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	<title>Café Com Pop &#187; filmes</title>
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	<description>Música, cinema e cultura pop</description>
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		<title>Melhores filmes de 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 03:21:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um pouco de atraso? Talvez, mas aí vai a lista de melhores filmes de 2009. Lembrando que são os filmes lançados por aqui no ano passado, isto é, não seguem a regra de lançamentos dos EUA e Europa (nos filmes com link, clique para ler a crítica publicada no blog).
10 &#8211; Inimigos Públicos
Michael Mann volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouco de atraso? Talvez, mas aí vai a lista de melhores filmes de 2009. Lembrando que são os filmes lançados por aqui no ano passado, isto é, não seguem a regra de lançamentos dos EUA e Europa (nos filmes com link, clique para ler a crítica publicada no blog).</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/07/critica-de-filme-inimigos-publicos-2009/"><strong>10 &#8211; Inimigos Públicos</strong></a><br />
Michael Mann volta em grande estilo, principalmente ao estar acompanhado de Johnny Depp. Ótimas cenas, boas atuações e uma trama bem intricada.</p>
<p><strong>9 &#8211; Distrito 9</strong><br />
A meu ver, a grande surpresa de 2009. Um roteiro afiado e muito bem contado, a história toca em excelentes pontos e divete sem ser superficial.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/08/critica-de-filme-se-beber-nao-case-2009/"><strong>8 &#8211; Se Beber, Não Case</strong></a><br />
Comédia divertidíssima, provando que besteirol pode sim ser bem inteligente.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/12/critica-de-filme-avatar-2009/"><strong>7 &#8211; Avatar</strong></a><br />
Um marco no cinema mundial</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/12/critida-de-filme-abracos-partidos-2009/"><strong>6 &#8211; Abraços Partidos</strong></a><br />
Almodóvar muda o foco, passa para o ser masculino e desenvolve uma história bonita e intensa.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/2009/06/critica-de-filme-os-falsarios-2007/"><strong>5 &#8211; Os Falsários</strong></a><br />
Mais uma história sobre a 2a guerra? Não! Um viés novo e tocante.</p>
<p><strong>4 &#8211; Rebobine, por favor</strong><br />
Uma ode ao cinema e aos bons filmes de comédia. Ponto para Mos Def, Jack Black e, principalmente, o mestre Michel Gondry.</p>
<p><strong>3 &#8211; O Curioso Caso de Benjamin Button</strong><br />
Um filme grandioso, com cenas belíssimas e uma trama que evoca sentimentos universais.</p>
<p><a href="http://www.cafecompop.com/?p=98"><strong>2 &#8211; Gran Torino</strong></a><br />
O mestre Eastwood em sua essência, com personagem forte e uma história marcante.</p>
<h2 style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/2009/03/critica-o-lutador/"><strong>1 &#8211; O Lutador</strong></a></h2>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/lutador.JPG" alt="" width="292" height="280" /></p>
<p>A história do lutador The Ram comove até brutos como ele próprio. Uma aula de direção e atuações bastante convincentes.</p>
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		<title>Os melhores filmes da década</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 03:05:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[20 – Bella (2008)
Nada mais simples do que a história de Bella, em que duas pessoas normais tentam superar problemas normais numa cidade monstruosa, Nova York. A beleza do filme está nas sutilezas e no papo que corre solto entre os dois protagonistas.
19 – O Lutador (2008)
Mickey Rourke encara o filme da sua carreira, numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>20 – Bella (2008)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nada mais simples do que a história de Bella, em que duas pessoas normais tentam superar problemas normais numa cidade monstruosa, Nova York. A beleza do filme está nas sutilezas e no papo que corre solto entre os dois protagonistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>19 – O Lutador (2008)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mickey Rourke encara o filme da sua carreira, numa história comovente de superação. O mais interessante é que não falo de superação espetacular, o sem-terra que virou presidente, não! Essa é uma história de superação pessoal e de sentimento de pertencimento. O homem frente a seu destino inexorável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>18 – Sideways (2005)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma divertida história que traz Paul Giamatti numa perfomance dignas de grandes atores. A trama é a versão sofisticada das despedidas de solteiro, com um cenário belíssimo, muito vinho, traição e amor. Claro, humor de primeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>17 – Pequena Miss Sunshine (2007)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Impossível não se emocionar com a pequena garotinha interpretada por Abigail Breslin, que tenta realizar o sonho de ser rainha de baile, muito embora seu corpo não permita isso. Para completar, a complexa relação familiar fecha o quadro tragicômico do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">16 – Elefante (2004)</p>
