo pode nem sempre ser o que parece.</p>
<address>P.S.: eu não comentei a não menos brilhante participação de Orson Welles no filme, porque qualquer coisa que eu fale a mais do que isso pode estragar um dos grandes momentos do longa.</address>
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