<p style="text-align: justify;">Esse filme de Gus Van Sant é rápido e intenso. Com pouco menos de 1h30 ele consegue contar a história de jovens americanos que tomam atitudes impensadas. É baseado na famosa história dos atiradores de Columbine, nos EUA, mas a maneira como Sant filma os garotos é que impressionante. Repare na montagem. Um primor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15 – Cidade dos Sonhos (2006)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">David Lynch cria um mosaico incrível nesse filme, costurando uma história dentro da outra num roteiro verdadeiramente complexo e fascinante. Naomi Watts está magnífica, assim como a direção de Lynch e suas cenas metafóricas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>14 – Adeus Lênin (2004)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A história é de uma combatente do partido comunista que fica em coma durante anos e só acorda quando o mundo já não está mais dividido pelo muro. A jornada de seu filho para tentar encobrir as “barbaridades” do presente é o que move o filme, uma estrutura simples, mas de uma grandiosidade cinematográfica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>13 – Irreversível (2003)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Gaspar Noé realizou um filme controverso e, para muita gente, doentio. Para quem apurou a visão e o cérebro, conseguiu acompanhar um diretor que explora a tela com mestria e cria cenas memoráveis, além de contar uma história de vingança e senso de justiça que é perfeitamente factível a qualquer um de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>12 – Na Natureza Selvagem (2008)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Repito aqui o que disse em 11 de março desse ano: “Sean Penn na direção é sinônimo de um trabalho apurado, profundo e emocionante. Não é diferente aqui. “Na Natureza Selvagem” mexe com aquele sentimento inerente a qualquer ser humano: a fuga. O filme carrega uma emoção incrível, além de belas paisagens americanas e uma trilha sonora quase perfeita, feita por Eddie Verder”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>11 – Sangue Negro (2008)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paul Thomas Anderson é um daqueles diretores que o grande público não se atenta, mas que só realiza grandes filmes. Mais uma vez ele não decepcionou, criando uma obra, com a ajuda de Daniel Day Lewis espetacular, densa e de caráter humano devastador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 – Trilogia Bourne (2002-2007)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esse é renascimento de um grande ator, Matt Damon. E mais do que isso: o renascimento de um gênero que vinha desgastado pelas mentiras estapafúrdias no roteiro, cenas de ação clichê e personagens sem envolvimento. Bourne veio para acabar com tudo isso e se tornou o novo “007”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 – Amores Brutos (2002)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Poderia colocar os outros dois filmes da trilogia da morte de Iñarritu e Arriaga, mas esse aqui é o mais cru, forte e representativo da dupla. As três histórias do roteiro se entralaçam de maneira sutil, mas formam um quadro completo da natureza humana. Tem sonhos quebrados, segredos revelados, planos frustrados e a velha realidade latino americana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 – O Escafandro e a Borboleta (2007)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como contar a história de um filme que tem como protagonista um homem em estado vegetativo? Não, Escafandro e a Borboleta não soluciona o problema com flashbacks. Vai além, e realiza uma obra com vasto teor dramático, com extrema crueza na avaliação do que é estar vivo e, principalmente, porque continuamos a viver.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 – Quase Famosos (2000)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez esse filme faça mais sentido para quem é apaixonado por música e/ou jornalismo, mas o fato é que o longa traz para o público uma história de companheirismo, amizade, excessos e volta por cima. A direção de Cameron Crowe é simples e eficiente, assim como o roteiro que alia autobiografia, sexo, drogas, rock n roll e muito amor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 – Oldboy (2006)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Legítimo exemplar do cinema coreano da atualidade, Oldboy explora as entranhas do ser humano e as motivações para determinadas atitudes são escancaradas. O tema “vingança” aqui é o principal, mas o filme alie essa sanguinolência com muito drama pessoal e uma minuciosa exploração do ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 – Volver (2005)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Poderia colocar aqui “Fale com Ela” também, mas Volver é um filme mais representativo e intenso. Com uma atuação espetacular de Penélope Cruz, Almodóvar faz um tratado sobre a condição humana em diversos aspectos e, nem por isso, torna o filme chato ou pretensioso. Os diálogos são afiados e a trama pode parecer absurda, mas é perfeitamente factível e vista no nosso cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 – Dogville (2003)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lars Von Trier realiza aqui sua obra-prima. Mesmo com o choque inicial da falta de cenário, a estética dá lugar a uma história de metáforas que gera diferentes interpretações no público. Nicole Kidman está deslumbrante como uma forasteiras explorada e altruísta, que se revela uma quase “heroína” de um local perdido. As pequenas reviravoltas no roteiro são conduzidas de maneira sublime e a finalização do filme já é antológica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 – Trilogia Senhor dos Anéis (2001-2004)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Impossível escolher apenas um dos longas para figurar na lista. A coesão dos três falou mais alto. Aqui, Peter Jackson provou ao mundo que é possível utilizar a tecnologia e os efeitos especiais em prol de uma grande história. Fora as revoluções tecnológicas, Senhor dos Anéis nos transporta para um mundo que pode parecer distante no espaço e no tempo, mas que nos valores e na “humanidade” de seus personagens estão mais perto de nós que imaginamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 – Cidade de Deus (2002)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O filme de Fernando Meirelles e Katia Lund tornou-se um marco no cinema nacional e também um divisor de águas para o olhar que o mundo coloca sobre a produção cinematográfica fora do eixo. A história é fantástica, a direção impecável, atuações de alto nível e, principalmente, contribui de maneira única para a consolidação do cinema feito no Brasil. Um passo importante para criação de um verdadeiro cinema brasileiro: cru, realista, humano e cheio de brasilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 – Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças (2004)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A história difusa de um casal que se ama e se odeia, confunde-se em si e se transforma numa belíssima história de amor, recomeço e, principalmente, destino. A direção (Michel Gondry) é um primor, consegue conduzir uma trama truncada de maneira sutil e leve, com soluções simples para passagens de tempo, metáforas e simbolismos da cabeça genial do roteirista Charlie Kauffman. As cenas são realizadas com maestria por Kate Winslet e Jim Carey, em seus melhores momentos no cinema. Realmente, um filme digno de aplausos em pé.</p>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 02:04:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dando sequência à minha saga de asisstir um filme por dia nas férias, lá vai o resumo dessa última semana. Dessa vez com alguns comentários a mais:
#1FilmePorDia O Céu que Nos Protege – O deserto é fim e recomeço, dor e paixão dos personagens. 8/10
Bernardo Bertolluci é célebre em histórias dramáticas. Essa aqui segue a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando sequência <a href="http://www.cafecompop.com/2009/12/1filmepordia-resumo-da-semana/" target="_self">à minha saga de asisstir um filme por dia</a> nas férias, lá vai o resumo dessa última semana. Dessa vez com alguns comentários a mais:</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>O Céu que Nos Protege</strong> – O deserto é fim e recomeço, dor e paixão dos personagens. 8/10<br />
Bernardo Bertolluci é célebre em histórias dramáticas. Essa aqui segue a mesma linha. A história segue um casal em crise que resolve viajar para os meandros da África, juntamente com um amigo. Claro, rola um pequeno triângulo amoroso, mas o bom da história é a investigação psicológica que Bertolluci faz do casal, tendo um cenário desértico como pano de fundo, mas também com papel importante na condução da trama. Os últimos 40 minutos se arrastam um pouco e o longa perde o ritmo.</p>
<p>#1FilmePorDia: <strong>I´m a Cyborg, But That´s OK</strong> &#8211; com metáforas e simbolismos, filme retrata dor, paixão, medo e vingança de forma particular 8/10<br />
A recente geração de cineastas coreanos traz excelentes filmes, assim como esse do mestre Chan Wook-Park (vocês já perceberam, sou fã desse cara). Em &#8220;I´m a Cyborg&#8230;&#8221;, Park abandona a violência e coloca seu olhar sobre um hospício. A direção, a história e todo o resto seguem uma linha esquizofrênica e difusa, mas a trama não se perde. Os simbolismos são bem peculiares e se encaixam bem. Mais um ponto para o cinema coreano.</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>Cinema, Aspirinas e Urubus</strong> &#8211; Uma visão particular e intensa do sertão, ótimas atuações e trama bem amarrada. Imperdível 9/10<br />
Sei da importância do cinema novo na condução de um retrato do sertão brasileiro, mas o filme em questão faz um panorama riquíssimo dessa região do país. A história é simples e acerta em cheio ao contar a trajetória de um estrangeiro que tenta vender aspirinas pelo interior do país. O choque de culturas, a atuação de João Miguel e a fotografia estão sublimes.</p>
<p>#1FilmePorDia: <strong>Ano Um</strong> &#8211; comédia escrachada, brinca com religião e outras referências. Pena que só algumas piadas funcionem 6/10<br />
Foi direto para o DVD aqui no Brasil. Realmente não é lá a melhor comédia de Jack Black, mas está longe de ser a pior. Algumas tiradas cômicas são engraçadas, outras nem tanto. O tom tosco dos cenários e tudo mais atrapalha um pouco, além de algumas cenas sem sentido.</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>Quem Bate à Minha Porta?</strong> &#8211; a trama é simples e até se desenvolve bem, mas no geral convence pouco 7/10<br />
Um filme que durou mais de 5 anos para ser finalizado. Começou apenas contando a história do protagonista e sua &#8220;gangue&#8221;, o cotidiano do personagem. No final, somos apresentados a isso e ao encontro amoroso dele com uma bela jovem. O roteiro se perde um pouco, mas Scorsese já começa a demonstrar seu talento para o cinema.</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>Os 39 Degraus</strong> &#8211; Não é o melhor Hitchcock, tem um roteiro razoável, mas tem excelentes cenas de suspense e ação 7/10<br />
Se formos comparar com outros clássicos, esse deixa a desejar. O roteiro é a peça mais fraca do filme, mas algumas cenas especialmente tensas valem à pena.</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>O Gosto da Vingança</strong> &#8211; Mais um exemplar intenso e lírico do cinema coreano, muita luta, sangue, mas mto amor e ternura tb 9/10<br />
Cinema coreano em alta, como vocês podem ver. Nesse exemplar, muita violência, sangue, luta e tiros, mas também muito amor e paixão. Alterna o sublime com a violência, mas em ótimas dosagens. A história é muito bonita.</p>
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		<title>#1FilmePorDia &#8211; Resumo da semana</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 03:05:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quem me acompanha no Twitter sabe que estou numa saga de final de ano: assistir a um filme por dia. Por enquanto estou conseguindo e, além disso, coloco no ar sempre um breve resumo em 140 caracteres dos filmes que assisto. Já teve de tudo. Abaixo, reproduzo o resumo da semana com os longas assistidos.
#1FimePorDia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me acompanha no Twitter sabe que estou numa saga de final de ano: assistir a um filme por dia. Por enquanto estou conseguindo e, além disso, coloco no ar sempre um breve resumo em 140 caracteres dos filmes que assisto. Já teve de tudo. Abaixo, reproduzo o resumo da semana com os longas assistidos.</p>
<p>#1FimePorDia <strong>Abraços Partidos</strong> – a história de paixão e amor agora na visão de um homem, Almodóvar mantém a boa média. P. Cruz estonteante 9/10</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>Cidade dos Sonhos</strong>- roteiro espetacular, em espiral, confunde e instiga ao mesmo tempo. É drama e suspense, claro e escuro 9/10</p>
<p>#1FilmePorDia <strong>Mad Max</strong> &#8211; Filme se concentra mto nas cenas de ação e se esquece do contexto e de 1 desenvolvimento melhor dos personagens 6/10</p>
<p>#1FilmePorDia: <strong>Perfume de Mulher</strong> &#8211; Mesmo c/ final melodramático d+, convence, c/ a história de 1 encontro de gerações q leva à redenção 7/10</p>
<p>#1FilmePorDia: <strong>A Vida de David Gale</strong> &#8211; roteiro sem sentido e trama absurda. Derperdiça ótimo tema num thriller insosso. 4/10</p>
<p>#1FilmePorDia: <strong>A Cor Púrpura</strong> &#8211; belo, triste e instigante, com ótimas atuações e show de Spielberg na direção, como (quase) sempre. 8/10</p>
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		<title>Crítida de Filme &#8211; Abraços Partidos (2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 03:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
direção: Pedro Almodóvar
elenco: Penélope Cruz, Lluis Homar, Blanca Portillo, José Luiz Gómez
país: Espanha
gênero: drama
ano: 2009
Título Original: Los Abrazos Rotos
É sempre bom ver quando grandes cineastas se reinventam. Melhor que isso é poder acompanhar um filme em que um grande cineasta, no caso, o aclamado Pedro Almodóvar, consegue esse feito se utilizando de referências de seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><img class="aligncenter" src="http://semtedio.com/wp-content/uploads/2009/08/abra%C3%A7os-partidos.jpg" alt="" width="132" height="189" /><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-59" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></h3>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Pedro Almodóvar<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Penélope Cruz, Lluis Homar, Blanca Portillo, José Luiz Gómez<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Espanha<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">Título Original</span>: Los Abrazos Rotos</h3>
<p>É sempre bom ver quando grandes cineastas se reinventam. Melhor que isso é poder acompanhar um filme em que um grande cineasta, no caso, o aclamado Pedro Almodóvar, consegue esse feito se utilizando de referências de seus próprios filmes, de outros e jogando luz sobre sua própria arte: o cinema.</p>
<p>“Abraços Partidos” conta a história do cineasta Mateo/Harry (Lluis Homar) e da bela atriz Lena (Penélope Cruz), que se envolvem após ela se casar com um figurão e conseguir um papel no filme realizado por Mateo/Harry.</p>
<p>De certa forma, “Abraços Partidos” guarda muitas semelhanças com os últimos trabalhos do diretor, mas aqui há uma diferença marcante: Almodóvar se volta para tentar entender os sentimentos e motivações amorosas dos homens. Mesmo com uma atriz estonteante em cena, o filme só recorre à sua beleza nos momentos necessários (e que momentos!), preferindo ter como protagonista um personagem masculino. Assim, portanto, logo na cena inicial temos a comprovação disso, quando vemos Mateo tomando conta do ambiente e se posicionando como a mola propulsora da história. Veremos ainda a história sobre sua ótica, a partir de suas reações e de suas convicções quanto ao amor, sexo, traição etc.</p>
<p>Almodóvar divide o filme em dois momentos chaves, indo e voltando na trama com uma desenvoltura ímpar. A evolução de Mateo não está somente na visão e na falta dela (um ótimo recurso para marcar não só o tempo, mas também o momento dramático do personagem), mas sim em seus gestos, atitudes e, principalmente, na sua “visão” de mundo – foi mal o trocadilho. E essa visão de mundo é refletida em sua obra, o filme dentro do filme, o tal “Mulheres e Malas”, que o diretor só consegue filmar com sua musa inspiradora, aquela que mesmo não sendo a melhor atriz de todas, consegue despertar nele uma paixão que vai além da carne. É essa paixão que conduz Mateo para suas atitudes no passado, muito diferente daquele Mateo mais burocrático e infeliz do presente. Se, num dado momento, sua obra cinematográfica grita com força dentro de si mesmo e ela tenta expor isso ao mundo, no presente sua única vontade é transar com a primeira que aparecer e cumprir seus contratos já estabelecidos.</p>
<p>Ainda nessa relação de dualidade, Almodóvar brinca com rimas bem interessantes – e é bem legal vê-las na tela em diversos momentos do longa. A cena de sexo, do começo do filme (cheia de libido, mas fugaz), com as que ele tem com Lena (voraz, apaixonante, arrebatadora), são exemplos claros disso. Ainda tem a vontade de Mateo de realizar um filme sobre um filho que perdoa o pai, ao passo que lhe cai nas mãos uma proposta completamente oposta. Penélope, aliás, quando entra em cena consegue roubar quase todas as atenções para si. Claro, ela é a musa, deusa inspiradora do Olimpo de Almodóvar, que a utiliza melhor do que ninguém e, metalinguisticamente, projeta-se da mesma forma em Mateo, o cineasta. É tamanha a “semelhança” autobiográfica, que o cenário principal de “Mulheres e Malas” é praticamente o mesmo de “Mulheres Á Beira de um Ataque de Nervos” (só faltou Antonio Banderas&#8230;).</p>
<p>Com um roteiro afiado e bem amarrado, Almodóvar ainda brilha na direção, utilizando, como sempre, de suas cores fortes e de belos jogos de câmera. Ele sempre procura sair do óbvio e filmar a partir de ângulos diferentes, conduzindo o olhar do espectador de maneira bastante inteligente. As cores, claro, estão lá e pulam na tela, ganhando vida e sendo um show à parte.</p>
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		<title>Projeção digital corta e deturpa os filmes</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 03:10:04 +0000</pubDate>
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As imagens que ilustram o post foram tiradas do blog do glorioso crítico André Setaro. Elas ilustram perfeitamente o corte e a diferença que há entre a exibição de um filme em película e em formato digital. É um disparate tremendo – e que vem invadindo as salas de cinema de todo Brasil.
Por isso, críticos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/10/ceia22.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-412" title="ceia22" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/10/ceia22.jpg" alt="ceia22" width="400" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/10/ceia11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-413" title="ceia11" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/10/ceia11.jpg" alt="ceia11" /></a></p>
<p>As imagens que ilustram o post foram tiradas do blog do glorioso crítico <a href="http://setarosblog.blogspot.com/" target="_blank">André Setaro</a>. Elas ilustram perfeitamente o corte e a diferença que há entre a exibição de um filme em película e em formato digital. É um disparate tremendo – e que vem invadindo as salas de cinema de todo Brasil.</p>
<p>Por isso, críticos e pessoas que pensam o cinema no Brasil colocaram no ar <a href="http://www.gopetition.com/online/31415.html" target="_blank">uma petição online para combater essa prática</a> e, mais do que isso, chamar a atenção dos amantes do cinema para um problema que afeta profundamente a obra fílmica. Não se trata de nenhum puritanismo ou algo do gênero, é apenas a necessidade de preservar o filme da maneira que ele foi concebido. Quem nunca presenciou alguém criticar o widescreen? Na verdade, é uma ilusão achar que o fullscreen é melhor e maior. Não! O full corta a imagem e aproxima (perde-se qualidade), enquanto o widescreen preserva a obra inteiramente.</p>
<p>Mais do que isso, alguns renomados críticos já aderiram à idéia e já assinaram a petição. É o caso do próprio Setaro. “As versões digitais estão a deformar e deturpar os formatos originais dos filmes. Um crime. Uma intromissão indevida na integridade da obra cinematográfica”, diz <a href="http://setarosblog.blogspot.com/2009/10/versao-digital-esta-deturpar-os-filmes.html" target="_blank">em seu blog</a>.<a href="http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2009/10/15/Projecao-Digital-no-Brasil-Caso-de-Policia.aspx" target="_blank"> Pablo Villaça</a>, crítico há mais de 15 anos e editor do Cinema em Cena, não se considera um purista, mas não admite o que vem sendo feito nas salas de exibição. “O que vemos no Brasil é algo digno de um pequeno cineclube da roça, não algo que deva ser exibido para o público em festivais ou mesmo no circuito comercial convencional”.</p>
<p><a href="http://www.gopetition.com/online/31415.html" target="_blank"><strong>Assine</strong></a>, passe adiante e tente olhar a obra fílmica em toda sua estrutura. Não aceite cabeças cortadas ou algo do gênero.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Tinha Que Ser Você (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 19:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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direção: Joel Hopkins
elenco: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin
país: Inglaterra
gênero: romance
ano: 2009
título original: Last Chance Harvey
Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, “Tinha Que Ser Você” demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/tinha-que-ser-voce/tinha-que-ser-voce-poster01.jpg" alt="" width="169" height="248" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="nota08" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota08.jpg" alt="nota08" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Joel Hopkins<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Dustin Hoffman, Emma Thompson, James Brolin<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Inglaterra<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: romance<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Last Chance Harvey</h3>
<p>Tendo como pano de fundo uma Londres fria, mas acolhedora, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=F59LrrEMtE4&amp;feature=player_embedded" target="_blank">“Tinha Que Ser Você”</a> demonstra ser um filme extremamente sensível sem ser banal. O elenco, com os ótimos Dustin Hoffman e Emma Thompson, segura a história do começo ao fim, que vai levar o espectador a uma bela história de amor e redenção.</p>
<p>“Tinha Que Ser Você” é a história do compositor de jingles Harvey Shine (Dustin Hoffman), que vai a Londres para o casamento da filha, mas acaba enfrentando diversas situações que vão mudar para sempre o rumo da sua vida.</p>
<p>Dustin Hoffman é um ator mais do que experiente. Há alguns anos, sua carreira vem em altos e baixos – mais até projetos ruins do que bons. Nesse ele parece ter acertado. Longe dos holofotes hollywoodianos e ao lado de um diretor pouco expressivo, Joel Hopkins, o ator consegue se libertar de clichês que adquiriu durante a carreira. E faz isso com maestria, também ajudado pela interpretação quase impecável de Emma Thompson, uma companheira e tanto. Com o time de frente muito bem formado, Hopkins, que também é o roteirista, consegue pintar na tela um quadro interessante de um homem solitário, que vê no casamento da filha cenas de uma família que muito bem poderia ter sido dele, mas que, com erros do passado, estragou tudo sem chances de volta.</p>
<p>Esse pano de fundo triste e desolador é mudado quando Harvey encontra Kate Walker, uma aparentemente burocrática funcionária de censo do aeroporto de Londres. Os dois têm, na realidade, apenas um ponto em comum: a solidão. Hopkins é competente ao mostra de maneira clara e objetiva essa situação em diversas cenas no início do filme, e até mesmo até a metade da projeção. De lados opostos, os dois vivem situações embaraçosas e que denotam a incapacidade psicológica de ambos em viver em grupo ou ainda a solidão que ambos parecem alimentar para si próprios, como uma espécie de auto-punição por erros do passado. A tela é praticamente dividida em duas em várias cenas – o que nos leva a uma influência direta de “Tinha que Ser Você”, o romance “Harry &amp; Sally”, de 1990. Naquele filme, os dois personagens vivem às turras e no céu ao mesmo tempo, dividindo situações de riso, choro, amor e ódio. Aqui, Harvey e Kate dividem, além da solidão, uma tentativa de mudança que também é traço escondido na personalidade de ambos.</p>
<p>Harvey, claramente deslocado no casamento da própria filha, vê no encontro banal com Kate uma maneira de redenção pelo que fez à mulher e à própria filha. Já Kate é uma mulher que tem um talento literário escondido e, devido à timidez ou puro medo, o esconde do mundo. A relação dela com a mãe, aliás, é particularmente importante para entender o espírito da mulher (só fica chato certas cenas em que a mãe desconfia do vizinho: não serve para nada). E Harvey, um homem encantador, demonstra viver preso no passado e se punindo pelos erros que ele próprio cometeu, mesmo que ele mesmo nem tenha certeza se foi errado ou não.</p>
<p>Essa teia dramática aparece no filme de forma bastante leve, com cenários belíssimos de Londres e cenas divertidas sem ser idiota. “Tinha que Ser Você” não é um filme de comédia romântica, pelo contrário, pode ser classificado como “romance”, um gênero em falta hoje em dia. E, mesmo que apele para uma reviravolta final forçada (que na verdade não atrapalha muito), o filme consegue emocionar e divertir, fazer chorar e fazer rir, sem nunca ser piegas ou vulgar.</p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Os Falsários (2007)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 03:31:40 +0000</pubDate>
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direção: Stefan Ruzowitzky
elenco: Karl Markovics, August Diehl, Devid Striesow
país: Áustria/Alemanha
gênero: drama
ano: 2007
título original: Die Fälscher
O ano de 2009 parece ter sido reservado para filmes dando novo olhar à Segunda Guerra. De conflitos pessoais de “O Leitor” à inocência infantil em “O Menino do Pijama Listrado”, o tema rende agora um ótimo exemplar que discute escolhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.adorocinema.com/filmes/falsarios/falsarios-poster01.jpg" alt="" width="176" height="257" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg"><img class="size-full wp-image-59 aligncenter" title="nota091" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota091.jpg" alt="nota091" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Stefan Ruzowitzky<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Karl Markovics, August Diehl, Devid Striesow<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Áustria/Alemanha<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: drama<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2007<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Die Fälscher</h3>
<p>O ano de 2009 parece ter sido reservado para filmes dando novo olhar à Segunda Guerra. De conflitos pessoais de “O Leitor” à inocência infantil em “O Menino do Pijama Listrado”, o tema rende agora um ótimo exemplar que discute escolhas individuais e seu impacto no coletivo, com o ótimo e bem dirigido “Os Falsários”.</p>
<p>O filme segue a história do falsificador bom vivant multi-facetado Salomon ‘Sally’ Sorowitsch (Karl Markovics), que vivem na Alemanha e falsifica de tudo. Preso, ele segue direto para campos de concentração da Alemanha nazista, passando a  integrar, junto com outros prisioneiros, como Adolf Burger (August Diehl), uma divisão de falsificação do regime.</p>
<p>O trunfo de “Os Falsários” é ser ao mesmo tempo denso e suave, uma característica muito difícil de se alcançar em histórias desse tipo. A temática Segunda Guerra, na verdade, parece que só funciona no cinema hoje em dia se tocar em feridas ainda encobertas, ou então em assuntos obscuros, como é o caso do longa em questão. “Os Falsários” é uma história real, escrita por Berg, único personagem que manteve o nome original. Criando uma teia concisa e sóbria, o diretor Stefan Ruzowitzky explora bem o tema real e o pano de fundo que é a guerra, e não abusa em momento algum o drama dos judeus em vão ou então os campos de concentração, altamente explorado em dezenas de filmes.</p>
<p>A narrativa é, portanto, envolvente por si só. O impacto inicial que o público toma é visto quando, logo aos 5 minutos, passamos do final da história para o começo, dando um contraste impactante, que vai ser importantíssimo para a fruição do filme. O diretor Ruzowitzky não é em momento nenhum maniqueísta em relação aos próprios prisioneiros, já que, sendo judeus, são obrigados a trabalhar para aumentar a fortuna do partido nazista e financiar uma guerra contra os próprios judeus. É esse conflito interno que vai permear toda a história, isto é, de que adianta trabalhar forçado para o regime se é justamente esse trabalho que vai salvar os nazistas? O trabalho em questão é a falsificação de dinheiro.</p>
<p>A construção desse conflito é bem recortado com a história de alguns personagens judeus e outros nazistas. A dualidade interna dos prisioneiros é ainda mais evidente nas relações de cada um. Tem gente ali com a família inteira morta, outros que ainda têm esperança em reencontrá-los e alguns, como Sally, que não têm nada a perder. O protagonista passa a ser o chefe da divisão e suas atitudes impactam diretamente no funcionamento do Projeto nazista e em como os outros vão (ou não) ajudar a levar pra frente a idéia. MArkovics faz um Solomon de maneira magnífica, encarnando um homem dúbio e misterioso, que tem um código de conduta próprio, mas que não poupa esforços em ajudar seus amigos, mesmo quando está em situação delicada.</p>
<p>O tema, que aparentemente é denso demais, tem algumas peculiaridades que o tornam mais “leve”, se é que isso é possível. O ponto chave para que isso aconteça é a dinâmica do roteiro, que somente perto do final demora alguns minutos a mais em cenas desnecessárias, mas que volta logo ao ritmo de antes. A conclusão, por sua vez, é bem irônica e reforça ainda mais a idéia de dualidade que qualquer ser humano vive e, mesmo sofridos por um regime imbecil e desumano, os judeus também não ficam de fora. A frase que encerra “Os Falsários” é claro nisso e dá o fechamento ideal, sem ser piegas ou repetitivo.</p>
<p><em>P.S.: &#8220;Os Falsários&#8221; é o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008, mas só agora, em junho de 2009, chega às telas brasileiras.</em></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Exterminador do Futuro: Salvação (2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 03:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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direção: McG
elenco: Cristian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin
país: EUA
gênero: ficção científica
ano: 2009
título original: Terminator Salvation
Dirigido por um diretor, McG, avesso a qualquer desenvolvimento de personagem e adepto fervoroso da edição “um-corte-por-segundo”, “Exterminador do Futuro – A Salvação” decepcionou aquele que esperavam o velho ‘Mc’. Apesar de algumas falhas, McG consegue dar um novo fôlego à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://cinemaeafins.com/wp-content/uploads/2009/04/b_8896.jpg" alt="" width="164" height="225" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg"><img class="size-full wp-image-64 aligncenter" title="nota07" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota07.jpg" alt="nota07" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: McG<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Cristian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin<br />
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<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: ficção científica<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<br />
<span style="text-decoration: underline;">título original</span>: Terminator Salvation</h3>
<p>Dirigido por um diretor, McG, avesso a qualquer desenvolvimento de personagem e adepto fervoroso da edição “um-corte-por-segundo”, “Exterminador do Futuro – A Salvação” decepcionou aquele que esperavam o velho ‘Mc’. Apesar de algumas falhas, McG consegue dar um novo fôlego à serie que já vinha no limbo, dessa vez conseguindo criar boas cenas de ação e um bom envolvimento narrativo.</p>
<p>“Exterminador do Futuro – A Salvação” retoma a história de John Connor (Cristian Bale), soldado da resistência humana contra as máquinas que dominam o mundo em 2018. Num cenário apocalíptico, John lidera um “exército” de homens em busca de salvação, mas vão enfrentar novos desafios e contar com a ajuda de novos personagens, como Marcus Wright (Sam Worthington).</p>
<p>As primeiras cenas do filme não deixam dúvidas de como será o restante da projeção: muito confronto, explosões e uma eterna luta homem x máquina. O tema, ainda bem, não é abandonado, pois ele é o principal motivo da existência da série, quando lá pelos idos de 1984 James Cameron dirigiu o primeiro filme dos quatro. Se essa temática perpassa todos os filmes, dessa vez o roteiro de “Salvação” dá uma boa guinada na narrativa da história: se nos outros longas a lógica da perseguição e salvação de dois personagens (John e sua mãe Sarah Connor) era dominante, aqui a tentativa da destruição total das máquinas é que dá as cartas do jogo. E mais: o protagonista é John, o que não acontece em nenhum dos outros filmes. Claro, esse protagonismo é dividido com Marcus, um misterioso homem que surge em meio à uma batalha e que passa a perseguir seu passado (uma versão atualizada de Jason Bourne ou Wolverine).</p>
<p>Por si só, essa lógica já dá um novo fôlego à série, que vem de uma desastrosa terceira parte, em que só se viu correria e nada de história. Em “Salvação”, Connor se agarra a uma nova perspectiva de aniquilação das máquinas, uma descoberta que pode arruinar de vez com a raça humana, mas que também pode dá sobrevida aos homens. Nesse contexto esperançoso, Bale se entrega de maneira tímida ao personagem, embora no frigi dos ovos ele consiga uma boa atuação – mesmo assim, Batman o deixou com a voz eternamente rouca? Está excessivamente sério (que não pode ser confundido com inteligência e concentração), mas consegue dar certo tom dramático que o papel exige em alguns momentos. A relação dele com Kate é que é falha, já que ela é mais parecida com uma porta do que com um ser humano cheio de sentimentos.</p>
<p>O filme ainda consegue boas cenas de ação, num raro momento na carreira do péssimo McG, que dessa vez cria a tensão necessária na maioria das cenas. Consegue também criar momentos em que não corta o take a cada 1 segundo, mostrando que consegue criar cenas impactantes com um pouco de criatividade. A história, porém, peca quando cria muitos tipos de máquinas e robôs gigantes; há praticamente um tipo de máquina para cada situação que possam enfrentar em batalha, desde motos superinteligentes, até mega estruturas de metal que mais parecem um dos Transformers. Essa é uma forçada de barra do longa, assim como alguns furos no roteiro que foram deixados para que a história criada se complete com as anteriores. Não custava nada mais um esforço da turma do roteiro.</p>
<p>Mas, num plano geral, a história acerta ao nos transportar para um cenário novo e completamente destruído, onde vemos homens escondidos como ratos na busca por salvação – e nesse ponto a equipe é competente ao criar boas situações de sobrevivência e cenários bem feitos e esteticamente impecáveis. A condução da história, como é de praxe em filmes do gênero, nos leva a crer em uma coisa, quando na verdade veremos que é outra completamente diferente. Esse ponto é importantíssimo: a surpresa é definitivamente uma surpresa, que impacta diretamente em diversos questionamentos que já tinham sido discutidos nos filmes anteriores, principalmente no segundo (o melhor de todos, diga-se de passagem).</p>
<p>Se a estrutura rende bem e certos aspectos há um exagero, inclusive na conclusão final infantil e boba, o público sai satisfeito por acompanhar uma história nova, porém dentro de um contexto já conhecido. E é bastante interessante conseguir acompanhar as diversas referências que há aos antigos filmes, que não estão latentes, mas criam uma colcha de retalhos sutil e saborosa.</p>
<p><em><strong><span style="color: #ff0000;">P.S. SPOILER SPOILER SPOILER</span></strong><br />
A aparição de Arnold Schwarzenegger é pífia e beira o ridículo. Tudo bem, não é ele, mas a representação é. Essa referência era melhor não ter entrado.</em></p>
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		<title>Crítica de Filme &#8211; Mulher Invisível (2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 03:05:04 +0000</pubDate>
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direção: Claudio Torrer
elenco: Selton Melo, Luana Piovani, Fernanda Torrer, Maria Manoela, Vladmir Brichta
país: Brasil
gênero: comédia
ano: 2009

Da nova safra de filmes de comédia do Brasil, que ainda conta com &#8220;Se Eu Fosse Você&#8221;, &#8220;Divã&#8221; e outros, &#8220;Mulher Invisível&#8221; talvez seja o mais consistente, embora peque em diversos aspectos. Mesmo com roteiro frágil e previsível, o filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://i489.photobucket.com/albums/rr260/cinemando/A_mulher_Invisivel.jpg" alt="" width="140" height="208" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg"><img class="size-full wp-image-68 aligncenter" title="nota06" src="http://www.cafecompop.com/wp-content/uploads/2009/03/nota06.jpg" alt="nota06" width="310" height="30" /></a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">direção</span>: Claudio Torrer<br />
<span style="text-decoration: underline;">elenco</span>: Selton Melo, Luana Piovani, Fernanda Torrer, Maria Manoela, Vladmir Brichta<br />
<span style="text-decoration: underline;">país</span>: Brasil<br />
<span style="text-decoration: underline;">gênero</span>: comédia<br />
<span style="text-decoration: underline;">ano</span>: 2009<span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></h3>
<p>Da nova safra de filmes de comédia do Brasil, que ainda conta com &#8220;Se Eu Fosse Você&#8221;, &#8220;Divã&#8221; e outros, &#8220;Mulher Invisível&#8221; talvez seja o mais consistente, embora peque em diversos aspectos. Mesmo com roteiro frágil e previsível, o filme consegue se manter graças ao carisma e talento de seu protagonista (Selton Melo), além da boa dinâmica dele com o restante do elenco.</p>
<p>&#8220;Mulher Invisível&#8221; é a história do controlador de tráfego Pedro, que cria na imaginação uma mulher perfeita, logo após ser chutado pela esposa. A tal mulher perfeita (Luana Piovani) realiza todos os desejos do rapaz, mas a situação começa a mudar quando uma outra mulher entra na parada.</p>
<p>O filme é mais um exemplar produzido com a marca &#8220;Globo Filmes&#8221;, o que traz ótimos pontos (como financeiro), mas também carrega consigo um peso enorme. Como já comentei aqui sobre &#8220;Divã&#8221;, essa nova produção também tem todas as características de uma produção global-novelística. Tá. Eu sei que é chato, mas eu não posso deixar de registrar essa pasteurização de certos filmes nacionais. Claro, em alguns aspectos não há problema &#8211; principalmente quando há em cena um ator no auge de sua carreira, como é o caso de Selton Melo -, mas no geral é um pacotão básico, um modelo estruturado que serve para vários filmes. Deixando um pouco isso de lado, o diretor Cláudio Torres acerta quando prepara o filme todo para Selton brilhar, interferindo pouco em cena e até aparando algumas arestas aqui ou ali.</p>
<p>A narrativa é construída de maneira bastante linear. Apesar de tentar criar um certo clima de suspense, todo mundo já sabe mais ou menos o que vai acontecer &#8211; até porque o trailer entrega bastante coisa. O que não entrega, no entanto, é a história paralela do outro lado do &#8220;triângulo amoroso&#8221;, vivida por Maria Manoela, um papel que exige um pouco mais e que a atriz interpreta de maneira correta. O grande trunfo do filme, no entanto, são as &#8216;gags&#8217; de Selton e seu elenco de apoio &#8211; assim mesmo, &#8220;de apoio&#8221;. Assim como Jim Carrey e outros grandes comediantes, o ator brasileiro tem o terreno todo para si e consegue, com isso, estabelecer uma boa dobradinha com Vladmir Brichta, que vive Carlos, seu melhor amigo. Mesmo repetindo um tipo muito parecido com o que já fez em outros filmes (&#8217;Romance&#8217;, por exemplo) ele vai bem ao lado de Selton, assim como Fernanda Torres ataca como a conselheira amorosa da personagem de Maria Manoela. Mais uma vez, ela repete a si mesma (Vani de &#8216;Os Normais), mas tem lá seus bons momentos.</p>
<p>O roteiro, sim, é o fundo do poço do longa. Linear demais, previsível e frágil na maioria das cenas, ele leva a história a pontos bem chatos. No entanto, creio que o tipo de história cairia perfeitamente num daqueles seriados noturnos de sexta-feira da Globo, com muita comédia e temática mais adulta. Funciona melhor.</p>
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